História Sobre liras e o universo - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Kookv, Poetry, Taehyung!center, Taekook, Vkook
Visualizações 20
Palavras 232
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drabs, Droubble, Yaoi

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Lírios roxos e estrelas;


Fanfic / Fanfiction Sobre liras e o universo - Capítulo 1 - Lírios roxos e estrelas;

Análogo ao universo, fundamentei-me na tua infinitude para transcrever o alvoroço em meu peito, ao decorrer das finas folhas daquele antigo bloco de notas rasurado com fragmentos de recordações.

Uma caneta falha entre as falanges, um copo de café com solitária gota de leite dispersa na escuridão, e abraços isentos de calor, moldavam o limitado afeto preso às opacas paredes que cercavam nossa vivência com liras imaturas.

Mas foi com vagaroso pesar, que resisti cada respiração ao acatar que singular magnitude se restringisse aos poucos metros quadrados do barato apartamento alugado no final da rua 73.

Eu havia caído pelo encanto e venustidade de teus arranjos de sentimentos inexistentes, Jungkook, os mesmos que fizera questão de deixar-me como despedida, antes de se dissipar na aclamada libertação juvenil.

"—Belas palavras dispostas em mentiras."

Você fora a mais pura e danosa essência de rabiscos ilegíveis; linhas turvas, respingadas de existência vazia, que sucumbem através da agonizante decadência da alma de quem poetiza sem poesia.

E em resposta, lágrimas minhas respingavam sobre os papéis amontoados na pequena mesa, onde os soluços eram abafados pelo chocar das gélidas gotículas de chuva contra o vidro da janela.

Naquele lugar, desprovido de qualquer beleza, também encontrava-se seu jarro de lírios roxos, já mortos, a espelhar o póstero estado de meu âmago. Você o havia abandonado, assim como a mim.

Retalhado, em gritantes partículas de desalento, brilhando como desvanecidas estrelas na vastidão negrume, de hoje à eternidade.



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