História Soft Heart - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Personagens Abraham Ford, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Gabriel Stokes, Glenn Rhee, Maggie Greene, Michonne, Morgan Jones, Negan, Paul "Jesus" Monroe, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Sasha, Tara Chambler
Tags Beth, Bethyl, Daryl, Dixon, Greene, Twd, Whatif
Visualizações 65
Palavras 1.415
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então, não sei nem por onde começar. Eu simplesmente não imaginava que tanta gente continuaria aqui me apoiando e descobrir isso foi incrível.
Obrigada mesmo, de coração.
Aos leitores antigos, a força que vocês me dão não tem preço; aos leitores novos e favoritos, sejam bem-vindos e sintam-se a vontade para darem suas opiniões sobre o andamento da história. No mais, boa leitura. ❤

Capítulo 16 - Capítulo XV


Fanfic / Fanfiction Soft Heart - Capítulo 16 - Capítulo XV

Beth sentia o clima esfriar cada vez mais conforme a escuridão tomava conta do céu. O silêncio era quase sufocante e ela se perguntava como os outros conseguiam dormir como se nada estivesse acontecendo.

As vigias eram nulas na fazenda, considerando o perigo mínimo de serem encontrados por uma horda novamente. Quase nulas, talvez, mas não era algo que um ou outro de guarda poderia conter.

Armadilhas com latas e sinos circulavam a grande casa branca de fora a fora, trazendo uma falsa sensação de segurança que simplesmente não existia mais naquele mundo.

O outono já dava claros sinais de que estava a caminho, as noites e as manhãs começando com um clima mais fresco do que as tardes.

Beth estava sentada no velho balanço de madeira na varanda; Maggie e Carol mexiam em alguma coisa na cozinha enquanto conversavam, mas a loira simplesmente não conseguia dar atenção aquilo que acontecia ao seu redor.

Atlanta ficava apenas à duas ou três horas da fazenda dos Greene, o que queria dizer que Daryl, Glenn e Eugene já deveriam estar de volta.

Todos já estavam em seus quartos, provavelmente dormindo ou ocupados demais com seus próprios problemas, deixando apenas as três mulheres vagando pela casa.

— Beth, vamos dormir — Maggie chamou a irmã, afagando seu ombro direito.

— Como você pode? — Beth respondeu em uma lamúria baixa.

— Se existe algum homem que pode entrar e sair de Atlanta sem nenhum arranhão, esse homem é o Glenn. Daryl é durão. Eles formam uma boa dupla, com certeza vão voltar — a morena respondeu enquanto encarava a porteira, mas Beth pode sentir a hesitação em sua voz.

— E se eles tiveram algum problema? Ou uma horda? Ou outro grupo? — a menor desatou a falar, as mãos mexendo nervosamente nos cabelos.

— Eles resolvem, Beth. Já passamos por coisa pior. — Maggie sorriu. 

Beth acenou uma única vez, os cabelos loiros fugindo do rabo de cavalo após sua pequena crise de nervos. Maggie percebeu que a irmã não dormiria, de qualquer forma.

— Venha. Pelo menos entre. Garanto que vai poder ver tudo da janela da sala.

A loira concordou, sabendo que a irmã não cederia a sua teimosia.

— Se quiser dormir no meu quarto… — Maggie murmurou. — Possivelmente eles esperarão até o amanhecer para voltar. É mais seguro.

Beth deixou que ela afagasse seus cabelos, mas negou levemente com a cabeça.

— Não há como saber. Eles estarão com fome quando chegarem. Vou ficar esperando aqui na sala — a pequena sorriu e Maggie bufou e revirou os olhos, desistindo daquela discussão.

Assim que a mais velha saiu de seu campo de visão, Beth rumou para a sala, desabando na pequena poltrona ao lado da janela. Sentia-se sufocada, parada naquele lugar sem fazer nada enquanto Daryl estava lá fora. Sem dúvida nenhuma ele era o mais apto a sobreviver, mas não havia nenhuma garantia de que nada aconteceria. Apesar da resistência, Daryl ainda era humano, carne e osso. Uma simples mordida, um tiro certeiro… ela tremeu com a ideia.

Silenciosamente ela entrou em seu quarto e resgatou o colete de Daryl em seu roupeiro, voltando para a sala em seguida.

Por diversas vezes Beth pensou em lavá-lo, mas naquele momento ela agradeceu por não tê-lo feito.

Ele estava impregnado com diversos cheiros. Terra, sangue seco, suor… Era como se Daryl ainda estivesse dentro dele. Ela abraçou a peça com força, focando seus olhos azuis na janela, mas não havia o menor sinal dos faróis da picape.

Seu corpo estava cansado e dolorido pelos trabalhos que realizara durante o dia, porém tentou com todas as forças manter seus olhos abertos e atentos.

A chuva batia forte contra o vidro da velha caminhonete azul. Os três homens estavam esgotados e sujos de sangue podre e poeira, mas Daryl ainda estava desperto como nunca.

A adrenalina pulsava em suas veias terrivelmente, seu coração batia tão rápido que doía contra suas costelas, deixando-o sem fôlego.

Escapar do prédio fora uma tarefa difícil. Desviar da horda com um enorme peso morto chorão fora um inferno. Tiveram o cuidado de dirigir por mais duas cidades fazendo muito barulho para afastar os caminhantes o quanto fosse possível da fazenda, o que acabou tomando muito mais horas do que o esperado.

Daryl nunca pensou que aquilo passaria por sua cabeça, mas precisava desesperadamente de um banho, roupas limpas e algo quente para comer.

Ele esperava que Beth estivesse bem, e não furiosa como estava quando saíram. O Dixon não suportava aquele olhar de decepção que vira no rosto dela quando saiu, deixando-a para trás. Ele sempre havia decepcionado todos, mas não conseguia lidar com o desapontamento dela.

Durante toda a sua vida ninguém o olhara com carinho e preocupação como a loira fazia. Ninguém via algo que realmente prestasse em um caipira fodido e quebrado, mas Beth tinha o feito. Ela tinha encontrado algo nele que ele mesmo não tinha visto, mas, droga, ele estava feliz que ela tinha.

Daryl nunca importou de fato para alguém. Para seus pais ele era apenas uma droga de um acidente. Uma boca suja para alimentar e descontar seus problemas com surras e xingamentos.

— Estamos quase chegando — Glenn avisou, tirando Daryl de seu devaneio.

O caipira acenou uma vez, agradecendo mentalmente pela intervenção. Ele sabia que Glenn não precisava ter dito nada. Daryl conhecia bem aquele trajeto, mas talvez ele tivesse notado a expressão dolorida que mesmo o Dixon podia reconhecer no reflexo do vidro.

Quando chegaram de fato à fazenda, Eugene pela primeira vez fez algo útil, descendo do carro e desarmando as armadilhas enquanto abria a porteira.

Tudo estava escuro na casa, o silêncio reinava absoluto, visto que já era madrugada.

Daryl apertou o passo, pensando em ver Beth, mesmo que ela estivesse dormindo. Maggie logo recebeu Glenn, ainda na varanda com o rosto amassado pelo sono, provavelmente acordando com o barulho do motor. O arqueiro a cumprimentou com um meneio de cabeça e adentrou na casa, depositando a besta no chão.

Surpreendeu-se ao ver Beth jogada em um ângulo estranho na poltrona, o pescoço virado em direção à janela, agarrada ao seu colete de couro sujo.

Por algum motivo ela deveria estar exausta. Daryl sabia que a garota tinha um sono muito leve e com certeza teria escutado o barulho  estrondoso do motor.

Um sorriso brincou nos lábios dele enquanto abaixava-se ao lado da loira. Sua intenção era levá-la para a cama, onde ela finalmente poderia descansar, mas Beth sempre conseguia agir contra tudo o que ele imaginava.

— Daryl… — ela resmungou manhosa, aconchegando-se mais para perto do peito dele quando a ergueu.

— É — ele respondeu baixinho, ajeitando o corpo magrelo nos braços.

Beth estava grogue de sono. O corpo mole não obedecia direito e seus olhos pareciam cheios de areia quando ela finalmente os abriu para encarar quem lhe segurava. Ela não precisaria vê-lo para reconhecer seu calor, mas tinha que checar até onde sua visão alcançava, procurando por algum ferimento.

Ele começou a caminhar e um desespero começou a tomar conta de si.

— Não! — Ela esbravejou, contudo, em seu estado sonolento, para Daryl aquilo parecera um miado.

— O que? — Ele semicerrou os olhos, confuso.

— Me deixe dormir aqui.

— Aqui? — Daryl repetiu sem entender.

— Com você — ela disse com a voz arrastada. — Eu fiquei preocupada — confidenciou.

— Eu não seria o último homem de pé? — Ele relembrou sem graça, retornando com a loira para o pequeno colchonete azul que lhe servia de cama.

Mesmo sobre a fraca luz que vinha do dia que ameaçava amanhecer, Daryl percebeu que os lábios da Greene se curvaram em um sorriso afável.

Um tanto desajeitado com a garota que ainda tinha as mãos presas em sua camisa, o Dixon agarrou um edredom, estendendo-o no chão ao lado do corpo pequeno de Beth. Ajeitou-se ali, puxando uma manta sobre eles.

O tão desejado banho teria que esperar, agora que a loira se enroscava ainda mais em seu corpo, encaixando o rosto na curvatura do seu pescoço. Ele sorriu sozinho, pensando que talvez o cheiro não estivesse tão mal assim, apesar de saber que Beth jamais reclamaria.

Ao contrário dele, Beth sempre tinha um cheiro gostoso. O aroma suave de um campo de flores na Geórgia com um toque de sol. O Dixon não sabia porque o cheiro dela o fazia pensar em sol, mas muitas coisas não faziam sentido sobre a garota e ele.

Exausto demais para qualquer outra coisa, ele envolveu a menina com um de seus braços, depositando seu rosto sobre a bagunça de cachos dourados. Acordaria todo dolorido na manhã seguinte, mas pouco se importava, desde que acordasse exatamente ali, ao lado da sua garota.


Notas Finais


Até o próximo. 😍❤


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