História Sobre o Amor e Outras Armadilhas - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Festa, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Segundo trabalho (talvez mais bem feito rsrs)
Saindo do forno e espero que agrade à muitos.
Ah! Só lembrando aqui, que todo o tipo de amor, é válido <3
*~*
estarei deixando o link de uma canção que acho simplesmente linda e que combina perfeitamente com As Três Marias que estarei apresentando à todos.
E quando o (**) for avistado, é só dar play <3

Capítulo 1 - As Três Condenadas


 

 

 

Botas de couro, lábios vermelhos, cabelos longos, porém presos, brilho e um perfume suave espalhado pelo ar.

No lado de fora da mansão o frio imperava em Quebec, Canadá, mas nada disso era visto como problema quando se tem uma lareira na sala de estar e aquecedores os quartos.

. – O que me diz? O vestido está, de alguma forma, gritando que sou uma vadia? – Nina perguntou para sua segunda melhor amiga Ariana que estava bem atrás de si, olhando-se em outra parte do espelho por extenso nas paredes do closet. Nina usava um belo, fino e justo vestido de cor vermelha, com uma bela calda que a exaltava ainda mais em toda a sua sublime beleza.

. – Está berrando “terei cada um aqui como servo”. – respondeu com total convicção para a amiga assim que se virou para a mesma. Seu vestido era de couro, assim como as botas, entretanto, seu penteado lhe deixava com um ar infantil, e mesmo que muitos tivessem repetidas vezes lhe alertado sobre tal, ela seguia fiel aquele modo. Até mesmo sua maquiagem não estava carregada com as vestes.

Nina aproximou-se da mais nova e a envolveu num abraço carinhoso, estranha mania para si mesma, porém irreversível, independente de quantas vezes já tivesse tentado parar e bancar a chefa temível do trio...

. – Pensei que estava em terapia para eliminar suas atitudes esquisitas. – Lembrou a irmã assim que entrou no quarto usando rosa dos pés à cabeça.

. – Ai! Eu não quero ser repreendida por alguém que se veste como a boneca assassina, Melanie. – Nina rebateu, e então se soltou do abraço como se tal contato com a amiga baixinha viesse lhe passar alguma doença.

. – Isso tudo aqui é um estilo de vida, valeu?

Com uma baforada de flocos de neve e frustração por ninguém nunca tentar entende-la, Melanie seguiu a passos pesados para um banco acolchoado. Já Ariana, após o empurrão, e estando pronta, seguiu para sentar-se perto da boneca viva, Melanie, e quietinhas, aguardara que Nina terminasse de realçar sua beleza num blush.

. – Teremos mesmo que aguardar até a hora certa para atacarmos nosso novo caça níquel premiado? – Mel precisou saber. Estava cansada de tanto aguardar, e sabendo disso, fez Nina revirar os olhos.

Quando a mais velha do trio se preparava para responder de maneira rude, Ariana se colocou de pé rapidamente, com a destra erguida frente à morena, que por sua vez não estava acreditando no que estava acontecendo ali.

. – Em partes, preciso concordar com a Mel. Por isso nossa prosperidade não dura mais que alguns meses. Você quer resolver tudo sozinha, cada decisão, escolher cada espírito de porco que apenas gosta de bancar o banqueiro da cidade, mas não passa de um peão. Estamos presas nesta maldita mansão que nem está no nome de nenhuma de nós e eu já estou de saco cheio de ter que hipnotizar os policiais que aqui batem, pois se você não reparou, os vizinhos são muito observadores, e...

. – “Ta” bom! – Nina berrou para então, num giro sem sair do lugar, decidir pela última vez o que elas fariam dali pra frente – Estão insatisfeitas? Beleza. Vamos tomar um novo rumo...

Melanie se colocou de pé, e com as mãos na cintura levemente acentuada, perguntou:

. – “Vamos” ou “Vou” tomar um novo rumo?

Se raios a laser fosse parte dos dons de Nina, Melanie não estaria mais com a cabeça grudada no pescoço...

. – Vamos, boneca de pano. Vamos. – Cruzou os braços finos e delicados frente ao peito e soltou o ar para então continuar – Estamos sendo perseguidas, certo? Já temos a casa, temos alimento suficiente para durar alguns meses. Eu sei o que buscam desesperadamente, proteção. Eu também quero isso. Então, asseguraremos nosso desejo esta mesma noite. Convidados especiais estarão na festa.

Certa tensão se focou naquele closet, ameaçando sufocar as duas mais novas à Nina. Ariana não gostava de certos tipos de surpresas e Melanie detestava rodeios.

. – Vai me dizer ou terei que usar meu poder de rastreamento?

. – Você está um porre hoje, sabia Mel? – Nina rosnou.

. – E você é um porre todos os dias, Nina. Só não disse por que a Ari tem grande e anormal apreço por você.

Quando Nina, com o olhar incrédulo iria perguntar a Ariana se aquela informação conferia ou não, a própria jovem não deu tal espaço para sua amiga em seu momento dramático. E mais que frustrada, Nina resolveu entregar de vez o jogo que estava preparando desde o dia em que descobriu que dois caçadores conseguiram que seus nomes fossem adicionados a lista do evento de amantes, simpatizantes, pais e mães da bruxaria em Quebec. Algo grandioso que ocorria a cada sete anos.

. – Sam e Dean. Sim, foi isso que vocês estão pensando, os irmãos Winchester em carne e com sangue nos olhos.

Não houve outra reação entre as mais novas, se não se entreolharem com certa preocupação. Elas não eram humanas, por isso o medo de serem capturadas e mortas pelas mãos dos caçadores mais temidos nos últimos anos. Céu e inferno estavam girando todo um mundo atrás deles e ainda assim se mostravam imbatíveis, indestrutíveis e incansáveis, mesmo depois de uma batalha que foi além do espiritual. Algo que elas três juntas não encarariam, e caso tentassem, não durariam mais de algumas horas do outro lado.

. – Você enlouqueceu, Nina? – Ariana perguntou por detrás da melhor amiga, mel, tremia como vara verde.

. – E o que loucura tem a ver com isso? Será que só eu vejo isso como a mais bela e perfeita oportunidade de nos vermos livres de nossa terra natal e quem quer que esteja governando aquela porcaria?

. – Eles farejam o não humano à quilômetros, Nina. Você simplesmente estará nos entregando. – protestou Melanie.

Em sua velocidade sobre-humana, Nina aproximou-se de ambas, segurando com fúria em cada um dos aparentemente frágeis pescocinhos, as erguendo do chão e prensando contra o espelho, trincando boa parte deste com tamanho impacto. Sua íris se manteve no mesmo castanho intenso e sedutor, entretanto, toda a sua parte interna estava tomada por um vermelho carmim, intensificado por veias que acolhiam ambos os olhos.

. – Então me digam, irão voltar para os braços de Asmodeu? Acha que balançar os respectivos rabinhos fará com que ele volte a chama-las de boas meninas? Isso foi a mais de dois mil anos atrás, antes de a rebelião começar e de fugirmos. Agora não passamos de malditos pedaços de carne que serão mastigados dia e noite se capturadas.

**

. – Para com isso! Você está assustando ela! – Esbravejou Melanie, e com um chute rápido e libertador na mais velha, fez com que elas fossem libertas do aperto bruto. Vendo a mais nova cair sentada e em lágrimas no chão, jogou-se para um abraço apertado, mas em sua mente, cada palavra que a mais velha lhe dissera, estava a martelar. Por outro lado, e caída também num canto qualquer do closet, Nina também estava a chorar, o que surpreendeu as meninas.

. – Prefiro mil vezes ser convertida e entrar em outro plano que voltar para lá. E eles são nossa única chance...

Ariana, com seu lindo e delicado rostinho marcado pelas lágrimas olhou para a mais velha a sua esquerda, que a abraçava e a dava consolo e força. Estava a aguardar sua resposta.

. – Sou uma simples escrava, você um demônio que muitos chamariam de comum, mas tem grande importância para Asmodeu e seu exército, e Nina... Ela é um succubus, mas... Podemos ocultar qualquer ponto sobre nós, do mais fraco ao mais forte. Eu não quero voltar para o inferno, muito menos ir para o purgatório, mas...

. – Tudo bem. – disse Melanie de forma categórica. Oferecendo um sorriso pequeno para a menor. – faremos o que for necessário para alcançar uma paz considerável. E se algo acontecer...

. – Eu jamais fugiria. – Nina as assegurou, novamente de pé, com as pernas trêmulas, se deixou cair de joelhos frente as amigas, desta vez, seu rosto se mostrava recuperado e seus olhos pareciam ainda mais belos e marcantes que antes. – Fugimos juntas, caminhamos até aqui juntas, e seguiremos juntas. É uma promessa, não minha, mas nossa.

Com um leve aceno de cabeça, a pequena Ariana concordou com um leve movimento de cabeça, ainda acolhida por Melanie, que por sua vez, acariciava as madeixas achocolatadas da amiga, segurando com podia suas lágrimas. Levantou o olhar, dando de encontro com o de Nina, e concluiu que apesar do corpo de mulher e atitudes de um ogro, mas não passava de uma das garotas perdidas e choronas. Uma gatinha medrosa.

. – Quando colocaremos o plano de aproximação em ação? – A boneca gigante perguntou.

. – Quando nossa Baby Bússola e Sensitiva Ari disser que sim. Eu parei de fazer planos sozinha, isso não irá me fazer melhor e nem irá me preencher. Se for para o bem de todas, que todas deem seu toque especial.

Nina enxugou as lágrimas misturadas com rímel e medo, e também se atirou naquele abraço, sendo muito bem recebida. Todas quase deitadas sobre o chão frio e polido do closet. Só precisavam de mais alguns minutos ali, juntas. Afinal, tinham mais algumas horas antes de retocar a make-up perfeita e seguir para o baile de encontro, em busca de segurança.


Notas Finais




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