História Sobrevivendo ao Casamento - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Lu Han, Sehun, Suho
Tags Hanhun, Hunhan, Hunhanweek, Nãodeixahunhanmorrernunca, Sobrevivendo Ao Casamento
Visualizações 451
Palavras 7.571
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello, Hello amores <333

Perdão o atraso gente. Eu tava morrendo de cólica esses dias, acabei nem terminado as outras duas ones que tinha preparado pra Hunhan Week. Isso me atraso com tudo.

Eu ainda tô com cólica e pra ser sincera nem sei se corrigi tudo direito. Eu prometo que depois eu vou arrumar tudo bonitinho. Quanto ao lemon... Não quis fazer um lemon amorzinho porque sei lá o Sehun e o Luhan estão casados a anos, não existe vergonha entre eles, cada um conhece o corpo do outro com a palma da mão, e acabou saindo o lemon que vocês vão ver (E eu com certeza vou arrumar futuramente quando não estiver com dor).


Espero que vocês gostem <3333


Boa leitura
Beijos com menta da Nati

Capítulo 2 - Sobreviventes do Casamento


Fanfic / Fanfiction Sobrevivendo ao Casamento - Capítulo 2 - Sobreviventes do Casamento

 

 

Sehun resmungou algo inconsciente. Ele sentia muito calor, estavam no final de outono por que estava tão quente?

Ele foi abrindo os olhos lentamente dando-se conta de que estava envolvido pelos braços calorosos do marido. Eles ainda estavam nus e ele podia sentir a pele suave e macia em contato com a sua. Sehun fechou os olhos com força aproveitando aquela sensação gostosa, fazia tanto tempo que não acordava ao lado de Luhan.

Seus olhos se arregalaram. Ele olhou o relógio digital no criado mudo assustando-se ao ver que já eram dez da manhã. Ele chacoalhou o outro levemente.

-amor você está atrasado pro trabalho.

Informou com receio que Luhan ficasse bravo consigo caso não o acordasse.

O mais velho deu um pequeno pulo assustado com a agitação de Sehun. Assim, que abriu os olhos sorriu largamente ao ver o outro.

-bom dia baby.

Sehun franziu o cenho. Luhan disse bom dia antes de berrar e sair correndo por ter se atrasado?

-querido ouviu o que eu disse?

-o quê?

-já são dez da manhã.

Luhan se moveu ficando por cima de si na cama e tacou-lhe um selinho nos lábios finos e rosados, que tanto amava beijar.

-e daí?

Perguntou desinteressado fazendo Sehun arquear uma sobrancelha.

-seu trabalho?

Luhan deu de ombros tirando algumas mexas de cabelo do outro da frente de seus olhos.

-vou desistir do caso da empresa americana, pedir demissão e tirar algum tempo de férias com você, o que acha?

Sehun piscou os olhos incrédulo.

-Luhan... você bateu a cabeça em algum lugar?

Ele sorriu fraco negando com a cabeça.

-só me dei conta que estava perdendo o meu marido. Não preciso ganhar uma fortuna naquele emprego, posso muito bem voltar a trabalhar por conta própria como fazia antes, você é o mais importante pra mim Hunnie e eu gostaria de viajar com você. Claro se você estiver disposto e não se incomodar de viver uma vida mais simples, fora daquela empresa não vou poder te dar o mesmo padrão de vida que temos agora.

O mais novo estava completamente desconcertado. Aquilo parecia algum tipo de sonho de tão fantástico. Ele prendeu o rosto de Luhan entre as mãos.

-não me importa dinheiro, luxo, roupas de grife, restaurantes e carros caros, nada disso nunca teve importância pra mim, eu só quero o meu marido do meu lado.

Ele uniu seus lábios em um beijo simples, porém, significativo para ambos. Seus olhos estavam brilhando e ele tinha um sorriso único nos lábios ao unir suas testas e olhar profundamente para o outro.

-é sério isso? Nós vamos viajar?

Perguntou ainda incrédulo fazendo Luhan sorrir largamente. Não existia sensação mais gostosa do que fazer os olhos de Sehun brilharem e seus lábios se curvarem em um sorriso apaixonante, já tinha se esquecido de como era aquela sensação, mas a partir dali nunca mais esqueceria.

-é mais do que sério! Nós vamos viajar pra onde você quiser, só escolher.

Sehun o virou na cama ficando sobre seu colo.

-pode ser um lugar com praia?

Ele assentiu risonho.

-qualquer lugar que você queira.

Ele inflou as bochechas duvidoso.

-estou dividido entre Veneza e Bahamas.

-hm tenho uma solução pra sua dúvida.

-qual?

Pergunto entusiasmado.

-o que acha de visitarmos os dois?

-quanto tempo de férias você vai tirar?

Questionou estranhando.

-dois ou três meses.

Falou com uma pontada no coração, se o mais novo soubesse que aquela seria uma viagem de despedida...

Ele saiu de seus devaneios ao ver o marido bater palmas animadamente.

-perfeito!

Luhan segurou seu quadril o fixando em seu colo.

-já que vamos em Veneza o que acha de dar uma passada em Roma? Eu sempre quis visitar o coliseu.

A ideia deixou Sehun tão empolgado que o mais novo buscou o notebook para pesquisarem sobre as cidades e as melhores opções de hotéis. Luhan amava vê-lo daquele jeito, fazia muito tempo que não via o marido tão empolgado com algo.

 

 

 

 

                                       ***

 

 

 

Pela parte da tarde Luhan foi a empresa apenas para informar ao chefe que desistiria do caso da empresa americana que tinha em mãos e o passou para um de seus colegas mais confiáveis e também pediu demissão.

Luhan pensava que doeria largar o emprego que por tantos anos foi seu objetivo. No entanto, assinar os papéis da demissão no RH foi como tirar um peso enorme das costas. Ele não se arrependeu nem por um segundo, apenas se sentiu livre e se perguntava por que não fez aquilo antes.

Após acertar tudo na empresa e despedir-se dos colegas mais próximos foi ao banco resolver uma de suas maiores prioridades no momento, o futuro de Sehun.

O mais velho havia investido muito em uma conta da qual Sehun não sabia da existência. Ele transferiu a quantia exata que usaria na viagem para conta conjunta com Sehun e transferiu todo o resto para antiga conta de solteiro do mesmo.

Queria deixar o futuro do marido garantido por um bom tempo antes de partir. Luhan sempre sustentou a casa, obrigou o mais novo a abandonar a faculdade de dança e ele não tinha nenhuma profissão graças ao seu egoísmo e ciúmes.

Quando voltassem de viagem Luhan estava certo de que convenceria o mais novo a destrancar e regressar ao curso de dança, e também precisava convence-lo a vender a atual cobertura onde moravam.

A cobertura com os móveis poderia ser vendida por uma quanti bem gorda. O dinheiro daria para comprar um novo apartamento mobiliado, menor e mais em conta onde Sehun pudesse viver tranquilamente e ainda sobraria para acrescentar a conto de segurança do mesmo.

A maior preocupação de Luhan no momento era o mais novo. Ele nem ao menos tinha parado para pensar no que aconteceria consigo após a morte, ou como seria morrer. Ele só queria que o futuro do mais novo estivesse garantido quando partisse. O que mais doía em Luhan não era morrer, era deixar Sehun.

Ele sempre achou que seria o primeiro a morrer afinal já estava na casa dos trinta e Sehun ainda em seus vinte e três anos, só nunca imaginou que fosse tão rápido e daquela forma. Ao menos ele descobriu a tempo para concertar seus erros.

 

 

 

                                     ***

 

 

 

 

Sehun analisava as malas prontas no canto da cama.

-tem certeza que não estamos esquecendo nada?

Luhan gargalhou o abraçando por trás.

-Hunnie ainda falta três dias para viajarmos.

Ele riu de si mesmo assentindo.

-eu sei, mas é sempre bom deixar tudo preparado com antecedência.

-o que seria de mim sem você?

-um completo desastre.

Sehun brincou virando-se para beija-lo.

-ainda bem que eu tenho meu maridinho para cuidar de mim.

Ele o abraçou apertado quase o erguendo fazendo o mais novo rir anasalado.

-Hun? Você ainda é fluente em inglês?

Sehun mordeu o lábio pensativo com a pergunta.

-mais o menos. Eu lembro de uma coisa ou outra, mas você, meu maridão incrível sabe fala chinês, coreano e inglês não vai deixar eu me perder.

Ele assentiu finalmente o erguendo no colo.

-nunca! Vou cuidar muito bem de você nessa viagem, vai ser como uma segunda lua de mel.

Falou animado jogando o mais novo na cama e logo deitando ao lado do mesmo.

-ainda me lembro da nossa lua de mel em Jeju, dá para acreditar que já vão fazer seis anos que estamos casados? Parece que foi ontem que berrou no meio de um motel que aceitei casar com você.

Falou risonho deitando a cabeça no peitoral de Luhan o fazendo rir também.

-sua mãe achava que não íamos durar nem duas semanas e olha pra gente agora. Tivemos que enfrentar tantas coisas pra ficarmos juntos, foram tantos problemas, mas valeu a pena esperar você crescer.

Sehun sorrindo lembrando-se do passado.

-você é o cara mais controlado que eu namorei em toda minha vida, não sei como não me levou pra cama antes dos dezesseis.

Luhan o olhou com uma sobrancelha arqueada.

-claro que sou o mais controlado, fui seu único namorado.

Disse debochado em seu tom convencido recebendo em troca um tapa do outro.

-quem te garante que não teve outro antes de você?

Provocou com o sorriso sapeca nos lábios. Luhan semicerrou os olhos o encarando fixamente. Sehun sempre acabava rindo quando estava mentindo e não foi diferente daquela vez. O mais novo se delatou ao rir escandalosamente.

-tá! Você foi meu único namorado, meu primeiro amor, meu primeiro beijo, minha primeira vez, meu primeiro marido, meu tudo.

Ele começou a distribuir vários beijos pela clavícula de Luhan o fazendo gargalhar pelas cocegas que sentia.

-ai, ai! Mas, confesso que não foi fácil te resistir, pra um pirralho você era muito fogoso Sehunnie-ah!

Gritou ao ser mais uma vez acertado com um soco do maior.

-hey! Eu não era um pirralho... foi engraçado quando você apareceu na minha casa para pedir pra namorar comigo.

Ele arregalou os olhos e sobressaltou-se.

-engraçado? Você nem ao menos falou pros seus pais que era gay, deixou tudo nas minhas costas. Eu estava apavorado, o seu pai tinha uma cabeça de veado pendurada na sala! Eu já estava imaginando minha cabeça no lugar.

Sehun gargalhou lembrando-se do espanto do namorado ao ver o enfeite do pai, que caçava nos fins de semana com um amigo.

-quando disse que amava o filho deles e segurei sua mão parecia que sua mãe ia avançar no meu pescoço, quando ela começou a me xingar achei que estávamos mortos...

-mas meu pai foi o herói da noite. Eu disse que meu paizão era o melhor e supermoderno. Simplesmente pergunto se você me fazia feliz e nós deu a benção.

Luhan sorriu.

-o sogrão era o melhor. Ele gostava de mim e me tratava como um segundo filho, quando disse que estava na faculdade de advocacia ele pirou porque o filho seria namorado de um advogado. Temos que visita-lo um dia em Singapura, sinto saudades dele. O ruim era sua mãe, aquela mulher era loca pra me colocar na cadeia.

Sehun ergueu uma sobrancelha.

-olha como fala da minha mãe, não sei por que vocês não se dão bem.

-sério? Sua mãe me odiava, me odeia até hoje. Ela me culpa por desvirtuar você, por todo o preconceito que vivenciou na escola e por qualquer coisa. Até se você tirava cinco em uma prova a culpa era minha. Lembra aquela vez que a gente deu um amasso no carro e você apareceu em casa com um chupão. Sua mãe queria me denunciar, o sogrão que salvou minha pele.

-essa foi nossa época mais complicada, a maior batalha que enfrentamos. Não é que minha mãe te odeia, ela só queria um culpado por tudo que aconteceu comigo e culpar você por tudo foi mais fácil, você sabe? Eu era muito novo, mas sabia o que significaria assumir um compromisso sério com você. Não foi uma grande novidade que muitos dos meus amigos virariam a cara pra mim, só não esperava apanhar dos valentões.

Luhan o abraçou mais forte contra seu peito.

-só de lembrar disso tenho vontade de voltar no tempo e socar aqueles moleques estúpidos. Eu me segurei tanto pra não mata-los.

O outro depositou um beijo em sua bochecha.

-ia querer bater neles mesmo sabendo que me apaixonei mais ainda por você quando me beijou na frente de todos e disse que era seu e que se alguém encostasse em mim mais uma vez estava morto? Na época você tinha vinte, era muito mais alto que eu, todo cheio dos músculos. Colocou todos que queriam meu mal para correr e ninguém nunca mais se atreveu a mexer comigo. Se me sentisse ameaçado era só dizer que ia chamar meu namorado e eles desistiam na hora. Você foi meu herói.

Ele aconchegou o maior mais em seus braços.

-e você o meu. Tive medo que desistisse da gente quando seus colegas descobriram sobre nosso relacionamento, você sempre foi muito corajoso Sehun. Não é qualquer um que passaria por tudo que você passou.

-eu tive um bom motivo pra ser corajoso.

-qual?

-Um universitário, gostoso pra caralho, que por algum milagre do universo se interessou por um pirralho da sexta série.

Luhan o beijou.

-bem dito seja o festival de primavera que uniu seu colégio com minha faculdade. Não imagino como seria minha vida se não tivesse estragado seu trabalho pro festival.

Sehun gargalhou viajando na lembrança de um dos melhores dias de sua vida.

 

 

Flashback on:

 

 

Era festival da primavera onde várias escolas e universidades se união em uma linda festa recheada com flores, gincanas, jogos, apresentações e deliciosos doces e salgados feitos pelos estudantes de gastronomia e confeitaria.

Os alunos do sexto ano haviam plantado e cuidado cada um de uma planta desde o começo do ano para um trabalho que valia uma nota muito alta. Sehun se dedicou plenamente ao trabalho e trazia uma linda flor em um vaso pesado demais para si carregar.

A planta tampava sua visão, não o permitindo ver o rapaz de dezoito anos andando em sua direção.

Luhan estava distraído quando um rapaz moreno, carregando uma cesta com cartas esbarrou consigo. Ele virou-se para xingar o moreno quando acertou o braço na planta de Sehun, que perdeu o equilíbrio.

O vaso caiu no chão espalhando terra para todos os lados. Ao ver seu trabalho em pedaços no chão Sehun ficou extremamente nervoso. Ele apertou os punhos e seu rosto ficou completamente vermelho.

O mais novo ergueu o indicador na direção de Luhan, pronta pra xinga-lo de todo e qualquer nome que um pré-adolescente de dose anos não deveria saber quando seus olhos se encontraram com os do maior.

Ele ficou completamente petrificado, as palavras morrem em sua garganta e foi como se tudo passasse lentamente. Os olhos do mais velho pareciam ter um brilho próprio que o chamava, seu rosto era o mais lindo que viu em toda a vida. O rapaz em um todo era o mais lindo que viu na vida e de repente ele se viu perdido em uma série de sensações inexplicáveis. Não foi diferente com Luhan.

O mais velho se encantou com o olhar aparentemente perdido de Sehun, o rosto vermelhinho chegava a ser fofo. Ele desenhou o perfil inteiro do menor em sua mente. O rosto delicado, a pele branca como leite, os lábios finos e rosados. Luhan estava fascinado com a beleza do menino tanto quando Sehun estava fascinado com a sua.

Nervoso com a leva de sentimentos desconhecidos Sehun saiu correndo na direção oposta do outro, sem dar a chance do outro pronunciar sequer uma palavra.

Sehun apenas corria sem olhar para trás até esbarrar em um rapaz moreno, o fazendo derrubar uma cesta cheia de cartas no chão.

-cuidado.

O rapaz advertiu.

-de-desculpa.

O mais novo o ajudou a guardar as cartas e ele o ajudou a se levantar.

-você está bem? Parece pálido?

Sehun negou com a cabeça.

-e-eu não sei. O meu coração tá batendo tanto que parece que vai sair pela boca, parece que tem borboletas na boca do meu estomago e... não sei explicar o que tenho. É tudo culpa dele.

Falou apontando para Luhan, que estava a uma distância segura de si.

-uou! Eu sei o que você tem!

O moreno falou alarmando o outro.

-sabe?

Ele assentiu sorrindo arteiro.

-um velho caso de amor à primeira vista.

O mais novo arregalou os olhos.

-ma-mas ele é um cara...ah!

O moreno o deu um peteleco na testa.

-amor não tem gênero, moleque! Foi amor à primeira vista, não teste minha sabedoria. Você está apaixonado e pronto, apenas conforme-se!

Sehun ficou aéreo pensando sobre aquilo quando voltou a realidade o moreno não estava mais lá.

Amor à primeira vista. Ele já tinha ouvido falar, já havia lido sobre aquilo e nunca parou para acreditar até aquele pequeno incidente. O mais novo se sentiu curioso, gostaria de explorar mais daquele novo sentimento aflorando em seu coração.

O mais novo começou a acreditar seriamente naquilo conforme encontrava Luhan em todas as partes que visitava do festival. Seus olhares se encontravam várias vezes e ambos mantinham o contato visual em sem quebra-lo sequer por um segundo, as vezes trocando sorrisos significativos.

Tanto Sehun quanto Luhan não acreditavam no que estavam fazendo, se perguntando onde estava a sanidade de ambos.

Conforme o tempo passava os olhares iam ficando cada vez mais intensos e os sorrisos mais insinuativos, no entanto, nenhum dos dois tomava uma iniciativa.

Sehun estava a caminho do último jogo quando foi parado pelo rapaz moreno de mais cedo.

-pelo visto você não foi o único a se apaixonar à primeira vista.

O mais novo franziu o cenho coma aparição repentina do outro que estendeu um cartão em forma de coração para si.

-quê isso?

Perguntou estranhando a carta.

-sou um dos encarregados do correio elegante e o carinha que você tava de olho mando te entregar isso.

Aquelas palavras fizeram seu coração voltar a disparar.

-e-ele mandou?

O rapaz assentiu.

-obrigado... ann você não me disse seu nome.

O moreno revirou os olhos impaciente.

-é Jongin, agora abre logo seu bobo.

Sehun riu anasalado desembrulhando o bilhete.

 

“Se está fascinado por mim tanto quanto estou por você me encontre em baixo da arquibancada quando o jogo acabar.

Ps: Me deixe te recompensar pelo vaso quebrado de uma forma mais gostosa”

 

Quando terminou de ler um sorriso enorme estalou-se em seus lábios. Ele ia agradecer o moreno, mas o mesmo já tinha sumido.

.

.

.

 

Ao final do jogo Sehun se viu embaixo da arquibancada. Estava muito ansioso, esfregava as mãos nas laterais da calça e tentava respirar regularmente.

O coração batia em seu peito como um pandeiro no momento em que avistou o mais velho aproximando-se de si.

Luhan tinha um sorriso extremamente confiante nos lábios.

-oi?

Sehun falou com as bochechas rosadas deixando o maior encantado.

-está nervoso?

Luhan perguntou ao notar as pernas tremulas do outro, que assentiu.

-me diga, como se chama?

-Se-sehun.

Ele sorriu largamente.

-não precisa ficar nervoso, Sehun. Temos um acerto de dividas pra acerta, não acha?

Ele deu alguns passos à frente fazendo o mais novo andar para trás parando somente ao sentir o metal frio de um dos pilares de sustentação da arquibancada entrar em contato com suas costas.

-te-temos?

Luhan sorriu com a repentina timidez do mais novo.

-sim, eu quebrei seu vaso preciso pagar de alguma forma.

Falou agora de frente para o mais novo muito próximo de si. Sehun respirou fundo e atreveu-se a sorrir provocativamente e erguer uma sobrancelha.

-graças a você perdi a maior nota do ano, vai ter que ser uma recompensação bem gratificante.

Luhan espalmou as mãos uma de cada lado da cabeça do mais novo e prensou seu corpo contra o pilar.

-garanto que vai ser bem gratificante.

Sussurrou em seu ouvido antes de unir seus lábios. Sehun arregalou os olhos em surpresa, mas logo os fechou sentindo os lábios macios do outro sobre os seus. O maior lambeu seus lábios pedindo passagem com a língua e mesmo sem saber ao certo o que fazer Sehun cedeu. A sensação da língua aveludada do outro enlaçando a sua a princípio foi estranho e muito molhado. As mãos de Luhan deslizaram por seus ombros e peitoral parando em sua cinturo. Os dedos afundando na carne o deixando confuso.

Luhan podia sentir o coração do outro bater contra o seu igualmente descontrolado. Ele guiava o mais novo que apesar de inexperiente estava sendo o melhor beijo de sua vida.

Ele quebrou o beijo arrastando os dentes pelo lábio inferior do menor. Sehun estava com os olhos fechados completamente extasiado.

-a propósito sou o Luhan e acho que vamos nos ver mais vezes Sehun. Afinal foi a maior nota do ano demora pra recompensar algo assim.

 

 

Flashback off                                     

 

 

-acho que quebrar vasos deve dar sorte, porque foi só quebrar um que fui abençoado com dose anos maravilhosos ao seu lado.

Sehun assentiu subindo em seu colo.

-sabe, dose anos ainda é muito pouco pra pagar por aquela nota, você vai ter que me pagar pelo resto da vida.

Falou fazendo outro rir.

-a melhor dívida da minha vida.

 

 

 

                                    ***

 

 

A viagem a Veneza durou algumas horas que ambos mataram falando sobre suas mais preciosas lembranças.

Eles passariam uma semana na cidade e Luhan queria proporcionar uma viagem incrível ao mais novo.

Se hospedaram em um dos hotéis mais famosos da cidade com vista para o grande canal de Veneza.

O casal ficou bestificado com a beleza no interior do hotel, a decoração italiana clássica trabalhada em tons próximos ao dourado, creme e vermelho.

Apesar da beleza do hotel e de sua suíte ambos descansaram muito pouco animados para sair e visitar a cidade dos amantes.

-esse lugar é maravilhoso meu amor.

Sehun falava alegremente encantado com tudo que via, como se fosse uma criança conhecendo o mundo e por mais fascinado que Luhan estivesse com o lugar sua maior fascinação era o olhar curioso do mais novo e eles ainda não tinham sequer saído do quarto.

O mais novo vestiu uma calça jeans preta, uma camisa de cetim lilás enquanto Luhan vestia uma de suas calças sociais cinza e uma camisa de linho branca.

-você fica muito gostoso assim.

Sehun falou lambendo os lábios de forma provocante.

-eu sei que você gosta de me ver assim, por que acha que estou vestindo isso?

Ele riu terminado de se conferir no espelho do banheiro.

-isso me faz lembrar quando confessei que gostava de homens que usavam terno e você começou a me buscar todos os dias na escola vestindo aquele seu uniforme todo chique da universidade.

Luhan o abraçou por trás apoiando o queixo em seu ombro, os olhando no espelho.

-eu amava te ver saindo do colégio todo afobado me procurando e a forma como seus olhinhos me devoravam quando estava de terno.

Sehun sorriu sentindo as bochechas esquentarem.

-eu era bem saidinho, né?

-você me enganou, eu achava que era todo inocente quando demos nosso primeiro beijo, mas foi só começarmos a namorar e você revelou as garrinhas.

Ele gargalhou fazendo gestos de garras com as mãos.

-eu só era um pouco tímido, quando comecei a confiar em você fui me abrindo mais com você.

 

 

      

                                         ***

 

 

Os dois riam caminhando pelas ruas de Veneza subi a luz do luar. Estavam um pouco tontos pela garrafa de vinho que compartilharam em um restaurante ali próximo.

-você ainda quer passear no canal?

Luhan perguntou hesitante ao ver um rapaz sentado frente a um barquinho disponível.

-eu quero, mas se estiver com medo não precisa.

Ele engoliu a seco e segurou sua mão o puxando em direção ao rapaz.

Luhan conversou algo com o rapaz em inglês e fez sinal para que Sehun entrasse no barquinho.

.

.

.

 

Luhan apertava a mão de Sehun com força ficando no centro do barco distante da água.

-Han, você não vai cair.

Ele falou risonho o abraçando.

-vou te proteger e não vou te deixar cair nunca.

Ele o deu um breve selinho e deitou a cabeça em seu ombro o sentindo relaxar.

-meu herói.

Ele falou dramaticamente imitando alguma mocinha de filmes de super-heróis.

-seu bobo.

-sou seu bobo.

Eles apreciavam a vista romântica trocando olhares como os que trocaram a anos atrás no festival de primavera.

-eu amo quando me olha assim, me lembra do dia que nos conhecemos.

Sehun falou esfregando o rosto em seu ombro.

-estava com saudades desses olhares, desses momentos só nossos.

Luhan acariciou sua mão.

-eu estava cego pelo trabalho. Fiquei pensando tanto no nosso futuro que esqueci de viver o presente com você, mas prometo que isso nunca mais vai acontecer.

Ele selou seus lábios novamente.

-eu te amo.

Falaram em uníssono e riram juntos.

.

.

.

 

Naquela noite Luhan entrou no quarto carregando Sehun em seu colo enquanto compartilhavam de um beijo apaixonadamente excitante.

Ele fechou a porta prensando Sehun contra a mesma, o fazendo rir jogando a cabeça para trás. Estavam agindo como jovens que acabaram de se conhecer em uma boate, faziam tantos anos que não agiam daquela forma.

Sehun puxou a camisa do marido a arrancando com facilidade de seu corpo. Suas pernas abraçavam o quadril do mesmo, que apertava seu bumbum com gosto o fazendo gemer entre o beijo.

Luhan andou para atrás até que caísse sentado no sofá da suíte com Sehun no colo. Ambos não perderam tempo, já haviam perdido tempo demais.

Sehun rebolava com vontade em seu colo o sentindo endurecer subi suas reboladas. As mãos de Luhan se infiltraram por dentro da camisa alheia dedilhando a pele macia e suave.

Não havia calma naquela hora, os toques eram urgentes. O desejo falava mais alto naquela noite.

O mais velho foi descendo beijos pelo pomo de Adão do maior, suas mãos subindo por dentro da camisa, os polegares massageando os mamilos do marido enquanto sua boca se ocupava em chupar a pele do pescoço do mesmo e distribuir mordidinhas o fazendo gemer dengoso.

-Hannie... cama.

Ele chamou necessitado logo sendo calado pelos lábios do mais velho que voltou a beija-lo como se quisesse devora-lo.

Luhan o lançou na cama sem o menor cuidado o fazendo gargalhar antes de engatinhar sobre o colchão com um olhar felino.

Ele segurou o cós da calça do loiro e a puxou com tudo juntamente a boxer revelando o membro ereto de glande rosadinha do maior.

Luhan sorriu sapeca passando a masturba-lo lentamente sentindo o corpo de Sehun vibrar a abaixo de si.

-Han... não provoca.

O mais novo levou a mão aos fios negros do marido.

-me chupa.

Falou autoritário sendo atendido de prontidão. O outro começou sugando a glande para logo em seguida toma-lo entre os lábios o recebendo em sua boca quente e calorosa fazendo Sehun puxar seus fios negros e gemer arrastado.

Luhan movia a cabeça o chupando com gosto o sentindo pulsar fortemente em sua língua aveludada.

-Hannie.

Sehun resmungou ao ter o membro abandonado pelo menor, que fez sinal para que ficasse de joelhos.

Obediente o mais novo ficou em seus joelhos enquanto o marido levantou-se terminado de desnudar-se.

Luhan ajoelhou-se de frente ao outro voltando a unir seus lábios, aproveitou-se para terminar de tirar a camisa de Sehun. Queria sentir o calor da pele do outro em contato com a sua, sentia tanta falta daqueles toques mais ardentes. Ambos gostavam quando faziam aquele amor mais selvagem.

Sehun uniu seus membros com uma mão os masturbando juntos, fazendo movimentos de vai e vem gostosos enquanto beijavam-se soltando pequenos gemidos engolidos por ambos.

-hm fica de quatro pra mim amor.

Sehun sorriu travesso, então virou-se para o outro. Ele apoiou os antebraços no colchão, dobrou os joelhos ficando na posição pedida e afundo o rosto no travesseiro antes de rebolar empinando-se para o menor.

Luhan lambeu os lábios com aquela visão do marido. Os globos redondinhos e fartos, a cintura fina, as costas branquinhas cheias de pintinhas brilhando por uma pequena camada de suor. Amava ter o outro daquela forma, Sehun era lindo e a cada ano que se passava ficava mais lindo ainda.

-ah! Você está lindo assim amor.

Ele apalpou os globos com gosto distribuindo alguns beijos pelos mesmo antes de separa-los revelando a entrada rosadinha do maior contraindo-se para si.

Ele rodeou o aro com o polegar fascinado.

-belo como sempre, você me quer aqui Hun?

O mais novo gemeu contra o travesseiro apertando a fronha do mesmo entre os dedos.

-Sim, Hannie.

O mais velho riu safado.

-quer como?

Sehun mordeu o lábio inferior com força, conhecia o homem com quem tinha casado.

-quero que me coma.

-com prazer Hun.

Ele lambeu a entrada rósea fazendo o outro gemer alto e revirar os olhos ao sentir a língua úmida estimular sua cavidade. Sehun rebolou na língua do marido querendo o sentir mais fundo em si explorando suas paredes.

Os gemidos saiam abafados pelo travesseiro e seus dedos começavam a ficarem brancos de tanto apertarem a fronha quase a rasgando.

-amor eu preciso de você.

Achando o suficiente para prepara-lo Luhan plantou um beijo na entradinha do mesmo antes de posicionar-se atrás dele.

-pronto?

Perguntou risonho deslizando seu membro entre os globos, o provocando.

-mete logo.

Ele riu do marido despudorado. Luhan apertou seu quadril com força e se arrematou lentamente para dentro de si.

Sehun apertou os olhos com força apreciando a sensação de ser preenchido pelo outro acomodando-se facilmente a sua circunferência não se demorando a esticar prazerosamente. Já Luhan apreciava a sensação de ser apertado e sugado pela caverna quente e úmida que o recebia sempre tão bem.

-sempre tão apertadinho pra mim.

Sehun gemeu contraindo-se para provoca-lo mais.

-está brincando com fogo baby.

Ele riu contra o travesseiro forçando um pouco o pescoço para olhar o marido por cima do ombro.

-talvez eu queira me queimar-ah.

Grunhiu quando a mão do mais velho desceu contra uma de suas nádegas, a deixando rosada.

Seu membro deslizava com facilidade para dentro e fora do marido logo passando a fode-lo com força como bem gostavam.

As mãos de Luhan deslizavam por toda a tez suave do outro, o apertando e deixando marcas rosadas por todas as partes de seu corpo. 

A luz da lua infiltrava-se pelas brechas da cortina iluminando os corpos suados movendo-se em prol do prazer.

Sehun se impulsionava para trás contra as estocadas do outro, o sentindo judiar de sua próstata. O prazer fluía por seu corpo tirando a sanidade. Ele rasgou a fronha do travesseiro depois de muito puxar, morder e arranhar o tecido fino. Podia sentir o membro de Luhan pulsando dentro de si o abrindo o alargando pouco mais, sabia que estava chegando ao seu ápice.

-goza pra mim Hunnie.  

O tom de comando sexy do marido somando ao seu ponto sendo estimulado insistentemente o fez gozar em longas cordas de branco sem ser tocado, apertando seu interior em torno do menor o empurrando parar seu próprio orgasmo acabando por vir dentro do marido.

Sehun despencou no colchão sendo seguido de Luhan, que distribuiu muitos beijos por sua nuca.

-te amo, te amo, te amo.

Luhan falou repetidas vezes ao recuperar o folegou.

 

  

 

                                     ***

 

 

Após a primeira noite maravilhosa que tiveram em Veneza Luhan fez de tudo para tornar o resto da semana perfeito para Sehun. Eles visitaram museus, infelizmente descobriram que algumas ruas de Veneza poderiam ser muito românticas, mas cheiravam muito mal, experimentaram muitos vinhos e chegavam quase todas as noites em sua suíte beijando-se selvagemente.

Os dois aproveitaram cada segundo em Veneza e não foi diferente ao chegarem em Roma.

Luhan finalmente conheceu o coliseu como sempre desejou, mas o momento mais marcante daquela viagem foi quando ambos visitaram a Fontana di Trevi, uma das maiores fontes do mundo, com a estrutura mais bela e impressionante.

Sehun tinha duas moedas em mãos. Ele entregou uma a Luhan e ficou com a outra.

-jogue e faça um desejo.

Luhan se virou de costas para a fonte. Ele apertou a moeda com força contra o coração concentrando todas suas energias naquele pedido.

“Desejo mais tempo para fazer o Sehun feliz”

Ele lançou a moeda que caiu afundando-se na fonte junta a de Sehun.

“Desejo que o Luhan nunca mais se afaste”

 

Os dois deram as mãos e sorriram cumplices continuando seu passeio.

A semana em Roma foi tão apaixonante quanto a de Veneza, mas Bahamas ainda esperava por ambos.

 

Luhan fez reservas em um resort de frente para o mar onde podiam apreciar uma vista divina. A beleza das praias do caribe não tinha comparação com nada que ambos já houvessem visto.

Eles passeavam a beira do mar, andando pela areia molhada, brincando com algumas ondas que chegavam aos seus pés quando uma bola de futebol rolou pela área parando a baixo do pé de Luhan. O mais velho chutou a bolo de volta para um grupo de amigos que estavam jogando.

Sehun arregalou os olhos ao avistar um dos jogadores.

-Jongin!

Ele gritou alto extremamente surpreso. O moreno assustou-se, mas se aproximou do casal.

Sehun o abraçou deixando Luhan confuso e perdido. Aquele rapaz era o mesmo que o atropelou no estacionamento do bar. Ele conhecia seu marido? Ele se viu desesperado.

-Sehun! Como vai?

O mais novo franziu o cenho, não lembrava de ter contado seu nome ao moreno.

-espera ai, vocês se conhecem?

Jongin fingiu-se surpreso ao ver Luhan.

-hey! Você não...

-o cara que você ajudou no bar.

Ele falou de imediato cortando o moreno com medo que falasse sobre o atropelamento. Jongin sorriu assentindo discretamente para si.

-isso! Você estava meio bêbado e te ajudei a voltar pra casa. Eu sabia que te conhecia de algum lugar.

Sehun advertiu Luhan com o olhar.

-me conhecia? Espera, da onde vocês dois se conhecem?

Sehun riu anasalado e deu um peteleco na testa do marido.

-querido lembra do festival de primavera quando nos conhecemos? Eu não sabia o que estava sentindo por você e o Jongin foi quem abriu meus olhos. Ele também estava cuidando do correio elegante, foi ele quem entregou seu cartão pra mim.

Luhan arregalou os olhos.

-meu cartão? Você que me mandou um cartão!

O mais velho tentou forçar a memória.

 

Flashback on:

 

 

Luhan estava completamente fascinado com o garoto de quem quebrou um vaso. O mais novo nem sequer o deu a chance de pedir desculpas.

Ele queria se redimir de alguma forma, mas não era só aquilo. A beleza e olhar do menino mexeu muito consigo, foi como levar uma flechada direto no coração e aquela sensação se apertava cada vez que seu olhar cruzava com o de Sehun. Ele queria se aproximar, no entanto, tinha medo que o mais novo fugisse de novo.

Ele estava perdido tentando encontrar o menino que perdeu de vista quando um jovem moreno parou a sua frente segurando uma cesta.

-olá! Eu sou do correio elegante, aquele menino que você estava olhando pediu para te entregar isso.

Luhan sorriu incrédulo. Ele abriu o cartão em forma de coração ansioso para descobrir o que o menino estava aprontando.

 

“Se está fascinado por mim tanto quanto estou por você me encontre em baixo da arquibancada quando o jogo acabar.

Ps: Talvez possa me recompensar pelo vaso de uma forma mais gostosa”

 

 

Flashback off

 

 

Sehun franziu o cenho.

-foi você quem me mandou um cartão.

Jongin chutou a areia sorrindo amarelo.

-então... eu vi vocês dois se olhando daquele jeito e pensei, por que não dar um empurrãozinho?

Riu nervoso.

-eu meio que escrevi um cartão pro Sehun e disse que foi você e escrevi um cartão pra você e meio que disse que foi o Sehun. Mas, olha pelo lado bom. Vocês estão juntos até hoje, então parece que fiz o certo.

Os dois olharam o moreno incrédulos e se entreolharam mais incrédulos ainda.

-não acredito nisso.

Falaram em uníssono.

-você foi tipo nosso cupi...

Sehun parou ao vira-se para o moreno e não encontra-lo mais lá.

-cadê ele?

Luhan deu de ombros.

-esse cara é estranho.

-mas ele nos uniu! Dá para acreditar nisso? Todos esses anos eu achava que você tinha dado o primeiro passo e você achava que tinha sido eu e nós na verdade tivemos uma ajudinha.

Luhan sorriu abraçando sua cintura.

-talvez fosse nosso destino ficarmos juntos.

Ele concordou com a cabeça.

-podemos ser tipo almas gêmeas.

-ou o Jongin é um cupido.

Os dois se entreolharem e caíram na gargalhada com suas ideias malucas.

 

 

 

                               

                                       ***

 

 

A segunda lua de mel foi maravilhosa e mesmo que os dois quisessem ficar nas Bahamas para sempre, tinham que voltar.

Luhan ainda precisava correr contra o relógio. Conforme os dias passavam ele começava a sentir-se desesperado. O tempo estava acabando e ele ainda precisava fazer muitas coisas. O mais velho se pegou chorando escondido do marido por muitas vezes, no entanto, se proibia de chorar ou transparecer o que estava sentindo para Sehun. Na frente do mais novo ele era brincalhão, amoroso e carinhoso.

Depois de muita insistência e apoio de Luhan, Sehun decidiu destrancar a matricula no curso de dança.

Ao ver a alegria do marido em voltar a dançar o mais velho se culpou por todos os anos que o privou daquilo e jurou pra si mesmo que ele sempre apoiaria os sonhos do outro.

Não foi difícil convencer Sehun a vender a cobertura, pelo mais novo eles podiam até mesmo dar ela de graça se fosse para se livrar da mesma. Como previsto por Luhan não foi difícil achar um comprador para a cobertura.

Os dois arranjaram um apartamento aconchegante próximo ao centro. Uma sala pequena, uma suíte, um quarto, um banheiro, uma cozinha e um quartinho que Luhan tinha planos de transforma em um studio de dança para o mais novo.

 

Os dois desempacotavam as coisas no novo apartamento ouvindo música e curtindo a companhia um do outro. Faltava apenas três caixas e ambos estavam muito cansados. Sehun entregou um papel a Luhan.

-Hannie, vai no mercado compra essas coisas pra mim enquanto isso eu termino essas caixas e faço um jantarzinho gostoso pra gente.

O mais velho apenas o deu um selinho antes de pegar as chaves do carro.

.

.

.

 

Mexendo na caixa com documentos do marido Sehun estranhou um envelope grande e aparentemente recente. Ele abriu descobrindo ser uma tomografia. Ele não era médico, mas sabia ler e o que estava escrito em uma folha junto ao papel fez seu coração parar por alguns segundos.

 

Luhan chegou em casa estranhando não sentir o cheiro da comida gostosa do marido e também não receber sequer um sinal de que ele estivesse em casa.

-Hunnie, cheguei.

Dando mais alguns passos a dentro deixando as compras no canto da parede ele visualizou Sehun sentado no sofá com os olhos vermelhos e cheios de lágrimas.

-quando ia me contar?

As palavras saíram quase que como um sussurro pelos lábios gélidos do maior.

Luhan olhou para a mesinha de vidro no centro da sala estavam os exames que indicavam o tumor.

-e-eu...

Ele não pode conter as lágrimas que fugiram pelos cantos de seus olhos. Ele andou até o mais novo e se ajoelho a sua frente apoiando as mãos em suas coxas.

-não queria que soubesse assim, me perdoa meu amor.

Ele afundou o rosto no colo de Sehun soluçando pelo choro. Sehun beijou sua nuca e o fez erguer o rosto para olha-lo nos olhos.

-o que nós temos que fazer para tratar isso?

Ele fechou os olhos com força.

-Sehun, não tem tratamento.

-é uma cirurgia?

Ele perguntou o chacoalhando desesperado, recusando-se a aceitar que não houvesse uma solução.

-me diz? Quanto é a cirurgia?

Ele segurou os braços do mais novo e levantou-se para abraça-lo.

-já está em estado terminal, eu tenho muito pouco tempo de vida Hun.

O mais novo negou com a cabeça.

-é mentira! Isso não é justo.

Ele o abraçou com mais força.

-tem que ter um jeito. Podemos procurar outra opinião, por favor faz isso por mim. Vamos atrás de algum médico especializado nisso, talvez outro médico encontre uma solução. Eu me recuso a perder você, não vou te perder Oh Luhan.

-eu faço o que você quiser meu amor, mas por favor não chora Sehun. Não vou suportar ser o motivo de mais uma lágrima sua.

 

 

                                        ***

 

 

 

 

Sehun batia o pé no chão impaciente, preocupado com Luhan que estava no momento fazendo a tomografia.

 

O mais velho estava nervoso. A última vez que entrou naquela máquina estava tranquilo apenas desejando que o exame acabasse logo para voltar pra casa. No entanto, agora a situação era diferente. Aquele exame podia decidir se ele tinha alguma chance, mínima que fosse de tirar a bomba relógio da cabeça.

.

.

.

 

Após o exame o casal estava de frente a um médico especialista. Sehun segurava a mão de Luhan por baixo da mesa com força exagerada, quase que a amaçando.

O doutor franziu o cenho como se estivesse confuso.

-você disse que tinha um tumor?

Luhan assentiu nervoso.

-olha senhor, ou erraram no seu exame ou alguém lá em cima gosta muito de você.

Sehun e Luhan o olharam confusos.

-não tem nada de errado com o senhor.

-como assim?

Perguntou afobado.

-não existe tumor algum, não está doente. Muito pelo contrário, você me parece muito saudável e garanto que tem muitos anos de vida pela frente, também tem uma aparência muito jovem.

Luhan piscou os olhos perplexo e Sehun já derramava lágrimas de tanta alegria.

-vou deixa-los um pouco sozinhos.

Assim, que o doutor saiu Luhan levantou-se e abraçou o marido com todas as forças que tinha.

-ouviu isso Sehun? Eu ganhei uma segunda chance pra viver do seu lado e eu juro que não vou desperdiçar. Eu vou ser o melhor marido e vou te fazer o homem mais feliz desse mundo todos os dias.

-você já é o melhor marido e eu já sou o homem mais feliz desse mundo Hannie.

Ele uniu seus lábios. Luhan não podia acreditar que recebeu uma segunda chance.

-vamos pra casa, eu nunca mais quero ter que entrar em um hospital.

Sehun falou o puxando consigo, mas antes de voltarem ele ainda queria fazer uma coisa.

 

 

 

                                      ***

 

 

 

Luhan pediu que o marido o esperasse no carro enquanto entrava no hospital a onde esteva a quase dois meses atrás.

Ele chamou uma das atendentes da recepção.

-eu gostaria de falar com o doutor Junmyeon.

Ela franziu o cenho.

-Junmyeon?

Ele assentiu.

-não temos nenhum doutor com esse nome.

-como não? Ele me atendeu aqui a quase dois meses.

-eu trabalho aqui a quatro anos e nunca na minha vida encontrei algum doutor com esse nome, conheço todos os doutores e enfermeiros daqui.

Luhan não acreditou na palavra da atendente. Ele aproveitou quando ninguém estava olhando para ir até a sala onde Junmyeon o atendeu, mas ao abrir a porta espantou-se ao encontrar um armário cheio de vassouras e escovões.

Ele saiu do hospital completamente desnorteado. O tumor, a sala, o doutor, tudo havia desaparecido em um passe de mágica e a única coisa que sobrou para provar que tudo aquilo foi real eram os exames. Exames esses que Luhan fez questão de guardar para lembra-lo todos os dias de sua vida que ele só respirava para fazer o marido feliz.

Depois de todo o susto e acontecimentos estranhos os dois aprenderam uma lição que jamais esqueceriam.

 

Luhan abriu um pequeno escritório de advocacia e trabalhava em casos menores. Sehun estava engajado nas aulas e estava decidido a tornar-se professor de dança um dia. Eles estavam combinando de visitar o pai de Sehun em Singapura e também planejavam sua terceira lua de mel.

 

Luhan chegou mais cedo do trabalho e correu até a cozinha onde Sehun mexia em uma das panelas. Ele o abraçou por trás o deu um beijo no pescoço e o ajudou a terminar o jantar.

O relógio marcava as sete em ponto quando ambos sentaram na mesa.

Tudo estava exatamente como deveria estar e o trabalho de Jongin mais uma vez havia chegado ao fim.

 

 

 

                                        ***

 

 

Jongin estava em seu escritório branco, sentado em sua poltrona vermelha em forma de coração sorrindo largamente sendo preenchido com a sensação maravilhosa de dever cumprido.

Yixing entrou em sua sala admirando o sorriso do mesmo.

-posso saber o motivo desse sorrisinho ai?

Perguntou curioso.

-Sehun e Luhan são um dos meus casais preferidos, me apaguei aqueles dois e me alegro de vê-los felizes juntos.

 Yixing olhou o computador do moreno visualizando Sehun e Luhan trocando sorrisos apaixonados enquanto comiam. Ele bateu palmas.

-parece que venceu a aposta.

Jongin sorriu largamente batendo no próprio peito.

-eu disse que era o melhor cupido, juntei o mesmo casal duas vezes.

-mas não fez isso sozinho, se não fosse minha fantástica atuação nada teria dado certo.

Junmyeon informou juntando-se aos colegas cupidos na sala.

-você só atuou no papel que dei pra você. Quero ver o Kyungsoo dizer que é melhor que eu depois dessa.

Falou convencido.

-você bem que podia me ajudar com o Baekhyun e o Chanyeol agora que o Sehun e o Luhan se acertaram. Eu não aguento mais o Chanyeol me xingando em pensamentos por ter juntado eles.

Yixing resmungou massageando a cabeça.

-usa a velha tática da troca de corpos com aqueles dois, isso nunca falha.

-verdade, ótima ideia!

-Kim Jongin!

O moreno saltou da cadeira assim como os outros ao ouvirem Kyungsoo chamar seu nome no interfone.

-o chefe tá chamando, deve ser para receber minha recompensa por juntar Hunhan. Se preparem rapazes por que vamos entrar em nova direção.

.

.

.

 

-o combinado era não usar magia.

Kyungsoo argumentou não querendo entregar o posto de chefe dos cupidos a Jongin.

-não usei magia nenhuma! Atropelei o Luhan em forma humana, levei ele até um hospital humano, paguei o Junmyeon para se passar por médico e trocar os exames dele e tirei o meu da reta. Depois do susto o Luhan fez tudo sozinho. Ele e o Sehun se acertaram por si só, eu só dei um empurrãozinho como da primeira vez.

-você é um trapaceiro Kim Jongin, isso não vai ficar assim. Aproveite sua semana como chefe na próxima aposta vou provar que sou o melhor cupido.

Jongin gargalhou jogando-se na cadeira antes pertencente a Kyungsoo, mas não ficou sentado por muito tempo por que sempre que um casal estivesse com problemas Kim Jongin entraria em ação. Ele era o gênio na tática de sobrevivência ao casamento.

 

                                                              Fim (???)

 


Notas Finais


Alguém tinha parado pra prestar atenção no Jongin no capitulo passado??

Nosso casal se acerto no final e como prometido, final feliz. (Exceto por Kyung, será que vai ter revanche?)

Então o que acharam??

(Prometo que vou concerta tudo depois, eu tô tão ruim que nem musica coloquei no final <333)


A Hunha week acabou buahahahahaha Eu amei ter participado esse ano e espero que ano que vem tenha mais uma, tá cada vez mais difícil achar fics do nosso otp <33333

Bjssssss


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