História Sombras do sucesso - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), HyunA
Personagens HyunA, Jungkook, Personagens Originais
Tags Agências, Trainees
Visualizações 26
Palavras 1.936
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


O capítulo mais difícil de escrever da minha vida, divirtam-se.

Capítulo 10 - Execução assistida


Sem dizer uma palavra, se segurando para não começar a chorar igual uma criança, Yuna foi até os fundos da sala de medicação e pegou as malas, exatamente três, bem altas e de rodas, pretas e discretas. Depois, ela guardou o bisturi em sua bolsa, e a seringa em um refil de material cirúrgico, do qual colocou em uma das malas.

Com tudo pronto, começou a sair da sala de medicação e passara pelo médico durante o percurso, que apenas ria da cara da enganadora e a acompanhava com os olhos. Tentando ignorar aquele cara, Yuna saiu da sala com todo o seu material e foi em caça de sua professora.

Andou pelo refeitório no segundo andar, pelas áreas de convivência do primeiro, pela sala de ensaios coreográficos no lado leste do terceiro andar, e por fim, decidiu procurá-la no subsolo, perto de onde a festa tinha acontecido. Ela andava pelas escadinhas com imensa dificuldade, por causa das malas, que mesmo vazias, eram pesadas.

Passou pelos arredores externos do prédio da piscina, e enquanto estava já do outro lado da mesma, próxima à entrada dos fundos, viu uma espécie de enfermaria improvisada, consistida em barracas montáveis. Provavelmente, para cuidar de algum caso grave que ocorresse na festa, todavia, pareceu não ter adiantado nada, pois, o número de pessoas debilitadas depois de tudo era bem alto, e não havia sinal de pessoas ali dentro.

A enganadora andou vagarosamente até aquelas barracas, quando ela estava uns dez metros delas, ouvira alguém pedindo ajuda:

— Alguém... Me ajude. Tudo está doendo...

‘É a professora... ’. — Constatou Yuna, apenas ao ouvir a voz de Min, que era bem conhecida para a moça.

Então, com as pernas tremendo, a enganadora foi até a barraca de onde vinha o som, ao entrar notou que tudo que tinha ali era a professora deitada em cima de uma maca, completamente fora de si. Ao ver a garota, a professora disse:

— Quem... É? Yuna... É você?

— Sim. — A garota respondeu friamente. — O que aconteceu com você? Exagerou na festa?

— Que festa? Ele está... Voltando. Sua prisão... — Min tossiu quatro vezes, de forma pesada. — Está se erguendo. Os senhores do vazio, reavivarão seu controle.

— Você está tendo apenas alucinações... — Disse Yuna, pegando a seringa da mala.

— Não... Esse mundo é uma alucinação... Você... Não entende. A Sorte não está conosco... Está contra! — A voz da professora ia enfraquecendo.

Com a seringa em mãos, Yuna rasgou sua pulseira e a usou de amarra no braço da professora. Como ela tinha uma noção básica de como fazer aquilo, ela injetou a agulha com cuidado e disse para a professora:

— Todos os seus delírios, e a dor passarão. Não vai durar muito tempo.

Rapidamente, Min ficou sonolenta, mas, antes de cair em um sono profundo, alertou a enganadora:

— Você... Não tem... Mais... Salvação.

Quando ela estava adormecida, Yuna recebeu a pior companhia possível para acompanhá-la no processo: A Sorte, que apareceu ao lado da enganadora, no outro lado da cama, e já começou a brincar com a cabeça de Yuna:

— Não achou que eu ia perder isso, né? Tudo bem que as guerras por aí que ando causando estão divertidas, todavia, nada é melhor do que te ver tornando-se um verdadeiro monstro...

— Você... Seu maldito. — O ódio no olhar e palavras da enganadora era visível. — Olha a merda que está me obrigando a fazer.

— Deixe de ser mal-educada. Pegue o bisturi, irei te ajudar com os cortes, a precisão que quero é muito aquém do que a senhorita conseguirá fazer.

Yuna começou a chorar, como nunca tinha feito antes, levando as mãos ao rosto e acenando negativamente, olhando para o chão. Aquilo era demais para a garota, mas não tinha como voltar atrás, estava à mercê da vontade daquele demônio em forma de humano. Impaciente com a demora da enganadora, a sorte a ameaçou:

— Eu tenho todo o tempo do mundo, posso ficar te assistindo por dias. Já você deve terminar isso antes que seja você no lugar da senhora aí. A escolha é sua, como sempre digo. — A Sorte esboçava um largo sorriso.

A enganadora, contrariada, pegou o bisturi na mala. Ela tremia tanto que parecia que o aparelho ia cair a qualquer momento, a cada segurada de choro, ela fazia movimentos mais bruscos com as mãos. Nem mesmo a Sorte que já tinha presenciado todo tipo de sofrimento humano, ficava surpreendida com o arrependimento da garota.

Era possível ver na aura da moça.

Mas, ainda querendo se divertir, A Sorte deu a volta na cama, foi para trás da enganadora e pegou na mão dela, dizendo:

— Vamos lá, garota. Faça o que eu mandei, irei te indicar tudo... Primeiro estabilize essa mão, sua medrosa. Tente pensar em quanto já odiou essa garota, ela desobedeceu ao acordo que fizera comigo...

Então, estabilizando a mão da moça, Yuna começou a cortar o pescoço da professora, como o aparelho era de diamante, cortava com uma facilidade incrível. Não demorou mais de segundos para o sangue começar a jorrar como água, a enganadora chorava sem parar e segurava a ânsia de vômito e o mal-estar que vinha de todo o seu corpo.

Progressivamente, a ferida ficava maior e mais feia, depois de algum tempo, ela chegou ao osso da coluna. Mesmo querendo parar, toda vez que sua ficava mole, a Sorte a empurrava, para continuar com o corte, enquanto ele indicava usando sua força aonde ela deveria prosseguir.

O pior momento dessa tortura psicológica foi com certeza, quando a cabeça desprendeu do corpo. Yuna deu um grito, que fora imediatamente abafado pela sorte, aquela cena fixou-se na mente da enganadora de tal forma que o seu segundo reflexo depois de gritar, foi tentar correr, que também fora impedido pela Sorte.

— Agora a parte difícil já foi. Braços e pernas agora. Pare de chorar, sua puta! Você quem pediu por isso. Seu sucesso está lhe esperando, apenas faça o que te mandei e pare de tentar fugir, engole esse choro ou te faço perder a cabeça também.

Yuna respirou fundo e fez o que a Sorte lhe mandara. Repetindo o processo para todos os membros, com aquela insanidade terminada, aquele homem lhe disse:

— Parabéns, coloque tudo nas malas, eu as levarei.

— Para... Onde? — Perguntou Yuna, engasgando com o choro.

— Não te interessa, vadia. Apenas obedeça. — Disse a Sorte, em tom de ordem.

E assim a garota o fez. Completamente enojada colocou todos os pedaços nas malas, que eram seis ao total, de qualquer jeito. Quando tudo estava terminado, a Sorte estalou os dedos, fazendo as malas, a barraca, e as macas, desaparecerem.

Com apenas os dois, um olhando ao outro no pátio perto do prédio de onde teve a festa, a Sorte arrancou o relógio do sucesso de sua mão e disse a garota:

— Aqui está. O relógio que trará todo o sucesso do mundo... É seu, minha princesa. — A Sorte deixou de ter a forma humana e voltou para a demoníaca. — Caramba, parece que meu traje está vencido, que pena.

Yuna não conseguia nem erguer a mão para pegar aquele objeto que o demônio lhe oferecia, sorrindo sarcasticamente. Depois de alguns instantes, ela conseguiu agarrar o relógio, ainda trêmula, quase desmaiando.

— Sua mão está gelada, garota. Muita emoção foi? — A Sorte deu várias gargalhadas. — Agora tem o que sempre quis, o mundo é todo seu.

A enganadora continuava sem dizer uma palavra sequer, apenas olhando para o vazio, traumatizada em níveis severos, quase entrando em catatonia. Vendo o estrago grave que causou na mente da garota, o demônio parecia ficar cada vez mais feliz:

— Acho que exagerei, mas você ficará bem. Não tem uma pessoa nesse mundo que não ficará feliz podendo ter tudo que quer com um simples relógio. De fato, nunca vi alguém chegar tão longe assim! Se eu tivesse uma guitarra tocava uma música de comemoração para ti. — Como a menina não reagia a nada, ele perdeu o interesse e finalizou. — Ah... Que saco, já que não vai falar... Vemos-nos por aí... Mais cedo do que você pensa.

A criatura desapareceu no ar, deixando Yuna sozinha ali. A garota ficou estática por uma hora inteira, até cair no chão, chorando e vomitando ao mesmo tempo, tremendo de forma severa. Ela passou todo o dia naquele estado, sem que ninguém a ajudasse. Até que perdeu a consciência.

A noite veio e passou, dando lugar a um novo dia. A grande sexta-feira. Yuna acordava aos poucos, tentando se recuperar daquele trauma de proporções inimagináveis, enquanto levantava, afirmava para si mesma:

‘Isso foi apenas um pesadelo... Não aconteceu nada de verdade’.

Mesmo que o relógio, já fixado em sua mão, dissesse o contrário. A garota conseguiu bloquear aquela memória, associando-a a um pesadelo terrível, era incrível como ela realmente acreditava naquilo. Passou a mão no rosto e viu que não havia sangue, e nem sequer um vestígio do que acontecera ontem.

‘É... Foi apenas um sonho, Yuna... Aquela coisa só quis brincar com minha cabeça para dar o relógio, sim foi só um truque barato’. — Reafirmou em sua mente.

Com a lembrança completamente bloqueada, ela caminhou entre os corredores e andares da agência. Andava quase como um zumbi,enquanto tudo tinha voltado ao normal, os outros trainees andavam normalmente pelas instalações. O que era estranho para a garota, pois estava tudo vazio na quinta-feira. Tentada a descobrir se aquele relógio funcionava, ela foi até seu quarto. Sentou-se na cama e o girou em apenas dez minutos voltado para ela.

Não demorou mais de dois segundos para os alto-falantes da escola anunciarem algo, querendo ouvir o que era, a garota saiu correndo até o pátio de convivência, onde todos os outros alunos também estavam. Era Chin-Hwa, que dizia:

— Prezados alunos, eu, o representante da agência YK, tenho o prazer de informar que ocorrerá nesta tarde a apresentação da senhorita Yuna, para uma apresentação de lançamento no norte de Seul. Em breve, os ônibus partirão com todos os alunos, exatamente ás duas da tarde. E senhorita Choi Soo-Yun, compareça a minha sala para arrumar as coisas. Por fim, peço desculpas pela pressa.

Todos voltaram os olhares para a enganadora, e começaram a aplaudi-la, sem ao menos saber as coisas abomináveis que a moça fizera para vencer de todos ali. Mesmo que ela fosse a preferida desde o início, sua insegurança a fez cair na oferta da Sorte. Todavia, parecia que aquele demônio não iria nunca mais procurar a garota e agora, por fim, ela teria o sucesso que tanto desejou, mesmo que tivesse de carregar todos aqueles assassinatos nas costas.

Então, ela foi correndo para a sala de Chin.

Enquanto tudo isso acontecia, em um lugar desconhecido, a Sorte dizia para uma sombra em uma espécie de catacumba:

— Estava ansioso? Finalmente poderemos prosseguir na nossa empreitada... O ritual das cinco almas está cada vez mais próximo de ocorrer.

— Perfeito... Você terá apenas um dia depois de fazê-lo para retomar as correntes entre o nosso mundo e o deles. Não falhe... — Dizia a voz demoníaca dentre as sombras, que aparentemente era um superior da Sorte.

— Acha que eu irei falhar? Não com minha amiga Yuna, quando ela descobrir o motivo de eu ter a feito fazer aquelas coisas... Acredito que a alma daquela vadia vai se destruir de tanta culpa.  

— Almas... Almas! — A voz ficava cada vez mais alta.

— Calma, espere apenas mais um pouco. — Finalizou a Sorte.


Notas Finais


Aqui termina a primeira parte da história: Ascensão de Yuna. O próximo capítulo abre a segunda fase: O terror de um sucesso amaldiçoado.


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