História Sombras de Gotham - Capítulo 11


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Categorias Batman, Esquadrão Suicida, Justiça Jovem, Liga da Justiça, Novos Titãs (Teen Titans)
Personagens Personagens Originais
Tags Batman, Drama, Liga Da Justiça, Romance
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Palavras 2.168
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


SEXTOU! E VOLTEI!
Eu sei, não me matem, mas as provas começaram, o Enem começou, começou a porra toda e fiquei sem tempo nem pra respirar, mas cá estou eu, com um capítulo quentinho pra vcs.
Espero que gostem, e já sabem: comentem sem medo, vejo tudo e respondo tudo, favoritem se gostaram, colem na testa, divulguem pros amigos, se não gostou, divulga pros inimigos pq né? Vai que eles gostem.
Perdoem o atraso de mil anos <3<3

Capítulo 11 - A história de James Gordon


Foi necessário fazer uma breve pesquisa antes de ir para a velha Gun’s Shot.  Encontrou todas as informações que precisava sobre as garotas na internet: nomes, idades, datas dos desaparecimentos e últimos lugares em que foram vistas. Tudo que precisou fazer foi entrar em um grupo online que reunia poucas pessoas preocupadas com a situação, como familiares, amigos e enxeridos. Ironicamente – ou nem tanto – todas elas tinham sumido na área mais pobre de Gotham.

 Imprimiu pequenos cartazes de “Procura-se” e um mapa, onde marcou os lugares onde cada uma das garotas foi vista por último – todos bares e casas noturnas. Pegou o que conseguiu reunir e foi até a antiga fábrica de armas.

 Dessa vez, evitou passar pelas janelas quebradas para não rasgar o uniforme que Gigi tinha remendado com todo o cuidado. Lá dentro, deparou-se com duas figuras saindo das sombras. Já sabia que era o morcego e o parceiro.

 - Chegaram cedo – Holly murmurou.

 - Por que nos chamou? – perguntou Batman.

 - Tenho que mostrar algo – respondeu, tirando uma mochila das costas.

 Tirou os cartazes que imprimira mais cedo e entregou-os nas mãos da dupla dinâmica.

 - Garotas desaparecidas? – perguntou Robin, analisando os papéis cuidadosamente.

 - Como não ficamos sabendo? – o morcego parecia indignado.

 - Eu também não sabia até hoje de manhã – respondeu Catgirl. – A polícia não está dando a mínima para isso, garotas somem o tempo todo em Gotham, e uma hora ou outra elas voltam, ás vezes vivas, ás vezes não. Além do que, a mídia está preocupada com casos mais “interessantes” do que meros desaparecimentos de meninas. Mas dessa vez acho que são mais do que garotas sumindo aleatoriamente.

 - Tem razão – falou o morcego. – Não estão sumindo aleatoriamente, todas desapareceram...

 - Nas terças e quintas-feiras, em bares e casas noturnas – completou Holly. – Eu sei, tem um padrão.

 Tirou o mapa da mochila e esticou-o no chão, fazendo com que os três se agachassem para enxerga-lo melhor.

 - Cada círculo aponta o último lugar em que as garotas sumiram – explicou Holly.

 Havia, basicamente, uma letra “C” formada por pequenos círculos que cobriam o mapa.

 - A última menina sumiu aqui, ontem – ela apontou para um dos círculos, onde, bem no centro, estava um bar chamado “Black Ice”.

 - A última terça-feira do mês – murmurou o menino prodígio.

 - Exato! Amanhã é a última quinta-feira do mês, sendo assim, mais uma menina vai sumir, e tenho o pressentimento que algo muito ruim vai acontecer no último dia do mês se não as encontrarmos.

 - Temos que seguir o mapa – falou Batman. – É provável que ela vá sumir bem aqui.

 O morcego apontou para o pequeno bar “Fishes”.

 - A questão é: quem está fazendo isso? – indagou o garoto.

 - Ainda tem dúvida que é um homem?! – ela perguntou irônica.

 - É um chute alto, mas não pode ser descartado. – falou Batman.

 - Como assim?

 Holly tinha certeza que era um homem, nenhuma mulher iria raptar garotas jovens dessa maneira predatória. Era um caçador, um selvagem insaciável, buscando por sexo, atenção, violência ou o que quer que fosse.

 - Pode ser um grupo, pode até mesmo ser uma mulher – respondeu o morcego.

 - Olha, posso até concordar com a ideia de um grupo, mas uma mulher? Por que diabos uma mulher iria ficar raptando garotas?

 - Venda de órgãos, tráfico de pessoas... – respondeu Robin. – Na verdade, tem vários motivos.

 - E vários suspeitos, visto que não temos pista de quem possa ter pego as meninas – completou Batman.

 Cerrou os punhos, sabia que não era uma mulher, tinha essa certeza em seu interior.

 - É um homem! – ela contestou. – Tem que ser um homem! É um daqueles caras que coletam garotas como troféus, só para descartarem elas depois. É jovem, bonito, do tipo que atraí as meninas, e tem lábia, sabe seduzir alguém.

 - Como tem tanta certeza? – perguntou Robin.

 - Eu apenas... sei. – respondeu, dando de ombros.

 Batman se levantou e encarou-os antes de dizer:

 - Novamente, tente não dar um chute tão alto. Amanhã vamos ao bar, vamos encontrar quem está fazendo isso e resgatar as meninas.

 Encarou o homem à sua frente e enxergou o herói de quem tanto falavam, o herói que salvava as pessoas e que corria riscos pelos outros. O herói sem medo de enfrentar o perigo em nome da justiça.

 Eles se levantaram e combinaram onde se encontrariam no dia seguinte e o local: ficariam em cima de um prédio bem em frente ao bar, de onde teriam uma visão panorâmica do mesmo.

 Antes de partirem, o menino-prodígio aproximou-se de si e perguntou:

 - Parece que esse caso é bem importante para você, não é?

 - É sim, e muito. Cansei de ver meninas inocente sumindo por aí e ninguém se importar, justificando que foram elas quem “pediram” para que isso acontecesse. Além do que, eu poderia ter sido levada.

 - Relaxa, vamos encontrar elas.

 Robin segurou seu ombro, acariciando-o de leve, como se tivesse medo da reação dela. Sentiu uma eletricidade correr por seu braço, quase como se tivesse levado um choque. Afastou o ombro e balançou a cabeça de leve, agradecendo pela consideração e carinho.

 - Precisamos conversar com o Gordon – falou o morcego, quebrando o silêncio constrangedor que se instalara ali.

 - Vou com vocês! – exclamou Catgirl.

 Ambos se entreolharam, e ela conseguiu ver um certo receio entre a dupla dinâmica.

 De qualquer jeito, sentia que precisava esfregar umas poucas e boas na cara do comissário.

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 Gordon esperava do lado do batsinal, onde havia sido aconselhado a ficar pelo Cavaleiro das Trevas. Fumava um cigarro e segurava um copo de café, dois vícios que definitivamente não abandonaria tão cedo.

 - Que feio! – exclamou uma voz feminina atrás de si. – Não aprendeu que fumar faz mal para a saúde?

 Ele se virou, assustado, e avistou três figuras nas sombras. A maior delas, Batman, se aproximou e, sem dizer uma única palavra, colocou um papel em seu peito.

 - Quero explicações Gordon – ele disse com uma voz mais sombria do que o normal.

 Gordon examinou o papel que lhe fora dado, abaixando os óculos, como que para enxergar melhor o que estava escrito ali.

 Era um cartaz que relatava o desaparecimento de uma garota.

 “Puta que pariu” pensou. Ficou sabendo daqueles desaparecimentos, mas com tantas coisas acontecendo, o Máscara Negra e as drogas, tinha deixado os sumiços das meninas de lado.

 - Eu nem sei como... – ele começou, tentando organizar as palavras em sua cabeça. Estava tão envergonhado.

 - Por que não estavam investigando isso? – perguntou o jovem aprendiz do morcego, saindo das sombras.

 - Estávamos tão concentrados na investigação da droga do Máscara Negra que deixamos esses casos para trás – ele se justificou.

 - Basicamente arquivaram os casos – completou Robin.

 - Não fizemos por mal, apenas pensamos que as meninas iriam reaparecer logo, quer dizer, esse tipo de coisa sempre acontece e...

 - Cala a boca, Gordon! – bradou a terceira figura com voz feminina.

 Catgirl se aproximou devagar, expondo-se à luz. Nunca tinha visto a menina tão de perto, sentiu-se como uma criança indo a um zoológico e vendo pela primeira vez os animais selvagens ao vivo. Era igualzinha à Mulher-Gato, a sua postura, o rosto, era apenas mais baixa e jovem.

 - Você ficaria sentado, fazendo nada, se fosse sua filha no lugar dessas meninas? – ela perguntou, raivosa, poucos centímetros de si.

 Se assustou com aquela frase. Como ela sabia sobre Barbara?

 - Como é que você... – ele começou.

 - Não importa como eu sei sobre a sua filha, o que importa é que eu fiz uma investigação completa em poucas horas, coisa que você e a droga da sua equipe não conseguiram fazer em quase um mês.

 Ia responder àquela pirralha com um belo palavrão se não fosse pelo morcego, que afastou a menina de si.

 - O que vocês sabem até agora? – perguntou o comissário, voltando sua atenção para Batman.

 - Apenas que todas elas desapareceram nas terças e quintas desse mês, em bares e casas noturnas.

 - Então se trata de um predador?

 - Talvez sim, talvez um grupo, ou até mesmo uma...

 - Você ainda tá com essa ideia estúpida de que pode ser uma mulher? – interrompeu Catgirl, cruzando os braços e encarando o morcego.

 Lembrou dos diversos momentos em que ele e Barbara discutiam, a filha ficava exatamente naquela mesma posição: braços cruzados, olhos estreitados e maxilar tenso.

 Tinha que admitir que a garota era corajosa por desafiar o homem, além do que, era engraçado pensar que metade dos vilões de Gotham tremiam só de ouvir falar no vigilante, mas uma garotinha se mantinha de pé, o contestando e encarando-o nos olhos que estavam por trás da máscara, feito uma criança emburrada e sem noção do perigo.

 - Quer dizer que existe um padrão? – James perguntou, tentando quebrar o gelo entre o Batman e a menina.

 - Aparentemente sim – respondeu o herói.

 Uma lembrança vaga surgiu em sua mente, um caso do começo de sua carreira, um caso horrível, exatamente com aquele mesmo padrão de dias e lugares, até o mesmo mês.

 - É um grupo! – James Gordon. – E para sua alegria, garota, não existem mulheres nesse grupo.

 Viu a menina colocar as mãos nos quadris e lançar um sorriso acusador para o morcego, como que dizendo: “Eu falei”.

  - Como assim? – perguntou Robin. – Que grupo é esse?

 - Investiguei um caso igual a esse no início da minha carreira.

 - Explique-se – pediu Batman. – E seja rápido, porque mais uma menina vai sumir essa noite.

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 Gordon contou-lhes que, quando ele ainda era jovem policial, tinha investigado uma sequência de desaparecimentos de garotas, todas aparentemente raptadas em boates e bares nas terças e quintas do mês de abril. Em 1° de maio, o corpo da primeira menina que tinha sumido apareceu na porta de um açougue. Ela usava um vestido branco, e quando o levantaram viram um símbolo parecido com uma cobra na barriga dela, mais tarde descobriram que ela tinha sido tatuada após a morte. O legista confirmou que a coitada tinha sofrido diversos abusos, físicos e sexuais.

 Temendo pelas vidas das outras meninas, James e seus parceiros correram contra o tempo, e durante uma visita a um bar, se depararam com um jovem garoto que possuía, na mão direita, o mesmo símbolo de cobra que tinham visto tatuado na garota morta. Depois de muita porrada o menino finalmente declarou que ele e seu grupo tinham raptado as meninas e ás trancado num galpão abandonando.

 Obrigaram-no a leva-los até o tal galpão, onde encontraram as outras meninas em estado deplorável: nuas, amarradas, com diversos tipos de ferimentos e desnutridas.

 Resgataram as garotas, elas deram seus depoimentos e voltaram para suas famílias, ainda extremamente abaladas. Mas o serviço ainda não tinha terminado. Fizeram com que o garoto desse o nome de cada um dos integrantes do grupo. Eles foram presos e obrigados a confessar o crime.

 Segundo os rapazes, eles basicamente compunham um grupo que acreditava no patriarcalismo e numa sociedade em que as mulheres não tivessem direitos e fossem tratadas como meros objetos. Para eles, matar e torturar as meninas era uma maneira de expor sua ideologia nojenta e doentia. A cobra representava a cobra que havia dado o fruto proibido à Eva, e supostamente, condenado os seres humanos a viverem fora do paraíso.

 Os garotos foram presos, mas o líder, Bone Cage, que era o principal responsável pelo rapto das meninas, nunca foi encontrado.

 Gordon esfregou os olhos por debaixo dos óculos, dizendo que um caso como aquele era difícil de ser esquecido.

 - Agora é sua chance de prendê-lo – falou Batman. – Monte uma equipe atrás do bar Fishes amanhã, ás 18:00, que é quando o bar abre. Aguardem meu sinal.

 - Também precisamos que nos entregue uma foto desse tal de Bone Cage – completou Robin.

 Gordon balançou a cabeça, completamente aturdido com a história que revelara a pouco. Concordou com o plano e voltou para seus afazeres – fumar e tomar café.

 Pouco antes de partir, Holly se despediu da dupla com um leve aceno de cabeça, agradecendo com um quase inaudível “Obrigado”.

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 A história do comissário ainda estava sendo digerida na sua mente, fazendo-a ficar zonza e com o estômago revirado quando entrou no apartamento.

 Correu até seu quarto, tirando todo o uniforme, guardando-o cuidadosamente e substituindo-o por um short e um moletom.

 Abriu o armário e pegou uma pasta recheada de papeis quase amarelados. Folheou cada um deles até encontrar aquele que queria.

 “Jovens libertadas pela Mulher-Gato” dizia o título da matéria de jornal. Selina não aparecia na foto da manchete, nela estava apenas um grupo de meninas com olhares assustados que se abraçavam e choravam.

 Lembrou-se da cena digna de um filme de terror que Gordon descrevera: garotas nuas, amarradas, machucadas e desnutridas.

 “Ele vai pagar” pensou Holly, com um ódio faminto crescendo dentro de si “ele merece apodrecer junto com aqueles outros vermes”.

 Sentou-se na cama, de pernas cruzadas, e releu pelo menos umas 3 vezes a matéria de jornal até adormecer.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, tá longo mas é o que temos pra hoje.
Perdoem novamente meu sumiço.


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