História .sobre todas as coisas não ditas. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias G-Friend
Personagens SinB, Yerin
Tags Amorzinho, Angst, Carta, Fluffy, Gfriend, Mais Yuri Por Favor, Sinb, Sinrin, Yeri, Yuri
Visualizações 36
Palavras 1.405
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Drabble, Drama (Tragédia), Escolar, FemmeSlash, Ficção, Fluffy, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


opaaaaa, aqui estou eu com minha primeiríssima obra yuri. E logo do meu grupinho ultimate G-friend e do shipp mais amor do planeta terra e além.

eu sou a louca dos yuri, mas nunca cheguei a escrever algo propriamente dito, porém aqui estou eu firme e forte propagando meu otp lindão nesse projeto mais amor que é o "mais yuri, por favor" ( mais informações acerca nas notas finais).

essa coisinha é bem inspirada em Rough e em um filminho de animação japonesa chamado "5 centimeters per second".

Capítulo 1 - Carta Única


Fanfic / Fanfiction .sobre todas as coisas não ditas. - Capítulo 1 - Carta Única

“ We are like parallel lines

[Somos como linhas paralelas]

No way, we will meet

[Sem chance, nós vamos nos encontrar]
 

I will always wait

[Eu sempre irei esperar] ”

                                                                               G-Friend - Rough

Cara Yeri,

Você ainda é capaz de lembrar-se das doces memórias que permearam a primavera do nosso último ano juntas? Será que ainda consegue lembra-se do tom efusivo das pétalas das flores de cerejeira que inundavam cada nano centímetro do chão do concreto que adornava o portão impotente da escola onde estudávamos? Será que ainda consegue lembrar-se do gosto dos bolinhos de arroz que comprávamos clandestinamente na lojinha da esquina com o leite de morango mais adocicado que já se vira? Será que ainda consegue se lembrar das nossas saídas no meio da tarde apenas para esquecermo-nos do peso que o mundo hostil colocava sobre os nossos ombros; aquelas saídas onde ficávamos pairando na estação de metrô com nada além de sonhos pulsando em nossas cabecinhas pueris? Será que ainda consegue lembrar-se do gosto dos meus lábios contra o seu naqueles ínfimos dias onde o amanhã parecia longe demais?

  Pois eu ainda lembro-me de cada detalhe, e isso me assusta.

Eu ainda lembro-me de como tu utilizavas do cabelo em marias-chiquinhas displicentemente desalinhas – e de como eu achava isso amavelmente irritante ―; eu ainda lembro-me dos olhos afetuosos que sempre se arregalavam quando eu aparecia furtivamente todas as manhãs cobrindo seus olhos fazendo-lhe de bomba enquanto tentava adivinhar quem era; ainda consigo lembrar-me do universo bagunçado, do gloss de cereja, dos joelhos esfolados; e, principalmente, de como a cada dia que passava naquela grande bagunça que foi o ensino médio eu me vi irremediavelmente apaixonada por você.

Todas aquelas primaveras, escrutinando os cinco centímetros de brotos que caíam por vez, valeram totalmente a pena. Eu não sei como eu sobreviria naquela cidade sufocante sem o seu sorriso resplandecente sendo desferido unicamente a mim a cada dificuldade que a vida penosa insistia em dar.

Ainda lembro-me do nó no estômago quando eu, a garota vinda de Seoul, adentrou a sala de alta da cidadezinha praiana imersa em conversas altas e efusivas que confabulavam animadamente; recebendo olhares entrecortados que estranhavam a pose adversa da altivez esperada de uma garota da cidade grande. E, em um lampejo de esperança, eu te vi bem lá no fundão, com aquele mesmo sorriso bonito que certamente causa-me reboliços até a espinha de maneira incontestável. Mas, infelizmente, demoraram longos dois meses até que eu reunisse toda a coragem admirável para dirigir um misero “oi”.

Eu ainda lembro-me daquela gloriosa sexta-feira; aquela sexta-feira onde meu mundinho permeado por supérfluos encontrou um propósito viável. Havia educação física naquela tarde, mas sempre almocei tarde – ainda cultivo esse hábito ruim, mesmo após tanto tempo – então, beirando ás duas fui apanhar meu almoço favorito – bolinhos de arroz e leite amorangado – na lojinha de convivência tão conhecida por mim na esquina. E ali estava você, mesmas marias-chiquinhas displicentemente elencadas na cabeça, mesmo uniforme amassado, mesmo sorriso celestial; e, surpreendentemente, segurava as mesmíssimas coisas que eu.

Eu senti meu coração aquecer com tal coisa, jamais havia conhecido alguém com os mesmos hábitos estranhos que eu cultivara por tanto tempo. Eu apenas emudeci enquanto pescava a carteira a fim de pagar o que não poderia ser chamado de almoço propicio e saudável; mas, subitamente, logo você, interrompeu subitamente meus movimentos pagando o meu “almoço” e me convidando para o seu “lugar secreto”.

A principio fiquei desnorteada e me deixei levar pelo toque aveludado de sua mão diminuta, o seu sorriso proeminente e resplandecente desnorteava a ponto de me deixar extremamente vulnerável. E quando chegamos ao tal “lugar secreto” eu soube que estávamos destinadas a findar uma relação genuína e derradeira.

Debaixo das escadarias. Ali se tornou o ponto de partida e o ponto final de tantas situações que deixam o meu coração em fagulhas. Fora justamente naquele cantinho apertado, envolto em bentos e zombarias, que eu confessei meu amor efervescente por cada pedacinho seu, sem tirar nem pôr.

As reminiscências daqueles anos ainda causam uma ambiguidade de situações. Lembro-me de cada momento juntas na sala de aula, rindo de qualquer bobeira de alguma revista que havíamos furtado na pequena banquinha de sua avó materna, do atrapalhamento constante para concentrar-se nas aulas extenuantes; também me lembro de que após da aula você sempre tirava um tempinho para me zombar no trabalho de meio-período – no qual eu era obrigada a usar um ridículo vestido verde-vomito de fada da floresta encantada – enquanto tomava um bubble tea por conta da casa – meu chefe sempre brigou por eu deixar você usufruir das mil e uma opções do local sem nunca nem ao menos desembolsar um real sequer. Lembro-me dos dias na casa uma da outra, de pernas para o alto no parapeito da janela, a epiderme unida contra á minha, os segredos esotéricos que apenas meus ouvidos tinham o prazer de ouvir; eu sempre amei saber de cada pedacinho que envolvia o universo á parte que é você, Jung Yerin.

Eu desejo apagar as ultimas semanas antes da formatura de minha mente. O clima de incerteza que pairava incisivamente sobre nós duas, a ponto de trocarmos palavras escassas e sem afetuosidade alguma. Um mar de problemas que não deviam nos caber formava um oceano impermeável e profundo entre o elo que parecia inabalável e infindável. Mal parecia que não havíamos selado nosso amor em um ósculo cálido em uma festa da praia que nenhuma de nós gostaria de ir. Agora tudo o que havia restado de nossas alegrias juvenis eram os olhares transpostos em sentimentos incoercíveis dentre uma aula ou outra.

É incrível como as vicissitudes do tempo puderam transformar-nos em linhas paralelas sem nenhuma chance de encontro derradeira. Tudo que eu mais quis foi te abraçar e te dizer que não precisava tomar todo o peso do mundo para si. Mas o medo é um parasita solitário que tolheu toda e qualquer sensatez que eu pude ter.

E semanas se tornaram dias. E dias se tornaram horas. E a hora se converteu no agora. E a formatura veio, despedidas escassas, lágrimas verteram; corações quebraram-se, o peso de um futuro consumiu-nos a ponto de não percebemos o óbvio: havíamos nos afastado uma da outra, justamente quando nossos corpos necessitavas um do outro; justamente quando os nossos sentimentos uma pela outra estavam tomados por uma intensidade irremediável.

E você partiu. A cidade-grande agora era inteiramente sua. Conseguira a vaga na tão sonhada universidade, finalmente iria desbravar a selva de pedra que você apenas via na TV obsoleta da casa de seus avôs e de meus relatos distantes. E, bem... Eu decidira por permanecer no antro da incerteza, do limbo dos renegados, e tirar um ano sabático para decidir derradeiramente o que fazer em minha vida tão transtornada. Eu ainda penso como seria se eu houvesse partido contigo, meu doce raio-de-sol.

Eu tanto escrevi. Tantas folhas de papel foram lançadas ao lixo. Tantas mensagens de texto que jamais chegariam ao seu receptor. Tanto inquietar para lugar nenhum. Eu ainda me detesto por ser tão medrosa e mandar tal sinal derradeiro de vida tanto tempo depois. Eu espero que me perdoe, do fundo de meu coração.

O passado não importa mais, o que importa, de verdade, é que eu ainda te quero; e que eu ainda te espero.

Eu sempre te esperarei Yerin. Não importa as circunstâncias, meu coração ainda borbulha de amor por ti. Eu ainda clamo pelo teu corpo novamente em meus braços; pelos teus lábios tomando-me em uma sensação eterna de paz; por todos os sentimentos que tanto me agraciaram; tudo que tua presença trouxe-me naquele tempo que não volta mais.

O saudosismo me consome. Doces tempos que não voltam mais, mas podemos recomeçar. Podemos transcrever uma nova história, sempre terá um lugar em meu apartamento para ti. Eu não espero por repostas imediatas, mas um filete de que a reciprocidade ainda é existente já traria uma enxurrada de sentimentos que pensei jamais senti novamente.

Meu único pedido é: pode reviver meu primeiro amor em toda sua plenitude.

Eu te amo Jung Yeri. E sempre te amarei.

 

Sinceramente, de sua eterna melhor amiga.

                                                                                 Hwang Eun Bi

 

 

Open your ears

[Abra suas orelhas]
Our unforgettable voices and stories

[Nossa vozes e historias inesquecíveis]

Are filled with my heart for you

[estão preenchidas com meu amor por ti]
That fluttered like a dream

[Que se agitam como em um sonho]

                                                           G-Friend - Love Whisper


Notas Finais


opaaaa, e aí gostaram do meu sinrin todo trabalhado naqueles animes que te fazem chorar por um século e meio rsrsrs. ESPERO QUE SIM!

vou deixar aqui o link do jornalizinho do projeto para quem se interessou: https://spiritfanfics.com/jornais/projeto-mais-yuri-por-favor-8975800

STAN GFRIEND. STAN YURI FANFICS. STAN SINRIN

ps; pra quem se interresou pelo filme que citei, tem na netflix e acho que vi uns links perambulando no youtube com legenda em português.

love vcs.

saranghae.


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