História Sobre cigarros e libélulas - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Cigarros, Drama, Filmes, Libélulas, Romance, Yaoi
Exibições 30
Palavras 1.858
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá criaturas!!!
Mais um capítulo fresquinho para vocês!!
Boa leitura!!

Capítulo 5 - Capítulo 4: Luzes de neon


Fanfic / Fanfiction Sobre cigarros e libélulas - Capítulo 5 - Capítulo 4: Luzes de neon

Luzes de neon parecem o trazer para mim, não sei se bebi demais, mas acho que hoje eu vi um anjo.

            A festa era em uma daquelas casas de gente rica, que possuí vários carros de marcas distintas na garagem, tão caros quanto a soma de vinte apartamentos iguais ao meu. Caminhei meio perdido em meio aquela multidão de jovens embriagados, chegando à cozinha exageradamente grande, parei em frente à geladeira mais complexa e tecnológica que eu já vi na minha vida, abrindo uma de suas portas.

Foi impossível não sorrir. Havia várias garrafas intactas de vodka por toda a parte, peguei a qual eu sabia que era a mais cara e sai da cozinha, deixando o casal de garotas se pegarem sobre a mesa em paz. Voltei para aquela bagunça de luzes neon e corpos suados, tentado encontrar Ian, porém, não tive muito sucesso. Provavelmente ele estava em algum canto se agarrando com alguma garota mais alta do que si e dez vezes mais bonita; não sei o que Ian tem de especial, só sei que as garotas gostam dele. Vai entender!

Estava naquela festa há vinte minutos, demorei dez para chegar àquela cozinha e para ser sincero, não estava me divertindo nem um pouco. Séria falta de ética se eu fosse embora levando a garrafa e por menos me despedir de Ian? Bem, acho que sim, mas, estava pouco me importando em ser ético naquele momento. Tudo o que eu mais desejava era voltar para minha caverna da solidão e chorar ouvindo Florence and Machine.

            Faltava pouco para chegar à porta, eu só precisava achar uma rota alternativa em meio aquelas pessoas a qual, eu não precisasse ficar esbarrando o tempo todo. Quando me aproximei de uma das paredes da sala de estar, onde, estava sendo a pista de dança improvisada, fui atingido por um braço de um adolescente magricelo e irritante, quando me virei para xinga-lo de todos os palavrões existente nesse mundo incrivelmente imprevisível, acabei encontrando uma criatura. Não uma criatura qualquer, era ninguém menos do que Dominik!

— Ele só pode está me seguindo, não é possível! — Nessa altura eu já tinha me esquecido completamente do protótipo de ser humano, encostei-me na parede e abri a garrafa de vodka, tomando um gole grande da mesma em seguida. — Não, não pode ser essa “coisa” só pode ser um X-Men! Ele está em toda parte! — Continuei incrédulo, tomando mais um gole da bebida em seguida.   

Eu não sabia se era uma coincidência impressionante do destino ou, se Dominik havia colocado um rastreador em mim sem que eu percebesse e estava me seguindo pela cidade!

Mesmo que o plano de ir embora continuasse vivo em minha mente, parecia que existia uma força maior me prendendo naquele chão, naquela parede, olhando para um garoto a qual que havia conversado apenas uma vez e que tinha que admitir: estava lindo com aquela camisa branca e aquela calça vermelho vinho.

As luzes de neon davam uma coloração mista de azul, vermelho e roxo, deixando-o ainda mais bonito, porém, não era um bonito normal, era algo místico, angelical. Seu corpo se mexia desengonçado, em uma dança um tanto que esquisita; ao seu lado estava uma garota de cabelos roxos e batom preto. Os dois pareciam realmente sentir a música, porém, o único ser que eu conseguia prestar atenção naquele momento era naquele garoto quase desconhecido, com um sorrido bonito e de olhos fechados.

Não era a primeira vez que achava um garoto bonito, porém, não deixava de ser deveras estranho isso.

Então de repente ele abriu os olhos, seus olhos castanhos pararam brevemente no rapaz que havia esbarrado em mim e depois, foram direcionados diretamente em minha direção, focando-se na minha presença, que logo, percebi que não era esperada. Sua expressão de surpresa logo fora substituída por uma alegria quase exagerada e em passos apresados, Dominik começou a caminhar em minha direção.

Eu juro que tentei sair correndo, porém, quando eu menos esperava, meu corpo estava sendo envolvido pelos braços branquíssimos dele.

— Klaus! — Ele disse alto demais para tentar superar a música alta. — Meu Deus! Não é que Ian conseguiu te tirar do seu casulo!

Não sei se estava sentimental demais, porém, os braços dele eram tão confortáveis... Não Klaus! Foco!

— Você que é o dono da festa? — Perguntei quando seus braços se afastaram de mim.

— Não, é do meu amigo da escola de artes!

— Ah... Ele sabe como fazer uma festa. — Falei, dando de ombros. — Bem, estou indo, foi bom te ver.

— Ei, espera! — Dominik segurou meu pulso direito com delicadeza, massageado as costas da minha mão em seguida. — Fica mais um pouco, vamos conversar!

Arquei uma sobrancelha. Só podia ser brincadeira, o que eu tinha de tão interessante para que aquela criatura quisesse falar comigo?

— Mas... — Comecei a falar, porém, Dominik não estava disposto ouvir um “não” como resposta. Ele começou a me puxar pela festa, pegando um casaco preto em meio á vários outros e, só soltou minha mão quando chegamos ao lado de fora da casa.

            Era uma típica noite fria de outono, ajeitei meu casaco contra o corpo quando o ar frio me atingiu, bagunçando meus cabelos ainda mais. Tomei mais um gole da vodka e me sentei ao lado de Dominik em um ponto de ônibus que havia em frente a casa.

A rua era razoavelmente escura, havia poucos postes e estávamos sentados debaixo de um deles. Dominik apalpou um dos bolsos da sua calça, pegando um maço de cigarros e um isqueiro.

Fumar é uma pratica normal para muitas pessoas, porém, Dominik fazia parecer que era uma arte. A forma que ele colocou o cigarro nos lábios, a chama do isqueiro iluminando sua face expressiva e o jeito que ele tragava... Ele parecia um daqueles atores dos filmes dos anos 60.

— Você me falou sobre o Ian... onde você conheceu ele? — Perguntei, tomando um gole de vodka em seguida.

— Eu já o conhecia, temos alguns amigos em comum. Só que comecei a realmente conversar com ele quando fui à locadora devolver os filmes que havia pegado. — Ele respondeu, levando o cigarro aos lábios em seguida.

— Ah...

Dominik olhou para mim e sorriu.

— Você sem óculos parece uma versão mais cabeluda do Jared Leto — falou.

— Meu Deus, você está muito bêbado para me comparar com o Jared Leto!  — Não resisti em rir.

— Sério! Você fica um gato sem óculos, deveria investir nisso!

Se eu dissesse que não corei naquele momento estaria mentindo descaradamente. Nunca fui de ser elogiado, e isso com certeza é a única coisa capaz de me deixar sem jeito. 

— Obrigado. — Falei, tomando mais um gole da minha bebida em seguida, tentando esconder a minha face corada.

Droga... Que criatura mais chata! Com esse sorriso bonito e fumando como James Dean!

+++

            Dominik caminhou animadamente até a ala de CDs e livros do supermercado, parando em frente a alguns CDs de bandas indie. Um cigarro enfeitava seus lábios, o terceiro em menos de uma hora.

Parei ao seu lado meio entediado, deslizando meus dedos pelos discos de bandas alternativas. Era mais de meia noite e estávamos em um daqueles supermercados que ficam abertos durante vinte e três horas. Depois de conversar sobre algumas bandas, Dominik me convenceu a andar quatro quarteirões até aquele lugar, com a desculpa que meu conhecimento sobre música era escasso demais e que iria me mostrar uma banda que mudaria completamente meu conceito sobre música.  

— Eu não acredito que você não conhece Arctic Monkeys!

Dei de ombros; andava tão deprimido que nem mesmo música eu queria ouvir mais.

— Ando evitando ouvir músicas ultimamente — falei—, elas andam me deixando ainda mais triste.

— Por cristo! — Dominik disse cocentrado em sua procura. — Você é tão cinzento, deveria relaxar mais vezes e... Achei! — Ele levantou o disco triunfalmente, como se estivesse acabado de fazer a descoberta do século.

Acabei sorrindo vendo aquela imagem.

Dominik pegou um daqueles chapéus bobo de festas, preto e com orelhas de coelho brancas, durante o percurso até o caixa, a moça que o atendeu parecia triste e cansada. O moreno a deu alguns dólares e recusou a sacola plástica. “Não estou a fim de destruir a natureza, pelo menos não por hoje!” disse para mim, enquanto colocava o chapéu na cabeça.

Maluco, pensei, balançando levemente a cabeça para os lados.

            Eu estava bêbado o suficiente para ver o mundo girar ao meu redor, encoste-me em uma das paredes de uma loja qualquer e levei minhas mãos aos meus olhos, esperando que assim, a tontura passasse.

— Acho que você bebeu demais! — Dominik falou, caminhando em minha direção e colocando uma mão sobre meu ombro direito.

— E você fuma demais...

— Cada com seu suicídio químico. — Ele passou meu braço direito sobre meus ombros e entrelaçou minha cintura, ajudando-me a caminhar pela rua. — Onde você mora?

— Uns três quarteirões daqui. — Respondi.

— Ok — Dominik sorriu —, vou te levar para casa cinderela!

— Isso não tem graça!

Caminhamos tranquilamente até o meu apartamento, enquanto Dominik me contava sofre situações cômicas que já aconteceu com ele no trabalho. Como a vez que uma senhora o perguntou se tinha um vaso grande o suficiente para colocar as cinzas dos seus dez cachorros já falecido ou, da vez que ele deixou um monte de tinta preta cair sobre um tapete branquíssimo e caro e em como foi difícil para ele pagar depois. Normalmente eu iria achar aquele tipo de conversa um saco, mas, eu não sei se era a bebida ou o que, mas ouvir seu sotaque britânico estava sendo agradável naquele momento.

Quando finalmente chegamos ao meu apartamento, sentei-me no meu sofá velho, enquanto encarava por um momento a luz amarelada do poste que havia bem em frente ao prédio onde eu morava e para piorar, iluminava uma boa parcela da minha sala de estar. Pensei em ligar a luz, porém, Dominik não pareceu se importar com a escuridão; ele caminhou até o meu antiquado rádio e colocou o cd que havia comprado.

            Dominik sentou-se no chão, com suas costas encostadas no sofá. Logo, ele tirou o maço de cigarros e sua face fora iluminada pela chama do isqueiro.

— Gostei do seu apartamento — comentou, depois de duas tragadas profundas em seu cigarro.

— Isso aqui é uma catástrofe. — Falei, deitando-me no sofá.

— Eu gosto de catástrofes...

Sorri.

(Triste por te ver partir)

Eu meio que esperava que você ficasse

Fechei meus olhos, enquanto cada verso daquela música vagava pelo apartamento e parecia entrar na minha corrente sanguínea. Eu não me importava com fato de ter um “desconhecido” sentado no chão empoeirado ou, se ele poderia simplesmente pegar uma faca na cozinha e me matar. Tudo o que eu queria naquele momento era ficar ali, com os olhos fechados e ouvindo uma boa música, sentindo o cheiro de framboesas que parecia emanar de Dominik se misturar com a fumaça toxica de cigarro.

— Gostei de você. — Estava sonolento e a voz de Dominik parecia meio distante, porém, não deixei de reparar o quanto o sotaque dele era formidável. — Só é um pouco ranzinza, mas mesmo assim, é um bom garoto...

 

Talvez eu esteja muito

Ocupado sendo seu para me apaixonar por outra pessoa

 

E então, eu adormeci.


Notas Finais


Os trechos que aparecem em itálico no capítulo é da música 'Do I Wanna Know?' da banda Arctic Monkeys ^.^
Espero que tenham gostado!!
Beijo e até o próximo!!


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