História Sobre sonhos que abraçam - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens Youngjae
Tags 2jae, 2young, Choison, Desculpe, Essenciais, Got7, Markjae, Mpb, Varios Ship Que Locuraaa, Youngbam, Youngjae, Youngyeom
Exibições 46
Palavras 648
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drabble, Lírica, Shonen-Ai

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


eu juro que quis fazer algo decente e se você perguntar se eu escrevi pensando única e exclusivamente em lee donghae eu vou sorrir amarelo e falar que não, mas em cada letrinha eu pensava nele

essenciais é um projeto criado pela @tatsuo_ e @luhxnz e é um projeto muito amorzinho que merecia algo mais legal.

Capítulo 1 - (e mãos que não afagam)


Talvez a resposta esteja em como você fica bonito no inverno.

A neve cai e seus olhos também, demasiadamente tristonhos e pueris, pequenos, inchados e brilhantes. Você observa um pássaro branco voando sozinho no céu invernal, ele atravessa as nuvens e

Eu me apaixonei. Foi assim. Sem um nome ou certezas, eu apenas estava ali, sentimental, sozinho e derretido.

Uma réstia de luz atravessa a cortina e ela é azulada, então ela alcança o teu olho esquerdo e incomodado você a cobre com as mãos. Essa cena, antes programada na minha mente, mas até então, nunca vivenciada.

Imagino-te nas manhãs em que acorda mais cansado do que quando havia se deitado, às vezes a gente passa por essas situações, não? De olhos mais inchados, mais tristonhos, mais perdidos e bonitos. O seu feio me prende, doce e astutamente, em um olhar antigo que continua contemporâneo e ladrão de fôlegos e sentimentos derretidos que deixam meu estômago amargo.

E seu cabelo parece a juba de um leãozinho sapeca e dengoso, não sei se isso existe, mas tal comparação encaixa-se em você tão bem quanto eu não me encaixo. E eu respiro sôfrego e desconsolado, você tem toda uma lindeza incapaz de se encaixar apenas no âmbito físico, vai além e eu, bem, eu...

Mas você sumiu, sabe? Dos meus olhos, em algumas manhãs, não do meu coração.

Você passa por mim nas sextas-feiras, mesmo que nas segundas eu sinta mais tua falta. Não que você esteja muito presente, de fato, mas é como se estivesse, te conheço, afinal (às vezes tenho a impressão que você sabe meu nome e que ele está preso em algum canto do céu da sua boca).

Seu pomo de Adão sobe e desce quando você ri e você olha para tudo, tudo, com olhos fantasticamente ingênuos. Inclusive para mim e cá estou eu, tentando lembrar-me de te esquecer.

Esses dias eu brinquei comigo mesmo, eu nunca brinquei tão sério. Sobre uma calçada movimentada eu me indignei, é doloroso, sabe? Você é como aquela pintura bonita e expansiva pendurada na parede de algum museu. Posso te ver, mas te tocar está longe de cogitação.

E eu quis te esquecer, mesmo que meu riso solitário soasse mais como dor e hesitação, eu desejei te esquecer e acreditei conseguir.

E em uma (várias) noite(s) eu sonhei com você e foi tão bonito, na verdade foi com seu cheiro que eu sequer conheço. Como um anjo lindo você me abraçou, até que eu estivesse acordado e sua lembrança também me abraçasse, como um anjo lindo. Ou um gatinho manhoso e preguiçoso.

E você me fez esquecer de te esquecer, incapaz de perceber que seus passos pela avenida são silêncios convidativos à lembranças de um amor que compartilho comigo mesmo. Pois sempre que já não me lembro lembras para mim. Quieto e sereno e doce e bonito e único e dói um pouco.

Eu já parei e também já apressei meu passo, eu não saí de casa, mas fui regar uma planta na janela e te vi na calçada rindo do artigo de alguma revista. E eu vi o seu casaco na propaganda de uma loja, pela televisão, enquanto comia a mesma pipoca doce que você costuma comer. Eu murmurei adeus, adeus seu idiota. Mas você não deixou e passou por mim em uma quarta-feira no caminho para casa. E mais bonito do que seus olhos sobre mim são eles sob nuvens, eu sempre achei isso.

O que é que eu vou fazer para te esquecer?

Eu pensei em te pedir para prender com as mãos bonitas os fantasmas seus, que costumam atormentar-me sempre que acordo, abraçando-me, beijando-me, lembrando-me, como velhos conhecidos. Mas, mais leve que o ar, tão doce de olhar você me deixou claro, em uma calçada movimentada sendo a mais linda das vozes e mãos não conhecidas, que um adeus nunca seria capaz de te apagar.


Notas Finais


https://www.youtube.com/watch?v=oyEMmVVewG8

eu ouço essa música desde os treze, e em todos esses anos ela me acompanhou <3


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