História Sobreviventes - Apocalipse Zumbi - Capítulo 15


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Apocalipse, Morto Vivo, Sobrevivencia, Suspense, Virus, Zumbi
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Palavras 1.342
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - Capítulo 15 - Chuvas e trovoadas.


… O cachorro havia parado de latir, mas o grupo temia que os zumbis tivessem derrubado um dos móveis ou até mesmo conseguido abrir uma passagem pelo barulho diferente que ouviram, mas ainda não tinham ouvido nenhum passo ali em cima.

- Talvez porque eles tenham dificuldade em subir escadas. - Mary disse sobre o fato de ainda não ter nenhum zumbi perambulando por ali.

Estavam todos em silêncio naquele momento, a chuva voltava a cair forte.
Victor estava próximo a porta tentando ouvir qualquer movimento que fosse de algum zumbi do lado de fora do quarto. Carlos segurava o seu cãozinho e o acariciava para que ele não voltasse a latir. Andreia amarrava lençóis um no outro e Julia segurava Aylla no colo, enquanto os outros ficavam apenas sentados num profundo silêncio, torcendo para que os zumbis não conseguissem chegar até ali.

- Pra quê isso? - Sandro perguntou para Andreia.

- Plano B. - Andreia respondeu ainda amarrando lençóis um no outro. - Caso a gente precise fugir pela janela…

- Temos o primeiro… - Disse Victor ao ouvir passos e grunhidos próximos.

Todos olharam meio assustados, meio surpresos. Victor continuava tentando escutar enquanto todos o olhavam esperando alguma palavra.
Andreia foi a única a se movimentar, pegou os lençóis que ela prendeu um no outro formando uma corda, amarrou a ponta no pé da cama com um nó firme.

- É só um mesmo? - Mary perguntou preocupada.

- Por enquanto… - Victor respondeu ainda escutando atentamente.

- Abre a porta - Carlos pediu pegando sua faca. - Vou derrubar ele.

- E vai adiantar o quê matá-lo? - Sandro perguntou.

- Vai ser um infeliz a menos… - Carlos respondeu tranquilamente.

Victor abriu a porta lentamente, Carlos andou para fora do quarto tentando não fazer barulho, esfaqueou a cabeça do zumbi por trás, sem dar nenhuma chance da criatura se virar e atacar.
Antes de Carlos voltar para o quarto ele olhou na direção da escada, o escuro não ajudava muito então ele caminhou lentamente até próximo a escada para verificar a situação que estavam e viu que os zumbis conseguiram abrir uma brecha na barricada.
"Talvez com a movimentação deles acabaram empurrando as coisas para o lado sem querer…" ele pensou ao ver aquilo.

Os zumbis se espremiam para passar e a escada já tinham uma boa quantidade deles, que se apertavam e se arrastavam para tentar subir e buscar seu "alimento".
Carlos voltou ao quarto rapidamente, chegando lá bateu a porta e encostou as costas nela, respirou por alguns segundos antes de dizer:

- Acho que vamos ter que usar o plano B. - Ele falou aparentando bastante tranquilidade.

- Então os desgraçados conseguiram mesmo passar… - Victor falou desanimado, tirou a atadura que estava imobilizando seus dois dedos lesionados e a jogou no chão com raiva.

- E qual é o plano? - Érica perguntou olhando a corda improvisada feita com lençóis que estava pendurada na janela.

- Descer um de cada vez nesse negócio aí que fiz… Mas tem um detalhe importante - Andreia fez uma pausa, olhou para a janela. - Também tem que torcer para que não arrebente ou se solte…

- Achei que seria um plano perfeito… - Carlos disse irônico. Ele caminhou até a janela. - Descendo por aqui nós vamos cair do lado esquerdo da casa, tem uma boa quantidade de zumbis perambulando e certamente vão vir pra cima de nós. Se precisarmos correr pra que lado vamos?

- Que lado nós podemos sair da cidade? - Victor perguntou.

- Seguir direto, aí chegaríamos na pista que dá acesso a essa cidade cercada de mato e estrume. - Felipe disse, sua voz estava trêmula, possivelmente por conta do medo.

- Assim que a gente descer seguiremos direto… - Victor falou, tateou a cintura e viu que sua pistola e facão estavam com ele.

- É, mas a maior quantidade de zumbis vem dali… - Carlos disse olhando pela janela.

- Matamos e abrimos caminho. Simples. - Victor falou, ele pegou um outro lençol que tinha no armário e amarrou Aylla junto a ele com o lençol.

- Vocês viram a bolsa de armas? - Júlia perguntou olhando em volta sem ver a bolsa em lugar nenhum.

- Puta que pariu… - Victor lamentou. - Ficou lá em baixo.

- Ainda bem que sempre carregamos uma arma conosco. - Andreia falou. - Quem vai ser o primeiro?

Caio aceitou ser o primeiro, ele se pendurou e foi descendo lentamente, tinha com ele uma bolsa com enlatados. Ao chegar lá em baixo ele pegou sua faca, ao ver a aproximação dos zumbis ele ficou nervoso, tentou correr mas logo foi cercado, empurrou algumas das criaturas mas não conseguiu se livrar de todas, um dos zumbis o agarrou e o mordeu arrancando-lhe um pedaço de sua carne do ombro, outro lhe deu uma mordida no rosto que arrancou boa parte da bochecha, já estava encharcado de sangue quando sumiu de vista no meio dos zumbis que devoravam ele enquanto ele gritava e chorava e logo não ouvia-se mas nada.

- Nós não vamos, nós não vamos… - Dizia Ana chorando enquanto estava abraçada com Diana.

- Se ficarem vão morrer. - Victor falou para elas e no mesmo momento algumas batidas foram ouvidas na porta.

- Vamos ficar… - Disse Diana decidida.

Victor foi o segundo a descer, teve um pouco de dificuldade por conta de Aylla, quando pisou no chão espalhando água por conta de uma pequena poça os zumbis logo vieram, ele não cometeu o mesmo erro de Caio, matou os que se aproximavam com seu facão golpes firmes faziam partir os crânios das criaturas e ferindo o cérebro as matando.
Andreia desceu logo em seguida e também começou a matar as criaturas.

- Carlos ainda teve a cara de pau de falar que eram só alguns. - Ela disse após matar mais um zumbi.

Júlia, Sandro, Felipe, Érica, Mary e Carlos também desceram sem problemas e logo também foram matando os zumbis que vinham para cima deles.

- E a Nina? - Victor perguntou. Ele havia colocado parte do lençol na cabeça de Aylla para tentar protegê-la da chuva.

- As loucas obrigaram a garotinha a ficar. - respondeu Carlos, Ele havia colocado seu cão dentro de uma mochila e segurava sua faca e uma sacola com suprimentos.

Ana, Diana e Nina continuaram no quarto, abraçadas e chorando, ouviam os zumbis do lado de fora que agora tentavam entrar no quarto porque ouviram Nina gritar insistindo para ir embora.

- Ainda dá tempo… - À garotinha insistia aos prantos.

A velha porta não aguentou e foi abaixo os zumbis logo entraram no quarto, Ana se soltou do abraço e tentou correr mas antes que pudesse sair dali ela foi pega, ganhou algumas mordidas antes de cair da janela e quebrar o pescoço ao cair no chão, Nina e Diana também não conseguiram escapar e foram devoradas pelos zumbis, as duas conseguiram ficar de mãos dadas até a morte…

… O grupo havia se afastado um pouco, corriam de forma não muito ordenada mas seguiam o mesmo caminho, ainda eram perseguidos por zumbis mas estavam escapando. Mary acabou se distraindo um pouco e foi pega por um zumbi que estava por trás de uma árvore, foi empurrada e derrubada e ganhou uma mordida no pescoço que arrancou um grande pedaço, o sangue espirrou da ferida, Carlos matou o zumbi e tentou ajudá-la mas já era tarde…

- Deixe-me aqui… - Ela conseguiu dizer mesmo com dificuldades antes que o sangue enchesse sua garganta e sua boca momentos antes de ela morrer.

O grupo seguiu caminhando, e matando os zumbis que entravam no caminho deles. Deixando para trás aquela casa, onde viveram poucos mas bons momentos, deixaram para trás um desenho de uma flor ainda não terminado de Andreia, que estava no chão agora manchado de lama e sangue. Deixaram para trás os suprimentos e algumas armas, deixaram para trás também alguns dos seus amigos, que acabaram morrendo… Mas naquele momento só tinham uma coisa em mente, RECOMEÇAR…



(CONTINUA…)



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