História Sombras do sucesso - Capítulo 11


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Categorias Bangtan Boys (BTS), HyunA
Personagens HyunA, Jungkook, Personagens Originais
Tags Agências, Trainees
Visualizações 19
Palavras 2.520
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Ficará em suas memórias


Finalmente o grande dia havia chegado para Yuna, enquanto subia os andares da agência, imaginava se seus méritos se deviam ao relógio do sucesso ou seu próprio esforço, esse estranho poder apenas aumentava sua insegurança. A bagunça em sua mente era imensa, entre assassinatos, falsidade e tantas mentiras, não tinha como manter um padrão saudável de sanidade.

Quando chegou à sala de Chin, deu cinco batidas na porta. Estava começando a sentir o efeito do nervosismo, mas nada comparado com o que acontecera na quinta. Depois de um tempo, o representante da agência abriu a porta, cumprimentou a garota e disse:

— Disso que eu gosto, uma garota rápida. Pode entrar, precisamos acertar umas coisas. — Chin deu passagem para a garota.

Ela logo se sentou em uma das cadeiras da mesa de reunião. Pelo fato de saber que aquele senhor era amigo de Min a fez sentir arrepios, e ela ficou pior ainda quando pensou que sua professora sentava em alguma daquelas cadeiras, mesmo que fosse um sonho, na visão de Yuna, Não há dúvidas que tudo era real. Mesmo sentindo aquele frio na barriga por seus crimes, o representante, que foi para o outro lado do salão oval de reuniões começou a explicar a situação:

— Bom... Vamos lá. Primeiro de tudo eu quero pedir desculpas, pois, nosso contrato prometia resultados apenas daqui a um ano. E eu estou aqui pedindo para você apresentar hoje… Sei que não é fácil, então te pergunto. Está pronta para isso?

— Estou sempre pronta, não se preocupe. Mas, por que essa decisão tão... Apressada? — Yuna se fazia de desentendida, apenas para ouvir uma explicação formal e principalmente, não ter fama de que ouvia fofocas.

— É um assunto complicado... — Chin ficava balançando sua caneta entre os dedos, demonstrando nervosismo. — Nossa agência está com uns problemas, a pressão dos investidores por um novo talento que desbanque o ‘material’ que a grande trindade aumentou e muito nestes tempos.

— Entendo... Então essa apresentação vale muita coisa para a YK...

— Não, garota. Ela vale tudo para nós, queria evitar falar desse jeito. Porém, ser sincero é uma de minhas manias, então serei franco: Sua apresentação trará o sucesso da nossa empresa... Ou a falência da mesma. — A caneta caiu dentre os dedos de Chin.

Neste momento, Yuna sentiu que tinha cumprido seu objetivo: De dar orgulho a seus pais, que sempre a treinaram rigorosamente, finalmente ia mostrar ao mundo seu talento fantástico. Mesmo com tantas mortes nas costas para chegar até lá, a enganadora sorriu e disse:

— Não se preocupe, estou esperando minha vida por esse dia. Já tenho até uma música de composição própria, foi a que cantei na minha primeira apresentação...

— Sério? A senhorita me alivia com isso, pois, eu esperava que nem tivesse nada pronto e tivéssemos que improvisar tudo... Nem ensinamos composição para ti ainda, ia ser apenas daqui a dois semestres... Jeon mesmo dizia que você tinha grande talento. — O representante espreguiçou-se de alívio. — Mesmo que aquele ferrado tenha conseguido parar na delegacia hoje, não fará falta.

— O que aconteceu mesmo com ele? — Perguntou Yuna, lembrando-se daquele ataque nojento.

— Tudo que sei é que foi pego com uma aluna, ela avisou os pais e virou uma merda, literalmente. Vou descontar tudo dele quando voltar. Recebi uma carta de Min na quarta, dizendo que ia para os Estados Unidos… Dizendo que torce por você. Agora tenho de resolver as coisas sem ajuda alguma. — Falar sobre a professora doía no coração do representante.

— Ela era... — Yuna tossiu para reformular a frase. — Ela é sua amiga próxima? Porque mandar cartas hoje em dia não é algo muito comum.

— Sim, muito. Não entendo o que aconteceu nesses dias para ela querer se mudar... Mas, enfim, era a letra dela. Talvez, fosse a coisa certa a se fazer... Isso aqui vai cair hoje mesmo na minha cabeça... — O representante colocou a mão em frente aos olhos, desesperançoso.

— Calma... Senhor representante, estou pronta para essa pressão. Amanhã o mundo vai te chamar de gênio dos negócios e seus acionistas irão beijar seus pés. E Min... Também voltará.

— Obrigado, Yuna. Agora vá. Arrume suas coisas, o ônibus dos estudantes parte daqui a algumas horas. Porém, para você, tenho uma surpresa.

A enganadora levantou da cadeira e saiu da sala de Chin, que ainda continuava preocupado. Era deveras irônico de que ele estava sendo ajudado pela pessoa que ceifou a vida de sua melhor amiga e ainda despedaçou-a por completo.  

O jogo da vida sempre surpreende.

Quando chegou ao quarto, Yuna foi direto para sua cama, e começou a arrumar as malas com suas melhores roupas, mais ainda do as que já estava, que eram a da festa de quinta. Porém, no momento que a abriu, viu uma cabeça lá dentro. O susto foi tão grande que ela gritou:

— Ai! — Ela olhou mais uma vez para a mala e constatou que fora apenas uma ilusão e que a mesma estava vazia.

‘Eu juro que eu vi uma cabeça ali... Só posso estar ficando maluca’. — Pensou, acalmando a respiração.

Depois daquele breve, mas poderoso, susto. A enganadora colocou umas roupas extras dentro da mala e a fechou, com certa dificuldade. Então, ligou seu notebook e procurou a letra da música que ela mencionara na conversa com o representante, chamada: ‘Tudo pelos fins’. Conferiu seus parágrafos e viu que era mesmo a versão certa do arquivo, agora, precisava imprimir a letra. O único problema era que em seu quarto não havia impressora, apenas no de Kim.

‘Pelo jeito terei de fazer uma visita lá... Cara, eu consigo sentir o cheiro daquele cadáver só de pensar naquela garota’. — Pensou Yuna, torcendo o nariz.

Sem ter outra escolha, a enganadora foi até o outro quarto, notou que aquelas marcações a sangue não estavam mais lá, além da porta estar destrancada. E lá ela notou que não era a única pessoa fria e cruel dentro daquela agência: Tudo estava perfeitamente limpo e arrumado, deram um jeito de apagar qualquer rastro da existência da garota falecida. Provavelmente já estavam preparando para outra pessoa ocupá-lo, isso era mais evidenciado pelo fato de terem até pintado tudo de outra cor, um verde claro bem sem graça.

Sentindo-se um pouco melhor de não ter nada que lhe lembrasse, a morte daquela garota depressiva. Yuna foi até a cama, de onde estava o computador e a impressora. Então, ela entrou em sua conta na nuvem por aquele dispositivo e imprimiu a letra da música, que tinha as cifras em cima de cada passagem.

Com tudo aquilo em mãos, voltou para sua cama e ficou treinando a letra, pois, fazia tempo que não cantava aquela música e tudo dependia da exímia perfeição na apresentação, nada poderia falhar. Mesmo que a garota tivesse tantas coisas em mãos, um talento incontestável, a sua segurança lhe atacou como sempre acontece:

‘Eu vou puxar mais um pouco para frente... Uns vinte minutos’. — Pensou a garota, olhando para o relógio que aparecia na palma de sua mão sempre que ela o imaginava.

Depois disso, treinou como nunca na sala de estar, cantando para a televisão. Uma, duas, três, até um total de vinte apresentações. Até que no meio da vigésima primeira, bateram na porta de seu quarto.

— Já vai. — Gritou.

Quando abriu a porta, era Chin, que veio pessoalmente acompanhar a garota, ele estava com terno e gravata dos quais era possível ver o preço delas apenas de olhar. Seus cabelos estavam arrumados e até mesmo sua expressão parecia mais animada.

— Vamos lá? Sua surpresa aguarda lá fora.

— Ótimo. — Disse Yuna, disfarçando sua alegria. — Vou apenas ali pegar as malas.

— Não fale besteiras... Os moços virão pegá-las, preocupe-se apenas com sua apresentação.

— Mas a folha aqui eu levo comigo... É a letra de minha música.

— Isso! À vontade. Acredito que por você colocaríamos até num jatinho se fosse longe. — Disse o representante sorrindo.

E assim, ela foi levada, acompanhada do representante e outros acionistas até o carro particular. No meio do caminho, eles passaram pelo refeitório para descer até a saída da agência. E como era um pouco depois da hora do almoço, todos os olhares foram atraídos para a garota, que andava com passos de rainha rumo ao sucesso.

Ao chegar ao estacionamento, o carro que lhe aguardava estava logo na porta de saída do prédio, era um Hyundai Azera do ano corrente, cinza, parecia um avião. Quando Yuna chegou perto do veículo, o motorista saiu e abriu a porta para a enganadora, a equipe da agência colocou suas malas no carro, e para sua surpresa, ia sozinha ali. Quando aquela máquina de outro mundo começou a acelerar, percebeu que o representante e seus acionistas iriam a outro carro, completamente inferior.

Pode-se dizer que os efeitos do relógio eram bizarramente engraçados, já que uma cantora da agência tinha um tratamento melhor do que o dono.

O caminho não foi muito longo, eram apenas trinta quilômetros até o centro de exposições de Seul. Era lá que as novas estrelas da YK começavam suas carreiras, na prática, em um show para mais de quinze mil convidados, inclusive a imprensa. As ruas em torno estavam com um esquema especial de controle do trânsito, a garota ficava progressivamente mais nervosa, quando o carro passou pelos bloqueios, e foi aproximando-se da entrada.

Mas agora, não iria ter volta e ela nunca iria querer voltar. Já que tudo que ela desejava acontecia diante de seus olhos, alguns carros da imprensa também estavam entrando no prédio pelo mesmo lado. O sol estava em seu auge, fazia vinte e cinco graus no momento, mas a garota sentia muito mais calor, graças à sua ansiedade crescente.

Logo entraram no estacionamento do prédio, quando o carro parou, Chin, que estava no carro a frente abriu a porta para a garota. E eles andaram juntos dos acionistas. O interior da construção era o que mostrava toda sua suntuosidade, as pilastras eram feitas de ouro e alcançaram quatro metros de altura por três de largura, era como o corredor de um palácio. Yuna estava tão nervosa que nem conseguia prestar atenção nos detalhes, durante o caminho, Chin comentou:

— Não precisa ficar assim, Yuna. Mesmo sem nunca ter a ouvido, Jeon sempre dizia que você iria salvar a agência, mesmo que Min tivesse uma ideia oposta, ela também mudou de ideia. Não te conforta saber que eles confiam em você?

— É… Fico feliz pela opinião deles, mas vai ser a primeira vez que a cidade toda irá me assistir pela TV, além disso, tem uma pressão enorme em mim.

A enganadora não estava nervosa por sua apresentação, pois, o relógio iria cuidar de tudo naturalmente. Ela sabia que poderia estar com gripe que ia tudo dar certo de uma forma ou de outra. Mas, claro que ela preferia esconder o real motivo de sua expressão nervosa.

Sua própria consciência.

Chin também preferiu ficar quieto, pois, em sua concepção, se falasse sobre novamente o quanto aquela apresentação era crucial iria apenas atrapalhar mais a concentração da garota. Depois de alguns minutos, chegaram as portas que dão em um corredor bem mais curto, onde havia várias pessoas apressadas, entrando e saindo das outras portas.

Eles iam andando por dentre a equipe dos bastidores, até a sala de ensaios, quando entraram lá, os músicos estavam todos conversando nos sofás, esperando pela artista, quando viram a enganadora e o chefe da agência, eles se levantaram e um deles disse, enquanto se dirigiam a porta da sala:

— Então trouxeram a famosa estrela da agência?

— Sim, o nome dela é Choi Soo-yun, mas, ela prefere ser chamada de Yuna. — Chin respondeu.

Yuna cumprimentou a todos os sete, que compunham a banda da YK, responsável pelos shows de abertura dos novos artistas. E então, o membro mais despojado do grupo disse a garota:

— Nós ouvimos muito falar de você, eu sou Park Dak-Ho,  o Senhor Chin disse que já tem uma música composta, é isso?

A enganadora estranhou aquele garoto, era idêntico ao professor Jeon só que bem mais jovem, o que mais lhe chamou a atenção foi o cabelo avermelhado de Park. Era como ver alguém do passado na sua frente, tanto que ela nem deu tanta atenção aos outros integrantes da banda.

Deixando esse pensamento de lado, ela respondeu:

— Tenho sim. Vamos conversando durante os ensaios, o tempo não está a nosso favor e não vamos ficar a mão da sorte né?

Os membros da banda olharam uns aos outros, e Park disse, em tom de ordem para eles:

— Ouviram a moça, a folga acabou. Peguem as guitarras, cuidem da mesa de som, e vamos agilizar isso aqui.

— Eu acho que irei assistir aos ensaios… — Disse Chin. Naquele momento o telefone dele tocou. — Deixa-me atender essa ligação primeiro.

Enquanto o representante estava no telefone, Yuna e a banda iam conversando e acertando tudo no estúdio para começar os ensaios.

— Senhor Chin, deu tudo certo com a tal da Yuna? Ela vai apresentar mesmo? — Perguntava um acionista majoritário, que estava no prédio da bolsa de valores de Seul.

— Claro que sim, liguem aí suas televisões, daqui a algumas horas o mundo da música conhecerá nossa estrela.

Neste instante, a voz de Yuna ecoou pelo estúdio, até chegar na porta da sala, onde Chin estava. Ao ouvir aquele canto, ficou de boca aberta, desligou o celular na cara do acionista, e se aproximou lentamente da fonte da voz.

E não era apenas o representante que estava simplesmente encantado pela garota, todos os outros membros estavam a admirando, sentados a frente dela.

Quando a enganadora terminou, Chin disse, completamente extasiado:

— Eu… Nunca vi algo assim.

— Incrível… — Disse Park.

— Fantástico. — Comentou o guitarrista

— Os adjetivos acabaram… — Finalizou o DJ.

Dali para frente, o ensaio aconteceu intensamente, Yuna cantava, explicava como era a dinâmica da música para os membros da banda e depois de algumas horas foi ficando próximo à perfeição. Enquanto Chin acompanhava os trabalhos de perto.

Depois de estar tudo certo com a música, levaram Yuna para se produzir completamente. Dessa vez, ela usaria um vestido carmesim um pouco mais longo que o que ela usava e muito mais caro, o cabelo solto e uma maquiagem simples já que segundo as próprias especialistas de moda, ela não precisava de muita coisa.

Então, já de noite, por volta de sete horas. Yuna foi chamada ao palco pelos alto falantes dos corredores, enquanto andava davam os últimos retoques e ela foi para a porta ao final do corredor, que dava para o setor fora do alcance das cortinas, no lado do palco.

Mesmo de longe, ela conseguia ouvir as pessoas conversando algo que ela não conseguia distinguir. Até que uma voz de um microfone, vinda do palco disse:

— Senhores, senhoras… Um minuto de atenção, nossa apresentação irá começar em momentos, quero apenas agradecer a todos que vieram, ao pessoal da imprensa, como é tradição, a YK apresentará mais um artista que fará sucesso, um grande sucesso. Eu garanto que verão algo que ficará para sempre… Para sempre, em suas memórias, no palco, Yuna!



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