História Sombras do sucesso - Capítulo 12


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Categorias Bangtan Boys (BTS), HyunA
Personagens HyunA, Jungkook, Personagens Originais
Tags Agências, Horror, Terror, Trainees
Visualizações 20
Palavras 1.702
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Música de autoria própria. Para quem quiser saber como tocar, eu passo a cifra.

Capítulo 12 - A Supernova de Seul


Existem muitas sensações fortes que uma pessoa pode enfrentar no decorrer de sua vida, a maioria é vivenciada durante a adolescência ou na fase adulta. Talvez, a mais poderosa de todas seja estar na frente de várias pessoas te observando e julgando, o modo como você anda, se veste, ou fala. Além disso, dizem que apenas a expressão corporal pode trazer a desaprovação da plateia de imediato.

Em meio a esse desafio de grandes proporções, Yuna andou lentamente, em passos trêmulos e lentos em direção às cortinas. O tempo passava em câmera lenta, todas suas lembranças até aquele dia passaram em sua cabeça.

Porém, evitando as más lembranças, não era hora para aquilo.

Quando passou pelas cortinas, viu o microfone à frente, e a banda em sua esquerda, bem escondida pelo sistema de iluminação. O destaque era para ela, então se aproximou do microfone, deu duas batidas com o dedo indicador, respirou fundo, e começou a cantar, ainda a capela e confiante, já se lembrando que o relógio a garantiria a vitória:

— Hey-oh. Quando o perigo sobressaltou a nós.

Você se escondeu, fugiu e me deixou a sós.

Mesmo que dissesse, que era tudo por mim, por mim.

Você fez tudo pelos seus fins!

Nesse momento, a melodia começou lentamente, com a batida eletrônica erguendo o ritmo da música. Todavia, ninguém prestava atenção nisso, todos trocavam olhares entre si, incrédulos com aquela voz.

Com o medo deixado para trás, por observar a reação da plateia, ela sorriu, e continuou:

— Hey-oh. Quando tudo começou a dar errado.

Virou-me as costas e me deixou de lado.

Mesmo que dissesse que era tudo por mim, por mim.

Você fez tudo pelos seus fins!

Ao terminar a estrofe, a guitarra entrou em cena, dando um ritmo forte e marcante com acordes graves, ao passo que a percussão acompanhava dando mais intensidade à melodia. Essa animação fez as pessoas começarem a bater os pés no chão, ainda sentados.

Era o primeiro passo para o envolvimento total deles.

Logo, a melodia ficou mais calma para começar o primeiro verso. E saindo de suas travas imaginárias, a enganadora pegou o microfone do tripé e tornou a cantar:

— Tudo começou com a nossa união.

Algo destinado à perfeição.

Eu começava, você terminava,

O mundo seria nosso, seria nosso…

Às viagens infinitas, as novas descobertas...

Mas você mentiu, suas promessas falsas se revelaram.

Quando me deu aquela carta, dizendo que nossos destinos não estavam mais entrelaçados. Você mentiu, você mentiu!

Todos já estavam de pé, batendo palmas, algo simplesmente inimaginável para uma apresentação formal entre executivos e a impressa, dentre os jornalistas já acontecia uma festa. Menos para os coitados dos cinegrafistas que tinham de ficar parados, mas eles também estavam sem palavras para aquela garota que era diferente de tudo que já havia sido visto.

Yuna então, chegando ao auge de sua euforia por todos estarem completamente apaixonados por ela, preparou a voz, enquanto a guitarra ficava mais intensa também para se encaminhar ao refrão, ela chegou perto da beira do palco e cantou, bem alto:

— Hey-oh. Quando o perigo sobressaltou a nós.

Você se escondeu, fugiu e me deixou a sós.

Mesmo que dissesse, que era tudo por mim, por mim.

Você fez tudo pelos seus fins!

Seus malditos fins!

Passou sobre tudo e sobre todos,

Pelo seu objetivo fútil.

Mesmo que dissesse que era tudo por mim, por mim, por mim!

A música parou de uma vez só, deixando Yuna a capela para finalizar, do mesmo jeito que começara:

— Mas você fez tudo. —Ela estendeu a última palavra por alguns segundos, de uma forma angélica e agressiva ao mesmo tempo e terminou. — Pelos seus fins!

Por fim, a melodia de encerramento fechou a música, e quando um instante de silêncio veio. A plateia começou a gritar e bater palmas, outros gritavam:

— Yuna! Yuna! Yuna!

Enquanto os membros da YK também comemoravam, Chin recebeu uma mensagem no seu celular, que viu apenas que deixou de pular igual à um adolescente:

‘ A agência está salva! Por que não disse antes que tinha uma menina dessas?!!”

Por um momento, no meio dos aplausos e flashes em seus olhos, ela conseguiu esquecer, nem que fosse por um momento tudo que tinha feito naquela semana. Ela abria um largo sorriso, e sua culpa foi transformada em alegria, tanto que lágrimas de alegria caíam lentamente em seus pés, dos quais ela nem sentia mais.

O tempo era uma mera ilusão completamente desnecessária. Aquele era o dia mais feliz da vida da enganadora, e não queria que passasse nunca. Aquilo a fez ficar viciada mais do que já era no sucesso e reconhecimento.

Talvez, ela poderia matar até os próprios pais para continuar com a fama, seus olhos brilhavam em meio às lágrimas.

Tomando par da realidade novamente, Yuna disse a plateia:

— Obrigada, obrigada! Vocês foram incríveis. Eu nem sei o que falar agora.

Neste momento, Chin-Hwa correu dentre a plateia e subiu ao palco em passos apressados. Deu um abraço forte na sua estrela, pediu o microfone e começou a discursar:

— Isso que vocês viram é o que a nossa agência oferece ao mercado da música. Desde a primeira vez que a ouvi, acreditei nela. Essa garota... — O representante voltou o olhar para a garota e continuara. — Não é uma estrela… É uma supernova!

Ao terminar de falar, a plateia aplaudia com mais afinco do que antes, menos os jornalistas que saíram correndo para o corredor de saída do centro de exposições para conseguir, a todo custo, uma declaração exclusiva da que seria para sempre conhecida como “A Supernova de Seul”.

Indicada pelo representante, Yuna tomou caminho para fora do palco, para começar a desfrutar a repercussão de seu primeiro show. Já no lado de trás das cortinas, a banda que a acompanhou veio inteira parabenizar a enganadora, liderados por Park:

— Parabéns Yuna, posso dizer que a nossa banda nunca viu alguém como você. Né, pessoal?

Todos concordaram, e de um a um iam cumprimentando Yuna, que ficou pela primeira vez, envergonhada com o sucesso. Então, ela agradeceu:

— Não foi nada. Vocês que foram incríveis, para fazerem um trabalho assim tão em cima da hora né?

— Eu sou o mais incrível deles né estrelinha? — Disse Park com voz aveludada, aproximando-se bastante da enganadora.

Essa ação fez com que, Yuna lembrasse imediatamente do que aconteceu naquela festa da agência, e para piorar aquele garoto era idêntico ao seu professor. Mas, sem perder a pose de forma nenhuma, ela disse, forçando uma risada:

— Não. A estrelinha aqui queima quem chegar perto!

Todos os outros integrantes da banda começaram a rir da cara de Park e de seu cortejo falho. E a garota mantivera também um sorriso sarcástico para que ninguém notasse que seu trauma de aproximações estivesse atacando-a novamente.

Assim, ela se retirou dali. Enquanto andava pelos corredores, percebeu que muitos seguranças corriam em direção ao corredor de onde ela veio, além dos bastidores.

Era sua chance de aparecer para a mídia, já que com certeza o representante iria querer todo o crédito para ele se as entrevistas fossem dadas com ele junto. Igual acabou de acontecer.

'Aquele idiota disse que sempre acreditou em mim… Ele que me levou pra aquela merda toda escolhendo a bonequinha de trapos da Park Mi-hi. Que esteja comendo terra enquanto eu faço mais sucesso que ela já teve em sua curta vida’. — Pensou Yuna.

Ela foi até o grande corredor de entrada, onde os seguranças esperavam o representante e a enganadora, mas como só viram a garota, um deles perguntou:

— Onde está o senhor Chin?

— Ele já está vindo, não queria ficar esperando, estou cansada… — Argumentou Yuna.

— Façam o cordão, vamos levá-la para o carro.

A garota passou no meio dos sete seguranças que a protegiam dos jornalistas, que eram muitos, mais do que Yuna conseguia contar. Eles faziam tantas perguntas que a enganadora não conseguia entender nenhuma. Até que no meio do caminho, uma chamou a sua atenção e a fez parar de andar:

— Senhorita Yuna, tem algo a dizer para o mundo?

— Ah, sim, tenho. Digam para toda a cidade, o país ou o mundo… Este é apenas o começo.

Dois segundos depois os jornalistas voltaram a fazer aquele falatório incompreensível, Yuna simplesmente continuou seu caminho, como se desfilasse em uma passarela, entrou no carro e deu um 'tchauzinho’ para os jornalistas, que os seguranças fizeram questão de afugentar dali depois de toda aquela correria.

Logo ao fecharem a porta do carro, o celular da enganadora vibrou: Era uma mensagem de vídeo de seus pais. Yuna sorriu e abriu o arquivo da rede social:

— Oi querida! Acabamos de te ver na TV! Se você queria nos surpreender, conseguiu. Eu tive quase um ataque do coração. — Disse o pai da garota, dando risadas. — Agora é sua vez, amor. Sua mãe vai falar agora.

Yuna também dava risadas e ficou com os olhos lacrimejando enquanto sua mãe dizia suas palavras para ela:

— Oi filha! Eu juro pra você que não acreditei quando te vi ali tão bem! Acho que só isso para compensar a falta que nos fez nessa semana. Em breve, estaremos indo para Seul lhe ver! Beijos filha!

Depois da mãe de Yuna terminar de falar, os dois cantaram o refrão do novo sucesso da garota, que eles já conheciam de longa data. E aquela felicidade a fez pensar que tudo havia valido a pena e era apenas o início de tudo. De uma verdadeira carreira.

Sem tempo de digerir tudo que estava acontecendo, Chin chegou até o carro, deu uma batida no vidro, Yuna abriu a porta e perguntou:

— Onde estava? Vamos voltar para a agência?

— Agência? Que agência? Isso é para os amadores. Você irá morar em meu segundo imóvel. No trigésimo andar do prédio mais luxuoso dessa cidade. É tão alto que você vai estar perto das estrelas, mas cuidado para não ofuscá-las. — Disse o representante brincando.

— Então pelo jeito minha amizade com a YK será eterna. — Yuna sorria falsamente.

De fato, a enganadora sempre almejou algo a mais do que aquela agência em crescimento, segurar aquela supernova seria mais difícil do que Chin jamais imaginaria, pois, talvez não exista ninguém mais ambiciosa no mundo do que Choi Soo-yun : A supernova de Seul.



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