História Sobreviventes - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Seinen, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Hey, yes!
Mais um dos personagens principais!

Esse na imagem é o Nahemah, um demônio.

Originalmente Nahemah é um anjo-demônio mulher, mas como é um súcubos, vamos fingir que é um incubos huhu (para quem não sabe o que é, dê uma pesquisadinha na net)

Sendo sincera, Michael era para ter morrido já, mas, porém, contudo, todavia, entretanto... Sou de lua... Mudei de ideia. Só não sei se deixo ele ser principal ou coadjuvante apenas...

Boa leitura ~~~

Capítulo 4 - Capitulo 4


Fanfic / Fanfiction Sobreviventes - Capítulo 4 - Capitulo 4

Michael havia dito para Yuri correr, mas não para deixa-lo para trás!

Yuri simplesmente disparara a sua frente, desaparecendo em minutos. Sempre fora rápido, um dos mais rápidos do time de rugby, mas Mike nunca achou que ficaria tão para trás.

Olhou sobre o ombro e viu que a criatura continuava o seguindo freneticamente e sem sinais de desistência, porém havia um fator de sorte. O monstro, apesar de gigantesco e assustador, além de cego era lento. Mike poderia fugir dele com tranquilidade... O problema era, até quando?

Continuou a correr focado em chegar ao terraço. Sabia que, mesmo chegando até ele, suas chances de, de fato, fazer algo que o levasse a escapar dali e até mesmo sobreviver, eram mínimas, mas voltar para o térreo não era a melhor opção também, pois lá teria que enfrentar zumbis incrivelmente rápidos e esfomeados.

Enquanto corria pelos corredores escuros da escola, notou que havia algo a alguns metros a sua frente correndo também, mas lento. Poderia ser Yuri. Olhou novamente por cima do ombro e o monstro quadrupede continuava o seguindo lentamente. Diminuiu o passo para que não ultrapassasse o que quer que estivesse a sua frente.

Decidiu tentar chama-lo.

- Yuri? – perguntou com a voz não muito alta.

Não houve respostas verbais, mas aquele que corria a sua frente parou imediatamente as passadas e se estagnou no meio do corredor.

Quanto mais Michael se aproximava, mais percebia que aquilo não era Yuri e muito menos um ser humano. A coisa a sua frente se assemelhava a um humano, porém possuía um corpo mais encurvado, com as pernas dobradas nas juntas para frente, como as patas traseiras de um animal. Ele encarou Mike que pode ver claramente seu “rosto”. Parecia a cara de um roedor, uma fuça pequena, com um nariz achatado em forma de coração, olhos negros e gigantescos, sem pupila ou esclerótica (parte banca), apenas uma massa negra brilhosa. Tinha dois dentes incisivos inferiores gigantescos, que quase lhe tocavam a narina. Eram pontudos e estavam sujos de sangue. A criatura não tinha pelos e estava nua, mas não possuía sexo algum. Tinha garras compridas nas mãos e pés, além de orelhas que se assemelhavam as de um elfo.

Mike não sabia se continuava correndo e passava por aquilo, ou se parava de correr e se deixava ser pego... A questão ali era escolher como morrer, apesar de a criatura roedora não ter se mostrado agressiva ainda. Então resolveu apostar em continuar correndo.

Acelerou o passo, mas ao passar do lado da criatura roedora, essa saltou sobre ele, produzindo um chiado de doer até a alma. Mordeu-lhe o braço, arrancando um pedaço massivo de seu musculo. A dor foi intensa. Gritou ao sentir o latejo da mordida. Cambaleou para trás, com o braço sangrando. Desferiu um soco com o braço bom na cara da criatura, mas este não se abalou, pelo contrario, ficou ainda mais furiosa e lançou suas garras para cima do japonês, arranhando, superficialmente, seu tronco que começou a sangrar, mas logo coagulou e parou.

Olhou para o outro monstro, que agora parecia ter perdido completamente o interesse nele. Dera meia volta e estava indo embora a passos arrastados. Não sabia se comemorava ou chorava. A melhor opção que tinha era se, por um acaso, aqueles dois brigassem por comida, que no caso, seria ele.

Subitamente, o roedor parou seus ataques com as garras e pareceu prestar atenção a algum som. Olhou desesperado pelos corredores, como se procurasse algo ou alguém. O outro monstro também parou de se afastar e agora rosnava para as quatro paredes.

O que estava havendo?

Mike precisava aproveitar aquela oportunidade para fugir, mas estava curioso. Queria saber o que era tão assustador a ponto de fazer aquelas criaturas se abalarem... Sabia que ficar ali provavelmente o levaria a morte, mas sua curiosidade era maior que o medo.

Os três ficaram estagnados no escuro, sem produzir som algum, nem sequer respirar. Michael esperou, esperou e esperou, mas nada acontecia. Então, de súbito, tanto a criatura quadrúpede quanto o roedor deram meia volta no corredor, passaram por Mike, como se ele nem estivesse ali, e foram embora.

Michael olhou em volta, decepcionado. Não entendera o porquê de terem ido embora, mas pelo menos ele saíra ileso... Por enquanto.

Então percebeu que alguém se aproximava, vindo da direção que Mike estava fugindo, a passos lentos, parecendo estar descalço.

Aguardou ansioso. Sentiu um calafrio lhe percorrer a espinha, mas não se moveu. Por fim, viu um vulto humanoide a poucos metros de distancia de si no meio do corredor. A sombra aparentava ser de um homem jovem, talvez outro estudante, não sabia ao certo.

A pessoa pareceu notar Michael e parou de caminhar pelos corredores escuros. Ficou imóvel, encarando o japonês, com os olhos esbranquiçados brilhado na negridão.

- Olá? – arriscou o asiático, esperando uma resposta verbal ou física, mas nada aconteceu. Ele permaneceu encarando Mike, sem nem ao menos piscar.

Michael tateou o bolso, sem tirar os olhos daquele que o encarava excessivamente, encontrou seu celular no bolso traseiro esquerdo de seu uniforme. Lentamente o retirou do compartimento. A pessoa a sua frente não demonstrou qualquer reação. Com os dedos trêmulos e sujos de sangue apertou o único botão do aparelho, iluminando sua tela em que se via uma foto de uma mulher corpulenta de biquíni.

Acionou a lista de aplicativos e procurou pela lanterna, enquanto manchava todo o painel de um marrom cobre. Ligou a lanterna do aparelho que iluminou o chão, próximo aos seus pés. Ficou encarando por um tempo os próprios tênis enlameados que não lavara dês de que os ganhara há três anos.  Olhou de relance para a sombra a sua frente, que mudou a cabeça de posição e pela primeira vez piscou.

Lentamente arrastou a luz pelo chão, iluminando o caminho até o que estava a sua frente. O chão estava sujo de terra e respingos avermelhados. Vagarosamente chegou aos pés de seu companheiro de corredor. Estavam cianóticos (roxos) e cobertos de sangue seco. Continuou erguendo a luz por toda a extensão de suas pernas nuas e encardidas de sangue. Ele continuou a encarar Mike sem se mover. O japonês continuou a subir sua lanterna e alcançou o sexo da outra pessoa, que de fato estava nua, confirmando ser homem e aparentemente albino ou idoso, pois os pelos pubianos, apesar de arruivados pelo sangue, obviamente eram brancos.

Passou por sua barriga naturalmente desenhada, em que havia um piercing em seu umbigo. Encarou aquilo por um tempo, se perguntando quem era o cara que colocava um piercing no umbigo. Continuou, passando por seu peitoral e braços imundos. Aparentemente estava sujo de sangue da cabeça aos pés. Enfim chegou ao seu rosto. Ele fez uma careta ao ter a luz sendo mirada em seus olhos azuis escuros, mas não parou de encarar Michael. Era mais velho que o japonês, que tinha 16 anos, mas ainda assim não parecia passar dos vinte e poucos anos. Tinha cabelos brancos sujos de sangue seco, raspados no lado esquerdo, se estendendo em uma franja comprida do lado direito. Tinha tantos piercing no rosto que Mike não dera conta de contar, vários nas orelhas pontudas, nas sobrancelhas, no nariz, na boca, na língua...

Michael não sabia quem era ele, mas aluno daquela escola não era...

- Você esta bem? – perguntou se aproximando devagar desconfiado.

O outro não se moveu nem respondeu.

- Como entrou aqui? – ele continuou em silêncio sem responder – Se machucou? Como passou pelos... Zumbis?

- Estou com fome – resmungou ele, falando pela primeira vez.

Sua voz soou monótona e sem emoção alguma, como um robô falando uma frase pronta. Apesar disso, tinha um tom grave e profundo que rebombou no peito do japonês. Ele continuou a encara-lo sem muita expressividade.

- Ah... – Mike não sabia o que responder. Há algumas horas atrás estava tudo bem com a cidade, a escola, as pessoas alheias; mas aquele cara parecia vir do inferno de tão acabado que estava – Deve ter comida na cantina... Mas está enfestada de gente morta que come gente viva, se é que me entende... – falou rindo sozinho e logo ficando sem graça e se calando.

O outro apenas o olhou desinteressado no que ele estava falando. Aproximou-se de Michael em uma investida rápida. Era menor que o japonês, mas não muito, talvez algo em torno de cinco centímetros. Agarrou Mike pelo pescoço, suas mãos estavam úmidas e geladas. Puxou-o para perto, colando seu corpo nu ao de Mike, e então encostou seus lábios secos aos do japonês, o beijando.

Michael arregalou seus olhos, chocado. Empurrou o estranho, que cambaleou para trás, que não pareceu abalado, envergonhado, nem nada. Depois limpou a boca com as costas da mão, enojado.

- O que está fazendo?! – perguntou o japonês embasbacado.

- Comendo – respondeu ele lambendo os lábios secos e sujos de sangue alheio.

- “Comendo”? – repetiu assustado. Era um tarado psicopata que talvez mantivesse uma relação sexual com sangue ou algo assim.

Ele se aproximou novamente, agarrando-se a Michael que se chacoalhou tentando livrar-se do outro. O estranho lambeu seu pescoço e então o lobo de sua orelha. Mike sentiu um calafrio lhe percorrer a espinha e achou que fosse vomitar.

- Desencana, cara! – grunhiu empurrando o estranho novamente.

Ele cambaleou para trás, mas desta vez fez uma careta irritado e então soltou um rosnado sibilante, arqueou um pouco a coluna e uma cauda negra surgiu em seu cóccix. Ela serpenteou pelo ar e parou ao lado do rosto do dono. Na extremidade havia uma espécie de esporão prateado que pingava um liquido transparente. Mike fitou aquilo fascinado. Sempre gostara do oculto, mas não achou que veria tantas coisas diferentes ao mesmo tempo. Esquecera-se até da dor de seu braço.

O estranho mostrou dentes afiados enquanto rosnava.

- Calma aí... – falou se afastando e erguendo as mãos em sinal de paz – O que quer?

- Comida – respondeu se aproximando.

- Não tenho comida... – respondeu hesitante, andando em marcha ré para se afastar do demônio ou o que quer que fosse aquilo.

- Tem o que preciso – falou apontando para o meio das pernas de Mike.

Michael não sabia o que fazer...

- Eu sou inexperiente... – murmurou nervoso, sentindo um suor gelado lhe percorrer a testa.

O estranho não respondeu, mas lambeu os lábios parecendo satisfeito em saber que Mike era virgem.

- Não gosto de homens... – balbuciou tentando convence-lo a parar.

E de fato, ele parou. Ficou ereto encarando o japonês. Sua córnea caminhou pelos seus olhos e então correu para trás das pálpebras, deixando toda a cavidade ocular branca, e por fim, ele caiu de frente para o chão, com um baque surdo.

Mike não entendeu o que acabara de acontecer, mas girou nos calcanhares e decidiu fugir.

- Socorro... – resmungou o demônio caído no chão.

O asiático diminuiu o passo e olhou para o estranho por cima do ombro. Estava se arrastando pelo chão. Mike não poderia ajuda-lo, então decidiu continuar correndo, mas a medida que se infiltrava corredor a dentro, notou que a criatura que se assemelhava a um roedor o aguardava  pacientemente. Parou de correr, mas o demônio roedor iniciara uma maratona em sua direção, disparando como um foguete. Mike deixou escapar um gritinho afeminado com o susto. Fechou os olhos esperando seu fim. Sentiu um baque forte, que o derrubou bruscamente no chão, o arrastando pelo corredor, depois um liquido quente e fedorento se derramou sobre seu rosto.

Não sentiu mais nada após aquilo. Abriu os olhos lentamente, limpando o rosto com as mãos. Analisou o conteúdo em suas palmas e aquilo parecia um sangue mais viscoso e escuro. Não era seu. Levantou-se lentamente do chão e olhou para onde deveria estar o demônio roedor.

O estranho que o beijara antes estava de quatro, mas com as pernas estendidas, sobre o mostro roedor, caído imóvel de lado no chão. O estranho estava rosnando com a boca demasiadamente aberta, a mandíbula tão prostrada para baixo que sua arcada dentaria inferior saltava para fora da boca. Sua cauda estava enfiada na cabeça do monstro roedor. Quando ele a tirou, o crânio soltou um estalido agoniante.

O estranho se levantou, fechando a mandíbula e voltando a ter seu rosto de antes. Caminhou na direção de Mike e então caiu sobre o asiático.

- Estou com fome – resmungou.

Michael não respondeu. Ele acabara de salvar sua vida... Mike lhe devia...

O japonês caiu de joelhos no chão e o demônio fez o mesmo à sua frente. Aproximou o rosto lentamente ao do asiático, enquanto olhava sua boca, avançou para beija-lo, mas Mike se afastou incomodado.

- Qual seu nome? – perguntou virando o rosto.

- E isso importa? – retrucou impaciente.

- Bem... – Mike sentiu seu rosto esquentar – Quero saber o nome da pessoa que vai tirar minha virgindade.

- Nahemah – respondeu contrariado.

- Nahe... – tentou falar, mas era complexo demais – Sou o Mich...

- Não me importo – cortou, se aproximando novamente, tentando roubar um beijo de Mike, que desviou com perfeição.

Nahemah o encarou impaciente.

- Eu já gosto de alguém... – murmurou envergonhado.

- Ótimo, use a imagem dele – rebateu o demônio.

- Não posso fazer isso!

O demônio o fitou desinteressado. Olhou para o meio das pernas do asiático e o apalpou. Mike soltou um ganido abismado. Aquele lugar fedia, Nahemah fedia e até ele próprio fedia...

- Sinto muito! – falou se levantando bruscamente e se afastando de Nahemah – Eu não consigo.

- Eu te ajudei – bufou o demônio – Agora me ajude também!

- Ok... – respondeu de supetão – Mas não aqui... Vamos... Vamos sair daqui e prometo te ajudar!

- Está mentindo – retrucou o demônio franzindo o cenho.

- Não estou, eu juro!

Nahemah levantou-se cambaleando. Seu rabo havia sumido e ele tornara a se assemelhar a um humano.

- Tudo bem – concordou mal humorado – Mas assim que sairmos vai fazer o que quero, ou vou lhe apresentar o inferno na terra – ameaçou amargurado.

- E tomarmos um banho também...

- Hã?

- Você e eu estamos sujos...

- Tá. Tudo bem – concordou.

- Podemos passar em casa primeiro? – perguntou – Quero ver como estão meus pais...

Nahemah o fitou longamente em silêncio.

- Está achando que somos amigos? – questionou Nahemah – Você não passa de comida para mim.

- Então ache outra pessoa – retrucou Mike e o demônio abaixou as sobrancelhas tanto que pareceu que sua pele ia rasgar.

- Certo... – respondeu cruzando os braços – Irei com você até sua casa, mas depois quero sua virgindade.

Ora... O que estava havendo com aquele demônio?


Notas Finais


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