História Solitude - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekyeol, Chanbaek, Chanhun, Chankai, Chansoo, Chenmin, Hanhun, Hunhan, Kaisoo, Kaitao, Kristao, Krisyeol, Lubaek, Lukai, Minhan, Sebaek, Sekai, Seyeol, Taokris, Xiuhan
Exibições 21
Palavras 1.638
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Bishounen, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Policial, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


desculpem-me a demora sdjkasd como sempre
outro capítulo curtinho ;-;

Capítulo 25 - Vicissitude


            

 

 

 

“Eu vou morrer e nem ao menos vivi para isso” – O choro era forte e abafado.

 

 

 

O lugar era bem espaçoso, como uma sala de uma mansão. Não havia muitos móveis e a luz era fraca, mas ainda sim conseguia ver claramente por onde andava. O chão estava húmido, e quanto mais adentrava o lugar, que logo descobriu ser bem maior do que imaginava, sentia um cheiro de folhas queimando. Em uma porta que adentrou que dava em direção a um grande corredor, escuro. Acendeu as luzes no interruptor que não foi muito difícil de achar, e presenciou algo assustador. As paredes estavam com pegadas de sangue, tão borradas que mal conseguia decifra-las. E o chão estava húmido, mas dessa vez era de sangue. Os bordados de flores azuis na parede lhe fizeram lembrar-se de algo, um lugar que talvez já conhecesse. Andou devagar, tomando cuidado para não se sujar, até uma porta que ficava no final do corredor, algo lhe dizia que devia ser assim. Ao abrir a porta, presenciou outra cena de horror: um corpo, completamente esquartejado, com os órgãos internos expostos.  As únicas partes do corpo que estavam intactas eram o rosto e as mãos.

 

 

            Os pesadelos sempre se repetiam.

 

            Era um brilho barulhento no céu que acordava o jovem Sehun de uma imaginação obscura. Estava prestes a completar quinze anos e as tempestades pareciam diminuir um pouco.  Aquilo que era conhecido como timidez para Sehun não era uma desculpa, ele simplesmente não era de falar muito. Talvez Luhan tenha mudo isso um pouco. Um garoto hiperativo e falante, não tinha como não conversar com Luhan, além de sua simpatia, sempre estava disposto a conversar seja lá do que fosse.  Os dois sempre iam para a escola juntos, as vezes tinha a companhia de Jongin, e uma vez ou outra Sehun deixava-se escapar algumas palavras, as vezes ele gostava de falar.

Onde estudavam o número de alunos parecia cada vez maior, mas o silêncio ainda era bem presente. Havia muitas regras para apenas uma escola de adolescentes, mas mesmo assim todos seguiam. Ou quase todos.

No banheiro um Baekhyun de ressaca cambaleava até a pia, lutando para não cair ali mesmo. Lavou o rosto e tateou uma latinha de refrigerante que trouxera consigo da cantina.  Um aluno com um braço pingando de sangue entrou apressado ali, acompanhado de outro, os dois usavam a farda de Educação Física. O da mão machucada não parava de xingar, e o outro parecia apenas observar, assim como Baekhyun. Alguns outros alunos também entraram no banheiro, mas o garoto da mão machucada parecia muito aborrecido e pediu para ficar sozinho. Também foi um pedido para Baekhyun sair dali, mas sua curiosidade foi maior.

- O que aconteceu com seu braço?

- Não é da s- Encarou Baekhyun, sorrindo amargo – Estou sendo muito... – Disse baixinho, para si, não terminado com a voz mas sim na mente -  Um idiota me empurrou durante o jogo e eu caí em cima da grade de ferro que estava quebrada – Cuspiu.

- Deve ter sido horrível... – Falou Baekhyun meio sonolento, e o garoto apenas suspirou. Estava lavando o braço, dava para ver o corte aberto, misturando-se com o transparente da água e dando a impressão de estar meio alaranjado.

Não lembrava-se muito do que havia acontecido na noite anterior, apenas que devidamente algo como uma briga ou uma queda bem feia devia ter acontecido, já que seu corpo doía, principalmente os braços e o pescoço.  Cambaleou até bater na pia, tentando disfarçar de que não estava muito bem.

- Você não parece bem – Disse o garoto, um pouco mais calmo que antes. Pegou uma toalha que estava estendida na parede e enrolou no braço. O corte devia ter no mínimo uns dez centímetros.

Chegou perto de Baekhyun, olhando-o atentamente, como normalmente os médicos fazem, o que deixou – o que agora havia percebido – mais baixo sem reação. Então apenas tomou mais um gole de seu refrigerante, deixando a latinha na mão do garoto desconhecido – talvez não mais tanto  - e saiu a procura de alguém que pudesse lhe ajudar com a dor de cabeça: Luhan.

 

 

 

-

            Jongin havia terminado seu treino de futebol e estava indo para casa. Sempre passava em frente a uma igreja que ficava perto da escola onde estudava, não conseguia não olhar para a mesma. Sempre ali, grandiosa e iluminada pelos cristais vermelhos que aumentavam sua beleza, fazendo um contraste mais belo ainda com o céu negro e neblinoso.

            Ele sabia que era observado.

            Com  a mochila caída sobre um ombro, e no outro um moletom branco todo sujo de lama, agradeceu a si mesmo por tão ter tirado o par de chuteiras de seus pés. Algo é se quebra no chão. Encaixou a mochila nas costas e apressou os passos, não por medo, mas por não querer causar mais problemas. Mas era bem isso que ele queria, o outro. Talvez já esperasse que isso fosse acontecer.

 - Está fugindo – Uma silhueta se formou debaixo das sombras da árvore – caro menino Jongin – Pode enxergar nitidamente seu sorriso, e um flashback estalou em sua mente.

 - Achei que tivesse cansado de me procurar – Deu um passe firme em direção a sombra, ao sorriso. – Afinal, eu me escondo bem não? – Sorriu junto. Não era um sorriso de saudade, muito menos de felicidade.  Uma perna voou velozmente ao seu pescoço, mas fora mais rápido e se defendeu da mesma. Mas tão rapidamente três socos seguidos foram em direção ao seu rosto, mas apenas um o atingiu.

- Ora ora, alguém aqui está enferrujado – Dessa vez Jongin foi com mais precisão, acertando o rosto do outro, finalmente vendo seu rosto nitidamente. Havia mudado bastante, mas ainda era o mesmo, ainda tinha o mesmo cheiro podre de vingança.

A rua estava vazia, a pista molhada e o céu barulhento. Não havia muito o que fazer ali além de um socar a cara do outro até se cansarem. Matar não era o objetivo, talvez. Foram mais três chutes na perna de Jongin, que desviou e fez o mesmo com o outro, ao menos tempo que tentavam um socar a cara do outro, às vezes conseguindo. Pode se lembrar claramente das noites chuvosas e da lama o cobrindo por completo, enquanto tentava se livrar da punição, da morte. Porque no lugar de onde os dois vinham, quando uma criança aprendia a andar, já estava pronta para matar e também para morrer. Um lugar onde infância não era importante, e quem fosse mais esperto e rápido para escapar da morte virava uma lenda procurada. Algumas gotas de sangue, suor e do céu molhavam Jongin, sujando mais ainda seu uniforme. Havia tido um dia tão cansativo e ainda sim lutava com toda a fúria de quando tinha cinco anos de idade. Agora tinha quinze e se lembrava do nome da pessoal a qual acabara de derrubar no chão.

- Huang Zitao... – Cuspiu – Esse é seu nome, não é? – Falou grave, mas não estava de fato com raiva. O motivo de seu ódio era bem maior. – As batalhas na China não eram o suficiente para você? – Se distanciou um pouco do garoto agora se levantando do chão. As gotas que caíam não estavam molhando tudo ainda.

- Préhomei não é mais a mesma, Jongin. – Tossiu Huang – A salvaguarda de Chicago chegou a nós matando todos sem piedade... – Uma voz chorosa fez-se no final – Eles pegaram Oji e levaram para Columbus.  A mochila de Jongin havia caído mais uma vez de seu ombro. Arrastou-se até o chão, o cansaço finalmente havia lhe pegado.

 

 

-

            Os dedos se movimentavam tão rapidamente que ele não se dava conta de que estava vidrado na tela. Os pacotes de doces que passara a semana comendo estavam todos jogados pelo chão de seu quarto. Era férias e ele sequer havia visto a luz do sol ou o ar meio limpo do lado de fora. Estava trancado em seu quarto, Chanyeol não sabia viver.

- Você comeu tudo isso? – Perguntou Kris indignado – Seus pais realmente não ligam pra você não é? – Abriu um pouco as janelas – E pelo jeito mais ninguém nessa casa... – Afastou algumas roupas jogadas no chão para ganhar espaço e andar até o amigo que não sequer lhe cumprimentado direito – Então é assim? Eles fodem fazem você nascer, te dão toda merda de dinheiro que eles ganham pra você terminar de destruir sua vida? – Pigarreou Kris, alto o suficiente para que somente Chanyeol o escutasse. Ele havia parado de digitar, estava estático. Usava uma blusa que era três vezes maior que seu número, assim como a calça de moletom. Os cabelos também estavam grandes demais, e Kris pode perceber o começo do que seria de uma barba em seu rosto. Talvez nem mesmo Chanyeol se importava com a própria vida.

- Não vai dize-

- A vida é minha, e eu faço dela o que eu quiser. – Não fora necessários mais nada para que Kris se retirasse do quarto, estava farto de tentar ajudar o amigo e sempre ser recebido com arrogância. Talvez estivesse no sangue mesmo, afinal ele não muito a perder. Tudo que Chanyeol mais presava estava se esvaindo, sem nem ao menos dar-lhe uma chance de se redimir ou se despedir. A felicidade sequer havia batido em sua porta.

Do lado de fora daquela enorme casa, um amigo solitário que só queria ajudar agora andava em passos lentos, pensando em todas as curtas, e dolorosas, brigas que havia tido nos últimos dias com Chanyeol. Desde que entraram de férias que ele estava assim, frio e distante. Não conseguia pensar muito no que de tão importante estava acontecendo com o amigo, pois o mesmo sempre lhe contava tudo. Sabia a família  e vida escassa que Chanyeol tinha apesar de tudo, mas ele era sempre tão amigável e sociável, por que mudara tão de repente?

 

 

 

 


Notas Finais


ps. eu sou uma droga.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...