História Sob Minha Alma - Capítulo 2


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Categorias Originais
Tags Drama, Mistério, Revelaçoes, Suspense
Exibições 7
Palavras 864
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - O Capuz Preto


Era noite, em Nova Iorque. A cidade estava movimentada. Empresários andavam pelas ruas, crianças corriam. O coral da igreja estava extasiado. Porém, ao mesmo tempo, o lugar era preto, desanimado. Muitas pessoas que estão com um sorriso aberto têm a alma impura. A felicidade é rara.

 

Emma Vandella era um exemplo. Seus cabelos louros, curtos eram invejados por muitos. Suas lindas unhas e roupas elegantes estavam nas capas de todas as revistas. Sua música era tocada em todas as festas. Mas seu destino era incerto.

Ela estava cansada de ser parada pela mídia, Emma não queria ser mais um símbolo sexual na sociedade. Ela não aguentou a pressão da fama.

 

Nova Iorque, 21 de Setembro de 2013

 

Emma Vandella estava na sua mansão, em Nova Iorque. Ela estava na sacada , olhando as estrelas com um cigarro na mão. Minutos depois ela iria cantar no Center World Club. Era um público de três mil pessoas.

 

- Eu estou pensando em quebrar o contrato com a Universal Music - Disse, sentando-se na cadeira de aço ao lado.

 

- Foi lá que você gravou seu primeiro disco. Seria um grande prejuízo para nós uma suposta saída dessa gravadora - Respondeu Greg, um dos seus assessores.

 

- Eu posso parar por uns meses. Foram dois singles nesse álbum, quero descansar e pensar em uma maneira para lucrar mais. 

 

- Foram vinte milhões de cópias vendidas. Um descanso da mídia pode sujar nosso nome.

 

- Eu entendo. E por esse motivo vou parar. Eu estou escrevendo, e não estou disposta a cantar. Vou amanhã quebrar o contrato.

 

- Se você quebrar o contrato, eles não irão correr atrás novamente. A Universal é muito rigorosa em quesito musical. Foi complicado gravar seu primeiro álbum.

 

- Estou entrando em contato com Dilary Mcades, a produtora de Nelly Furtado - Devolveu Emma, Esticando uma folha sulfite amassada, com algumas informações dessa mulher.

 

- Você tem certeza? Não foi fácil levar seu disco para a Europa. Um novo jogo de marketing pode piorar a situação. Você devia pensar melhor antes de fazer uma decisão errada.

 

- Não tem nenhuma decisão errada. É minha vida profissional e minhas próprias escolhas.

Ela se levantou, pegando uma garrafa de vinho no frigobar vermelho ao lado.

 

- É como se eu não tivesse minha própria liberdade. Além de cantar, quero ser eu mesma. Poder sair de casa e viajar sem algum paparazzi perguntando quem estou namorando ou quando vou lançar um álbum novo!

 

- Você entrou no mundo da fama. Não tente se distanciar - Disse Greg se aproximando e pondo suas mãos sob a de Emma.

 

Eles já tiveram um caso, porém decidiram parar. Quando a fama dela se elevou, muitas coisas mudaram, tanto na sua vida pessoal quanto a íntima.

 

Eu já estou pronta – Disse Emma, descendo as escadas. Ela estava lendo uma revista e na capa, estava ela.

 

- Minha esposa está me ligando, espere na limousine.

 

Emma jogou a revista no chão. Esse era um dos costumes das popstar’s. Dar pouca relevância para os mínimos detalhes. 

 

Ela olhou novamente paro o céu. As estrelas estavam brilhando. Quando viu seu reflexo na sua piscina, jurou perceber um vulto.

 

- Quem é? – Disse Emma, com um tom entediado.

 

Só podia se ouvir os grilos cantando. Talvez era apenas um fetiche de sua mente.

Ela passou pela garagem e abriu a porta do carro preto.

 

Seu celular toca. O Ipod Nono começou a vibrar dentro de sua bolsa Louis Vuitton dourada.

 

- Alô. Quem deseja?

 

- Olá, Emma - Uma voz estranha falou no outro lado da linha.

 

- Fico feliz em saber que ainda continua injuriosa. Eu lhe amo por esse motivo. Você toma suas próprias decisões e a opinião alheia não interfere em nada.

 

- Sinto muito, porém, tenho que ir. 

 

- Não vá. Podemos conversar mais. 

 

- Por favor. Se identifique - Ela já estava pasma.

 

- Você se lembra do tempo em que nós duas ficávamos horas no Lago? Juntas, cantávamos nossas músicas favoritas. Você me usou. Pensei que me amava tanto quanto eu.

 

- Eu já lhe dei dinheiro suficiente para te calar. Não ligue mais ou Greg terá que tomar algumas providências - Suas mãos tremiam

.

- Greg não é a pessoa em que você mais confia. Cuidado.

 

- Vou desligar essa ligação e fingir que isso não aconteceu. Se dirigir a palavra novamente, irei tomar atitudes mais sérias.

 

- Eu ainda te amo. E não vou desistir de você.

 

Ela desligou seu celular. Seus dentes balançavam sob seus lábios. Isso não podia estar acontecendo.

Ela ouviu um ruído vindo em uma área acima da garagem, que servia de vista para toda a cidade de Nova Orleans. 

 

Havia uma pessoa com um capuz e uma máscara preta. Segurava uma arma na mão esquerda. Ela foi acertada por um tiro. Nunca mais veria o mundo - Nem menos seu lindo rosto estampado numa revista.

 

Ao ver a cena, Greg se aproximou.

- Obrigado por fazer o trabalho. Precisamos encontrar as próximas – Ele esticou sua mão esquerda, entregando dinheiro para a pessoa de capuz. 

Seja quem for, Emma conseguiu sua missão. Se livrar na mídia. Dó, tudo está apenas começando.



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