História Sobreviventes - Apocalipse Zumbi - Capítulo 14


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Apocalipse, Morto Vivo, Sobrevivencia, Suspense, Virus, Zumbi
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Palavras 1.511
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 14 - Capítulo 14 - A reza da morte.


…- Acordou Bela adormecida? - Disse Carlos ao perceber que Victor se movimentava na cama.

Victor abriu os olhos lentamente, sentiu uma forte dor de cabeça, sentiu também uma dor no peito. Levantou a mão esquerda afim de passá-la no local da dor e surpreendeu-se pelo fato de dois dedos estarem imobilizados.

- O que houve? - Victor perguntou com a voz fraca. - Parece até que fui atropelado.

Carlos deu uma risada antes de responder.
- Vou começar pela ferida no peito. - Carlos respondeu. - Foi algo que era pra ser um piercing mas parecia mais um prego ou sei lá o quê, tava no nariz do cara e como era pontudo acabou fazendo um corte no seu peito.

- E esse cara? - Victor quis saber.

- Tinha várias mordidas pelo corpo. Morreu ainda de madrugada. Érica disse que acha difícil você ter se infectado então fique tranquilo. - Carlos respondeu. - Você desmaiou porque bateu de cabeça quando caiu e os dedos machucaram também na queda, estavam bem inchados por isso Erica imobilizou.

- Foi uma festa e tanto… - Victor comentou ironicamente.

- Tem outra coisa… - Carlos falou em tom preocupado. - Fui jogar o corpo do cara longe daqui e percebi que essa mata tá cheia desses bichos, estão espalhados mas ainda assim são bastante deles…

(…)
Andreia e Julia estavam sentadas nos sofás conversando e observando Nina brincando com o cãozinho de Carlos e Aylla que estava sentada no chão rindo e movimentando os braços freneticamente como se tivesse participando de toda a brincadeira.

- Pra vê como essa merda toda que tá acontecendo no mundo é complicado né - Julia dizia. - Um dia que foi tão bom quase acabou em tragédia.

- É o tão esperado fim do mundo, minha prima… - Andreia disse.

- Não é o fim do mundo… - Julia retrucou. - Estamos aqui oras, e ainda tem uma porrada de gente viva por aí. O fim do mundo não seria todos morrendo?

- E o que tá acontecendo por acaso? - Andreia perguntou com um sorriso no rosto.

- Mas não vai acontecer com a gente, talvez aconteça com alguns dos nossos mas a maioria da gente vai contrariar o tão esperado fim do mundo e morrer só na velhice… - Julia respondeu meio sonhadora.

Barulhos de tiros começaram a ecoar pelo local, Andréia e Julia não se preocuparam. Carlos e Victor logo apareceram na sala, estavam as pressas e até meio desesperados.

- Que tiroteio é esse? - Carlos perguntou em voz alta enquanto os tiros continuavam.

- Sandro e Mary resolveram dar aulas de tiro para Felipe, Caio, Ana e Diana. Ah e Érica tá lá também. - Andreia respondeu calmamente.

- Mas isso é terrível… - Carlos comentou.

- Por quê é terrível? - Julia perguntou estranhando.

- Explicamos depois. - Victor falou. - Temos que parar com essa idiotice agora mesmo.

Ele saiu de casa as pressas, seguido por Carlos, Andreia e Julia.

- Nina toma conta da Aylla rapidinho. - Julia disse antes de sair da casa.

…Do lado de fora da casa, Victor caminhava rapidamente até onde os outros estavam. Eles atiravam quase sem parar tentando acertar no alvo que eram algumas latas.

- Parem com isso. - Victor gritou quando se aproximou o suficiente de Sandro. - Parem com isso agora.

- É por que? - Sandro perguntou enquanto os outros seguiam atirando. - Tá incomodando muito a donzela?

- Essa porra dessa área tem um monte de zumbis espalhados. - Victor disse em um tom de raiva. - E essa sua idiotice pode atraí-los pra cá.

- Tá dizendo isso pra tentar diminuir a vergonha que passou ontem? - Sandro perguntou em tom de deboche.

Um "xii" foi ouvido vindo de Felipe, Victor ficou alguns segundos encarando Sandro, depois virou-se para Carlos.

- Não contou pra eles? - Victor perguntou.

Carlos negou com a cabeça.
Victor olhou para todos e se voltou para Sandro novamente.

- Acabem com isso agora. - Ele ordenou.

Sandro apontou sua arma e deu três tiros certeiros derrubando as latas que estavam sendo usadas como alvo.

- Terminamos por hoje pessoal. - Sandro disse e saiu caminhando tranquilamente.

(…)
No início da noite uma tempestade se armou, o barulho de trovões era bem alto, raios riscava o céu e o clarão que piscava dentro da casa era quase como um flash de câmera o barulho dos pingos da chuva forte batiam no teto como pedras.

- Que merda, essa chuva veio com o caramba… - Andreia comentou enquanto rabiscava algo em uma folha branca.

- Se isso quer dizer que a chuva veio forte então, realmente ela veio com o caramba. - Victor disse sorrindo enquanto brincava com Aylla, fazendo sorrir a bebê.

- Ela tá fazendo uma força pra falar… - Julia comentou se referindo a bebê.

- Logo logo ela fala sua primeira palavra. - Victor disse ainda olhando para a bebê.

- Essa chuva veio com o caramba né? - Carlos falou assim que chegou na sala.

- Eu falei… - Andreia falou em tom debochado. - Alguém sabe porque o Sandro agiu daquele jeito? - ela perguntou em seguida.

- Deve ser dor de corno… - Carlos comentou baixinho.

- Quê? - Julia perguntou para se certificar que ouviu certo.

- Nada… - Carlos disse enquanto afastava um pouco a cortina para olhar o lado de fora da casa pela janela. - Vocês já viram isso?

Victor deixou Aylla de pé, a bebê ficou apoiada no sofá de pé. Victor caminhou até a janela que Carlos estava, afastou um pouco mais a cortina para ver o que era, ele abaixou a cabeça quase que em lamento ao ver o que se tratava.

- O que é? - Júlia perguntou curiosa.

- É quase a visão do inferno. - Victor respondeu. - A diferença é que no inferno não chove… eu acho.

- Se ficarmos em silêncio talves eles se espalham de novo… - Carlos disse.

- São muitos? - Andreia perguntou ficando de pé.

- São alguns… - Carlos respondeu. - Mas é uma quantidade bem maior do que já vimos até hoje.

- Será que estão aqui pelos tiros? - Perguntou Júlia.

- É provável… - Victor respondeu. - Mas eles vão passar direto se não escutarem nada.

Um barulho alto de trovão acabou assustando Aylla, a bebê caiu sentada no chão e começou a chorar, seu choro era agudo e alto. Todo aquele barulho acabou assustando também o cãozinho de Carlos, o bicho começou a latir e correr descontroladamente pela casa. Os zumbis mais próximos começaram a se agitar do lado de fora da casa e andar para perto da porta.

- Sujeirinha, cala a boca. - Carlos ordenou para o cachorro mas o animal continuou a latir.

Andreia tentava acalmar Aylla, mas também de nada adiantava, alguns zumbis começavam a se aglomerar na porta e próximo a ela, e aquilo foi chamando a atenção dos outros zumbis.

- Merda, merda, merda… - Carlos falava vendo a aproximação dos mortos-vivos.

Victor empurrou o sofá maior e o colocou contra a porta para que ela não caísse facilmente.

- O que tá rolando aqui? - Perguntou Sandro enquanto descia a escada acompanhado pelos outros.

- À merda que você fez… - Julia respondeu de forma ácida.

- Julia, Andreia e Érica vão até a cozinha e peguem alguma comida e água, sejam rápidas. -Victor ordenou. - Caio e Sandro, ajude a mim e Carlos a montar um tipo de barricada na subida da escada, essa porta não vai aguentar. E Felipe, Ana, Mary e Diana subam com Nina, Aylla e Sujeirinha e nos espere lá em cima.

Todos fizeram o que Victor pediu. Julia, Andreia e Érica demoraram poucos minutos para encher três sacolas plásticas de enlatados e garrafas de água, elas subiram com as bolsas.
Victor, Carlos, Sandro e Caio fizeram uma espécie de barricada no primeiro degrau da escada com o sofá menor e dois móveis que tinham ali na sala.

- E agora? - Caio perguntou enquanto subiam a escada.

- Agora reze… - Victor disse friamente.

Eles chegaram no quarto em que todos estavam, se sentaram no chão, a chuva estava mais fraca, naquele momento ouvia-se apenas os pingos finos batendo no teto e os grunhidos e batidas na porta dos zumbis.
Era o que ouviam até um barulho como um estrondo veio do primeiro andar da cada.

- O que foi isso? - Mary perguntou mesmo desconfiando do que era.

- Acho que a porta caiu. - Carlos respondeu.

- E agora? - Caio perguntou meio assustado.

- Agora reze… - Victor respondeu.

Os zumbis agora estavam na casa, pensavam que talvez a barricada os impedisse de subir e que ficariam apenas perambulando pelo primeiro andar da casa e saíssem depois de um tempo por não terem encontrado nada.
Um barulho de vidro quebrando fez Sujeirinha começar a latir, aquilo chamaria a atenção dos zumbis, Carlos tentava fazer o cachorro parar mas não adiantava…

- Acho que tem razão. - Júlia disse ao se aproximar de Victor. - É melhor a gente rezar…


(CONTINUA…)



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