História Sobrenatural - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
Tags Castiel, Dean, Sam, Supernatural, Winchester
Exibições 14
Palavras 1.599
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Mutilação, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Os personagens da serie "Supernatural" não me pertencem.
Minha primeira Fanfic de supernatural!
Decidir traze-los para nossa realidade brasileira, vamos ver como eles resolvem os casos das nossas lendas regionais.

Ansiosos? Bom, Vamos ao piloto:

Capítulo 1 - Uma decisão


Fanfic / Fanfiction Sobrenatural - Capítulo 1 - Uma decisão

São Caetano do Sul – Sp

Há 5 anos.

-Eu já disse que não!

-Mãe, é minha decisão – Ele a encarava com uma expressão dura.

Passava das 23 horas e o único som que podia ser ouvido no apartamento era de Dean e Mary, discutindo. Com seus dezessete anos de vida, ele decidira tomar o mesmo rumo que o pai tomara, salvar pessoas, caçar coisas, bom, o negócio da família por assim dizer. Mary, por outro lado, era totalmente contra. Seus tempos de caçada se extinguiram e agora apenas queria ver seus filhos são e salvos.

-Dean! Eu me separei do seu pai para que vocês tivessem uma chance de viver uma vida normal e agora você quer ir caçar com ele! De jeito nenhum! – Mary insistia.

- Mas você nos treinou para isso! – Retrucou Dean

Era verdade, Mary ensinara tudo sobre caçada para seus dois filhos, ensinou sobrevivência, a atirar com diversas armas e os matriculou em vários cursos de luta, o favorito de Dean era karatê. Mas apesar de fortes e preparados para o combate, havia algo que só se adquiria com o tempo e isso era o que a preocupava, Dean não tinha experiência. Poderia ser pego em uma armadilha ou até... Ela não gostava de pensar nessa possibilidade. Então os Treinou sim, mas para o caso de algo sobrenatural aconteça com um dos dois.

- Treinei vocês para se protegerem Dean, você sabe. – Falou determinada.

- E agora sei que posso ajudar as pessoas, sou bom nisso mãe.

- Dean, Não! Você pode se machucar e até morrer.

Encarando o chão, ele pensou nessa possibilidade. Era bem possível, mas ainda assim, achava que valia a pena o risco, iria salvar vidas e além de finalmente rever seu pai, ele se afastara assim que se separou de Mary, e a razão disso, pelo qual sua mãe explicara, era para protege-los.

Mary ainda amava John, o pai dos meninos, mas sempre que perguntavam por ele, ela não sabia como responder. Não por não saber dele e sim porque foi seu grande amor e nunca iria esquece-lo, falar dele a deixava sem graça como uma adolescente apaixonada. Sempre foram um casal próximo e feliz, um cobria a retaguarda do outro, mas depois que Dean nasceu tudo mudou, ela deu uma pausa na caçada para cuidar do seu primogênito e os dois acabaram por se distanciar.

Tentaram continuar juntos apesar dos conflitos de interesse, ela cuidando da casa e do filho e ele caçando, passando dias sem aparecer, porem a angustia de não saber se seu amado estava bem ou vivo a destruía. Quando soube que estava grávida de novo voltou para casa dos pais parando de vez com as caçadas.

 John os visitavam uma vez por semana no começo, depois a cada duas ou três, até que teve um problema em Santa Catarina enquanto caçava com Bobby do qual passou seis meses sem dá notícias. Foi nessa ocasião que Mary decidiu dar um fim no casamento, quando John finalmente voltou, eles tiveram uma longa conversa que virou uma discursão e acabou com ela o expulsando. Abalado com o pedido, John apenas pediu para avisar os filhos que ele os ama e saiu.

Ele sempre mandava dinheiro e presente em datas especiais, mas nunca se aproximou da casa deles. No aniversário de dez anos de Dean, John mandou um celular de presente. Muito animado, Dean o ligou para ver suas funções adicionais e assim que a tela acendeu, chegou uma mensagem por um número gravado como John. Rapidamente ele abriu e leu “agora podemos nos falar, sempre que precisar conversar, pode me ligar ou mandar mensagens. Amo vocês”. E desde então a relação de pai e filho foi restaurada e Dean entendeu melhor a partida do pai concluindo que o trabalho dele, apesar de perigoso, era gratificante.

- Desculpe mãe, vou sair amanhã cedo. – Encerrou a conversa saindo do cômodo rumo ao seu quarto.

- Dean! Volte aqui, ainda não acabamos. Dean! – Ela tentou chama-lo de novo, mas parou ao ouvir a batida da porta.

Sentou no sofá tentando achar um jeito de fazê-lo mudar de opinião, mas aquele cabeça dura era igual ao pai, só podia rezar para que ele continuasse bem.

Dentro do quarto, Dean pegava duas mochilas e decidia com cautela o que iria levar. Ele não queria ter sido grosseiro com sua mãe, mas não sabia agir de outra forma, se preocupava com os outros, mas não conseguia transparecer isso. Parou de guardar algumas camisas quando ouviu batidas na porta.

- O que foi agora? – Respondeu rispidamente.

- Dean? Sou eu. – Respondeu uma voz grave, mas juvenil.

Correu e abriu a porta, deixando seu irmão mais novo entrar.

- Sammy, você não devia estar dormindo?

- Como iria conseguir dormir com vocês gritando? O que foi dessa vez?

Suspirando, o mais velho sentou na cama, seu irmão tinha 12 anos, mas sem dúvida era bem mais maduro que ele, estava com uma expressão dura e com os braços cruzados.

- Sammy, eu vou trabalhar com o pai.

- O que? Por que? – Perguntou surpreso amolecendo os braços até desfazer o nó.

- Porque é o que sei fazer e, cá entre nós, nunca fui bom no colégio mesmo. – Respondeu com um sorriso forçado.

- Dean, não faz isso! Eu posso te ajudar com as matérias... Posso... – tentou mas foi interrompido.

- Sammy, tá tudo bem. Eu quero ajudar as pessoas.

Meneando a resposta do irmão, Sam olhava para os lados em busca de uma resposta, ao olhar para a mochila quase preenchida, limpou a garganta e falou.

- Ok. Então eu vou com você!

- Sammy, não.

- Dean, você vai morrer sem minha ajuda, vai se distrair com qualquer garota que passar na sua frente.

O mais velho gargalhou com a forma de falar de Sam e ele estava certo, era uma das coisas que devia mudar, porém, voltando ao foco da conversa ele não podia deixa-lo o acompanhar, era novo demais.

- Droga Sammy, eu sei disso, mas você precisa continuar estudando, sempre me disse que queria ser advogado! Você é a salvação da família. – Brincou o mais velho tentando quebrar o clima pesado como sempre fazia, mas o menor já estava ficando irritado.

- Não me venha com essa agora.

- Está bem, mas você não deixaria a mamãe só, não é?

Essa pergunta veio como raio lembrando o moreno de uma das pessoas mais importante de sua vida. Ele tinha magoa do pai por ter o abandonado apesar de não demonstrar e fingia entender a “causa maior” pelo qual ele desistira de sua família. Mas agora Dean também queria ir embora, ele não ia aguentar.

- Então fique Dean, fique conosco. – Sussurrou com os olhos marejados.

Dean abaixou a cabeça, era um pedido sincero, isso lhe doeu muito mas teve que dizer.

- Eu não posso.

Sam o encarou não acreditando nas palavras do irmão. Vencido, ele deixou a raiva falar mais alto.

- Quer saber? Vá! Não preciso de você. Espero que nunca mais volte!

Fechando a cara, se arrependeu instantaneamente, mas era tarde para pedir desculpas, então apenas saiu correndo do quarto cobrindo o rosto. Dean ficou paralisado, aquilo foi como um soco no estomago, nunca havia brigado com seu irmão, com sua mãe sim, mas sempre foi por coisas idiotas da escola, dessa vez ele conseguiu magoar as duas pessoas que mais presava.

Com movimentos lentos, voltou a arrumar a mochila até algo molhar sua camisa favorita dos Titãs, tocou o rosto e constatou que era uma lagrima, “merda, estou chorando”. Balançou a cabeça e a enxugou rapidamente, olhando para as duas mochilas cheias em um impulso empurrou-as de qualquer jeito no chão se jogou na cama, seu espirito estava tão pesado que só foi cerrar os olhos que Dean dormiu profundamente.

Acordou com um susto, olhando para o relógio que piscava a hora, eram quase seis. Levantou e foi ao banheiro, iria pegar um ônibus das seis e meia para o Rio de Janeiro e se encontrar com John em Niterói. Saiu do quarto com as bagagens e caminhou pela casa taciturna parando no quarto do seu irmão, largando tudo no chão, entrou.

Caminhou calmamente para não acordar o pequeno que ressonava estirado na cama. Ao se aproximar, notou o rosto rubro e levemente inchado do menor tendo que desviar o olhar por causa da culpa que sentia. Coçando a cabeça e olhando ao redor, uma ideia surgiu.

Alcançando o material escolar de Sam, procurou algo em que pudesse escrever. Com papel e caneta em mãos, registrou uma curta mensagem. Satisfeito, a colocou silenciosamente na cabeceira do menor, olhou para janela encarando o sol de frente, “vai ser um longo dia” pensara. Desviou o olhar retirando o cordão que o moreno havia lhe dado de presente de natal alguns anos atrás estacionando-o junto ao seu bilhete, com sentimento de dever cumprido, saiu rapidamente antes que se arrependesse.

Naquela manhã, Sam acordara com dores fortes de cabeça e ardência nos olhos, sentou na cama meditando se ia levantar ou voltar a dormir. Depois que seus olhos se acostumaram com a luz forte do sol oriunda da janela, percebeu seu caderno aberto em um lugar incomum. Preguiçosamente se esticou para pega-lo, caçou os olhos para poder entender o garrancho que com certeza fora Dean que fizera, mas foi interrompido por um objeto caindo no chão, era o cordão Sam o dera, estranhando aquilo, voltou a decifrar a mensagem.

Era simples, mas podia ter duas interpretações e mesmo não sabendo qual era, Sam sorriu decidido a levantar.

“Eu voltarei para busca-lo”.


Notas Finais


Voltar pra buscar o cordão ou o pequeno sam? hmmm
É isso.
Obrigada por lerem, deem seu feedback :>
Até mais!


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