História Sobre o Sol - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Haikyuu!!
Personagens Kenma Kozume, Shouyou Hinata
Tags Bropp, Fluffy, Hinata, Kenhina, Kenma, Kenshou, Kohina, Kozume, Mattsuninja, Shouyou
Visualizações 40
Palavras 935
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Fluffy, Musical (Songfic), Slash

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


akljfblskfaljdbfjab
eu tava revisando, gostei do resultado.
boa leitura!

Capítulo 1 - One - tudo sobre o sol.


one | tudo sobre o sol.

O café era lotado e barulhento, por isso nunca fora um ponto de encontro que a dupla utilizasse com frequência. Mas, naquele dia em especial, eles decidiram que era melhor ficar por ali. As bebidas eram quentinhas e podiam os esquentar naquele frio cortante que dominava a cidade, fazendo o rosto das pessoas avermelharem por inteiro. Entretanto o Kozume não se importava com a temperatura no momento – seus olhos estreitos estavam totalmente focados no rapaz alaranjado a sua frente, toda sua atenção igualmente voltada para ele.

O problema era que o de cabelos tingidos fora surpreendido por Hinata quando o mesmo se intitulou seu melhor amigo; imagine o quão pasmo o levantador ficou ao que seu colega mostrou conhecer mais sobre si do que ele mesmo conhecia. Então Kenma não tardou a se sentir culpado por não saber bulhufas sobre a vida alheia. Não que ele não se importasse – afinal, era o que ele mais fazia, se importar e se importar –, mas sua natureza tímida não permitia que ele se soltasse o suficiente para perguntar sobre a vida pessoal do outro rapaz. Então, enquanto o menor fazia seus pedidos para a funcionária (Kenma não conseguia falar com os garçons e garçonetes por isso Shouyou fazia tal coisa por ele, era esse o motivo da amizade dar certo) o de cabelos tingidos repassou mentalmente o que deveria dizer e perguntar ainda que tremesse e engolisse a seco de dois em dois segundos.

– O que houve, Kenma? – o alaranjado questionou arqueando uma sobrancelha desconfiada. O outro balbuciou palavras sem nexo enquanto suava frio e abria um sorriso torto. – Algo de errado?

– S-Shouyou! – sem perceber o seu tom de voz aumentou, saindo quase como uma exclamação. Algumas pessoas voltaram o rosto para os dois garotos e o pensamento de estar sendo observado apenas apavorou Kenma ainda mais. – E-Eu preciso que você me fale sobre você.

– Eh? – Hinata sorriu, confuso, se ajeitando mais na cadeira azulada onde estava sentado. – Mas você me conhece muito bem, não? Somos melhores amigos afinal. – o peito do Kozume doeu ao ouvir tais palavras. – tudo bem, eu posso contar o que quiser saber.

O levantador estatelou, novamente pasmo – de fato, o que ele queria saber? Parando para pensar nos anos de amizade com o rapaz, ele nunca realmente tivera alguma dúvida sobre sua vida. Era como eles sempre tivessem se conhecido e soubessem tudo um sobre o outro enquanto, na realidade, não sabiam de nada.

– S-Sua comida favorita. – disse, rápido, apenas para arrumar logo algo para dizer e não continuar naquele clima desconfortável. – É! – mas ele sabia qual era, no final.

– Eu já te contei, Kenma! – por um momento Shouyou pareceu aborrecido, mas o novo sorriso brincalhão provou o contrário. – Com certeza é..

– Arroz takemago. – o de cabelos tingidos confirmou em um pequeno murmúrio. O mais baixo sorriu largamente, assentindo. – Droga, eu sabia disso. – reclamou em um sussurro irritadiço.

– Não tem uma dúvida maior?

O nervosismo dentro de si era tão grande quanto Pangéia e aquele frio na barriga era digno da Antártida. As mãos de Kenma tremularam ao que ele se esforçava com todo seu ser para achar uma pergunta que prestasse – o que acontecera com a sua mente brilhante? O branco que tomava conta de seu cérebro parecia rir de deboche.

– Oh, sim! – a animação nos olhos do garoto espantou Hinata. – Seu maior sonho! – o alaranjado inclinou levemente a cabeça para o lado, incrédulo. De todas as perguntas aquela era a mais óbvia. – Ah... jogar nas nacionais...  – coçou a bochecha com o indicador, totalmente sem graça. Precisava se esforçar mais do que aquilo. Subitamente o olhar dourado de Kenma faiscou. – Me desculpe...

– Hm? – Hinata murmurou enquanto pegava o copo de café que finalmente chegara, junto com o refrigerante do outro rapaz. Kenma começou a brincar com seus próprios dedos em vergonha e prensou os lábios um contra o outro, soltando um pequeno suspiro em seguida.

– Eu entrei em pânico – declarou enquanto escondia seu rosto com as mãos. Shouyou arregalou o olhar caramelo enquanto abria a boca para exclamar sua surpresa, porém fora interrompido pelo de cabelos tingidos. – você me chamou de melhor amigo e eu nunca tive um melhor amigo, então eu não sabia como agir. Você sabia tanto sobre mim e eu não sabia nada, eu fiquei com medo de que você se magoasse com a minha ignorância. Eu te admiro muito e não quero que você se afaste, eu só preciso que você me entenda. Por favor.

Passaram alguns segundos em silêncio até o alaranjado soltar uma risada meiga seguida de um sorriso tão doce que fez Kenma ter diabetes. As íris já brilhantes do garoto pareciam duas estrelas. Hinata deu um leve peteleco na testa do amigo.

– Não devia se preocupar com essas coisas, bobão – ele reclamou em meio a risos, deixando Kenma extremamente aliviado. Os sorrisos vindos do colega tinham aquela incrível capacidade de o acalmar tanto externamente quando internamente, sendo esse um dos motivos para o levantador o admirar. – você sabe muito sobre mim, apenas nunca pensou sobre isso. Nos conhecemos fazem anos, certo? Isso é irrelevante em uma amizade. Desde que você esteja aqui para mim eu vou estar aí para você. O sol precisa de umas nuvens para não matar as pessoas de calor! – brincou, finalizando. O Kozume pôde finalmente respirar com calma.

Então, o de cabelos tingidos sorriu também, mordiscando o canudo de seu refrigerante para disfarçar a felicidade que tomava seu peito. A dupla se entre olhou – porque tinham certeza de que podiam confiar um no outro. Afinal, a nuvem sempre saberia tudo sobre o sol.


Notas Finais




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