História Sombras das Incertezas - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Incertezas, Romance, Silêncio, Sombras, Yaoi
Exibições 262
Palavras 4.020
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


OLÁAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA UNSHADOWS !!!!!!!!!
Eu to tão feliz por estar de volta novamente que eu não to conseguindo me conter, varias pensamentos ruins vem a minha mente como fãs que desistem, abandonar minha fic ou ela não crescer mais, mas estou otimista e vou fazer o possivel pra que ela de certo.
ANTES DE MAIS NADA POR FAVOR POR FAVOR NÃO ME DEIXEM PEÇO MAIS DO QUE TUDO.
Eu nunca apesar de tudo , vou deixar essa fic. Fiquem.
Olha acho injusto eu aparecer do nada sem explicar o porque então eu vou explicar mas vou fazer no final, para aqueles que não quiserem ler , não seja preciso. Ou seja se quer somente ler a fic leia, mas nas notas finais falarei o porque da pausa explicando tudo.
Bom como foi um bom tempo sem postar eu aconselho, a reler a fic de novo. Mas eu não posso orbiga-los posso? Obvio que não. Então farei um breve resumo aqui e agora pra lembrar a mente de vocês, ou se não quiserem releiam pelo menos o ultimo capitulo para entrar na vibe da fic. Ireis responder todos comentarios a medida que possivel talvez ate amanha tenha terminado ^^ .

RESUMO :

Caleb é um garoto que está no 3 ° ano, vive um triangulo amoroso entre Nathan Namorado da Maraisa sua melhor amiga, e entre Thales garoto que conheceu entre gueras de paintballs e o clube, aconteceu varias coisas que deixaram maraisa brava caleb e ela brigaram , com essa pausa ele conheceu Niko, Nico, Amanda, Paloma, entre outros. Thales contou um pouco do passado dele pra o Caleb quando o levou no orfanato, Nathan se solta um pouco mais e leva o Caleb no cinema, oque acaba num fim tragico graças a um irmão ex presidiario que volta e faz uma barbaridade na vida deles. Caleb é adotado pelos tios pq os pais biológicos morreu num acidente de carro, ele tem dois irmãos Iara, e Apolo que termina a faculdade na Austrália e namora Allora.

Isso é um resumo bem básico mesmo.

Capítulo 23 - Escuridão


Fanfic / Fanfiction Sombras das Incertezas - Capítulo 23 - Escuridão


- Casar? - Disse eu, imagino eu tão branco quanto uma folha de papel. 


Eu não sabia do porque estar tão nervoso Allora era namorada do meu irmão Apolo a bastante ponto, e ele já estava na Austrália também a bastante tempo, ou seja casar era algo normal a se fazer, certo? Mais eu estava sentindo que alguma coisa estava errada, mas ai você percebe que  talvez só está sendo chato, e com aquela inveja sem proposito pela felicidade extrema dos outros , será que era isso? 


- SIM!! Vamos no casar – Falou Allora, com seu péssimo português em aprendizado, trocando o O por U e entonando de mais o S/R . 
- Quando que vocês chegaram aqui? Porque a surpresa? – Disse eu meio interrogativo. 


- Um pouco antes de você. – Disse Apolo.


- Nós também estamos surpresos Caleb, nem nós sabíamos dessa viagem repentina – Disse minha mãe.  


- Onde está a Iara estou com saudades dela. – Disse Allora. 


- Deve estar na faculdade agora – Disse meu pai . 


- Ou ela quer que a gente pense isso – Disse tentando descontrair um pouco. Mas não adiantou muito porque ninguém sorriu. – Então... Vão se casar quando ? Aqui no Brasil mesmo ? 


- A data ainda esta meio incerta mas pretendemos nos casar o mais rápido possível e que seja no Brasil pra ter toda nossa família reunida. – Disse Apolo. 


- E os seus parentes eles não vem? – Perguntei para Allora, de imediato Apolo me olhou severamente com os olhos, eu gostava do Apolo mas tinha medo dele, quando meus pais biológicos morreram no acidente de carro, eu mudei para a casa dos meus atuais pais, passado somente um ano e Apolo já tinha ido pra Austrália ou seja não tivéssemos tanto tempo de convivência respeitava ele bastante pelo oque era me contato dele. Porém esse olhar eu reconhecia , ainda mais quando eu quebrava alguma coisa dele, Allora também fez uma cara meio estranha mas logico corrigiu com um sorriso. 


- Não tenho muitos – Disse ela por fim, virando pra minha mãe pegando suas mãos dando um enorme sorriso e arrastando ela pela casa a fim de conhecer a casa.


Subi as escadas  entrei no meu quarto e fechei a porta, peguei a mensagem no celular e tentei olhar novamente o Anexo da mensagem misteriosa, de um certo alguém ou grupo que estava me perseguindo, olhei a foto do Matias, irmão do Nathan, caído no chão sangrando e eu buscava alguma pista que fizesse a foto ser mentira ou um pothoshop, mas não... A imagem parecia muito real, era exatamente um beco escuro, Matias estava com as mesmas roupas, e um pouco longe um cano de ferro que Nathan  usara. 


Queria saber mais da vida o Nathan do porquê de ter um irmão assim, aqueles hematomas que vi no dia do cinema, sobre a mãe dele reagir de maneira tão natural ao ver um filho bem machucado, mas eu não sei se chegaria nesse assunto com ele do nada, queria que ele se sentisse confortável o suficiente pra poder vir falar comigo. 


Meu celular toca novamente, outra mensagem do mesmo número indecifrável, com uma mesma mensagem “ Eu vi “ , a porta do meu quarto estava somente encostada onde um brecha dela ficava a mostra, avistei Allora com um telefone a beira da escada, ela olhou para trás e desceu. Claro que achei tudo isso muito estranho, mas era pelo momento, ela devia estar olhando qualquer outra coisa que todo mundo faz nos celulares. 


Deitei na minha cama e refleti sobre o que estava acontecendo, finalmente eu tinha voltado a amizade com a Maraísa , ela parecia entender a minha situação  ate ajudou no cinema com o Nathan o que eu fiquei muito surpreso. Tinha abrido o jogo com o Thales e o Nathan falando que eu gostava muito dos dois mas ainda não estava pronto pra decidir e acho que nem eles também estavam. Não era mais a pessoa afundava em mentiras e segredos. Pelo menos é oque eu espero. 


Abraço o Nathan, sinto meu coração acelerado , as costas deles estavam muito quente conformava os músculos das costas movimentavam-se para levantar o aço para bater no Matias meu rosto tremia junto, gritava... e algumas vezes sussurrava pra ele parar, mas de nada adiantava parecia que eram anos de repreensão numa onda de fúria, mas eu também sentia angustia, tudo estava em câmera lenta, inclusive a percepção dos sentimentos, como se estivéssemos numa bolha a muito além do espaço onde nada mais acontecia apenas aquela fração de momento. Sabia que era um sonho... Mas não conseguia acordar por mais que tentasse, então parei de lutar. E assim acordei. 


Allora estava de pé na frente da minha cama. Levei um susto muito grande e rapidamente sentei na cama . 
- O que você esta fazendo aqui? – Perguntei tentando manter calma. 
 
- Seus pais estão te chamando – Disse ela cautelosa e saiu com passos calmos.


Troquei de roupa, porque tinha adormecido sem mais nem menos acho que era pelas noites exaustivas que tive nesses últimos dias, o sonho tinha me deixado com um sentimento constante de frio na barriga mesmo depois de ter acordado. Desci as escadas e minha mãe foi logo dizendo :
- Caleb que bom que bom que esta aqui – Pensei comigo, ué vocês não tinha me chamado? – Iremos na casa da sua Tia Denir, ela era a maior fã do Apolo e esta ansiosa pra vê-los , talvez o casamento seja na cidade onde ela mora.  – A tia Denir morava em outra cidade, não muito longe mas bem pacata. - Okay , vocês ainda irão voltar hoje ? – Perguntei


- Não, daqui dois dias – Disse meu pai -  A Iara pode vir ficar aqui com você, já que os dois tem aula . 


- Não será preciso – Disse Apolo – Allora não esta se sentindo bem , ela prefere ficar aqui e não fazer mais viagens. 


- Oh minha flor oque você esta sentindo ? – Perguntou minha mãe indo na direção de Allora . 


- Nada de  mais Fatima, apenas muito cansaço e dor de cabeça – Disse ela terna , com o sotaque, que fazia ficar bonitinho e engraçado. 


- Nesse caso, ambos farão uma ótima companhia um pro outro – Disse meu pai por fim. 


- E calebzinho..... – Disse minha mãe chegando perto da minha orelha  - Nada de trazer macho pra dentro de casa me entendeu? – Com aquele olhar de morte/sorriso.  – Ah pra que essa cara, mamãe esta brincando .


- E você acha que eu caio nisso? Quem não te conhece que te compre – Disse fazendo careta. 


 - Que pena que você não poderá ir amor – Disse Apolo dando um selinho na Allora


- A gente vai ter muito tempo no casamento para que todos me conheçam – Disse ela. 


- Ca, cuide do Alfredo pra mim – Disse Apolo. 


- Cuidarei – Pegando a Luna que estava no chão . 


Depois de uma meia hora eles já tinham ido embora, estava começando a ficar de noitinha, coloquei o Alfredo para dento, depois do assassinato da Nina e da Lucy não iria deixar eles tão fáceis para quem quer que seja, tinha preparado uma caminha pro Alfredo e a Luna na dispensa ainda bem que Alfredo embora bem mais velho que a Luna, não caçava encrenca nem nada. Estava brincando com eles quando ouço um barulho na cozinha, de premissa pensei que era a Allora já que estava comigo, mas um barulho mais alto eu pude ouvir, oque me fez andar de passos finos ate a cozinha, colocando cada centímetro da cabeça ao poucos para olhar n cozinha não tinha nada lá, me acalmei, porém quando virei Allora estava colocado e mim. Deu um grito e pulei pra trás. 


- Você me assustou. – Disse .


- Desculpa – Disse ela .


- Tá procurando algo ? – Perguntei educadamente . 


- Tem mirtilo  ?- Perguntou ela. 


- Não... infelizmente não é uma coisa comum no Brasil, mas tem açaí já experimentou ? – Perguntei tentando anima-la afinal ela estava doente. 


- Nunca, mas acho que lembro do Apollo falando – Disse ela. 


Fomos pra cozinha, bati com banana e um pouco de paçoca e coloquei leite ninho em cima , coloquei na tigela e ofereci para a Allora, ela pegou uma colherada meio duvidosa e colocou n boca, fez uma cara fofa. 


- Então... que achou? – Perguntei.


- Tem gosto de... – ela procurava a palavra em português mas não achava. 


- Lama? Detergente ? Areia ? – Perguntei 


- Um pouco de tudo – Disse ela por fim – Mas ainda assim é gostoso. – Depois de umas 3 colheres tomadas, Allora sentiu o poder do açaí , e devorou a tigela. Assim que terminamos, ouvi outro barulho mas dessa vez Allora  também tinha ouvido, novamente eu fingi que não era nada mas o barulho se repetiu. 


- Me diz que você não ouviu isso – Diz Allora. 


- Se for oque você quer ouvir eu falo mas... – Disse eu. 


- Deve não ser nada, vamos subir pro nosso quarto – Disse ela.


Fomos juntos e subimos a escada, Allora estava ficando no antigo quarto do Apolo que não fora mudado nenhum vez desde que ele se mudou. Eu fui pro meu e tentei distrair, falei um pouco com a Maraísa , pelo Skype, não tocamos em nenhum assunto amorosos ficamos conversando sobre a vida aleatoriamente por um tempo, mas logo ela teve que sair porque iria pra pizzaria com a mãe. Estava indo pegar um livro na instante quando as luzes se apagam, fico com medo, mas procuro meu celular e ligo a lanterna, rodei a luz por volta de todo meu quarto a procura de algo mais não encontrei nada, então iria deitar na cama  e esperar a luz voltar, mas antes eu precisava saber se a Allora estava bem. 


- ALLORA TA TUDO BEM?! – Gritei do meu quarto, esperei um tempo mas não obtive resposta , gritei o nome dela de novo mas não obtive resposta. 


Sai do meu quarto, e fui com a Lanterna iluminando todo o caminho, cheguei na porta do quarto do Apolo e bati, ninguém respondeu, então abri a porta. Olhei bem pro quarto havia uma cama bagunçada mas nada da Allora, ouvi barulho de torneira ligada, sai do quarto e tentei descobrir de qual banheiro vinha o barulho, era o do corredor, fui andando com muita calma, entrei no banheiro, e assustei com meu reflexo no espelho, fechei a torneira que alguém deixou ligada , e sai procurando a Allora, senti alguém passando por de trás de mim.


- Allora? – Perguntei só que dessa vez sem gritar. Nessas horas o ar fica mais denso e parece que tudo esta mais frio. 


Outro vulto se passou, tentei iluminar com mais rapidez, mas o vulto foi mais rápido, estava começando a imaginar que era coisa da minha cabeça, quando de repente ouço um grito ensurdecedor de Allora, pensei em ir ate ela, mas também estava com medo se fosse alguém , como que eu iria defende-la , ou ajudar em alguma coisa? Eu sou totalmente um peso morto. Fui correndo para o meu quarto , tranquei com a chave. Peguei o telefone e mandei uma mensagem de áudio por Talhes para ele vir correndo para minha casa, já estava de noite ele não estaria trabalhando, mas poderia estar na escola... mas corri o risco mesmo assim, pensei em ligar pra policia obviamente, mas eu iria arranjar muita confusão, primeiramente queria ter certeza que era alguma coisa... um grito não bastaria Caleb? Eu não sei de mais nada! Ela não respondia nenhuma vez que eu chamei porque? 


Não chamei o Nathan porque ele estava deveras machucado. Eu teria que tomar uma atitude consciente se em 25 min o Thales não aparecer eu chamaria a polícia. Thales nunca tinha vindo aqui em casa espero que ele acerta o endereço, também avisei que a porta estava aberta e ele poderia entrar e gritar o meu nome quando chegasse. 


Não demorou muito e Thales estava em casa, no exato momento que ele chegou as luzes voltaram desci correndo ofegante, e abracei ele sem ao menos olhar na cara dele direito. 


- Que que esta acontecendo ? – Perguntou ele rapidamente.


- A energia acabou, Allora não respondia, ouvi um grito te liguei, talvez devemos ligar pra policia – Disse olhando pro rosto dele. 


- Temos visita Caleb ? – Pergunta Allora, descendo das escadas . 


- Ta me traindo com uma mulher Caleb ? – Pergunta o Thales brincalhão .


- Mas... Mas... eu ouvi você gritar . – Disse eu , confuso e agora com um pouco de raiva. 


- Eu gritando, eu estava  dormindo no quarto, acordei com o menino gritando – Disse ela – Prazer Allora, noiva do irmão do Caleb.


- Ah sendo assim bom... Prazer Thales, algumas coisa duvidosa que não decidimos do Caleb – Disse ele referindo ao status duvidoso. 


Peguei o braço do Thales, subi correndo pro meu quarto e tranquei a porta, estava bufando, estava tremendo de raiva, porque ele estava fingindo? Ou eu imaginei tudo?  Eu estava bem? 


- Porque essa raiva toda ? – Thales perguntou. 


- Porque essa garota Ta fazendo um jogo comigo. – Disse eu parafraseando memes. – Eu ouvi ela gritando, eu ouvi. – Disse eu cruzando os braços . 


Ele chegou perto de mim, colocou uma das mãos na minha bochecha e com a outra puxou meus lábios que estavam semicerrados de raiva. Ele avançou para um beijo mas eu esquivei .


- Greve lembra? – Disse eu referindo ao pacto feito entre nos 3. 


- Você já parou pra pensar que esse pacto só possa confundi-lo ainda mais ? Se você não me provar como vai saber que me quer – Disse ele tentando seduzir 


- Eu não preciso te provar mais do que já fiz, para saber de certas coisas não é mesmo ? – Retruquei 


- Como se a gente tivesse terminado o serviço.... – Disse ele olhando pra minha cama. 


- Nananinanão. – Disse em protesto, oque não adiantou muito porque ele me pegou no colo e jogou na cama. Começamos a nos beijar de começo foi leve, fazia um certo tempo que não nos beijávamos , ele ainda estava de uniforme, nunca tinha visto ele num, ou num modelo tão basicão, ou sem camisa quase nu serve? O cheiro dele estava tão natural, eu mergulhava tentando fazer daquilo minha casa e meu porto seguro. Ele começou a fazer movimento com o corpo em cima de mim insinuando alguma coisa. Eu não ia terminar o serviço, acho que não estava no clima no dia, mas iria aproveitar o máximo dessas preliminares.  


As luzes se apagam de novo. Eu abraço o Thales forte, porem ele não para de me beijar ou de chupar meu pescoço, começo a dar murrinhos fracos na costa dele pra ele parar, mas ele não parava começou a acelerar o processeo, com isso eu dei um murro mais forte 
- O MANÉ EU QUERO QUE VC PARE. – Disse meio gritando . 


- COMO EU IRIA SABER PENSEI QUE ERA BATIDAS DE TESÃO! – Disse ele mordendo meu ombro. 


- As luzes se apagaram de novo – Disse eu cortando o assunto. 


- Não percebi estava de olhos fechados... – Disse ele tentando achar minha mão pra apertar. 


- Vou ligar a lanterna do celular. – Disse eu indo pegar o celular que estava perto da janela, quando chego e ligo a lanterna, avisto uma pessoa no meu jardim, abri a janela rapidamente criei coragem e disse. 


- QUEM É VOCÊ? – Disse colocando metade do meu corpo pra fora, mesmo estando na parte de cima do sobrado conseguia ver um semblante. – Pedro?? – Disse eu reconhecendo o rosto dele. – Eu sei que é você viri-se. 


- Oi Caleb – Disse ele , olhando com uma cara de inocente. 


- Que que você esta fazendo aqui essa hora? – Perguntei desconfiado , Pedro era meu vizinho então tinha motivos pra estar aqui certo?


- A energia no condomínio esta acabando toda hora, então eu vim na nossa árvore pensar em conversar um pouco, mas assim que subi avistei você com seu boy num momento intimo e não quis atrapalhar . – Disse ele abafando um riso agora. 


- Sua quenga – Me senti culpado por desconfiar de alguma coisa, ele era meu amigo desde de antes ele merecia um voto de desconfiança. 


- Eu vou lá... Não quero atrapalhar mais. – Disse ele por fim, mas ele estava mancando, de uma forma totalmente nítida, como se estivesse esforçando ao máximo pra estar em pé. Mais cedo eu estava sentindo alguma coisa estranha em relação a Allora, e agora estava sentindo também com o Pedro, mais de qualquer forma esperava que não fosse nada. Ate porque oque seria ? 


- Quem era? – Disse Thales chegando por trás. 


- Era meu amigo Pedro, ele estava nos EUA, mas esta aqui agora – Disse. 


- Hum, quando essa luz ira voltar? – Não faço a mínima ideia. 


Ouvimos outro grito dessa vez tão alto como antes porém mais rápido. 


- Você ouviu? – Eu disse, morrendo de medo da resposta dele for não. 


- Ouvi. -  Disse ele apertando minha mão fortemente. – Temos que ver se Allora esta bem. 


- Morra.. – Disse porque estava com muita raiva dela , mas refleti oque tinha dito e falei-  É temos que verificar . 


Saímos de mãos dadas e ambos com a luz do celular, fomos no quarto de Allora e ela não estava lá, começamos a descer as escadas, mas ouvimos vozes na parte de baixo da casa, Thales queria descer mais eu puxei o corpo dele mais forte que eu pude e comecei a correr ele vindo em minha direção também, puxei a cordinha da escada do sóton e subi com ele e tranquei a miniportinha, geralmente eu morreria de medo de subir aqui, mas eu já estava morrendo de medo lá fora também . 


- Devemos chamar a policia ? – perguntei ofegante. 


- Se tiver mais de uma pessoa la em baixo , eles podem querer algo, como recompensa ou simplesmente roubar mesmo, como não sabemos onde Allora está eles podem estar com ela, e se ouvirem barulho de policia, podem mata-la . – Disse Thales calmo. Não aguentava mais a palavra morte rodeando meu vocabulário. 


- Mas oque vamos fazer? – Perguntei. 


- Vamos esperar mais um pouco talvez , eles deixam claro oque eles querem, se eles realmente tiver com a Allora, eles devem saber que tem mais gente e casa – Thales disse. 


Ele sentou encostado na porta, e eu sentei entre as pernas dele, ele ficou me abraçando o tempo todo. Ainda bem que ele estava la, não queria passar por isso sozinho. Ouvimos mais um barulho , dessa vez de copos quebrando. Tanto a parede quando o chão do soton era bem fino, e ele também não era muito grande, geralmente servia para guardar todo e qualquer treco que não sabíamos oque fazer, a famosa disputa de lixo ou fica. 


Ouvimos passos na escada, parecia ser so de uma pessoa, ela andava muito calmamente, a cada passo que a pessoa dava, Thales apertava mais minha mão. 


- Desculpa ter feito você sair da aula – Disse pro Thales.


- Estamos prestes a morrer e você fala uma coisas dessas? – Disse ele rindo abafado com medo – Te amo. 


Queria responder mas por um segundo pensei se era o certo, antes de morrer de medo dos passos. 


- Caleb cade você ? – Allora disse calmamente. No mesmo instante eu me levantei para ir na Allora. Thales me puxou muito forte fazendo com que eu caísse e esbarrasse em um monte de caixas, vários papeis e pastam saíram do lugar. 


- Eu preciso ir lá – Disse colocando a mão na minha cabeça. 


- Não por que? – Disse Thales confuso – Pode ser uma armadilha, eles podem estar usando a Allora. 


- Agora não vai adiantar muito, com essa barulheira eles devem saber que estamos aqui, de qualquer forma.... Ela é quase da família, para o Apolo ela é da família... Não posso deixar ela sumir. – Disse com convicção. 


- Tudo bem ... – Disse Thales, acho que família era uma coisa que deveria significar muito pra ele, considerando seu passado. 


Fomos juntos pra escada, quando abrimos  a porta e descemos a escada do soton pra o corredor as luzes voltaram, e Allora estava no fundo do corredor olhando pro chão com a Luna na mão. Ela parou um pouco.... Depois olhou do nada em nossa direção. 


- Allora você esta bem?! – Corri em direção a ela. 


- Estou sim, Luna e o Alfredo tinham escapado da dispensa, ao tentar pegar eles, eu esbarrei num copo, e antes tinha levado um susto com o Alfredo pulado em cima de mim no escuro. – Disse ela sorrindo. 


- Isso tudo no escuro? – Perguntou Thales normalmente. 


- Sim, eu sou muito ligado ao Alfredo, fiquei pensando nele nesse escuro – Disse ela. 


- Mas e as vozes ? – Disse eu. 


- Que vozes, deve ser as vozes de cachorro que uso pra falar com eles. – Disse Allora. – Vou pro meu quarto estou meio cansada. 


- Okay Allora . – Disse eu gora bem grossamente. 


Fomos para o quarto de novo. 


- Eu não aguento isso... – Disse eu. 


- Realmente é muito estranho. – disse Thales. – Ou nos podemos ter confundido tudo, e imaginado coisas – Disse Thales


- Mas ela gritou da primeira vez, e quando eu questionei ela fez desdém – Disse com raiva.


- Ainda bem que não chamamos a policia – Disse ele .  Olhei para mão dele e havia uma pasta bastante escura e cheia de papeis. 


- Oque é isso na sua mão ? – Perguntei curioso. 


- Caiu varias caixas e papeis na sua cabeça aquela hora, essa parecia a mais grande, peguei pra tirar de cima de você, mas na correria nem soltei ela ate agora. – Disse ele, jogando ela na minha cama não se importando muito. 


Fui pra cama e abri ela na esperança de ser fotos antigas da minha família. Mas para minha surpresa não era foto, mas tinha algo haver com minha família mas eu não conseguia entender direito, havia varias folhas de jornais com noticiais, mas quase tudo que se lia estava rabiscado ou borrado, papeis cortados. Havia uma foto de acidente escrito o nome dos meus pais biológicos, num outro jornal estava uma foto de uma criança sendo levada na maca, era eu, eu queria saber mais estava em choque, mas eu não conseguia ler nada, a não ser o tema da manchete onde tinha o nomes do meus pais e dizendo “ CASAL DE ADVOGADOS ******** NA AVENIDA ****** “ as partes com ****  estavam rasuradas, eu comecei a chorar sem querer lembrado das coisas que tinha acontecido e como foi horrível receber a noticia depois, a adaptação e tudo... coloquei as folhas no peito e me senti culpado por lembrar deles tão pouco... por negligenciar a existência deles.


- Caleb... – Disse Thales como uma voz que eu nunca ouvi nada vida.  E mostrando um pedaço de folha, seus olhos estavam tremendo, assim como sua mão, ele parecia com raiva ao mesmo tempo triste. Peguei o papel na mão dele e estava escrito . 


 REGISTRO DE POSSE DE GUARDA 
SEXO : MASCULINO 
DATA DE NASCIMENTO : 12/04/97 
DOMINIO : ORFANATO FLOR DE LIS
‘’ 


Havia muitas mais coisas escrita no papel mas assim como o jornal todo rasurado ou cortado so isso que dava pra ver. Mas em baixo tinha um carimbo com o sobrenome da minha família , que era o mesmo nome do escritório de advogacia dos meus pais biologicos. 


- Eu não sei... não tem nome aqui – Disse por fim.


- Pode ser eu... eu nasci dia 12/04. – Disse Thales. – Oque isso esta fazendo aqui? – Disse ele afastando de mim.


- Eu juro pra você que não sei. – Eu estava tentando mostrar que essa era a verdade. 


Ele deu meia volta, e começou a sair de casa .Eu gritei o nome dele. 


- THALES ! – Estava tudo muito confuso. Eu queria abraçar ele e reconfortar mais eu também estava abalado. Tinha acontecido tanta coisa no mesmo dia, e eu pensei que não ficaria sozinho,mas estava... não culpava ele, só sei que nos dois queríamos uma coisa: respostas. 
 


Notas Finais


Primeiramente se você esta aqui, vc não me abandonou obrigado por isso e prometo ter seu voto de confiança.
Segundamente a explicação.
O ultimo capitulo que postei foi dois dias antes do meu niver, e três dias depois eu entrei na faculdade na tão sonhada faculdade, estou cursando ciências Biológicas, na Universidade Federal de Goiás , então eu estive bastante ocupado e como era o primeiro perido eu queria dar o maximo para não reporvar em nenhuma e eu estava começando uma etapa totalmente nova na minha vida e eu descobri varias coisas. Entre tudo isso, eu comecei a namorar SIM GENTE EU TO NAMORANDO, oque é um expereincia tbm totalmente nova, acabei mergulhando de vez nessa emoção desde de julho, o qual me fez não postar e ah, eu não tive ferias caso perguntem, a UFG tinha entrado de greve ano passado então não teve ferias. Entre isso tudo ainda, eu mudei de cidade e estou morando sozinho - no caso sozinho da familia - dividindo uma casinha com uma amiga, para ficar na faculdade, pq antes tinhamos quer ir de van numa cidade pra outra e tudo estava uma confusão, então os motivos eram faculdade, namoro e morar sozinho, e em meio a tudo isso também estava procurando emprego, além da dismotivação que da da vida mesmo em relação a historia.
Está num momento muito dificil da fanfic onde eu tenho que juntar todas as historias e misterios e eu ainda tenho que fazer ficar interessante, então tenha calma comigo que vai dar tudo certo.
No mais, eu amo vocês e peço seus perdão.


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