História Sombras do passado. - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Aventura, Mistério, Narusasu, Naruto, Revelaçoes, Romance, Sasunaru
Visualizações 444
Palavras 3.643
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Rob acredita que realmente fez todo o mal que dizem, ele não tem como se defender já que não se lembra de nada,todos o odeiam, ele está preso numa casa enorme, com estranhos que lhe desejam muito mal, como ele conseguirá viver assim? E Sasuke poderá acreditar que ele não está mentindo? Boa leitura!

Capítulo 2 - Sem compaixão.


Fanfic / Fanfiction Sombras do passado. - Capítulo 2 - Sem compaixão.

O rapaz se olhava no espelho, olhos azuis bonitos, tristes no momento, mas ainda assim bonitos, rosto pálido, olheiras profundas, cabelos loiros desordenados, o conjunto todo não parecia muito bom, juntando isso a sua altura, que ele julgava não passar de 1,60 não parecia nada bom, ainda mais agora preso numa cadeira de rodas, tentou se virar, mas ainda não sabia como faze-lo, odiava essa dependência toda.

-Olá, como se sente hoje?

-Oi, como sempre...Eu sou uma sombra, não sei nada, não lembro de nada e ainda por cima sou feio e baixinho...Reclamou se olhando de novo no espelho.

O médico riu, isso era o oposto da verdade, Rob era lindo, dono de intensos olhos azuis que conquistavam as pessoas de ambos os sexos, uma boca generosa e vermelha, pele sedosa e bronzeada naturalmente, ainda que agora pela falta de sol estivesse mais clara, cabelos de um tom quase dourado, ele era lindo, tinha curvas redondas e acentuadas na medida exata da perfeição, e o fato de ser pequeno era um charme a parte, todos queriam mima-lo e protege-lo, acontecia agora mesmo com Itachi, ele o queria proteger e por isso protelava para manda-lo para a casa.

-Não te acho feio, na verdade você é lindo, todos caem de amores por você, fez um belo estrago por aqui durante o ano em que ficou vivendo nesta cidade.

O pequeno loiro se encolheu, sabia que o estrago tinha sido ruim.

-Dr. Itachi me perdoe, eu sei que fiz coisas ruins, eu fiz seu noivo ir embora e sinto muito por isso, sinto muito...Rob começou a chorar, chorava por ter sido uma pessoa ruim, por não se lembrar, por que sabia que iria embora hoje e seu destino não parecia nada bom.

-Ei, pare de chorar, está tudo bem...Ele não me amava como eu o amava, encontrarei alguém um dia...Mas agora pare de chorar, temos que arruma-lo, hoje você vai para a casa, é uma bela casa, fica nas montanhas, o clima é fresco, a terra é linda, vai se recuperar muito bem por lá, abaixo tem um belo vale e depois descendo uma rua pavimentada estará na praia, o mar está lindo nessa época do ano.

-Não acho que verei nada disso, estou preso nessa cadeira de rodas...E eu nem sei me mover direito nela. Disse Rob triste.

-Bom, como eu disse, talvez exista ainda uma chance, precisa ter confiança, fazer a fisioterapia corretamente e quem sabe? Calma, sossego e logo ficará melhor, aprenderá a mexer com essa cadeira com o tempo, não se preocupe tanto, meu irmão tem muitos empregados, eles poderão te ajudar.

-Hum...Fazendo uma nova conquista meu marido infiel? Disse a odiosa voz na porta. Isso fez Rob tremer, ele tinha medo deste homem, um medo irracional e só de pensar em ir viver com ele era assustador demais, quase pediu para ir viver na cadeia.

-Sasu...Pare com isso, já está se mordendo de ciúmes de novo? Disse Itachi rindo e dando um aperto nos dedos gelados de Rob antes de sair de perto dele.

-Tudo pronto? Posso levar meu marido para casa? Ou vai colocar mais algum empecilho irmãozinho? Disse Sasuke fazendo uma careta.

-Nenhum, apenas...Seja razoável e lembre-se da sua promessa.

-Certo, eu me lembro. Respondeu Sasuke caminhando até a cadeira de rodas do hospital e a empurrando, não sem antes sussurrar no ouvido do seu pequeno ocupante.

-Está em minhas mãos agora Rob, comporte-se.

O tremor que sentiu não passou despercebido pelo homem que riu debochado de seu medo, saindo pelo corredor frio do hospital e se dirigindo até um carro preto estacionado em frente ao hospital, depois ele se virou e analisou o loiro detidamente.

-Baby, vou pega-lo no colo, essa cadeira é do hospital e como eu esperava que voltasse a andar logo ainda não providenciei uma para você, mas não se preocupe, sou bem forte, posso carrega-lo um pouco, seja bonzinho e levante os braços meu pequeno infiel.

Rob mordeu os lábios nervoso, mas obedeceu, não tinha escolhas, assim se sentiu ser pego nos braços pelo homem que descobriu ser bem forte, pois ele não parecia mesmo se incomodar com seu peso, logo foi acomodado no banco do carro, o cinto foi passado sobre seu corpo e o homem se sentou no banco ao seu lado, ligando o carro e saindo do hospital, a estrada era longa e vazia, o silencio era ruim, mas Rob tinha medo de falar algo, tinha medo até de respirar mais forte e levar uma bronca.

-Está tão calado Rob, isso não se parece me nada com você, está realmente levando a sério essa farsa não é? Quer ouvir música? O mais alto disse, um sorriso irônico a brincar nos lábios quando ele ligou uma música qualquer se voltando a direção.

-Ficou com medo de andar de carro meu pequeno?

-Talvez...Talvez um pouquinho...Disse Rob meio nervoso, notando que o homem acelerava consideravelmente a velocidade do carro.

-Sempre gostei de dirigir, adoro velocidade, espero que não se importe...Ele riu enquanto o velocímetro marcava quase 180, o coração do jovem disparou e suor frio brotou em suas mãos, ele tremeu, lembranças truncadas de vidro quebrando e gritos em sua mente confusa, num relance suas mãos voaram para as do motorista, se agarrando nele.

-Por favor pare! Por favor! Implorou.

-O que é isso baby? Sempre gostou de aventura, me dizia que eu era um velho, você queria aventuras, velocidade, lembra-se do meu avião? Você me implorava para fazer manobras arriscadas com ele, lembra Rob??

-Não! Eu não lembro! Por favor!! Pare! Gritou e apertou as duas mãos na cabeça, a pressão o fazendo ficar atordoado, o medo o paralisando ainda mais, lágrimas descendo do rosto sem controle, podia ouvir os soluços mas não sabia que eram seus, então o carro parou, o homem desceu abruptamente e andou revoltado na frente do carro, xingando alto, chutando as pedras da estrada, após alguns momentos ele entrou no carro, batendo a porta com violência, fazendo Rob pular no banco e se encolher.

-Desculpe baby...Desculpe, vamos para a casa, nossos empregados estão esperando ansiosos, uns mais que outros.

Rob enxugou as lágrimas na manga longa de sua camisa, não tinha gostado dessa afirmação sobre os empregados, era algo ruim, tinha certeza, mas pelo menos o viagem foi melhor, ele reduziu a velocidade e trafegou calmamente pela bonita paisagem da montanha, que se descortinava bela a sua frente, verde e azul a se destacar no horizonte.

-É tão bonito aqui...Ousou dizer Rob, aturdido com a beleza da paisagem.

-Você odiava esse vale, a distancia da cidade e das suas novidades, do comercio e dos possíveis amantes...

Sasuke disse isso de forma casual, Rob corou de vergonha, ele devia ser uma vadia ao que tudo indicava, mas ouviu a risada bonita de seu suposto marido.

-Curioso...Nunca antes o vi corar, isso é uma bela novidade...Uma pena ser tudo uma sórdida mentira, você realmente é lindo, mas fica ainda mais lindo corado assim.

Rob se sentiu quase nu perante essas palavras, era tão constrangedor essa situação.

-Realmente somos casados?

-Sim, realmente somos, apesar de termos nos casado em Las Vegas, numa daquelas capelas com temática cafona e tudo mais, nossa lua-de-mel foi ali, numa suíte cara e linda, e você meu amante querido não teve um pingo de falsa timidez ao realizar todas as fantasias dessa sua mente pervertida.

-Oh...E-eu...E-eu não sei...Não me vejo fazendo nada disso. Disse sinceramente Rob torcendo as mãos nervoso.

A risada de Sasuke foi pura e linda, arrepiando os cabelos de Rob, esse homem era impiedoso, e absolutamente charmoso, e tudo que ele representava assustava Rob intensamente, mas mesmo assim...Mesmo assim o seduzia, sua pele, seus olhos negros...Sem querer se pegou o analisando, até que o outro percebeu.

-Que foi? Com saudades de meu corpo? Do que sei que você gosta? Apesar de sua situação meu irmão disse que podemos fazer sexo, só me pediu para ser mais paciente com você, porém não está proibido, e isso é bom não é?

O calor que subiu por seu corpo o fez fechar os olhos, lágrimas quentes se romperam, ele não queria ir para a cama com aquele homem desconhecido, ele o admirava isso era verdade, mas o temia acima de tudo, e sua situação...Não podia se imaginar fazendo sexo, lá no fundo de sua mente imaginava-se fazendo amor com alguém muito especial, mas isso não era uma lembrança, era um sonho.

-Por favor não diga isso...E-eu não tenho condições...Eu não me lembro nem sequer de ter feito isso antes...

Novamente a risada cínica, seca, dura.

-Ah...Mas você é perito em sexo meu pequeno pervertido, suas conquistas são bem lembradas ainda, eu ainda me lembro...Não será essa pequena situação que lhe dará freios, você é uma puta, sempre será, mas eu vou encarcera-lo agora, não terá como fugir de mim e me trair com mais ninguém, essa sua limitação talvez seja uma providencia divina a restringir sua beleza erótica.

Rob não falou mais nada, se calou, ele devia ser mesmo tudo isso, mas não acreditava, ainda não, porém chegaram a casa, e que casa! Uma linda mansão no alto de uma elevação, de onde se via todo o vale e o mar abaixo, onde ondas quebravam na areia e nas rochas, alguns empregados esperavam do lado de fora, Rob analisou a casa, mas tinha certeza de nunca te-la visto na vida, Sasuke deu a volta no carro e abriu a porta, depois o pegou nos braços, ele sentiu o calor do corpo do outro e envergonhado fechou os olhos, novamente corado e tímido.

-Peguem as coisa dele, os remédios e levem ao meu quarto, preparem um banho. Sasuke dava ordens e eles obedeciam, nenhum sorriu ao jovem Rob, pareciam o odiar profundamente e não escondiam isso.

-Realmente não tem cadeira de rodas aqui?

-Não, por enquanto não, porque meu querido? Pretendia passear por aí?

-Claro que não...Mas como eu farei para ir ao banheiro, para ir a cozinha se tiver fome?

-No momento eu te levarei, providenciarei uma cadeira logo, não se preocupe, até porque te levarei comigo a empresa em breve, vai aprender a trabalhar um pouco, espero que possa dar conta, sou exigente com meus subordinados.

"Na verdade, apesar de ter visto os muitos exames de Rob, e ter falado durante horas com Itachi ele ainda não acreditava que Rob estivesse realmente nessa situação, ele acreditava que era uma mentira cínica do jovem loiro, que ele se cansaria desse joguinho de ser levado para todos os lados nos braços, ele acabaria cedendo e voltaria a andar, essa era sua real natureza, enganar e mentir."

-Mas aqui ir a cozinha seria realmente complicado...Sasuke disse subindo um lance de escadas em espiral aparentemente sem ligar para o peso em seus braços.

Abriu a porta de um quarto enorme, muito bonito, com uma cama gigante no centro, depositou Rob na cama e ajeitou os travesseiros em suas costas.

-Bem vindo a sua prisão meu pequeno infiel.

Rob sentiu mesmo que vivia em uma prisão agora, suas pernas não o levariam para lugar algum, e dependia daquele homem arrogante para tudo, até mesmo para ir ao banheiro, era muito humilhante, mas ele provavelmente merecia este destino.

Uma mulher entrou no quarto trazendo os remédios de Rob, os colocou na mesinha ao lado e se voltou ao banheiro, fazendo algum barulho ali, provavelmente arrumando o banho.

-Sasuke, quem é a mulher? Posso saber o nome dela?

O moreno se virou e o encarou pensativo antes de responder.

-O nome dela é Rosa, não espere compaixão dela, graças a você o irmão caçula dela foi deportado para o México.

-O que eu fiz? Porque fiz isso? Perguntou Rob nervoso.

-Tentou conquista-lo e quando ele não aceitou suas investidas por respeito a mim, você chamou a imigração, como ele era ilegal no país não tive escolha, eu o entreguei as autoridades, pagando uma pesada multa por isso, fui investigado por meses devido a essa denúncia que deixou bem claro ter partido de você.

Rob torcia as mãos, ele era um monstro sem coração, não admirava Sasuke o odiar tanto, e todos o olharem com tanta mágoa.

Rosa saiu do banheiro com uma toalha nas mãos, sem olhar para Rob avisou que o banho estava pronto.

-Chame Ravier, ele deve ajuda-la a dar banho em meu...Marido, não deixe Ravier toca-lo na banheira entendeu? Apenas leva-lo até lá e despi-lo.

Rob corou profundamente a menção de outra pessoa a toca-lo e despi-lo, no hospital foi o próprio Itachi quem fez isso, apesar de Rob ter certeza que ele fazia isso para ajuda-lo a se reequilibrar e sempre era tão profissional que ele não se sentia tão constrangido, mas ali...Isso era bem diferente.

-Sasuke, você é meu marido...Por favor não me deixe com estranhos eu...Ficarei constrangido, por favor...

Rosa o olhou com certo nojo no olhar, e logo um outro homem entrou no aposento, era alto, truculento e forte, o tipo de homem que podia carregar fardos e fardos de feno sem se cansar, usava uma calça jeans surrada e camisa xadrez velha, tirou o chapéu assim que entrou.

-Senhor Sasuke.

-Ajude Rosa a dar banho em meu querido marido, ele está como pode ver inválido e necessita de nossos cuidados.

Rob abaixou o olhar, sabendo que sua opinião não tinha valor ali, e se preparou para o inevitável, sentiu o homem ao seu lado e ele foi levantado da cama e levado ao banheiro, onde foi sentado num banquinho, Rosa não o encarava, mas Ravier o olhava intensamente, com um sorrisinho de canto, suas mãos duras trabalhavam rapidamente o despindo e em segundos estava nu, tremia de vergonha, mas se mantinha quieto, não adiantava reclamar, foi colocado na banheira e Rosa o esfregou severamente com uma bucha vegetal, lavando seus ferimentos sem nenhum cuidado, alguns sangraram na água quente, e ele deixou lágrimas rolarem, mas ficou quieto esperando tudo terminar, ela lavou seus cabelos como a mesma brutalidade natural, mas o banho terminou e ele sentiu as mãos duras novamente a vesti-lo com um pijama de seda azul, logo estava na cama, perfumado do banho e dolorido nos ferimentos, tremia ligeiramente.

Sasuke voltou ao quarto e estava arrumando uma bandeja quando notou sangue manchando de leve a manga do pijama, olhou interrogativamente para Rob.

-Seus machucados não deveriam sangrar não é?

-Os curativos foram arrancados no banho, a água estava um pouco quente e sua empregada tem mãos firmes...Mas eu acho que mereço isso, então você deve estar contente com a minha dor.

Sasuke ficou ligeiramente pálido, colocou a bandeja de lado e rumou ao imenso closet ao lado, voltou com um pijama limpo, toalhas e uma caixinha de curativos nas mãos.

-Desculpe Rob, as pessoas aqui podem ser duras como a terra que as protege, mas eu não deixarei que isso se repita, lhe darei banho amanhã, por hora alguns curativos devem ajudar e vamos trocar essas roupas, não quero que digam por aí que maltratei meu marido inválido isso iria estragar minha reputação. Rob estivera por um breve momento contente, imaginando que talvez Sasuke não fosse completamente insensível, mas notou que mais uma vez estava errado, aquele homem se preocupava com sua imagem, e maltratar alguém em sua situação era ruim para ele.

Surpreendentemente Sasuke o trocou sem falar nada ruim sobre ele, o vestiu rapidamente quando notou sua vergonha em ficar nu e colocou curativos em cada pequeno ferimento aberto, depois lhe deu uma suave sopa de legumes e alguns comprimidos para dor que foram receitados por Itachi, e assistiu seu pequeno marido dormir em segundos depois de limpo e alimentado.

O coração ferido de Sasuke estava doendo, mas ele não entendia essa timidez e essa falsa bondade, tudo em Rob exalava docilidade, bondade e submissão, totalmente diferente do Rob egocêntrico, sexy e ninfomaníaco de antes, isso era enervante, porque não podia mais maltrata-lo, não sem seu coração doer por isso.

Desceu e rumou a cozinha, onde Ravier bebia café e Rosa lavava louças.

-Eu mandei dar banho nele e não machuca-lo, não me interessa o que ouve antes, ele está ferido, inválido e sem memória, não o maltratem ou serão severamente punidos.

Não ouve respostas, mas ambos sabiam que o patrão falava sério.

Rob sonhava, em seus sonhos ele discutia consigo mesmo, era uma briga muito séria, seu outro eu usava cabelos negros, na altura dos ombros, vestia roupas justas e pretas, com botas lindas e caras, tudo nele era caro e de grife, mas ele tinha um olhar vazio. Rob acordou assustado, ouviu os passarinhos cantando, já era de manhã, se perguntou quando alguém viria para ajuda-lo, mas não tinha certeza de nada ali naquela casa, sabia que tinha que tomar remédios logo pela manhã, após o café, e já sentia dores pelo corpo todo, se pelo menos pudesse ter uma cadeira de rodas seria possível ir ao banheiro e talvez pegar os remédios que estavam muito longe da cama numa mesinha perto da janela, analisou o ambiente detidamente, já que não tinha nada mais para fazer, era um quarto enorme, com janelas grandes e cortinas num tom horrível de verde escuro, todos os móveis eram muito bonitos, mas parecia faltar algo aquele ambiente tão sem vida, desviou o olhar e o pousou em um sofá amplo e aparentemente macio e então notou o homem dormindo nele, segurava um livro nas mãos e estava com as pernas cobertas por uma manta.

Rob se acomodou melhor na cama, tentando chegar mais para perto da beira, queria poder ver melhor seu marido, analisar seus traços, quem sabe poderia ter algum lampejo de memória? Olhou por algum tempo o belo homem, era jovem, forte, másculo, podia notar os músculos do tórax pela fenda da camisa aberta, a sugestão de uma tatuagem ali, mas não sabia o que era, subiu o olhar até os olhos...Negros, o observando e quase morreu de susto, levando a mão trêmula ao peito.

-Bom dia Rob, seus instintos estão falando mais alto? Está precisando de um homem?

Rob quis chorar, mas apenas se preparou para mais um dia de infindáveis acusações e maus tratos, sabia que Sasuke o queria provocar e ferir o máximo que podia, e certamente não podia culpa-lo, se ele fez tudo que diziam então era um tremendo filho da puta mesmo e merecia sofrer.

-Ficou caladinho? Isso é tão estranho vindo de você, não entendo esse joguinho, mas acredite eu vou entender, dessa vez estou preparado para tudo, não vai conseguir me enganar uma segunda vez.

Sasuke se levantou e se espreguiçou, depois rumou ao banheiro e após alguns minutos voltou, pegou seu marido nos braços e o levou ao banheiro, o deixando sozinho por uns momentos, depois voltou sorridente e ligou a água da banheira, se despindo ali mesmo e indo na direção de Rob sem o menor constrangimento.

-Sasuke, o que está fazendo?

-Essa banheira é enorme, vou dar banho em você e tomar meu banho também, começaremos o dia limpinhos e perfumados, a não ser que queira a companhia de Ravier e Rosa de novo. Disse Sasuke sorrindo de modo malévolo.

-Não, não quero...Se resignou Rob, logo dentro da água quentinha e cheia de espuma perfumada, desta vez não foi tão ruim, Sasuke não fez nenhum comentário, a não ser sobre seu cabelo.

-Gosto de sua cor natural de cabelos, eu nunca gostei do tom escuro que jogou nos seus cabelos, você me disse que realçava seus olhos azuis, mas na verdade eu os acho mais azuis agora, como não está em condições de mudar sozinho não vou deixa-lo tingir os cabelos de novo, eu prefiro assim, loiros e rebeldes.

Após o banho Sasuke tentava escolher as roupas jogando sobre a cama peças caras e aparentemente chiques, na opinião de Rob eram demasiado para ficar em casa ou mesmo sair na rua, eram roupas de festas, no final ele optou por uma calça creme social, e uma camisa azul escuro de mangas longas, sapatos pretos novos.

-Hum, essa camisa está um pouco grande, terei que dobrar a manga,e a calça também está, será que errou o numero ao compra-lo? Perguntou Sasuke, como se Rob pudesse saber a resposta.

Na hora de calçar os sapatos, Sasuke ficou intrigado.

-Rob todos os seus sapatos estão ligeiramente maiores.

-E-eu devo ter perdido muito peso no hospital não é? Me desculpe por isso, mas não me importo, não está machucando.

Sasuke terminou de vesti-lo e lhe entregou um pente o sentando na frente do grande espelho de uma penteadeira de madeira antiga, repleta de perfumes caros.

-Sei que demora uma eternidade para se aprontar, mas hoje tenho uma reunião de negócios e você vai comigo, então peço que não demore muito...

Mal tinha falado isso, Rob deixou o pente de lado e passou os dedos nos cabelos, pegou o primeiro vidrinho de perfume que achou e borrifou um pouco nos pulsos.

-Estou pronto Sasuke.

O moreno tentou responder, mas estava aturdido com isso, esse pequeno ser era o melhor ator de todos os tempos, ou então? Não ousou pensar numa alternativa, não podia se deixar levar.

Sasuke desceu com ele nos braços e foi até a cozinha onde o colocou sentado numa das cadeiras, Rosa serviu chá e biscoitos, também colocou ovos, bacon, torradas, suco de laranja e café na mesa, havia também um pequeno bolo ainda quente, geleias, patês, presunto, queijos e frutas.

-Sirva-se. Disse seco Sasuke.

Rob se serviu de bacon e ovos, e um copo de suco de laranja.

Sasuke o analisava o tempo todo, era enervante isso.

-O que foi? Perguntou irritado Rob.

-Não está mais fazendo regime? Só comia uma fruta pela manhã e agora comeu bacon e ovos?

-Eu posso não ter memória alguma de nada, mas eu sei que adoro bacon e ovos, e aparece que eu perdi peso, talvez seja bom comer bem.

Rosa olhava seu patrão aturdida e Sasuke a olhava de volta ainda pior.


Notas Finais


E então alguma ideia nova gente? adoei as teorias de todos, todo mundo está perto da verdade. Coitadinho do Rob não é?


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