História Sobre Duas Rodas (Imagine Rap Monster – BTS) - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Rap Monster
Tags Ação, Imagine, Rap Monster, Romance, Tiasakura
Exibições 54
Palavras 4.458
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


O CAPÍTULO DO AVISO SERÁ EXCLUÍDO LOGO EM SEGUIDA PQ SOU DESSAS (Lua em virgem vai querer tudo arrumado o tempo todo KAKAKAKAKKAKAKA)

mto obrigada as msgs fofas de voces e eu estou melhorando ^^ Queria também pedir que deixem suas opinioes em todos os contextos que quiserem, quero mto saber se estou indo pelo caminho certo com esse imagine.. Se der certo farei dos outros temas na mesma temática "Coletânea Bangtan Motors"

isso soou bem? nem sei hehhehehehe

Capítulo 2 - De todos os julgamentos


Fanfic / Fanfiction Sobre Duas Rodas (Imagine Rap Monster – BTS) - Capítulo 2 - De todos os julgamentos

Acordei cedo como de costume, estava um pouco dolorida, sabia que ele também deveria estar. Ri com esse pensamento e me levantei indo tomar um banho, ainda continuei sorrindo de modo bobo, afinal eu estava feliz de finalmente ter falado com ele e estarmos finalmente bem.

Tomei banho bem devagar e reparei alguns arranhões e mordidas pelo corpo, pelo menos aquilo eu sabia que sumiria logo já que Namjoon sabia que eu odiava ficar marcada. Saí do banheiro depois de uns trinta minutos, coloquei roupas mais simples, mas que não deixavam de ser provocativas. Namjoon virou na cama e sua destra me procurava tateando o lençol, ele acordaria logo.

Saí do quarto e me surpreendi, praticamente todos da gangue já estavam de volta, porém eu sabia disso apenas pelas portas destrancadas que vi enquanto caminhei pelo corredor até a escadaria para o hall. Deviam estar aproveitando suas ressacas. Aquele lugar não tinha funcionários, todos se ajudavam de alguma forma e como não havia ninguém acordado ainda fui até a cozinha sem me preocupar com barulho, me virei para fazer um café pra mim e para meu loiro.

Fiz tudo do modo mais simples, com bastante café, pão, iogurte e frutas. Senti uma leve tristeza ao me lembrar da minha família, fazia anos que eu não tinha notícias deles. Me lembro perfeitamente de como foi nosso último encontro há alguns meses atrás.

 

~~~

Estava nevando naquele dia, era uma época em que fez tanto frio que virou notícia uma semana, se bem que não era difícil nevar em São Francisco. De qualquer modo eu não estava acostumada com frio, na verdade eu odiava.

Namjoon dirigiu até lá desde a Califórnia, onde moramos agora, eu disse que ele podia voltar pra casa e eu voltaria de ônibus, eu precisava fazer aquilo sozinha. Se eu estava pronta para enfrentar meu passado ele teria que ficar afastado, eu poderia explodir e acabar o machucando.

Quatro anos depois de eu ter saído de lá com meu Namjoon (sim, meu) achei que eles mereciam ao menos uma notícia minha, saber o quanto eu estava maravilhosamente bem sem eles. Até aquela altura eu já estava namorando sério, mesmo tendo 15 anos quando saí eu não diria que era uma criança, até mesmo agora sou muito mais madura do que eles pensam. Acho que todas as aventuras e até os perigos que passei com a gangue me ajudaram a evoluir.

 

Vivida? Eu? Imagina querida só tenho 19 anos.

 

Depois de me despedir dele com um selinho e um sorriso caminhei pela neve a passos apressados até parar na porta da minha antiga casa, mal deram dez segundos depois de tocar a campainha que fui atendida e meu irmão me levou para dentro.

–______?! Meu Deus, como você cresceu. –Ele disse enquanto subimos as escadas, fiquei o tempo todo encarando o chão. –Que bom que você aceitou o convite do papai, ele vai ficar feliz.

–Hm, vim para enaltecer o ego dele isso sim, não ache que ainda sou criança. –Falei com um tom ainda frio e não desviei o olhar dos quadradinhos do piso.

–Mas ______, faz tanto tempo que não vemos você, ele quer te perguntar...

– ...Muitas coisas eu sei, depois de responder tudo eu saio daqui, tenho mais o que fazer.

Ele suspirou de modo triste, reparei que sua voz estava mais grave, ele estava mais bonito e um pouco mais alto, os cabelos morenos azulados preservaram o mesmo corte. Ele devia estar com uns 21 anos agora.

Ainda me lembro de quando éramos pequenos e essa peste adorava esconder minha guitarra apenas para me provocar. Ah não falei dela? É minha última lembrança daqui, Namjoon adora quando toco pra ele, mas disso eu falo depois.

Ele ia dizer alguma coisa, mas chegamos na porta da sala e entrei depois que ele gritou que eu cheguei. Minha mãe veio correndo me abraçar, eu estava mais alta em relação a ela, mas ela não mudou em nada. Não repeli nem retribuí o abraço dela, apesar de ser o mesmo, de certa forma não me transmitia mais nada. Ela estava chorando.

–Minha pequena! Graças a Deus você está bem, e olha só como cresceu! Onde esteve?! Como esteve?! –A voz saiu desesperada, ao me soltar do abraço ela me apalpa pelo rosto e pelos ombros como se garantisse que eu estava realmente ali. Ah aquilo me irritou.

–Pare de me pegar assim mulher... –Mantive o tom de indiferença, eu sabia que aquilo iria machucar, mas não estava nem aí.

–E depois de tudo o que fez é assim que você trata sua mãe?! –Aquela voz... Aquela voz ecoava na minha cabeça como um CD riscado, trazendo junto flashes do passado, mas eu precisava ser forte.

–Eu não sou obrigada a ser legal, vocês nem sabem nada sobre mim, se você não está me abraçando que nem maluco é porque não sentiu saudades.

Minha mãe entendeu a mensagem e chorou de um jeito mais doloroso, a encarei de modo quase congelante fazendo-a me soltar. Voltei o mesmo olhar para o homem parado próximo ao corredor, eu diria que ele envelheceu um pouquinho assim como ela, mas ainda continuavam os mesmos.

–Nós tentamos proteger você minha filha, eu.. Eu tinha tanto medo que se machucasse.

–Onde está toda sua pose toda autoritária agora? Nunca vi você chorar e agora está assim? Então eu estava errada, vocês mudaram um pouco.

–______ por favor... –Meu irmão tentou falar algo, mas parecia estar chocado, todos me olhavam com tristeza e espanto mistos, se bem que diferente de antigamente eu não estava tentando disfarçar ou esconder as roupas. Permaneci numa pose relaxada, o couro e o metal das roupas era evidente.

–Como se atreve a falar desse jeito?! –Exclamou ríspido dando dois passos em minha direção, talvez achando que eu recuasse. Errado.

–Não estou me atrevendo, estou falando a verdade, pra começar eu nem devia estar aqui!

–Então é assim?! Você vai me enfrentar de novo?! Eu sou seu pai ______! Você me deve respeito!

Minha mão que estava na cintura sentiu o canivete fechado no bolso, Namjoon achava melhor que por enquanto poderia andar apenas com uma arma branca. Juro que por um instante senti vontade de sacá-lo, mas relaxei e o encarei profundamente. Aquele olhar era o mesmo que eu recebi no dia que fui embora.

–Que respeito devo a alguém que me humilhou e me privou de tudo o que era importante pra mim?! Eu não sou nenhuma criminosa se é isso que você pensa, eu vivo minha vida do meu jeito exatamente como eu disse que faria.

–Olhe só essas roupas, isso... O que de tão incrível você espera ganhar com isso?! –Bufei e o interrompi.

–Você vai continuar me tratando como criança até quando?! Porque eu não tenho tempo pra essas idiotices, tenho mais o que fazer hoje.

–Filha por favor, nós queríamos saber como você estava, fiquei muito preocupada. –Minha mãe nunca tinha chorado daquele jeito, ela talvez pensasse que eu me sentiria tocada. Hm eu estava é louca para sair dali.

–Ah é?! Então quando ele me expulsou você preferiu ficar quieta por preguiça ou o que?! Vocês nunca se esforçaram para me entender, acham que eu sou uma vagabunda?! Pois eu estou muito bem de vida! Tenho dinheiro, não sou burra e estou MUITO BEM SEM VOCÊS!

Instalou-se um silêncio quase imediato depois da última frase. A mulher suspirou tentando manter a calma, meu pai revirou os olhos e meu irmão estava ainda com um semblante triste.

–Veja o que você fez com essa família, você só nos trouxe infelicidade. –Minha mãe o repreendeu com o olhar, um pouco inútil na minha opinião, ele estava certo.

–Pois saiba você que eu não estou nem aí, assim como você não vai me prender aqui de novo, não vai me prender nunca mais!

–______, minha linda, por favor... –Ela se aproxima de mim novamente pedindo com o olhar para me abraçar.

–Não sou mole como você pensa, não adianta falar desse jeito. Vocês acham que ainda sou uma pirralha birrenta, se duvidar eu sou muito mais esperta e mais inteligente que você! –Disse de forma ríspida me direcionando para meu pai, ele se irritou e veio até mim me segurando pelo braço.

–Pare de se achar a fodona porque aqui dentro isso você não é! Deixar sua mãe doente e a todos nós preocupados não é coisa de gente de bem!

–Então vocês que erraram, que eu saiba quem me chutou daqui foi você! Por que ela ficaria doente?! Por remorso?! Ou esperavam que eu voltasse?! Eu já estou muito bem sem vocês, me solta que eu tenho que ir embora!

–Depois das desgraças que você trouxe não se atreva a ir embora assim! Você não é adulta assim!

–Eu vou falar só mais uma vez, me solta. –Falei agora de modo calmo com a mão posicionada no bolso direito.

–Filha! Por favor, não vá embora de novo, nós sentimos sim sua falta e muito, eu não quero perder você de novo... –Revirei os olhos e o homem apertou meu braço mais forte, aquilo me irritou e reagi fazendo uma manobra que Namjoon me ensinou para me soltar, saquei o canivete e apontei na direção dele. Todos ali se levantaram em alerta.

–Você acha que eu posso fazer uma besteira? Por que eu tenho certeza! –Segurei o canivete com firmeza, a lâmina era do tamanho de uma colher de chá inteira, o cabo era decorado com uma caveira. Presente do meu Nam.

–______, você está indo longe demais! Abaixa isso! –Meu irmão se aproximou com medo no olhar, meu pai olhou nos meus olhos de modo desapontado e falou baixo.

–Então é assim, você vem aqui depois de tanto tempo para me apontar um canivete?! O que você quer? Por que veio? –Minha mãe estava assustada, com medo que eu o machucasse de verdade.

–Hm, relaxa coroa, não vou te cortar, respondendo sua pergunta eu vim porque queria ter certeza que vocês estavam mal, sim eu não esperava estarem bem mesmo. Vocês me chutaram, me humilharam, me prenderam, me bateram, acham que eu voltaria toda boazinha para sermos uma família feliz?! Eu quero é que vocês saibam o quanto sair daqui foi pra mim a melhor coisa da minha vida.

A cada frase dita eu me aproximava um passo fazendo os três recuarem, o medo no olhar da minha mãe e do meu irmão me fez sorrir um pouco cruel demais, eu finalmente estava tendo minha vingança. Abaixei a faca e a guardei novamente no bolso mais fundo, olhei no relógio e lembrei que Namjoon iria me buscar logo.

Meu pai não disse mais nada, seus olhos estavam mareados e ele saiu em direção ao quarto dele, meu irmão ainda olhava desapontado pra mim. Bufei cansada novamente e fui em direção a porta, minha mãe segurou meu punho com carinho.

–Filha, eu estou te implorando, fica... Por favor, nos perdoe, nós queríamos apenas te proteger e não percebemos o mal que estávamos lhe fazendo... Por favor... Não se vá novamente, fique.

Por um instante hesitei ao olhar fundo nos olhos chorosos dela, mas não fraquejei, não voltei atrás. Estava me sentindo orgulhosa por aquilo também assim que disse a última frase do modo mais frio que consegui.

–Não, nunca mais. Quando eu sair por essa porta posso garantir que nunca mais vão me ver, mas de qualquer jeito não vou esquecer vocês. –Puxei minha mão delicadamente para que ela me soltasse, ela suspirou, não devia ter mais o que chorar.

–Posso... Posso ao menos te acompanhar até a porta? –Abaixei a cabeça e não disse nada, então ela estava me deixando ir. Eu estava satisfeita com aquilo, acho que só por ser minha mãe ela merecia mais. Por muito tempo a chamei apenas de minha progenitora, eu sei que é cruel, mas não deveria me sentir mal. Deveria?

Ela me acompanha até o portão com calma e em silêncio, eu sabia que nunca mais os veria, então suspirei engolindo o orgulho por um instante e disse baixo.

–De qualquer jeito você ainda é minha mãe, não precisa se preocupar comigo está bem? Eu tenho uma casa, tenho um trabalho, estou em um bom relacionamento e tenho até minha própria moto, estou bem de vida ta?

–Sakura, eu sei que não vai ficar de qualquer maneira, mas poderia pelo menos me deixar seu contato? –Juro que a voz dela saiu como a de uma criança que pede algo que sabe que não pode pedir, mas ainda sim decide tentar.

–Não irá precisar dele mãe, eu ficarei bem, mas, eu falei sério quando disse que não me veriam mais, eu recomecei e estou bem... Posso lhe fazer um último pedido?

–Claro que pode minha filha, o que quiser. –Senti um fio de esperança naquela fala.

–Por favor não deixe o meu pai ir atrás de mim, não precisam se preocupar, e não quero abrir mão do que tenho e amo por causa dele de novo.

Dei uma ênfase no "de novo" e ela entendeu, engoliu o choro e forçou um sorriso assentindo com a cabeça em relação ao meu último pedido, só não esperei que ela poderia pedir um também.

–Posso te abraçar? Me despedir de você?

Depois de tudo... Talvez não custasse, eu também assenti e ela me abraçou com força e amor. E dessa vez eu retribuí. Ficamos uns minutos ali até que eu me tocasse do que estava fazendo.

–A você eu agradeço por tudo, mas daqui pra frente eu sigo sozinha está bem? –Sorri de modo simples.

–Está bem minha filha, eu acredito em você e que estará bem... Você cresceu, evoluiu, está tão linda e até mais esperta e agora está pronta pra seguir em frente, estou orgulhosa de você minha princesinha.

Se aquelas palavras me tocaram? Não sei, mas tive uma sensação diferente que me obrigou a sorrir, disse apenas um "obrigada" e saí para o lado de fora pisando na neve fofa.

–Adeus ______. –Quando eu estava para virar a esquina a ouvi gritar, mas não de uma forma melosa ou ruim, me virei e acenei. Não pude deixar de falar baixo "Adeus mãe".

–Adeus minha pequena. –A mulher disse baixo sentindo lágrimas brotarem novamente, mas dessa vez de uma forma boa, sua menina havia se tornado uma mulher finalmente e estava querendo voar. Sorriu e fechou o portão.

Depois de caminhar pela neve por alguns minutos encontrei o meu loiro me esperando encostado a sua moto, ele sorriu para mim e estranhou o fato de meus olhos estarem mareados, não disse nada e subi na moto o mandando dirigir.
 

~~~

 

De repente minha mente volta ao presente, todas essas lembranças passaram como flashes enquanto eu ia da cozinha para o quarto levando o café da manhã para mim e para ele. Sorri de modo satisfeito com essas lembranças, o jeito que todos me olhavam quando saquei o canivete foi inesquecível. Porém, eu estava sentindo algo estranho.

Quando entrei no quarto ele havia acabado de acordar e sorriu pra mim, não trocamos muitas palavras melosas, tomamos café na cama e conversamos sobre coisas banais. Passado um tempo já era quase meio dia.

–Está pensando em algum rolê hoje? –Perguntei enquanto o assisti se trocar.

–Só vou sair para resolver uns assuntos da gangue, quer ir comigo?

–Ah isso nem da pro gasto de me divertir, acho que vou rodar um pouco a toa. –Me levantei e o puxei para um beijo apaixonado.

–Hm, só não vá aprontar de novo com qualquer garota burra por aí. –Ele me puxou pela cintura colando nossos corpos me fazendo rir.

–Já se foi o tempo em que todo mundo apanhava na minha mão, relaxa amor, nem vou demorar.

–Então você volta antes de mim? Eu chego só umas sete. –Sorri para ele confirmando, ele fez um carinho no meu rosto e seu olhar me prendeu.

–Sim, antes das quatro eu volto, por quê? Quer algo especial? –Agora meu sorriso mudou para um tom malicioso e ouvi um "talvez" ao pé do ouvido acompanhado de uma boa pegada na minha bunda. –Ah ta bom! Agora chega, vai nessa meu lindo.

–Eu te amo minha pequena. –Nos despedimos e fomos até o estacionamento, ao invés de segurar meus ombros ele me abraça pelo quadril deixando a mão descansando sobre minha bunda, ele me olhou de canto quando percebi sua intenção e aquilo me fez rir.

Foi cada um para sua moto, como o caminho dele era mais longo o mandei usar o capacete. Eu não iria precisar, coloquei meus óculos, soltei o cabelo e saí, a cada volta que eu dava ou cada acelerada eu me sentia mais e mais livre, só me dando a certeza de que era exatamente aquilo que eu queria para minha vida.

Dei algumas voltas e logicamente eu chamei atenção, não só por eu estar parecendo gótica ou pela magnitude da minha moto, mas também porque apesar de eu não ser oficialmente um membro da gangue, todos sabiam que o Bangtan Motors andavam por ali e eu estava sempre perto deles. Passo em frente a um terreno baldio com uma mata baixa, mesmo com o barulho do motor consegui ouvir alguém gritar, uma mulher.

Diminuí a velocidade e fiz a volta apenas para ter certeza, por uma falha entre os muros consegui ver que havia um grupo de homens cercando uma loira de roupas curtas, apenas pelas jaquetas azuis escuras deles percebi de onde eram. E mesmo sendo parte de meus rivais eu não podia passar reto, os Bangtan Motors não faziam aquilo, mas eu tinha que tentar.

Eu tinha apenas minha arma branca comigo, mas já era alguma coisa. Parei a moto atrás do terreno e me aproximei com cautela.

–Por favor, eu não fiz nada... Me... Me deixem em paz! -Ela falava com uma voz desesperada e aflita, um dos caras a segurou e a apalpou falando coisas sujas enquanto os outros riam, aquilo foi a gota d'água.

–Deixem ela em paz seus porcos imundos... –Antes que pudesse continuar a fala o grupo se voltou pra mim rindo horrores, a mulher parecia me pedir socorro pelo olhar.

–Olha só, mais uma pra brincadeira... Quer brincar com a gente docinho? –Minha intenção era distraí-los para que ela fugisse, eles eram até altos em relação a mim, mas não me intimidei. Saquei o canivete e ataquei o primeiro enterrando a lâmina em sua coxa o fazendo berrar de dor.

Outros dois começaram a lutar comigo e eu usava a lâmina do canivete com habilidade, Namjoon bem que disse que seria útil me ensinar a lutar. Quando parei para respirar reparei que minha perna e meu ombro haviam sido cortados também, tamanha a adrenalina que não percebi que um deles estava armado também. Eu não queria matar ninguém, me traria problemas, quando consegui fazer o último soltar a mulher mandei que ela fugisse, foi o que ela fez. Agora era eu contra quatro.

–Ei, pera aí, você é a garota dos Bangtan não é? –Eu estava ofegante e apesar de estar um pouco machucada me mantinha de pé, reconheci quase de imediato pela voz, era Taekwoon, o vice líder dos Darkest Angels. –Que bom, o chefe vai ficar feliz.

–Vai sonhando florzinha! –Continuei a lutar, já havia conseguido me livrar de dois, porém fiquei em desvantagem quando Taekwoon entrou na briga e conseguiu me desarmar.

–Você é mesmo muito burra em querer ajudar todos que aparecem, vamos levar você pra ver o chefe então.

–Não vão se atrever! –Tentei correr, mas fui derrubada e senti a lâmina da minha própria arma atravessar minha perna, gritei de dor.

–Prefere que busquemos seu namoradinho idiota? Tem muitas vagabundas de gangue por aí que queriam estar no seu lugar.

–Mas não tem mesmo! E a vagabunda é sua mãe! –Cuspi as palavras na cara dele e tentei me levantar, os outros capangas que acertei levantaram também e me seguraram, Taekwoon remexeu devagar nos cabelos negros e suspirou antes de virar um soco na minha cara.

–Você é bem corajosa viu? Sorte a minha que estou de carro hoje. –Quase me recompus do golpe e consegui perguntar "por que", mas senti outro golpe atrás da cabeça e mais forte me fazendo ficar tonta, tudo escureceu bem rápido, mas antes o ouvi dizer.

 

–Pra ficar mais fácil de te carregar, otária.

 

~~~

 

As horas passaram sem que eu visse, sem contar o tempo que fiquei jogada no porta malas de um Cadillac roubado, fiquei o tempo todo fechada num quarto minúsculo e escuro. Por ainda estar desacordada não percebi nada que aconteceu dentro daquele depósito, mas tive quase certeza de que alguém devia estar vigiando minha porta. Não teria como eu escapar.

Namjoon chegou no horário planejado e ainda sorrindo, estava ansioso para me ver depois de um estresse danado que passou com os meninos da gangue. Porém se em plenas sete horas da noite eu não estava em casa é porque alguma coisa estava errada. Ele caminha depressa em direção aos outros quartos e abre com força a porta do quarto de Yoongi, o barulho fez a ruiva sair assustada do colo dele, envergonhada. O rapaz de cabelos demasiadamente negros o encarou rindo um pouco chateado.

–Porra Namjoon não queima meu filme, bate na porta pelo menos. –Ele dizia piscando para a moça, que ainda sorria tímida.

–Não estou em tempo de fazer isso, preciso de ajuda, pode nos dar licença mocinha? –Sem dizer nada ela sai do quarto enquanto o loiro lhe sorri educado, recebendo uma cara emburrada do mais novo em seguida.

–E acabei de perder a foda de hoje, tomara que seja importante.

–Cala a boca, a ______ sumiu, ela nunca faz isso e eu tenho que descobrir onde ela foi. –Yoongi levantou da cama e vestiu novamente a camisa e a jaqueta.

–Ela vive saindo, pode estar em algum rolê sei lá. –Seu desdém na voz demonstrava sua frustração pela interrupção do mais velho.

–Nós saímos antes da uma da tarde Yoongi, ela disse que voltava as quatro, algo está errado e eu sinto isso. –Ele estava ficando mais e mais preocupado.

–Vi vocês saindo mais cedo, ela costuma voltar mais tarde? –Yoongi estava quase sempre bancando o chato, mas se importava comigo como se fosse um irmão.

–Não quando ela avisa um horário, então já faz pelo menos umas quatro horas que ela devia ter voltado, onde ela pode estar... Espera aí...

–O que foi?! –O moreno prestou atenção na expressão dele, que estava num misto de susto com raiva.

–Os Angels estão rodando hoje? –Ambos arregalam os olhos como alguém que descobre algo muito perigoso e sabe que vai dar merda de algum jeito.

–Aquelas maricas? Acho que rodam toda noite, mas não por aqui perto, você acha que...

–Merda merda merda merda! –Ele volta correndo ao nosso quarto e pega sua jaqueta e seu capacete, já havia assimilado tudo o que aconteceu. Estava acontecendo exatamente como na outra vez. –Hakyeon seu filho de uma puta você vai pagar!

Yoongi não conseguia, aliás não podia parar Namjoon enquanto ele se preparava para sair, o loiro ignorava seus argumentos como se não houvesse ninguém ali. Depois de quase tudo pronto voltou ao quarto e pegou duas armas calibre 38 de debaixo da cama, ele dizia que era apenas para nossa segurança.

Uma vez que tivesse quase perdido a cabeça para me ver bem não hesitaria em fazer aquilo de novo, era o que ele me dizia. Ele se preocupava comigo e cuidava de mim, se arriscava por mim. Que outra prova eu poderia pedir?

–Nam espera! Eu já disse que... –Ele falava alto enquanto o seguia em direção ao estacionamento.

–Chega Yoon! Eu já falei que você não vai me impedir! –Com um pouco de pressa guardou as armas e colocou o capacete enquanto montava na moto.

–Não é isso otário, é pra esperar que eu vou com você. Com certeza as maricas estão envolvidas nisso, e a ______ é da família, não importa o quanto você reclame eu vou ajudar sim.

Ele chamou a atenção do loiro, que quase lhe sorriu, mas foram interrompidos por uma terceira voz que surgiu do nada.

–Eu também vou com vocês. –Uma figura de cabelos rosados saiu da sombra sorrindo de modo sacana.

–Ah não acredito, resolveu sair do buraco negro que você se meteu? –Yoongi caíra no riso, o mais velho teria rido também se não estivesse tão agoniado.

–Primeiramente vá se foder, eu também tenho vida fora do hotel e sem mim vocês nem saberiam onde procurar mesmo. –Ele joga a pequena franja para trás num gesto que os dois descreveriam como "meio gay".

–Como assim Seok? Por acaso você sabe onde ela está? –O loiro tinha agora um brilho de esperança no olhar.

–Não, mas desconfio que o único lugar que aquelas piranhas mal encaradas iriam a não ser a própria sede seria um depósito abandonado que fica uns quinze minutos de onde ela disse que iria.

Namjoon e Yoongi entreolharam-se como se dissessem que não estavam entendendo. Seokjin bufou e continuou.

–Quando ela saiu hoje ela encontrou comigo e disse que iria rodar a toa perto do lago, se bem que conhecemos aquela peste do Hakyeon, ele vai ligar logo logo pra tentar te provocar.

–Ele vai montar uma armadilha Namjoon, se não matá-la vai matar você! –Mesmo falando preocupado o moreno não conseguia fazê-lo parar, então só o que poderia fazer seria acompanhar.

–Bom, independente disso, que bom que não vou me foder sozinho né? –Ele começa a rir e levemente soca o ombro de cada um deles, indo novamente em direção a sua moto.

–Não seria melhor esperar que liguem então? –Yoongi disse enquanto ia até a moto dele do outro lado do estacionamento.

–Aquela ruiva de farmácia vai querer jogar comigo, eu sei disso, enquanto ele não ligar vai dar tempo de conferirmos o tal do depósito.

–Acho provável que tenham a levado pra sede deles, eles roubam carros de luxo lembra-se? -Seokjin ajeitou mais as roupas pesadas de couro preto para não atrapalhá-lo e foi até a moto dele, não era muito diferente da de Namjoon, uma Fat Boy vermelha personalizada. Yoongi era extravagante demais em relação a isso, tinha uma Super Glide bem diferente da minha, com detalhes enormes de chamas e caveiras em alto relevo como se as peças fizessem parte do "corpo" da moto.

–Pode ser, vocês estão armados? –Ambos assentiram, os três ligam suas máquinas, colocam seus óculos e saem lado a lado dirigindo pelas ruas tentando não chamar muita atenção quanto à emergência. Porém, em relação a chamar atenção, eram do tipo que quando passavam de maneira imponente pela estrada arrancavam olhares de todos os tipos de gente. De todos os julgamentos.


Notas Finais


CAPÍTULO 3 E ÚLTIMO ESTÁ EM ANDAMENTO S2S2S2S2S2S2S2 ATÉ LÁ SEUS MARAVILINDOS


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