História Sob Domínio do Fogo - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Exibições 8
Palavras 4.501
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Heyy Peoples <3 como vocês estão?
Bem estou aqui, para mais um capítulo :D
Espero que gostem !!

#MissCandy e #MissHope

Capítulo 3 - Capítulo II


Fanfic / Fanfiction Sob Domínio do Fogo - Capítulo 3 - Capítulo II

O dia já tinha amanhecido,as garotas acordaram eufóricas principalmente Akame que ainda estava preparando seu psicológico. Hui Ying foi a primeira a se levantar e já estava arrumada para a primeira refeição do dia. A luta seria à tarde quando o sol estivesse um pouco mais fraco e os ventos fortes. Akame continuava deitada e nervosa.

– Eu não posso ir. – a garota murmurou, cobrindo-se novamente com os lençóis até o rosto.

– Não me venha com desculpas, Akame. Ande, levante-se. – Hui puxou os lençóis de sua irmã.

– Jiě jie – Akame resmungou manhosa. A outra revirou os olhos e puxou a irmã suavemente fazendo se levantar. Som da batida na porta soou no quarto delas.

– Entre. – Hui Ying disse. Com um sorriso em seu rosto Mei adentrou ao quarto, seguida pelas demais servas que limpavam a casa.

– Senhorita Akame, vejo que já está desperta.

Mei era uma espécie de governanta, desde quando as garotas nasceram ela já trabalhava para o Lorde Ho, a quem possuía um enorme respeito. Ela era praticamente uma segunda mãe para Hui Ying e Akame, a quem eram bastante apegadas. De vez ou outra dava umas broncas em Fo, a quem insistia em ensinar as garotas coisas perigosas como Mei costumava a chamar. 

– Mei... O dia de minha morte chegou. – Akame fez uma voz manhosa andando desajeitadamente até a mulher. A governanta franziu o cenho preocupada.

– Senhorita Akame! – exclamou assustada. A irmã revirou os olhos e puxou levemente a bochecha da outra, fazendo a garota para de drama.

– Aii isso dói! – Reclamou Akame se afastando e fazendo uma cara emburrada.

– Deixa de drama! Desculpe Mei, não precisa ficar preocupada. Você conhece o jeito de Akame... ela exagera. –Hui disse com um sorriso no rosto, relaxando a governanta, quem tinha uma mão no coração.

– Crianças... não me assuste assim. – Mei disse suavemente olhando para ambas as garotas. – Mas... Senhorita Akame... por quê diz isso?. indagou curiosa.

– Oh... Mei...– Akame se jogou aos pés dela com um de seus braços em sua cabeça, começando o drama de novo. A mulher arqueou a sobrancelha. – Foi o Fo! Culpa dele...estou condenada. Ela simulava choros falsos.

– Akame... – Hui a repreendeu. A outra levantou e arqueou a sobrancelha olhando para a irmã.

– Não minto, minha irmã. Foi o Fo o culpado, ele falou que eu queria desafiar o príncipe Yong...Como ele ousa, Mei? – Akame perguntou encarando a governanta que balançou a cabeça lentamente para os lados e ria das caretas da menina.

– Mas a senhorita não dizia isso: Que iria desafiar o Príncipe Yong?. Fo te fez um favor – a mulher disse ternamente para a garota, quem fingiu uma cara de surpresa.

– Oh! Todos estão fazendo um motim contra mim! Não acredito. – Akame continuava seu show, porém tinha um sorriso alegre em seu rosto. Hui e Mei se entreolharam e atacaram a menina de cócegas. Fazendo a garota gritar desesperada: - Me rendo, por favor pare! 

Depois de toda a confusão, a garota se arrumou e desceu para tomar café da manhã com sua família. Lorde Ho e Ling já se encontravam na mesa, aguardando as meninas.

– Minhas filhas! Cada dia mais belas. – Lorde Ho cumprimentou as garotas com um sorriso enorme em seu rosto, indo de encontro a elas e depositando um beijo na testa de cada uma.

– Obrigada, meu pai. – Hui Ying disse gentilmente.

– Devemos isso graças à beleza de nossa mãe e de você nosso pai. – Akame disse abraçando o pai.

– Talvez devesse pedir para o Imperador um exército em sua porta, meu pai. Para os lobos ficarem longe das nossas ovelhas. – Ling brincou. Saindo de seu esconderijo . As garotas deram um pulo pela surpresa.

– Ling!! – exclamaram as duas, correndo até o irmão e o abraçando.

– Sentiram saudades? – o rapaz brincou.

Ling era um guerreiro excelente, porém escolheu a vida da diplomacia, para o orgulho de seu pai. Ele era casado com uma moça nobre sobrinha da esposa do Imperador. Possuía mais convívio com os príncipes e pouco com suas irmãs como era antigamente. Virou um homem ocupado, mas sempre procurava brechas para ficar mais tempo com sua família.

– E sua esposa, como está? –Hui Ying, ainda abraçada o irmão.

– Está bem. Olha só para você! Como cresceu Hui.... Tão bela! Fiquei sabendo que possui a mesma vocação que meu pai e a mim. Estou orgulhoso. – Ling depositou um beijo na bochecha da irmã, a abraçando fortemente.

– Isso... Dê atenção para a sua Favorita. – Akame brincou, fingindo se afastar do seu irmão. Hui Ying revirou os olhos, sorrindo.

– É isso que eu vou fazer... dar atenção a minha favorita. – Ling retrucou empurrando a garota para frente suavemente e abraçando Hui carinhosamente, rindo. Akame olhou para ele de boca aberta e indignada. Ela emburrou a cara e iria se sentar, mas o irmão a puxou para um abraço.

– Ah.... Minha encrenqueira número um. –Ling apertou Akame com muita força. A garota não parava de protestar, dando fracos tapas em seu braço.

– Eu não sou encrenqueira. – resmungou olhando para os lados.

– Céus! Como está tão diferente, de uma bebezinha para uma mulher.... Teimosa como sempre. Com esse rostinho angelical. – Ling apertava as bochechas de Akame que se encontravam já vermelhas.

– Você não mudou nada. Mesmo irritante d... Aí! – a garota foi cortada ao sentir Hui puxar levemente sua orelha.

– O que ela quis dizer, irmão, é que sentimos sua falta – os três se abraçaram.

– Meus filhos se comportem. – Ho disse rindo.

Estava feliz por todos estarem reunidos e bem.  E assim foi a manhã dos Yamato todos rindo e brincando, até dar a hora de cada um seguir para seus devidos compromissos.

                   ***

– O que você disse? – Chang arregalou os olhos, não acreditando no que seu irmão Yong acabara de dizer.

– Tenho um duelo com Akame, filha do Lorde Ho, que parte não entendeu? – Yong olhou para o mais novo sem entender o porquê do choque.

O Príncipe tinha convidado seus irmãos para assistirem sua batalha com uma menina. Zhou alertou o irmão dizendo que isso não poderia chegar nos ouvidos do Imperador por nada, Jing-Quo concordou, Huan Yue ficou um pouco confuso Como assim uma mulher? Ficou louco irmão?. Chang parecia que petrificado.

– Hey Chang. Você a conhece? – Huan perguntou do nada fazendo todos ficarem curiosos e olharem para o mais novo, quem rapidamente tratou de baixar sua cabeça e olhar para outro lado.

– Conheço,é filha do Lorde Ho e irmã mais nova do General Ling, embora ele raramente exerça o cargo de General.– falou naturalmente sem tentar demonstra nervosismo.

– É impressionante Huan Yue que você nunca tenha prestado atenção na senhorita Akame, logo você que sabe de tudo, não? – o Principe perguntou com um sorriso fraco nos lábios. Agora todos olharam para Huan que tinha o cenho franzido.

– Talvez... Ela não feito algo que despertasse minha curiosidade. – retrucou, cruzando os braços olhando para Chang desconfiado.

 Zhou arqueou a sobrancelha, ele deu uma falsa tosse para chamar atenção.

– Huan... Ela é apelidada por alguns de... – o irmão procurava um jeito de contar aquilo sem parecer um pouco embaraçoso. Os demais olhavam para Zhou curioso, menos Jing que ria divertido.

–Lobinha. – Jing-Quo revelando o apelido, dando um fraco tapa nas costas de Yong. – Cuidado meu irmão, para não ser devorado.

Todos riram ou quase todos. Huan tinha as bochechas coradas e olhos arregalados e deu uma rápida olhada para Zhou. O fato de Huan Yue ter ficado abalado é que o jovem príncipe, tinha o costume de Admirar uma certa moça, que se envolvia em algumas confusões no conselho por ser sincera demais, e a única coisa que o jovem príncipe sabia era como algumas pessoas a tinha apelidado, Chang ficou um pouco intrigado... Quem é mais selvagem?  Uma loba ou um tigre?

– Veremos.... Quem será devorado. –Yong disse olhando desafiadoramente para Jing que retribuiu com o sorriso travesso ansioso com o resultado.

                   ***

Uma pequena multidão de servos e servas se juntaram para ver no que daria aquela diversão perigosa. Era a primeira vez que o Príncipe Yong era desafiado por uma simples jovem rebelde. Como ele não era de recusar nenhuma luta, muito menos se seu adversário fosse uma menina, ele se dirigiu até o local de treinamento dos soldados com os irmãos, nervoso, aparentando tranquilidade, girando sua espada habilmente nas mãos.

       Era um lugar aberto e espaçoso. Ao longe viam-se as montanhas adormecidas e verdes. Os curiosos sentaram-se no chão e alguns subiram nas árvores para verem melhor. Os Príncipes ficaram um ao lado do outro, comentando entre si e rindo, menos Yong, quem parecia ter esquecido o que era sorrir.

- Tenha cuidado, irmão, ela é uma moça. - Chang aconselhou. Também partilhava do mesmo nervosismo que o outro. 

- Eu sempre tenho. - murmurou Yong, sem olhar para ele.

- Da última vez que eu ouvi isso você arrancou a cabeça de um homem. - Huan Yue falou, encarando o irmão, com um sorriso travesso no rosto. - Portanto...

- Cale-se! - Yong o repreendeu.

      Do meio das folhagens surgiram duas meninas vestidas lindamente. Elas se pareciam, mas eram diferenciadas pela cor do vestido e o estilo de cabelo. Atrás delas vinha vindo um homem alto e de cabelos grisalhos. Quando Akame levantou a cabeça se deparou com todos os olhares em si. Virou-se de costas e falou:

- Eu quero ir embora, péssima ideia, péssima ideia!

- Acalme-se, irmã, vai dar tudo certo. - Hui Ying, tocou nos braços de Akame e a girou, para continuar andando. Sua voz era calma, para ter esse fim.

- Não! Não vai dar, eu vou passar vergonha na frente de todos! Na frente do meu príncipe.... Eles estão olhando. - Akame murmurava, andando quase se escondendo atrás de Hui Ying. - Culpa sua!

         Ela lançou um olhar furioso para Fo, quem se divertia com suas expressões.

- Mostre apenas suas habilidades, senhorita...

- Fica quieto! - Akame o cortou, nervosa. - Não fale nada! Não fale comigo.

- Akame! Acalme-se!–

- Acalme-se? Como quer que eu me acalme? Olha aqueles olhos perfeitos.... Aí.... Meu estomago está se diluindo.–

      Akame andava devagar, para demorar a chegar até eles. Yong girou a espada por entre os dedos, fazendo-a uivar no vento vespertino e frio que era soprado naquele meio de tarde. A menina se sobressaltou e apertou a mão da irmã com força.

- Eu vou morrer... E se eu machuca-lo?! Ele nunca mais vai olhar para mim de novo. - sua voz saiu como se ela estivesse chorando.

       Jing-Quo andou até o imrão desafiado, quem virou de costas para ela. Ele esticou a mão e percebeu que tremia.

- Pegue leve, Yong. - o mais velho aconselhou.

- E o que você acha que eu vou fazer? Arrancar a cabeça dela?–

- Ele virou de costas para mim! Ah, minha nossa, não vai querer mais olhar nos meus olhos novamente. - Akame resmungava.

- Ele deve estar nervoso. - Hui Ying supunha. - Olhe para outra coisa, respire fundo.

        Elas agora já estavam perto o suficiente. A plateia eufórica esperava atentamente. Fo tirou a espada do seu cinto e deu para Akame, quem tremia. Ela fez o que a irmã recomendou: Olhou para outra coisa, melhor dizendo, para outros príncipes: Chang e Huan Yue. Eles a observavam com os olhos inteligentes e admirados. Zhou, encarava Hui Ying, quem devolvia o olhar de forma entrecortada. Jing-Quo então capitou o olhar dela, a fazendo estremecer.

        Yong girou e voltou a encarar Akame, quem se aproximava.

- Boa-sorte, Akame. - A irmã desejou, a empurrando levemente.

       Então os dois começaram a caminhar lentamente em círculo. Akame respirava fundo a cada vez que sua contagem chegava no três. Segurou o punho da espada mais forte e de forma mais firme, tentando mudar seus pensamentos. E se ele passar a me notar se eu mostrar minha habilidade? Seus pensamentos foram cortados quando o Príncipe avança na direção dela, investindo com sua espada de metal escovado. Ela bloqueia, fazendo faíscas saírem com o choque dos metais. Yong arregala os olhos com a reação rápida dela.

       Akame então aproveita a oportunidade e o chuta para longe. O povo se sobressalta.

- Ela chutou o Príncipe... - um comentário surgiu em seu ouvido.

- Senhor, perdão, per... - a menina já estava se redimindo, saindo de sua posição, quando o rapaz investe novamente, dessa vez mais rápido.

       Akame apara os golpes de forma precisa e rápida. Os cabelos soltos e pretos, giravam enquanto ela forçava o corpo para o lado oposto ao que o Príncipe atacava. Achou uma brecha na defesa dele e avançou. Akame acertaria o braço real, quando no último segundo ele bloqueia.

- Ela é esperta. - uma voz surgiu atrás de Hui Ying.

- Ela é sim, mui... - a menina achava que era Fo, mas quando virou a cabeça viu o Príncipe Jing-Quo ao seu lado, observando a luta.

- Muito. - completou ele, deixando seu olhar doce cair sobre Hui Ying, sorrindo.

       A estrutura dela quase se desmontou, mas manteve-se firme. Um sorriso bobo ela deixou escapar de seus lábios.

- Alteza. - murmurou, desajeitadamente.

- Por favor, chame-me de Jing apenas.

- Ah... - o desconforto surgiu.

       Yong tentou pegar Akame desprevenida, abaixando-se do golpe diagonal da menina. A espada raspou no vestido dela e fez um rasgo em sua lateral. Ela pulou para trás, vendo se estava tudo bem, mas ao olhar para cima, aparou mais um golpe do Príncipe. A raiva surgiu queimando suas bochechas. Ele não dava trégua para ela, era como estivesse lutando com uma máquina. Ahhhh!

      Akame rangeu os dentes e partiu para cima. Os movimentos rápidos e sem piedade que estava impondo na espada, não dava tempo do Príncipe revidar, ele passou apenas a bloquear. Era uma chuva de golpes, enquanto ele andava para trás bloqueando e bloqueando. Os olhos dela procuravam alguma outra brecha para derrubá-lo, mas o movimento giratório dele a deixou atordoada, se não tivesse pulado para trás, teria sua barriga gravemente rasgada, mas nisso, a espada dela também rasgara o tecido da roupa de Yong, o manchado com seu sangue.

- Ah! - Hui Ying sufocou um grito. - Akame...

- Fique, calma. - Jing-Quo a tranquilizou. - Nas batalhas é muito pior, tenho certeza de que de todas as cicatrizes que ele tem naquele corpo, essa é a que ele mais vai apreciar.

- O que? - a menina o olhou. Percebeu o sorrio bonito no rosto do Príncipe. Então aquilo seria...

- Ela é realmente muito boa! - avaliou ele, com as mãos no queixo. - Seria uma soldado imbatível.

     Hui Ying ficou feliz pela irmã. Ela realmente era demais, destemida e rebelde. Olhou para si próprio e percebeu que nunca seria admirada pelo seu príncipe. Ele gostava de guerra, de espadas e sangue. Por mais que também gostasse dessas aventuras, seu ramo era outro: A estratégia, as leis, a parte inteligente do poder e a burocracia, os livros.... Esse era seu mundo, um tanto oposto ao de Akame.

      Jing-Quo viu a expressão impassível da menina ao seu lado. Ela admirava a irmã e queria o bem a para ela. Talvez seu modo altruísta de ser não deixava que a si próprio se destacasse. O príncipe então segurou a mão dela, sentindo o corpo de Hui Ying ficar rígido. E então sussurrou:

- A diplomacia sempre me atraiu também.

      Ela travou. A respiração ficou pesada. Lentamente, a menina olhou para o lado, mas não chegou a ver totalmente seu rosto.

- Eu quero falar com você depois, a sós. - concluiu o Príncipe deixando de sussurrar e voltar sua atenção a luta a sua frente. Os dedos dele tocaram os dela com mais força. Hui Ying sentiu os joelhos cederem, mas ainda assim, deixou-se apenas por uma mecha de cabelo atrás da orelha.

        Quando voltou a olhar para sua irmã, tomou um susto. O Príncipe Yong estava rosnando, apenas se defendendo, enquanto Akame investia cada vez mais rápido. Viu a menina levantar a parte do vestido rasgado e chutar a parte de trás do joelho do Príncipe, numa falha do movimento dele. Os mais novos puseram as mãos na boca, exaltados, quando viram o irmão cair de costas no chão, perdendo a força na mão. Akame chutou a espada da mão dele, que voou próximo aos pés de Jing-Quo.

       Akame encerrou o duelo com a ponta do aço escovado apontado para o rosto de Yong. O vento soprou frio e beijou o rosto suado da menina. Os cabelos finos voaram para o lado, deixando seus olhos visíveis ao Príncipe, que estava com uma mão estendida, protegendo o rosto.

      O silencio tomou a todos. Ninguém tinha coragem de comemorar a vitória de uma simples moça, com medo de desrespeitar o Príncipe. Chang virou para o outro mais novo e o cutucou, rindo. Zhou, de braços cruzados, olhou para a menina e sua irmã. Hui Ying estava para chamar Akame, quando a mesma caiu em si e baixou a espada. Ela arregalou os olhos. Tinha conseguido vencer seu príncipe. Começou a tremer. Suas bochechas começaram a queimar, quando Yong a encarando, falou:

- Ajude-me a levantar, por favor.

Sua expressão era séria. O suor deixava claro que os cabelos estavam molhados. Akame na mesma hora tocou a mão dele para puxa-lo para cima, mas Yong a puxou com força, fazendo-a perder o equilíbrio e cair em cima do corpo do Príncipe.

      Seus rostos estavam tão próximos que seus narizes se encostaram. Os olhos de Akame pareciam saltar das orbitas de tão arregalados. Ele não esboçava nenhum sorriso, parecia insatisfeito, mas não dava para saber se era mesmo aquilo que sentia ou não. Hui Ying apertou mais forte a mão de Jing-Quo, automaticamente, ao perceber, soltou as mãos dele e corou, virando para o outro lado. Percebeu Zhou a observando.

- Excelente. - a voz grossa de Yong soou baixa.

- Alteza.... Eu... - ele não deixou que a menina terminasse. Ajudou-a se levantar e com a mão no braço machucado, caminhou para longe do campo de treinamento. 

       Os mais novos saíram, mas antes não sem olhar para Akame. Zhou assentiu para Hui Ying, com um sorriso curto e discreto nos lábios. Akame voltou para Hui Ying e a abraçou, cortando o contato visual que entre o Príncipe e a irmã.

- Minha nossa! Eu estou tão envergonhada! - A menina enterrou o rosto no pescoço da irmã e choramingou.

- Akame! Akame. - Hui Ying tentava recompor a irmã, pois a outra não percebera que Jing-Quo estava ao lado delas. - Comporte-se.

      Akame ergueu a cabeça e olhou para o lado. Seu rosto ficou mais vermelho que já estava. Ela abaixou a cabeça, timidamente, deixando seus cabelos tamparem seu rosto.

- Alteza, desculpe-me! Desculpe-me...

- Senhorita Akame, fique tranquila. Eu estava falando para sua irmã que a cicatriz que você causou a ele será aquela que Yong mais apreciará.

A menina parou de soluçar. Ergueu-se devagar e voltou a encarar a irmã e depois para o Príncipe. Ela ficara louca ou ouvira o certo?

- Bem, eu vou indo, quero ver o que ele tem a dizer sobre a primeira derrota. - Jing-Quo pegou a mão de Hui Ying e deixou um beijo delicado e educado. O mesmo ele fez com Akame. Cumprimentou Fo e saiu, andando com a roupa preta esvoaçante.

       Hui Ying quase desmaiou quando viu Jing-Quo lhe lançando uma piscadela rápida antes de desaparecer por de trás das trepadeiras, mas manteve-se firme e estudou a expressão de Akame.

- Minha irmã?

- Senhorita Akame, eu estou muito orgulhoso. - Fo comentou se aproximando das meninas.

- Vocês ouviram isso? - ela balbuciou, alternando o olhar entre a irmã e o guarda-costas.

- O que? - Perguntou os dois ao mesmo tempo.

- Akame... - Hui Ying percebeu o sorriso travesso nos lábios da irmã.

       A multidão estava se dispersando, batendo palmas discretas para Akame. Ela agradeceu e fez pequena reverencia, segurando o vestido.

- Minhas senhoritas, está na hora. Vosso pai irá passar a tarde com vocês.

         Fo caminhou na frente abrindo caminho. Akame abraçou a irmã e comentou no ouvido dela.

- Então ele gosta de mim?

- Que pergunta é essa? - Hui Ying riu.

- Ah! Hui Ying, eu vi aquelas mãos juntas! - Akame brincou com a irmã.

- Onde?! Sua sem graça. - ela empurrou a outra de leve e se foram juntas com Fo.

                    ***

- A futura noiva de Zhou e sua família irão chegar daqui a um dia. - o Imperador Yao conversava tranquilamente com Lorde Ho e alguns conselheiros. - Temos que arrumar tudo amanhã. Eu vou ficar aqui, para a chegada dela.

- Alteza, não acha melhor partir hoje e encaminhar a Família Real para o Reino mais distante - Ho perguntou, coçando o queixo.

      Yao franziu o cenho e estreitou os olhos. Apoiou o cotovelo na cadeira de seu trono, querendo ouvir mais.

- Por que diz isso, Ho?

- Não sei, - ele não desviou o olhar. - Só sinto um mal pressentimento.

- Mas, Vossa Alteza, agora já está em cima para nós mandarmos uma carta dizendo para avançarem mais no Reino. - um dos conselheiros objetou.

       Yao olhou para Ho. Ele ponderou. Realmente estava tarde demais para fazer modificações.

- O que sugere, Ho? - o Imperador indagou com sua voz potente.

- Já disse, Senhor, mas se acha que está em cima da hora, eu apenas vou reforçar a guarda, ainda mais.

- Está resolvido, Alteza. - outro conselheiro apressou-se em falar.

      Yao apenas o fuzilou com os olhos penetrantes e negros. Olhos inteligentes e bondosos.

- Você é o Imperador? - indagou ao homem, quem corou envergonhado.

- Não, senhor, essa não foi minha...

- Saiam. - ordenou. - Lorde Ho, fique.

       Os Conselheiros deixaram o grande salão, repleto de panos brancos e brilhantemente arrumados no teto abobadado e decorado. O vento noturno entrava pelas janelas longas e abertas. Lorde Ho então ajoelhou-se diante do Imperador e baixou a cabeça.

- Erga-se, não precisa de formalidades agora. - brincou Yao, deixando-se gargalhar baixo. - Agora diga, que mal pressentimento é esse?

- Yao, eu não sei. Apenas algo aqui dentro está - ele apontou para o coração. - me deixando inquieto. Alguma coisa me diz para você sair daqui o mais rápido possível e manter sua saída em segredo.

      O Imperador assentiu, analisado aquelas palavras com cuidado. Ho era o último a querer fazer mal ao Imperador, uma vez quase morrera para protege-lo.

- Você acha que tem olheiros aqui? - Yao perguntou de forma conspiratória.

       Lorde Ho iria responder quando ouvem um bater de porta. Ele se virou e vê Príncipe Zhou caminhando perfeitamente pelo salão. Ao chegar próximo ajoelhou-se e bateu no peito, com a cabeça baixa, cumprimentando as duas figuras a sua frente.

- Alteza. - Ele falou, já em pé. - Lorde Ho.

- O que houve, Zhou? - seu pai o observou.

- Gostaria de perguntar algo, algo que me importuna a bastante tempo. - começou ele, olhando para Ho.

- E o que é?

- Eu gostaria de propor Hui Ying, a filha de Lorde Ho, em casamento. - o Príncipe foi direto e claro. Não demonstrou nenhum tipo de nervosismo.

       Ho arregalou os olhos, surpreso. Yao inclinou-se no trono e virou o rosto como se tivesse escutado alguma coisa errada.

- O que? - balbuciou.

- Eu gostaria de pedir Hui Ying, a filha de Lorde Ho, em casamento. - repetiu ele de forma simples, encarando o pai profundamente.

- Meu filho, seu casamento irá trazer alianças a nós! A princesa do Reino do Leste é filha de um Imperador quem quer fazer parceria com nosso Reino. Ele não tem exércitos suficientes e o povo está entrando em decadência por falta de recursos. - o Imperador explicou, já de pé, em frente a seu filho.

- Mas eu não a amo.... Não vi essa Princesa em toda minha vida. E Hui Ying, eu a vi crescer. Lorde Ho apoia, não? - Zhou virou a cabeça para o mais velho, que ainda parecia chocado e honrado ao mesmo tempo.

- Alteza... - não sabia o que responder.

- Zhou. Sua futura esposa chegará daqui a um dia. - o Imperador falou, dando fim ao assunto, com um gesto. - Quero que você, Jing-Quo Yong receba a família, já que são os mais velhos.

- Pai... - Zhou tentou objetar, mas foi cortado.

- Basta! Agora vá.

       O Príncipe, frustrado, baixou a cabeça e bateu no peito, se retirando rápida e inconfortavelmente. Lorde Ho olhou para Yao, sorrindo.

- Eu não esperava que ele fosse fazer esse tipo de proposta.

- Muito menos eu. - o Imperador voltou a sentar-se. - Espero que ele entenda que isso seja para o bem de uma nação.

                    ***

      As tropas do Imperador Verde ainda sim avançavam. A noite era fria e congelante, mas a ansiedade de invadir o Reino. Os Príncipes troteavam em seus cavalos, um ao lado do outro. Os arqueiros checavam suas flechas enquanto andavam. O barulho dos tambores não deixava que ninguém dormisse andando ou que sentissem cansaço.

        Era um exército gigante. Os soldados todos de verdes, com armaduras em perfeito estado.

- Ansioso? - Sheng indagou cutucando o irmão ao lado. Ele tinha o olhar malvado e era um dos mais altos. Montado parecia um cavaleiro, mas era apenas um dos Príncipes mais cruéis.

- Sim. - Dong, seu irmão, seu parceiro e também general, respondeu sorrindo. Os cabelos pretos voavam com o vento frio, e o pano da mesma cor olhe tampava o rosto até o nariz, impedindo comprovar um sorriso de deleite. Deixando amostra apenas aqueles olhos puxados e brilhosos.

- Que bom, partilhamos dos mesmos sentimentos. - Sheng olhou para frente e seu sorriso se alastrou ainda mais por seu rosto bonito.

       Ele avistou luzes muito distantes, mas significava que se corresse um pouco elas se tornariam maiores e ficariam mais perto. Dong também percebeu e virou para o irmão.

- Estamos chegando. - Concluiu. Um gritou irrompeu da garganta dos dois, puxando o terceiro irmão.

Assobios saíram dos lábios de alguns arqueiros, os sons que faziam para se comunicar. Logo os tambores ficaram mais altos e agressivos. Os cavalos não trotavam mais e sim, corriam. Os soldados urraram e voltaram a marcharem, mais depressa.

            Em pouco tempo eles estariam  lá...


Notas Finais


Bem galerinha ,esse foi mais um capítulo :D
espero, sinceramente que tenham gostado e desfrutado !!
Críticas e opiniões sempre serão bem-vindos .
Até semana que vem \o/
que vocês tenham uma semana abençoada <3 #MissCandy e #MissHope


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...