História Sobreviventes do espaço - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Star Wars
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Galaxia, Naves, Sobrevivencia, Star Wars
Exibições 7
Palavras 2.415
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Científica, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem desse último capítulo. Todos os comentários sempre agregaram na minha escrita.
Esse capítulo é dedicado para minha grande amiga e leitora, Tamires Fallavena.

Boa leitura a todos!

Capítulo 11 - XI A REDENÇÃO VEM COM SANGUE E CORAGEM.


Fanfic / Fanfiction Sobreviventes do espaço - Capítulo 11 - XI A REDENÇÃO VEM COM SANGUE E CORAGEM.

Introdução ao capítulo:

Queria poder dizer que sou um herói. Talvez um salvador ou uma espécie de líder de grandes causas. Mas não sou. Apenas existo como um homem comum, cheio de pecados e lamentações. E talvez, fazer a coisa certa doa, mas ainda sim será a coisa certa. E quem sabe, poderei terminar como, pelo menos, um homem bom.

1

A Y-wing era lenta, mas pelo menos tinha um bom poder de fogo. O Oficial Mayers não pensou duas vezes em ceder a nave. Até me ofereceu um dróide auxiliar, porém, recusei. Não existe substituto para o Yuper e nunca existirá.

E novamente, lá estava eu, olhando o vazio do espaço. Longe de Hoth. Os pensamentos iam e voltavam sobre Marla Krull. Tanto tempo ao lado daquela mulher forte e eu sendo esse idiota incorrigível. Meu único objetivo era salva-la. Acredite se quiser, salvar a vida dela estava no topo das minhas prioridades. Até fez com que a prioridade de tomar uma boa garrafa de cerveja toydariana viesse em segundo lugar.

Eu estava oficialmente no time dos mocinhos. Droga, estou sendo sarcástico com meus próprios pensamentos. Mas a verdade é que eu gosto dela, não sei o quanto. Talvez por que eu tenha vergonha de admitir ou realmente eu não saiba o quanto. E o pensamento de que aquela mulher merecia mais do que eu, era constante.

- Mensagem codificada na holotela – Indicou o registro de comunicações.

Apenas detalhes de coordenadas. Isso me preocupava. Boba guardaria o melhor para a minha chegada. Por isso não deve ter mandado áudios ou vídeos da Marla sendo surrada e gritando. Ajustei a numeração de rota e preparei o salto para o hiperespaço.

Na verdade, nem queria calcular para ver o destino. Não podia me dar ao luxo de perder tempo planejando um bom ataque. Cada minuto poderia significar um risco de vida maior para a senhorita Krull. É como o ditado dos saqueadores: Se não tem jeito, a coragem prevalece. É óbvio que a maioria que pensou assim acabou com um tiro na testa, mas o que eu tenho a perder? Poderia ser até divertido.

- Salto para a rota em 3,2,1... – Os motores rugem, a fuselagem treme e num piscar de olhos, estou viajando entre as estrelas.

 2

Que palhaçada é essa? Ele mandou as coordenadas de um planeta abandonado desde os tempos das guerras clonicas. Que falta de classe, eu merecia morrer num lugar de primeira. Ao aproximar na nave do solo, posso dizer que estava num cemitério de droides.

Milhares de quilômetros de selva. O cheiro do mato invadia a cabine. Comecei a procurar um lugar para pousar. Adiante, uma rocha gigante de base reta e estável. Os motores foram desligando e as luzes do painel apagando.

O radar de pulso não detectou nada. Boba era profissional mesmo. Conseguiu tornar a Slave uma fantasma até para os sensores da Y-wing. Realmente, vai ser no instinto. Mas antes de partir, precisava fazer algo na cabine da nave. Algo que só eu poderia fazer. E não me refiro a beber ou a fumar. Algo mais importante. Talvez, um recurso desesperado.

3

Estava há algum tempo andando naquele matagal. Minhas botas já estavam com lama e o suor pingava da minha testa. Quando o radar começou a bipar. Era um sinal eletrônico vindo do norte. Saquei a minha pistola, e segui a caminhada.

Sinceramente, não aguentava mais ver árvores. Era tanto verde que o planeta parecia uma verdura gigante. Por que Boba havia escolhido aquele lugar? Ele podia me matar até num posto de abastecimento se quisesse. Aquilo tudo soava muito estranho.

Quando, enfim, avisto um complexo gigantesco. E acho chegar mais próximo, noto que é um reservatório de lixo dróide. Não dava pra acreditar. Ele me trouxe para uma antiga fábrica de processamento de lixo. O local era enorme, ele podia estar em todos os lugares.

Ao entrar, sinto meu pé resvalar em uma espécie de fio. Droga! Explosivo! Pulo atrás de uma pilha de lixo. O chão tremeu, a fumaça estava no ar e o estrondo foi tão forte que mesmo tapando os ouvidos, acabei ficando tonto.

- Essa é a maneira de me dar boas-vindas? Seu desgraçado! – Me levanto no meio da fumaceira e ergo os dedos do meio no ar – Vai ter que fazer melhor do que isso. – Rio ironicamente bem baixinho e sigo andando.

Luther teria adorado ver eu mandando o Boba se foder. Que saudade dele. Yuper sem dúvidas diria que enlouqueci. E provavelmente ele teria razão. Afinal, se eu estava enfrentando uma das pessoas mais temidas da galáxia, não deveria provocar.

4

Entrei num corredor escuro e estreito. Aquela explosão quase havia me deixado surdo, mas consegui escutar os áudio-falantes ligarem.

- Não deveria ofender o seu anfitrião, senhor Barton. – Disse Boba, através das caixas de som ambiente.

- Oh papinho chato. Pensei que gostasse de uma boa briga. Por que está se escondendo? – Continuo andando, até chegar numa ala.

- Por que hoje, vamos ver se você está disposto a ser um bom homem. Será testado aqui.

- Uau, estou recebendo lições de moral de um assassino? Posso indicar uma boa psicóloga por um preço razoável. – Rio e olho para uma mesa no fundo da ala.

Na mesa estava um holo-transmissor em tempo real que cabia na palma da minha mão. Liguei e vi Marla amarrada numa cadeira.

- É... acho que ela não vai aguentar muito. Mas o que eu vou pedir, é uma prova da sua generosidade. Eu vou contar até cinco, Chan. Na gaveta, poderá encontrar a minha faca de combate. Ah, e estava quase esquecendo... eu quero que corte uma das suas mãos. Se não, a linda e sexy Marla Krull vai morrer antes de você falar um adeus.

- Como é? – Arregalo os olhos.

- Um. – Inicia a contagem.

- Não pode me obrigar a fazer isso! – Grito.

- Dois!

- Seu filho da puta! Você está blefando. – Tento manter a calma.

- Três! – Escuto o barulho de uma arma sendo engatilhada.

Abro a gaveta e pego a faca.

- Uma mão ou a vida dela, Barton, você escolhe! QUATRO!

Coloco a mão esquerda sobre a mesa, fecho os olhos, respiro fundo, levanto a faca e num movimento rápido e forte, corto. O sangue escorreu pela mesa e chão.

- Ahhhh! – Pego um anestésico injetável, que veio num dos bolsos da roupa e aplico no lugar de onde, antes, estava a minha mão.

- Bom garoto... Usar um anestésico vai amenizar a dor. Mas você ainda vai sangrar muito. Não esqueça de deixar todas as suas armas nessa mesa e kits medicinais. E traga a minha faca, Barton.

Após colocar a faca na cintura, uma comporta se abre ao fundo da ala. Rasgo uma tira da minha camisa, enrolo no braço e envolvo o pulso. Óbvio que o tecido não demorou pra ficar encharcado de sangue. Porém, era o melhor que o momento oferecia.

Deixei as armas na mesa e os kits, para seguir andando até a comporta. Onde um novo corredor se revela. Boba estava brincando comigo e agora eu sabia as consequências. Devia continuar pela vida da Marla.

5

Saí num hangar velho, sujo e com cheiro de sucata enferrujada. Alguns restos de naves estavam no lugar. A medida que ia andando, mais na escuridão eu me inseria. O silencio dava indícios que nada de bom viria. Quando novamente, o áudio-falante se pronuncia.

- Devo admitir que você é forte. – Disse Boba, com um tom de voz que expressava surpresa.

Fico quieto.

- O que foi? O repertório de piadas sem graça acabou? – Disse seguido de uma risada macabra. – Ok. Se não vamos conversar. Pelo menos faça o que eu digo se quiser achar a sua garota.

- O que você quer agora? – Digo, quase não contendo a raiva.

- Sou um homem razoável. – Surge o barulho de um botão sendo acionado e alguns fios em curto começam a estalar no painel de energia do hangar.

O azul da energia era tão intenso, que podia iluminar boa parte do local.

Na parede, você encontrará dois cabos principais de energia em curto. Eu quero que você coloque um deles, sobre um dos seus olhos. E dessa vez... Vou contar até três.

- Quando eu te achar, você vai morrer com muita dor. – Digo e me aproximo do painel.

- Um. – Inicia novamente a contagem.

Pego um dos cabos de energia na mão, e o azul do raios ilumina meu rosto. Fico encarando a câmera do hangar.

- DOIS! NÃO BRINQUE COMIGO, BARTON! ELA VAI MORRER!

Então era isso. Boba era realmente meu carrasco. Talvez eu já estivesse morto ao entrar naquela fabrica. Mas a dor não importava, se eu podia dar uma chance a Marla. Gritei como se já previsse a dor e num frenesi de adrenalina, recebi a descarga elétrica no olho esquerdo.

Caí ajoelhado. Levei as mãos ao meu rosto. A dor era insuportável. Vomitei no chão e meus batimentos ficaram acelerados. Meu corpo estava em choque. Demorou minutos até recuperar a consciência.

Estava cego de um olho e metade do meu rosto estava queimado. Quando consegui, com dificuldade, me levantar, uma comporta que levava ao nível superior da fábrica se abriu.

6

Finalmente, a luz tocou meu rosto. A parte superior da fábrica era aberta. O vento estava forte, devido à altura. Conforme ia andando, me segurava em caixas, dróides velhos ou pilhas de lixo, para ter cuidado com possíveis armadilhas.

Quando finalmente, vejo Marla desamarrada e de joelhos, logo a minha frente. Boba estava atrás dela segurando um rifle. Boba a surrou tanto, que nem via necessidade de amarra-la mais.  

- Barton... – Ela diz, ao me olhar com pena.

- Você ficou menos deformado do que eu achei que ficaria. Devia ter pedido pra fritar os dois olhos. – Boba comenta ao me observar.

- Deixa ela em paz. Fiz tudo o que pediu. Que isso fique somente entre eu e você. – Digo, e pisco algumas vezes para concertar a visão do meu único olho bom, que embasava devido a claridade.

- Vou explicar o que aprendeu hoje. Assim como tirou parte dos meus homens, eu tirei partes do seu corpo. Pareceu justo. – Sai de trás da Marla e se aproxima de mim. – Mas você pode perder uma mão, olho ou até o pinto. – Me dá um soco no estomago e caio ajoelhado. – O que realmente dói é quando tiramos o coração de um homem. Vou matá-la Barton, e não há nada o que possa fazer.

Uma explosão alta vem do horizonte, acompanhada de uma fumaceira e Boba se vira para observar. Ao pegar um binóculos tático, vê restos da Y-wing.

- Vou perguntar só uma vez: Você veio naquilo, ou tem Rebeldes aqui?

- Desculpa, mas tu é muito otário. – Rio compulsivamente.

- Enlouqueceu de vez. – Pega o blaster, coloca o cano da arma contra o meu peito e dispara.

- Ahhhh! – Sinto a dor e noto o buraco que o blaster abriu no canto do meu peito. Felizmente não atingiu o pulmão. Porém, havia perdido muito sangue.  

- Pena que não me pagaram para te matar. Você vale um bom preço. Agora, onde está a minha faca? E com ela, lentamente, vou cortar a garganta de vocês dois. – Tira o capacete e olha fixamente nos meus olhos.

- T... t... ta... – Gaguejo ao tentar falar.

- Fala logo, não tenho o dia todo. Se você morrer assim não vai ter graça. – Da um leve tapa no meu rosto.

- Ta... com ela. – Sorrio e aponto para Marla.

Num movimento certeiro, Marla surge por trás do Boba, cravando a faca nas costas do caçador. Ainda tendo a oportunidade de danificar o propulsor da mochila a jato. Boba, resistindo, deu um soco que a atingiu no queixo. E essa foi a minha deixa. Num esforço sobre-humano, me levantei e o empurrei para que caísse de cima da fábrica. Logo seu grito foi diminuindo, até, enfim, ser cessado. Seu corpo sequer podia ser visto devido a quantidade de rochas e árvores.

- Chan? – Segura minha cabeça em seu colo. – Conseguimos... Ninguém sobreviveria a uma queda dessas... ainda mais esfaqueado.

- Você está errada. Ele pode ter sobrevivido. – Suspiro lentamente. – Um desgraçado desses merece algo bem pior. Como ser engolido por um Sarlaac.  – Sorrio com o canto da boca.

- Cala a boca! – Me repreende enquanto sorri. – Você programou a detonação da nave, só para ter uma chance de distração?

- Foi um bom plano. Só não esperava perder uma mão e um olho tão rápido. – Suspiro e cuspo sangue. - Não tive tempo pra pensar, havia marcado uma hora para a detonação.

- Você não é tão burro quanto eu pensava. – As lágrimas saiam dos olhos dela, e viajavam pelo rosto. Acabando em seus lábios ou no chão.

- Marla, procure a rebelião... E diga ao oficial Mayers que... agradeço. – Diminuo a respiração.

- Você pode falar por si mesmo, seu idiota! – Segura a minha mão bem firme.

- N... não... dessa... vez. – respondo.

- Chan? Não ouse morrer. Você não pode. – Me balança. - Somos sobreviventes!

- Yuper, Luther e eu, sempre sobreviveremos na sua memória...

- Chan? CHAN!? – Encosta a cabeça no meu peito.

7

- Senhor? – Bate continência, o soldado da base em Baron. 

- A vontade soldado! O que deseja? – Responde o oficial.

- Senhor, uma das nossas recrutas solicitou transferência para essa base. Ela viajou muito e pediu para falar 5 minutos com o senhor. Sei que seu tempo é precioso, mas ela é uma das mais promissoras que já ingressaram para lutar ao nosso lado.

- Mande-a entrar, soldado. – Ordena.

8

- Vejo que tem muito a oferecer, senhorita Krull. Aqui nos registros mostra que é a melhor na classe de tiro e pilotagem, tendo pontuação superior a grandes oficiais. Por que pediu transferência para a base de Baron? – Toma um gole de uísque e senta na quina da mesa.

- Por que um amigo me disse para vir te agradecer. Ele prometeu lutar pela rebelião se você desse uma nave a ele. – Marla bate continência. – Obrigada oficial Mayers...

- Era você no holovideo... – Arregala os olhos. – Ele... está...

- Sim senhor, ele está. Eu mesma o enterrei. – Morde os lábios e suspira.

- “Farei de tudo pela minha redenção”. Foi o que ele disse antes de subir na Y-wing... Seja bem vinda a rebelião Marla Krull. Pois quem sabe, você e a lembrança de Barton... nos ensinem a como sobreviver a essa guerra. 


Notas Finais


MUITO OBRIGADO POR LER O CAPÍTULO FINAL DESSA AVENTURA, VOCÊ É DEMAIS!
Se quiser, deixe aqui seu comentário. Tudo ajuda no meu aprendizado.
Abraços.


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