História Sol de Inverno - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Personagens JB, Youngjae
Tags 2jae, Oneshot
Visualizações 23
Palavras 902
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Fluffy, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então... Eu não sei mais o que tô fazendo, só queria escrever alguma coisa a ver com 2jae e saiu isso.

Obrigado senhorita appa Lackech por ser tão top e disponível quando o assunto são capas pra mim. TE AMO :')

Capítulo 1 - Capítulo Único: O Meu Sol


"Continuo me perguntando onde errei.

"Talvez eu tenha te amado demais...

"Não consigo ter certeza se o que fiz foi certo..."

Meus olhos se fecharam.

Tudo parecia tão frio... A temperatura do apartamento não condizia com o clima lá fora.

As paredes recém-pintadas de amarelo vibravam, mesmo na falta de luz. As cortinas coloridas chegavam ao ponto de irritar meus olhos.

Eu ainda sentia o gelo, mesmo que a primavera já estivesse a iniciar o ciclo das estações novamente. Nos melhores dias, eu geralmente gargalhava das palhaçadas do pequeno garoto de sorriso bonito... Agora isso não acontecia mais. Ele sumiu.

Ele sumiu no último dia de inverno.

Meus sentimentos sumiram junto.

Malditos sentimentos.

Naquele dia eu vestia um terno surrado para mais uma entrevista de emprego inútil. Não deu certo, como imaginei. Então eu apenas sentei na calçada em frente ao meu prédio e fechei os olhos. O primeiro floco de neve despencou e eu nem vi, apenas senti-o sobre a ponta do meu nariz.

Meu ódio pelo inverno jamais desapareceu, mesmo depois de tanto tempo. Eu sempre tive motivos para tal emoção, e agora essa lista apenas aumentou consideravelmente.

Naquela tarde, meus planos de férias que surgiram na minha mente foram frustrados por um acontecimento estranhamente especial.

Um garotinho bateu na minha porta, usando um cachecol amarelo envolto à cabeça como um turbante e com um cobertor da mesma cor em mãos. Consigo lembrar claramente de suas vestes completamente brancas e gomadas. Especialmente do enorme blusão de gola alta e mangas compridas.
Possuia uma pintinha charmosa bem abaixo do olho direito. Ele simplesmente abriu um sorriso enorme assim que nossos olhos se cruzaram pela primeira vez.

O abraço caloroso que recebi na ocasião foi o primeiro de muitos outros ainda mais apertados.

Apenas me mantive boquiaberto enquanto ele invadia meu apartamento e se jogava no sofá como se fosse um conhecido ou um amigo próximo. A voz dele era suave, porém poderosa. Macia e áspera, chegando a ser melódica. Para ser sincero... Sua existência era como música. Calmo, animado, sério ou até mesmo triste.

Ele se tornou a minha música preferida.

Por motivos que não consigo explicar em palavras, apenas aceitei-o na minha casa depois de falar com ele pela primeira vez.

"Quem é você...?" questionei, meio assustado e incrédulo.

"Ninguém tão importante assim" deu de ombros e sorriu "só estou aqui para te fazer companhia mesmo".

"Companhia..." franzi o cenho e assenti levemente, acabando por ir fazer qualquer coisa que pudesse me ajudar a parar de alucinar. O pior de tudo é que eu não estava alucinando em nenhum momento. Ele era quase tão real quanto o tédio da minha vida.

Nós sempre fomos completamente diferentes. Percebi isso ao acompanhar seu crescimento. Ele oscilava entre a doçura de um dia de primavera, a diversão de um dia de verão, a melancolia de um dia de outono e a frieza de um dia de inverno. Os olhos dele brilhavam constantemente, mas os meus não.

A cada dia o garoto aumentava de tamanho, e quando chegamos ao meio do inverno, era praticamente um adolescente de quinze anos. E foi naquele momento que eu percebi que nunca havia perguntado seu nome. Sempre chamei-o de Taeyang, porque ele me lembrava o Sol. Como era pequenino, nunca reclamou disso.

Seu nome era Youngjae.

Acabei não entendendo o porquê dele ser chamado de "Talento Eterno", mas também não levei muito tempo para descobrir.

Lembro-me do som e do tom da sua voz. Era tão doce e perfeita. Me fazia rir quando alcançava as notas mais altas.

Depois de tantos abraços apertados e sustos, minha casa foi transformada em um pequeno recanto amarelo. Um lugar recheado de cores em contraste contra o branco invernal. Até mesmo depois que a neve começou a cair lá fora, enterrando os brinquedos do parque e os túmulos no cemitério municipal, ele não deixou de sorrir.

Eu me apaixonei pela sua presença.

Eu me apaixonei pela sua risada.

Eu me apaixonei por ele.

Eu perdi ele.

Ele se foi no último dia em que a neve caiu, desapareceu completamente.

Youngjae tomou meus lábios pela primeira vez enquanto eu cochilava no sofá depois de assistir a um filme de comédia ruim. Seu gosto era doce mas nunca enjoativo. Eu sorri e ele se assustou, pulando para trás com uma expressão de surpresa.

"Desculpe, Jaebum hyung" exclamou, apertando o cachecol amarelo contra o próprio peito "só... Eu tive curiosidade de como seria..."

"Sem problemas" assenti, esfregando meus olhos "fico feliz que tenha sido eu, sabe..." minha risada soou meio rouca por causa do sono.

Os dias continuaram a passar e o inverno começou a chegar ao fim.

Ele desapareceu no dia em que a neve deixou de cair de vez. O último floco tocou a calçada e tudo ficou mais cinza.

Youngjae simplesmente sumiu sem deixar rastros e eu continuei aqui, sem um objetivo. Já faz uma semana que não consigo ficar em casa sem quebrar alguma coisa. Mesmo que a decoração colorida irrite meus olhos, não tenho coragem de arrancá-la das paredes. É o meu pequeno trauma.

Eu ainda odeio o inverno.

Acho que é porque ele trouxe e tomou meu primeiro amor verdadeiro de mim.

Encontrei o cachecol amarelo imóvel pela falta de vento pendurado na janela. Havia um pequeno bilhete pregado nele com uma figurinha de um sol sorridente.

"Nos vemos no próximo inverno, Jaebummie."

Eu continuo a odiar o inverno.

Depois de tudo o que passei... Tenho quase certeza de que o Sol desceu para me visitar.

"Me apaixonar por você não estava previsto.

"Me disseram que o Sol geralmente brilha um pouco menos nos dias de inverno...

"Agora eu sei o porquê."


Notas Finais


Fiiiiiim


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