História Solitude - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekyeol, Chanbaek, Chanhun, Chankai, Chansoo, Chenmin, Hanhun, Hunhan, Kaisoo, Kaitao, Kristao, Krisyeol, Lubaek, Lukai, Minhan, Sebaek, Sekai, Seyeol, Taokris, Xiuhan
Visualizações 45
Palavras 2.727
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais um capítulo o/ yeeeeh ~~~~ vão dançar kokobop

Capítulo 28 - Temor


  





Era um circo.


Tocava uma música medonha, teclado e sinos em sicronia, o grave e o agudo contrastando um ritmo lento e hipnotizante.

Estava em uma piscina de bolinhas.


Coloridas. Dava para ouvir a risada distante das crianças e as falas das pessoas.

Baekhyun estava no alto, apenas esperando que alguém acertasse o botão e o fizesse cair no mar colorido.


Uma mão que mais parecia galhos de árvore acertou.

Baekhyun caiu lentamente, sorrindo, era divertido, sentia um frio na barriga.


O céu estava escuro, completamente negro.

Sentiu um líquido gelado colar em sua pele. Um líquido visoso e vermelho.


Era sangue.


Baekhyun se assustou e levantou o mais rápido que pode, mas  só afundava e afundava. Tentava escapar mas caiu com tudo deitado na piscina de bolinhas com sangue. Se debatia, gritava alto.


Era apenas um sonho.


Ou melhor, um pesadelo.


Havia sido acordado pelo celular tocando. Era um número desconhecido

Atendeu.

- Onde diabos você está? - Um garoto da voz meio fina gritara.

- O que? - Pigarreou.

- Você é o Baekhyun, não é?

- Sim, sou. - Tossiu, levando a mão até o chão, procurando sua mochila.

- Você está atrasado. - Bufou - As apresentações do trabalho de sociologia começam em quinze minutos, ou você esqueceu?


Merda. Pensou Baekhyun.

Havia esquecido completamente que tinha aula e que tinha um trabalho importante para fazer.

Se fosse rápido, não chegaria tão atrasado.

Correu até o banheiro, urinou o mais rápido que pode e escovou os dentes de qualquer jeito. Não achou a camisa da farda então usou apenas o blazer e a calça que achou em sua mochila.

Por sorte, já havia deixado tudo da apresentação separado na mochila.  Sua aparência não era das melhores, mas pelo menos um zero não iria levar nesse trabalho. Luhan, seu companheiro de trabalho, era muito exigente, e se Baekhyun não chegasse o quanto antes com certeza iria ter que aguentar gritos do mesmo pelo resto da semana, ou pior, pelo resto do mês.

Colocou a mochila nas costas e enfiou o celular e a carteira no bolso. Precisava correr.

-




O coração de Chanyeol fervia.


Em seu quarto escuro avermelhado, ele escutava algumas músicas que sua irmã, Linzy, o havia pedido para ouvir. Arca, era o nome do cantor. As músicas eram sombrias, mais parecia trilha sonora de filmes de terror alienígenas. Tinha as sensações mais psicodélicas que droga nenhuma poderia lhe proporcionar. Gostava disso.  Música, para Chanyeol, é tudo.


As ruas iluminadas pelas luzes amarelas da madrugada, as estradas vazias e o barulho era somente o vento. A sensação mórbida era inevitável, assim como o frio no coração e na barriga.

Ele sonhava que andava por essas estradas, com sua pele pálida refletindo o luar, enquanto seus olhos profundos tentavam enxergar algo no final daquela escuridão. Algo que cheirava a fumaça, a flores murchas e a água benta. Como uma manhã recém nascida, que trás junto o sol cálido e o gelo no hálito.


Chanyeol fechava os olhos e sentia aquela presença em seu peito, quase tocando sua pele. Era tão forte que ele não podia evitar, doía, mas também o deixava curioso.


Felizmente as brigas entre seus pais e Linzy havia diminuído. Mas talvez não fosse por ambos terem concordado em resolverem tudo mais calmamente. Acontece que o Sr. e a Srta. Park estavam trabalhando muito nos últimos dias. Algo que tanto Chanyeol quanto Linzy odiavam. Eles era filiados de uma organização secreta que produzia, ilegalmente, produtos de estética corporal, como silicone e remédios para emagrecer, além de outros tipos de remédios do qual ninguém ali naquela família sabia ao certo, mas que não duvidavam nada que fossem remédios proibidos ou até mesmo drogas.


Linzy era viciada em comprimidos para dormir, sofria com insônia, e os tomava com bastante frequência. Chanyeol sempre alertava a mesma para não tomar, pois poderia fazer algum mal futuramente, mas ninguém o escutava de verdade. Ele sabia que ele ganhava dos pais, e os mesmos fazia isso sem o mínimo de consenso. Era um dos motivos que o fazia brigar com os pais com tanta frequência. Ele se preocupava com a irmã, pois era a única que se importava consigo, a única de sua família que não havia sido tomada pela ganância. Chanyeol precisaca protegê-la, mesmo que a mesma não quisesse, ele precisava e devia protegê-la.

-


- Atrasado como sempre. - Disse Luhan.


- Ah, sério, você me conta demais. - Respondeu Baekhyun, ao entrar de fininho na sala de aula, onde as luzes estavam apagadas e dois alunos apresentavam imagens e textos nos slides na lousa.


- Você trouxe o resumo do documentário?


- Não... - Disse em tom de ironia - Claro que eu trouxe, seu bastardo. Não li aquele livro maçador para no final esquecer no dia. - Deu ênfase em cada palavra, fazendo um gesto com a mão como se desenhasse círculos no ar.


- Pelo jeito isso te deixou mais culto nos xingamentos. - Riu levemente.


Os alunos terminavam a apresentação, Luhan batucava a caneta no caderno, estava nervoso. Embora ainda estivessem no começo do segundo semestre, suas notas não estavam tão boas e ele precisva se esforçar o máximo possível. Sabia que Baekhyun não era muito de estudar, mas o via mais frequentemente na biblioteca, e ficava contente por isso.


Achava Baekhyun um tanto estranho e misterioso, os dois se conhecerem no começo do primeiro semestre na escola. Contra a vontade dos dois, o professor de sociologia, que também era o diretor de turma que estava sempre vigiando a turma, havia os colocada na mesma mesa, onde teria que se sentar pelo resto do ano. A forma de ensino e toda a estrutura daquela escola era bem antigo, as mesas compridas com duas cadeiras, o quadro negro, os grandes armários de madeira que com certeza pesam toneladas.


Pensando nisso, enquanto observava Baekhyun mastigar chiclete com tanta força que parecia se deslocar do lugar, Luhan se distraiu com um garoto gordinho agachado no canto da porta do banheiro, que dava pra ver pela porta da sala ao seu lado, que havia sido deixada aberta por seu companheiro de mesa que chegara atrasado. O garoto parecia sentir dor, pois apertava a barriga com os braços. Luhan pensou em ir até ele e perguntar se estava tudo bem, mas sua apresentação já era a próxima, e com certeza o professor não iria entender que boa vontade em sair de sala para ajudar alguém passando mal. Só havia ficado mais aflito. O garoto era bochechudo e parecia ser mais novo que si, os olhos felinos olhavam assutados para os lados, como se tivesse medo que alguém o visse assim. O garoto se levantou devagar, cambaleando até bater na parede, apertou a mão na boca, como se fosse vomitar, e correu para o banheiro, sumindo, deixando Luhan mais preocupado ainda.


Quem era aquele garoto e o que ele tinha?

O cântico materno, o rangido da madeira e os braços segurando um pequeno ser enrolado em tecidos brancos e macios. Era Sehun, mas ele não era real.


Era sua mãe o amamentandoo, com o carinho que nunca existiu. Que nunca existiu por que ela morreu bem antes de poder toca-lo. Nunca soube o que é ser mãe de fato, e Sehun nunca soube receber carinho, porque nunca o teve.


Era órfão, era real, ele finalmente enxergou. A realidade era tão chocante que o fazia tremer ao segurar o choro, sentado em um sanitário do banheiro da escola. Não podia chorar, não podia fazer barulho. Ali não era lugar para gritar.


Sehun apertava a boca com força, até que as mãos e as bochechas ficassem vermelhas.  A voz não parava em sua cabeça, e era assustadora, por mais calma e baixa que fosse.


Ele escorregou devagar até o chão, em desespero, as lágrimas caiam sem sua permissão.


Ele não tem mãe, ele não tem pai.


Ele não tem ninguém.


Ele só tinha as lágrimas e o desespero.


Não adiantaria mais forçar-se a ficar calmo e silencioso, o pânico o tomara. Ele chorava com tanta força que ar lhe faltava, era um choro baixo, meio pigarreado meio assoprado. Parecia que tudo rodava em câmera lenta, as lágrimas, o apertar da garganta, os sons emitidos, os movimentos descompassados, o puxar dos cabelos, e a queda.


Os outros estudantes o escutavam, mas não sabiam ao certo o que estava acontecendo ali, pois não podiam o ver.


Minseok, que lavava as mãos sujas de tinta azul, estava estático em frente ao espelho, via pelo reflexo os sapatos do garoto que chorava pela pequena abertura abaixo da porta.


E, de repente, o céu havia ficado escuro.


Era um cinza pesado e parado, que trazia junto uma vetania horrenda. Os alunos corriam para dentro da escola. A sensação não era boa.


Chanyeol sentiu-se enjoado, havia comido algo estranho talvez,  e correu até o banheiro até vomitar na pia. Porém, algo o tomou a atenção. Enquanto se lavava, xiu Minseok e outros garotos observando os sapatos pela brecha da porta.


- O que houve? - Perguntou a Minseok.

- Não sei... Esse garoto simplesmente começou a chorar do nada.

- Que garoto?

- Não faço ideia.

E logo o silêncio tomou-se presente.


Um homem de terno cinza passou pelos meninos, juntamente mais dois professores. Alguém havia os chamado.

Duas batidas na porta. Ninguém respondeu.


- O sinal para voltarem para suas salas já tocou. - Disse, rígido. Todos saíram dali, menos Chanyeol e Minseok.


Mas o professor não havia prestado atenção. O homem de cinza se abaixou, próximo a porta, e disse:


- Está tudo bem com você?


Novamente sem respostas.


Sehun havia se levantado o mais rápido que pode, enxugando o rosto, pensando no que iria fazer para sair dali.


- Você pode abrir a porta, por favor? - Era mais uma ordem do que um pedido da parte do homem.


Sehun  não queria abrir.


Mais duas batidas.


- O que está fazendo aí?


- Não acha que devíamos abrir a porta? - Um dos professores perguntou. - Vai que algo aconteceu...


- Não. - Diasse o homem de terno, firme. - Ele tem que abrir por vontade própria.


- E se ele não abrir? - O outro professor disse.


- Ele vai abrir.


Alguns minutos se passaram, Sehun abriu a porta bem devagar. Tinha os cabelos cinzas bagunçados, olhos e  lábios vermelhos, assim como algumas marcas recém feitas nas mãos.


Os dois professores e o homem de cinza, o qual ele conhecia como o coordenador da escola, que estava sempre vigiando e tentando manter os alunos em seus devidos lugar. Os olhou brevemente, os três o olhavam pensativos, como se pensasse em perguntar algo.


- Bem... Acho que precisamos conversar... - O professor de História, Hakyung, proferiu.


O silêncio incomodava.


- O qu- O outro ia dizer, mas fora interrompido.


- Por que estava chorando? - Ríspido o coordenador perguntou.


- Eu... - A voz de Sehun saiu trêmula. Ele não queria dizer o real motivo, e não tinha uma boa desculpa.  Ainda sentia um pouco de angústia do peito, mas tudo parecia mais calmo.


Os dois professores e o coordenador começaram a dialogar sobre como deveria falar com o garoto, os três falavam sem parar.


Mas Sehun não prestava atenção. Seus olhos rodaram todo o banheiro, parando bem no canto da porta de entrada, onde se encontrava Chanyeol e Minseok atônitos.


Quando os olhos cinzas de Sehun encontraram os profundos de Chanyeol tudo congelou.

Ele já havia sentido aquilo antes, mas era mais forte, como um grito interno de medo, e ele não sabia o por quê de sentir aquilo sempre que olhava aqueles olhos felinos do outro.


Estava sendo um dia estranho.


Os três homens ainda conversavam, baixinho, no canto do banheiro.


- Se... Se vocês me dão licença, eu... - Não terminou a frase e saiu o mais rápido que pode dali. Santia os batimentos tão fortes que sequer prestara atenção por onde caminhava quase correndo. Quando se deu conta, estava na biblioteca, parado, em frente à algumas mesas.


Ficou ali por longos segundos, até que alguém percebesse sua presença.


- Também matando aula? - Um garoto sentado à sua frente perguntou. Sehun saiu do transe. - Se eu fosse você sairia daí, quem passa pelo corredor pode ter ver e se perceberem que tem um aluno fora de sala irão olhar por toooda a biblioteca o que me traria problemas.


Sem pensar, automaticamente Segun sentou-se na cadeira ao lado do rapaz, um pouco mais atrás,  com movimentos quase robóticos.


- Tá tudo bem com você? Parece que viu um fantasma.


- É... Eu acho que vi... - Rouco respondeu, evitando olhar para o outro.


- Me chamo Baekhyun, e... Bem... - Fechou o livro que segurava. Sehun olhou para a capa do mesmo, tentando ler. - Ah, isso. Não conte a ninguém. - Colocou o dedo indicador no meio dos labios, em pedido de segredo.  Sehun, ainda com movimentos robóticos, assentiu.


Baekhyun pensou um pouco, vasculhando em sua cabeça algo que parecia coincidência. Estalou os dedos.


- Você é primo do Luhan, não?


Sehun fez que sim com a cabeça, afrouxando a gola de sua camisa. - Ah... Vocês são realmente parecidos... Digo... Estranhos.


Novamente, assentiu Sehun, porém, dessa fez tinha o cenho franzido. Não havia entendido muito o bem o por que do outro ter dito aquilo.


Baekhyun percebeu que o mesmo tinha os olhos e o nariz um pouco avermelhados.


- Se eu estivesse gripado, teria ficado em casa. - Suspirou em reprovação.


- Co-como?


- Digo, tá certo que hoje teve um trabalho importante, e com certeza Luhan me deportaria desse país caso eu não apresentasse com ele, mas ninguém merece passar um dia nesse lugar doente. - Falava um pouco alto, então checava uma vez ou outra quem entrava e saía da biblioteca - Olhe só - Apontou para o alto, onde tinha vários livros grandes no alto da estante. - Imagina o tanto de poeria que deve ter dentro desses livros, você deve está com o nariz bem congestionado, não?


Sehun percebeu que havia um mal entendido ali. Não estava gripado, ao contrário do que Baekhyun pensava. O motivo de estar com o rosto inchado e vermelho era outro... Mas Baekhyun não precisava fazer, afinal, nem o conhecia direito.


- Biblioteca não foi uma boa escolha, mas como você não está tossindo, tudo bem, não? - Sorriu alargadamente.


Novamente Sehun apenas fizera um leve movimento com a cabeça.


- Ash... Você parece um robô.


Baekhyun não era a pessoa mais expressiva daquela escola, mas com certeza não agia tão estranhamente. - Aliás, qual é o seu nome mesmo?

- Sehun.


- Até o nome de vocês é parecido. - O sinal da escola tocou brevemente, indicando que a hora de todos irem embora havia chegado. Baekhyun olhou para o relógio, guardou o livro que segurava na mochila e acenou brevemente para Sehun antes de sair.


Ninguém nunca havia sido tão espontâneo assim com ele, geralmente as pessoas o ignoravam. Sehun tentava criar forças para se levantar, ir até sua sala pegar sua mochila e ir embora.


Estava cansado.


A música e, agora, o pesadelo que havia tudo na noite anterior, começaram a rodar em sua cabeça. Toda aquela sensação mórbida, os gritos, as vozes sussurrando...


- Ei, fantasminha! - Sentiu algo lhe atingir no braço e cair no chão.


- Anda, vamos! - Olhou para o lado, era Jongin, com uma mochila em um ombro e um par de sapatos no outro, com os cadaços os pendurando. Logo notou que havia ficado tempo demais ali, em transe, e esqueceu-se completamente que Jongin era de sua sala e que, muito provavelmente, havia sabido do acontecido, e como o treino do mesmo acabava só meia hora depois do horário da saída, deve ter ido na sala e visto suas coisa ainda ali.


- Não quer dormir aqui, quer? - Sugeriu, sorrindo.


- Desculpe. - Colocou a mochila nas costas e andou devagar até Jongin, anandando logo atrás de si. A escola já estava vazia, as salas sendo fechadas e funcionários e professores indo embora. Fazia frio e Sehun ainda estava um pouco perturbado com tudo o que havia acontecido até ali. Alternava o olhar entre Jongin, que andava calmamente, pingando de suor do treino, e para trás, onde via algumas manchas estranhas de formando no chão.

Suspirou pesadamente.


Não pode deixar de notar que havia uma garota, toda de branco, os seguindo até a porta.







Notas Finais


As músicas que o Chanyeol estava escutando ~~~> https://youtu.be/t1QSgdMPI5g


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