História Sombra da Noite - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Os Instrumentos Mortais
Tags Bruxas, Caçadores, Fadas, Feiticeiros, Lobisomens
Exibições 14
Palavras 1.022
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Magia, Violência
Avisos: Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Espero que gostem.

Capítulo 1 - Começo


Clarisse Shadownight era uma menina baixinha, branca, com cabelos castanhos claros e olhos da mesma cor, que eram emoldurados pelos seus óculos. Era também bruxa, com dezessete anos de idade, cujos pais, haviam morrido em um acidente de carro quando ela estava com sete anos. Desde aquela época ela morava em um orfanato. O dinheiro que seus pais haviam lhe deixado serviu para pagar a escola que ela frequentou dos onze aos dezesseis anos. Recentemente Clarisse havia saído do orfanato e agora morava em sua própria casa que conseguiu comprar com o dinheiro que os pais tinham deixado.

Certo dia, quando chegou do supermercado, exausta sentou-se em sua cama, tirou seus óculos e pôs o CD da Legião Urbana pra tocar, pois era sua banda favorita.

De repente, a campainha tocou, ela foi atendê-la, mas quando abriu a porta não havia ninguém.

 - Tem alguém aí? – perguntou. Ninguém respondeu. - Deve ter sido engano. - ela fechou a porta.

Quando se virou viu que tinha um homem em seu quarto, ou pelo menos, tentou ver, pois estava sem seus óculos. Ela não sabia como ele estava ali se não tinha passado por ela.

- Como... - começou a perguntar, mas o homem sumiu do seu quarto. No lugar que anteriormente estava o homem havia um bilhete com uma caligrafia esquisita:

                                           

                                           Nós voltaremos.

 

Assim que encontrou o bilhete a campainha tocou de novo. Desta vez ela estava preparada e pegou sua varinha que, diga-se de passagem, ela mesma havia feito. Quando a porta se abriu não era o homem que tinha entrado em sua casa, mas sim um garoto alto, que parecia ter a sua idade com cabelos pretos e olhos verdes escuros como o mar vestindo uma blusa preta e uma calça jeans.

- Quem é você? O que esta fazendo em minha casa?- perguntou ela.

- Meu nome é Tom. Você está bem? Ouvi você gritando e resolvi ver o tinha acontecido.

- Estou bem. Você me deu um susto. Pensei que fosse...

- Quem?- perguntou ele interessado.

- Ninguém. Não é da sua conta. O que está fazendo parado na minha porta ainda? E eu não gritei.

- Gritou sim. O que é isso?- disse ele baixando os olhos.

- O quê?

- Que esta apontando pra mim.

Ela não tinha reparado que ainda estava apontando a varinha para ele. Achou melhor mentir. Se falasse que era bruxa Tom iria achar que ela era maluca e interná-la no primeiro hospital psiquiátrico que achasse.

- Não é nada - respondeu ela. - É um prendedor de cabelo.

- Não parece. - ele pareceu desconfiado.

- O que você sabe sobre prendedores de cabelo?

- Nada. Eu estava pensando que você não parecia estar falando a verdade.

- Porque eu não falaria a verdade?

- Porque não quer que eu saiba o que você é.

Neste momento, Clarisse pensou em como seria bom poder compartilhar essas coisas de ser bruxa com alguém. Mas como ele sabia que ela não era completamente humana? Era melhor nem saber. Nunca foi boa em relacionamentos. No orfanato, quando começou a ter realmente alguns amigos, a magia começou a se manifestar nela e todos se afastaram novamente.

- Como assim o que eu sou?

- Que é do Submundo. - disse ele

            - Não sou do Submundo. Nem sei o que é isso. E porque você ainda está aqui?

- Eu posso te ajudar. Sou um Caçador. Lido com o pior tipo de monstros e não imagino o que faria uma garota como você gritar.

- Já falei que eu não gritei!- ela já estava ficando sem paciência. -E como não gritei, não faço ideia do porque resolveu entrar aqui.

Ele olhou em volta e Clarisse sentiu vergonha de não ter arrumado o quarto. Mas, pensando bem, ela não estava esperando ninguém e ele era o intruso. Não tinha que sentir vergonha de nada.

- Mora sozinha?-perguntou ele.

- Sim.

- Não devia. Tem amigos aqui perto?

- Por quê?- ela estava desconfiada. Ele fazia muitas perguntas.

- Pois se você sumisse ninguém saberia. Você já chegou a ter amigos?

Tom tinha tocado em uma ferida delicada. Ela nunca se orgulhou de ser sozinha na vida. Mas era muito orgulhosa para admitir.

- Que tipo de pergunta é essa?

- Só... responda.

- Sim. Antes dos meus pais morrerem. E depois no orfanato, mas começou os sintomas de bruxaria e eles me acharam esquisita e... Você não me contou nada de você e eu estou contando a minha vida inteira pra você.

- Você que quis contar... -ela começou a fazer uma cara feia pra ele e Tom resolveu ceder- Tá bom. O que você quer saber?

- Tem pais?

- Não.

- Tem algum parente vivo? Ou qualquer coisa do tipo?

- Não.

 

- Está bem. Você foi honesto comigo. Também vou ser. Eu estava escutando meu CD da Legião Urbana, e...

- Você escuta Legião?

- Sim. Então, a minha campainha tocou e eu fui atender e...

            - Você escuta Legião?

- Me deixa acabar de contar? Aí, apareceu um homem dentro do meu quarto, meio esquisito, diga-se de passagem, e depois não sei o que deu nele e ele desapareceu. Aí eu encontrei um bilhete que o cara deve ter deixado.

- Você escuta Legião?- ele perguntou pela terceira vez, fascinado.

- Sim. Você é fã?- ela cedeu.

- É claro. - ele falou como se fosse obvio. - Mas se concentrando aqui, você lembra como era o cara?

- Eu não vi direito. Estava sem óculos.

- Você usa óculos?

- Sim- e ela colocou os óculos-, bem melhor. - comentou.

- Que diferença. - ele murmurou. - onde está o bilhete que você falou? – ele perguntou e ela lhe entregou - Parece que querem você. Precisa sair daqui. Ir para um lugar que não te encontrem.

- Porque você acha isso?

- Porque acho que são perigosos.

- Mas não tenho outro lugar pra ir. Como disse, não tenho amigos.

- Agora arranjou um. E muito bonito, diga-se de passagem. Eu tenho um lugar em que você pode se esconder. No Instituto.


Notas Finais


Espero que estejam gostando. Beijos.


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