História Sobre uma Garota e um Bad Boy - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Iris, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Peggy, Personagens Originais, Rosalya, Violette
Tags Amizade, Amor, Garota, Namorados, Revelaçoes, Romance
Exibições 39
Palavras 2.201
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - O motivo é que não quero mais!


Fanfic / Fanfiction Sobre uma Garota e um Bad Boy - Capítulo 13 - O motivo é que não quero mais!

América

08.04.16

Eu não tinha mais estômago para ficar nas aulas, com todos me encarando com pena ou com ar de felicidade. Eu não tinha cabeça para encarar as meninas que estavam amando minha situação e também não tinha mais cabeça para ver os olhos com pena transbordando depois de toda aquela cena no refeitório. Eu precisava ir embora.

Juntei meu material na sala e levei ao armário, quando ia sair, vi Castiel vindo em direção ao seu. Minha respiração acelerou. Tinha a esperança de que ele viesse me falar que aquilo tudo foi uma brincadeira. Mas não, ele nem ao menos olhou na minha cara.

- Só preciso saber como ficará a banda. – tomei coragem para falar.

- Ensaio na minha casa nos mesmos horários. – ele nem olhou para minha direção pra responder. – Não deixarei meu sonho acabar junto com nosso namoro.

- Então acabou mesmo.

- Ainda resta dúvida pra você? – ele me olhou com raiva.

- Não, havia apenas restado uma esperança, mas fique tranquilo, ela acabou de acabar. – disse, encarando o chão.

- Bom. – ele seguiu para sua sala e eu segui meu caminho indo embora.

Quase fui atropelada duas vezes no caminho para casa. Meus olhos estavam embaçados de tanta lágrima. Não sabia o que fazer. Não sabia nem o que estava acontecendo. Só lembro dos gritos de Castiel no refeitório.

- Castiel, me fala o que está acontecendo. – disse em seu ouvido, ao vê-lo sentar longe de mim.

- Nada, América.

- Por favor!

- NÃO ESTÁ ACONTECENDO NADA. APENAS NÃO QUERO MAIS NADA COM VOCÊ. – ao ouvir isso, senti meu coração saindo pela boca.

- VAI FALAR QUE O AMOR ACABOU PRA NÓS?

- ACABOU, AMÉRICA, NÃO TEMOS MAIS NADA.

- SEM MOTIVO, CASTIEL?

- O MOTIVO É QUE EU NÃO QUERO MAIS!

Foi aí que Lysandre e Rosalya decidiram intervir. Quando ia saindo do local, percebi que todos no colégio me encaravam, com pena, alegria e mil outras expressões em seus rostos.

E agora estou aqui na minha cama, chorando. Na verdade, eu estava igual uma cachoeira. Eu não entendia porque Castiel havia feito isso. Eu estava completamente perdida. Eu só queria entender o motivo de um dia ele me amar e o caralho e no outro, me querer longe.

Porém, agora eu precisava de um banho. Mais tarde teria que encarar um ensaio com ele e nem sei se conseguiria. Não depois disso tudo. Mas teria que ir, pelo menos pelo Lys.

Quando cheguei na casa dele, o platinado não havia chegado, então preferi ficar do lado de fora brincando com Dragon.

Castiel

Me doía vê-la ali, na minha casa, sem poder fazer nada. Sem poder beijá-la, ou abraça-la. Doía ter que fazê-la sofrer desse jeito, porque sei que ela está sofrendo. Mais do que eu até. Tenho certeza que ela está tentando achar o motivo disso tudo e sem conseguir encontrar nada.

- Ei, quer comer? – perguntei, cansado do silêncio entre a gente.

- Não, tô sem fome. – ela respondeu olhando pro meu cachorro.

Resolvi sentar ao seu lado e acabamos nos encarando. E íamos nos aproximando cada vez mais. Porém, uma mensagem chegou em meu celular, me fazendo pular.

“Não faça isso! Lembre-se da vida de vocês dois.”

Levantei rápido, procurando o canalha nos vigiando, mas não vi nada. Entrei e peguei um copo d’água. América entrou logo atrás e sentou-se no sofá.

- Cadê a Cassidy?

- Trabalhando. Ela quer sair logo da minha casa.

- Ah.

Ela ficou em silêncio depois disso. Cadê aquele platinado que não aparece? Que raiva.

- Na hora que você quiser me dar o motivo disso tudo. – ela acabou falando.

Eu não posso, meu amor! Por favor, compreenda.

- Já falei, América. Não dá mais pra mim ficar com você.

- Do nada?

- Pensei muito durante essa semana.

Ela ficou em silêncio e foi lá para fora de novo. Virei de costas e me permitir deixar as lágrimas caírem nessa hora, ao menos um pouco. Assim, Lysandre finalmente chegou, me fazendo secá-las rápido.

América

11.04.16

Decidi usar minhas roupas pretas com os acessórios que me deixavam com um ar de autoconfiança, mesmo estando destruída por dentro. Isso ajudaria no mínimo possível. Espero. Porque o show desse final de semana foi um máximo. Castiel e eu parecíamos normais, porém, quando acabou, tudo voltou. A ignorância dele estava cada vez pior, parecendo que queria que ficasse cada vez longe.

Porém, se estão achando que eu desisti assim, estão todos errados. Eu irei descobrir o que aconteceu para ele simplesmente terminar comigo. Nem que demore. Eu vou descobrir.

Quando cheguei na escola, os olhares de pena já tinham diminuído. É, a roupa ajudou! Segui para o meu armário e peguei meu material, dando de cara com o ruivo ao fechar a porta.

Ele me olhava e, por um segundo, vi em seus olhos uma pontinha de desejo, que disfarçou ao me encarar.

O pior de tudo, é que as carteiras sendo em duplas, eu teria que sentir a presença dele do meu lado. Teria que sentir o cheiro dele, sem ao menos conseguir abraça-lo. Isso me doía tanto!

Enrolei para entrar em sala, seguindo a professora. Me sentei e olhei para ele, que voltou seu olhar para a janela. Isso estava insuportável.

Ao final da aula de filosofia, agarrei na sala para tentar conversar com Castiel. Ele também ficou por último, junto com um novato que estava lendo. Isso não ajudou muito, mas não iria deixa-lo ir embora.

- Posso falar com você?

Ele demora tanto para responder, que uma mensagem chega em seu celular e ele simplesmente sai. O que será que está acontecendo? Eu fico tão magoada, que sento de volta na cadeira e começo a chorar, esquecendo que eu não estava sozinho e faz com que o novato venha falar comigo.

- Oi. – ele se senta à minha frente, no lugar de Rosa.

- Me deixa em paz. – acho que fui grossa.

- Do jeito que você está, eu não saio daqui nem arrastado.

- Mas eu nem sei o seu nome. – disse, levantando o olhar e enxugando as lágrimas.

- Sou Harry. Fique tranquila, eu guardo seu segredo, não conto a ninguém que te vi chorando.

- Não te pedi pra guardar nada! – fiz uma pausa. – Olha se você tá com pena de mim porque me viu assim, dá o fora daqui.

- Eu não tô com pena de você.

- Mas dá o fora daqui do mesmo jeito!

O menino de cabelo preto jogado pro lado – estilo Justin Bieber -, olhos castanhos escuros e magro não saiu dali, nem se moveu. Então, decidi que eu sairia. Me levantei e ele fez o mesmo.

- Dá licença? – falei ríspida.

- Não. – ele tinha um sorriso malicioso nos lábios.

Forcei o ombro e dei um empurrão no moleque. Ele não era fortinho e também não estava preparado para a minha reação, então, quase caiu na cadeira. Porém, conseguiu se manter e puxou meu braço, deixando nossos rostos colados e me dando um beijo. Minha reação era de empurrá-lo, mas ele se firmou dessa vez. Eu estava sem espaço para dar um chute em sua virilha, então, decidi morder seu lábio com força.

- Quer ser acusado de assédio sexual?

- Tá louca, menina? – disse, tentando parar o sangue na sua boca.

- Você não viu nada ainda! Tenta isso de novo e você nunca mais usa esse seu brinquedinho!

Castiel

11.04.16

Quando sai da sala, percebi que o novato foi em direção a América e fiquei ali vigiando. Até que vi ele puxá-la para um beijo e ela tentando sair, quase me envolvi, mas, como sempre, a ruivinha nunca precisou de ninguém para se defender. Pelo jeito, havia mordido o lábio inferior do garoto, pois o vi conferindo e um sangue em sua mão.

Notei que América iria se virar para sair da sala e corri para a sala a frente para que não me visse e foi nesse instante que lembrei, será que é ele? Será que é ele que me mandou essas mensagens? Decidi descobrir.

“Ela morde bem né?!”

Mandei para o número que estava me atormentando.

“Pena que você nunca vai ter isso de novo.”

Descobri. Sei que o que ele falou doeu, mas fiquei feliz por saber quem era e poder tentar algo para acabar com essa palhaçada. E saber que América não teve boa impressão logo de cara, me deixava aliviado.

Corri atrás das informações do novato na aula, chama-se Harry Collins, mas é misterioso por completo. Iria ficar de olho nele a partir de agora. Precisava proteger minha pequena.

Acabei trombando com alguém no corredor e vi seus cabelos ruivos caídos em seu rosto. Por um instante levei a mão para ajudá-la, mas recuei ao ver Harry nos observando.

- Olha por onde anda, garota!

- Você que estava todo distraído ai, não era eu não.

- Por que não desviou então? – provoquei e ela saiu pisando forte.

Isso me doía tanto. Vê-la me odiando dessa maneira. Mas não podia arriscar sua vida, até ter um plano para acabar com isso.

12.04.16

Na terça-feira, nem olhamos um na cara do outro, pois no ensaio tínhamos discutido tão feio que Lysandre se meteu e acabou com o ensaio. Isso resultou em escutar um bom sermão depois que ela saiu lá de casa.

Porém, na educação física não podemos correr e era natação. Competição e o nosso grupo era o melhor, ainda mais com duas pessoas com raiva. América estava me odiando e eu, Harry.

Mas ali, na competição, acabei dando um sorriso de lado pra ela, que retribuiu me deixando pulando de alegria por dentro. Formamos nossa tática olhando os outros grupos como estavam sendo formados. Como na última vez, ganhamos e ficamos comemorando. Ali, pude ver América gargalhar, mesmo tendo raiva de mim. E ela veio me dar um abraço que eu me permiti ganhar. Eu precisava.

“Solte ela!”

Olhei para Harry que estava vermelho de raiva, por ter perdido e por ver América me abraçando. Isso mostrou que eu sabia quem era ele, mas não ligava nesse instante, não tinha nenhuma vantagem nisso.

- Eu vou tomar uma ducha. – disse Lysandre.

Eu acompanhei meu amigo e os meninos já estavam acabando. Ficamos apenas Harry, Lysandre e eu para trás. Quando o platinado entrou na ducha onde Nathaniel havia saído, vi o olhar mortal do moreno para mim. Acabei dando um sorriso de lado.

Logo depois da aula, decidimos bater uma partida de futebol. E como sempre, nessa sala falta um de um lado. América veio correndo completar o meu time. Harry estava no de Nathaniel e fez cara feia quando ela entrou. Vish.

Quando entrei no vestiário, novamente, para outra ducha. Vi que tinha apenas Harry lá e acabei rindo na cara dele.

- O que tá rindo?

- Vendo o seu fracasso de camarote.

- Meu fracasso? – ele ri.

- É, porque você não nota que mesmo me tirando do caminho, América nunca vai te querer.

- É o que vamos ver!

- Vem cá. – fiz uma pausa, chegando pra frente. - Eu vi seu jeito perto dela. – falei bem próximo ao seu ouvido agora. – Tá tentando ser o que? Um bad boy? Por que ouviu falar na nossa história? Rum, tem que rir.

- Como assim? – bufei.

- Você não tá sendo um bad boy, você tá sendo um machista que América tanto detesta. Percebi o quanto detestou ver ela entrando no time e, mais ainda, quando percebeu que ela joga melhor que você!

Nesse instante, apenas senti um soco na minha cara. O que eu estava esperando para poder revidar. Soquei tanto a cara daquele moleque que, se não fosse pelo Alexy entrando bem na hora, teria o matado. Não seria nada mal.

- Castiel, para! – Alexy me tirou de cima dele. – Tá querendo ser expulso?

- Quero matar esse cara! – disse com raiva.

- Para que? O que ganha com isso?

- A minha paz novamente!

Isso escapou da minha boca e me fez sair voado do vestiário, com medo de falar demais. Não consegui nem tomar um banho, fui para casa do jeito que estava.

Assim que iria deitar para dormir, decidi ir até a sacada e vi América na dela. Ri com isso, era igual ao início, eu ficava daqui a admirando.

Hoje não tivemos ensaio por causa da briga de ontem, então estava com a maior falta dela do meu lado, brigando comigo.

Deitei para descansar minha mente e apaguei. No dia seguinte, a vi saindo de casa super atrasada e não podia deixar que perdesse o horário da primeira aula. Teria um teste.

- Sobe ai!

- Você não si decide. – ela deu um sorrisinho delicioso.

- Um dia você vai entender, eu espero. – essa parte saiu mais baixo.

Ela subiu e descemos da moto. Por sorte, Harry já estava na sala e eu enrolei um pouco para entrar.

- Desculpe, professora. Acabei me atrasando!

- Entre logo, Castiel.

Me sentei ao lado de América que me passou um bilhete.

“Obrigada pela carona, bipolar. : ) ”

“De nada, não deixaria você perder esse teste!”

Devolvi o bilhete e ela mandou a bomba.

“Ainda se importa comigo?”


Notas Finais


Comentem, sugestionem, critiquem, sei lá :3


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