História Sombras do sucesso - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), HyunA
Personagens HyunA, Jungkook, Personagens Originais
Tags Agências, Trainees
Visualizações 29
Palavras 2.112
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem-me o tempo sem postar, para quem já estava lendo antes, eu reescrevi algumas partes específicas para encaixar o enredo da melhor forma possível. Divirtam-se!

Capítulo 6 - Últimos preparativos


Como Yuna havia dito, precisava convencer Park Mi-hi de aceitar o convite à festa, o que seria um caso muito mais complicado, graças ao fato delas nunca terem se falado antes e faltavam apenas algumas horas para o começo da mesma, seria depois da aula de Jeon, no fim do dia. Tal como um predador procura sua vítima, a garota pródiga seguiu pelos andares da agência procurando Park para ter uma conversa.

Suas aspirações doentias quando à necessidade de tornar-se alguém bem-sucedida, fez com que Yuna entrasse cada vez em um poço mais profundo, ela pensava em seus pais enquanto percorria os suntuosos corredores do prédio. Mas, ela sabia que as coisas mudaram a partir do momento que descobriu que todos os destinos e vidas humanas são subordinados à Sorte.

Com tanto poder, aquele ser queria apenas testar a garota, para ver até onde ela iria pela fama, já que a própria Sorte têm poderes mais do que suficientes para ceifar qualquer vida humana que quisesse. Deixando de pensar nisso, a garota pródiga encontrou Park, sentada em um banco, no setor de convivência, no segundo andar.

Como quem não queria nada, Yuna sentou no banco ao lado, fingiu mexer no celular por um tempo, até que chamou à moça:

— Moça? Como que acessa o Wi-fi daqui? Você sabe?

Park olhou para a garota pródiga por uns momentos, e respondeu:

— É... É meio complicado de entrar na internet daqui, a senha é bastante complicada.

— Pode colocar aqui para mim? — Yuna disse. Já sentada ao lado de Park.

O coração de Yuna batia forte, sabia que não poderia errar em sua estratégia, aquela garota tinha de ir à festa de uma forma ou de outra, e para seu alívio, ela a ajudou a configurar o celular. Quando terminou, Park comentou:

— Deve ter sido horrível não poder usar as redes sociais durante o dia todo. Isso prova que não é impossível viver sem essas coisas.

— Verdade. Nem sou muito apegada a isso, sabe? — Disse Yuna, esboçando um sorriso forçado.

O silêncio instaurou-se entre as duas, estava mais do que claro que Park não queria muita conversa, todavia, quando Yuna ia dizer algo, a garota magra disse, olhando para o chão:

— Soube que você não está bem. É verdade? Você desmaiou lá no refeitório. Não é do tipo de coisa que acontece toda hora.

— Ah... Aquilo. Estava nervosa e muito cansada da viagem até aqui. Sou de uma cidade distante daqui. — Yuna se esforçava ao máximo para criar suas mentiras, mas parecia estar funcionando.

— Entendi, tente se acalmar. Olha... — Park Mi-Hi aproximou-se de Yuna e sussurrou em seu ouvido, com medo que alguém ouvisse, mesmo estando apenas as duas no pátio de convivência, já que é um lugar pouco movimentado. — O médico que trabalha na enfermaria, ele dá uns calmantes e aqueles remédios de emagrecimento... Só que você deve ser discreta.

Ao ouvir as palavras da garota magra, ela já entendeu imediatamente como deveria atacar sua inimiga à sua frente: Deveria dopá-la com estes remédios em excesso, pois, Yuna sabia que estes dão arritmia cardíaca grave em caso de super dosagem. Curiosa com as informações que Park tinha, ela perguntou:

— Como sabe dessas coisas? Você toma esses remédios?

— Esse corpo não é natural, nunca seria na real. Tudo que eu queria era ir a tal festa que estão programando, mas sou muito tímida para pedir assim... Até porque vejo os olhares que as pessoas me dão, exatamente por eu ser meio magra.

Yuna quase levantou e saiu comemorando, porque a presa era muito mais fácil de abater do que ela jamais pensara. Com tudo perfeito para enganar Park, a garota pródiga disse, sorrindo:

— Pra que esse medo todo? Se eles não te convidaram, convido eu! Vamos lá? A lista não fechou ainda...

— Sério? — Park ficou espantada com o convite. — Você não me acha estranha?

— Como se eu fosse tão diferente de você. — Brincou Yuna, se referindo ao peso das duas, que eram bem próximos. — Bom... Tenho de ir, daqui à uma hora é a aula do Jeon e preciso cuidar de umas coisas. — Yuna disse. Já se levantando.

— Nos vemos na festa! — Exclamou Park.

Agora com a primeira parte do plano concluída, a garota pródiga só precisava pegar os remédios com o médico que lhe atendeu, da qual ela lembrava o nome perfeitamente. Suas três vítimas estavam literalmente prontas para o abate, completamente alegre, ela continuou seu caminho até a enfermaria. Chegando lá, ela viu uma placa na portinha da sala que dizia:

‘Volto daqui à uma hora’.

'Perfeito'.— Pensou, comemorando.

Yuna abriu a porta cuidadosamente, já que o médico não a tinha trancado especificamente naquele dia, é possível dizer que era a pequena ajuda da Sorte para a garota. Ela andou pelo corredor das macas até o final do mesmo, onde tinham várias gavetas brancas e de lá de dentro saía cheiro de medicamentos. Quando as abriu, viu que havia montanhas de remédios para forçar aborto, calmantes, anestésicos, mas nem todos estes juntos se equiparavam a quantidade de pílulas para emagrecimento que claramente vinham repletas de efeitos colaterais.

Ela pegou dez caixinhas, a quantidade absurda era para não haver margem para falhas, não havia a intenção de apenas dar uma arritmia e sim de matar a moça de super-dosagem. Yuna levou tudo em uma bolsinha que ela carregava por aí, com toda sua maquiagem e coisas para aperfeiçoar sua aparência, e fechou com o mesmo cuidado a porta da sala.

Passou aquele imenso caminho até seu quarto, para guardar tudo, no caminho, recebeu a mensagem de Kim:

‘Desculpa a demora a responder, irei à festa sim!’.

‘Ótimo, te espero lá’. — Respondeu Yuna.

Ela guardou o celular e entrou no seu quarto, colocou todas as caixinhas de remédio embaixo de sua cama. Seu plano para Park, sob essas circunstâncias, era esperar ela se animar em demasia, levá-la para o quarto de Yuna e a encher daquelas pílulas. Para isso dar certo, a garota magra precisaria estar bem debilitada pela bebida, que provavelmente terá aos montes.

Já com isso pronto, esperou o tempo passar assistindo programas inúteis na TV. Quando deu a hora, ela desligou o aparelho, saiu do quarto e foi para a sala de Jeon. Como habitual, a garota chegava sempre no horário exato da aula, para aproveitar os olhares de todos os alunos que veem sempre sua entrada triunfal no lugar ao centro. Antes de entrar, cruzou com o professor na porta:

— Tudo bem, Yuna? Desculpa por aquela notícia, acho que me equivoquei, a professora Min mudou de ideia de repente. Nem eu esperava isso. — Disse Jeon, dando risadinhas e em seguida, beijando a mão de sua aluna. — Acho que ela reconheceu seu maravilhoso talento.

— Imagina... As pessoas mudam né? — Desconversou Yuna, dando um sorriso de canto de boca.

Os dois entraram na sala, quando Yuna sentou-se e o professor chegou ao centro da lousa, ele começou a dizer:

— Como vocês todos estão? Espero que estejam bem. Já devem ter ouvido sobre a surpresa que o nosso chefe está preparando para vocês né? Mesmo que eu não tenha muito haver com essa história, vou cobrar sempre a dedicação e compromisso de todos os meus alunos. Aquele trabalho de segunda ficou de ter a entrega para hoje, já que tive um compromisso inadiável ontem. Enfim, quero que entreguem aqui na minha mesa. Podem vir, façam uma fila.

Então, todos entregaram seus trabalhos, quando chegou à vez de Yuna, que estava acompanhada de Kim. Jeon perguntou, olhando para elas:

— Fizeram juntas? Não me lembro de ter dito que podia, já conversamos antes, não é, Kim? — O professor disparava toda sua irritação para a menina depressiva, mas não dirigiu sequer uma palavra para Yuna. — Não adianta querer subir nas costas da minha pródiga!

— Desculpa... Eu estava sem saber como fazer, e ela ofereceu a ajuda dela. Foi só isso. — Dizia Kim, de cabeça baixa, se desculpando.

Yuna praticamente estava soltando fogos por dentro, enquanto via a sua ‘amiga’ se ferrar com o professor e ainda alimentar o ego da garota pródiga mais do que já é grande.

— Complicado né? Minha pródiga... — Dizia o ex-cantor olhando para sua aluna favorita. — Não fica querendo ajudar todo mundo, não se pode tirar o fracasso de... — Jeon mudou o olhar para Kim. — Certas pessoas.

Kim ouviu aquilo, todo o seu otimismo e a momentânea alegria que tivera desvaneceu-se como pó. Não havia saída para ela, e Yuna sabia de certa forma que aquela saia justa iria acontecer, mas nem nos melhores e mais doentios sonhos, imaginou que seria tão perfeito. Ela olhava para o rosto de Kim, tentando demonstrar pena, quase sem sucesso.

Furiosa, a garota depressiva gritou na cara do professor:

— Você deve estar certo. Ninguém mais se incomodará com minha presença! Entupam-se desse sucesso e morram!

 Sem esperar resposta, Kim retirou-se da sala rapidamente, mas a atenção dos alunos não estava voltada para ela, a maioria nem percebeu, com exceção de Choi, que esboçou um sorriso para Yuna. Tentando dar uma desculpa, a garota pródiga mentiu:

— Ela pediu toda desesperada, até entrou no meu quarto, não poderia negar né professor?

— Não precisa se desculpar, conheço essa moça há anos. Se ela fizer isso de novo, pode me chamar que resolverei definitivamente essa situação. Agora, sente-se.

Yuna sentou-se e viu o resto da aula, mal poderia esperar para o sinal tocar e pegar todas suas vítimas de uma vez. Pela primeira vez, o relógio foi seu amigo e logo deu a hora da saída. Assim que o sinal tocou, ela saiu da sala sem se despedir do professor. Ignorando até Choi, que conversava com todos os alunos para convidá-los.

Quando a garota pródiga chegou ao corredor dos cinco quartos, viu a marcação a sangue da porta do quarto de Kim:

‘Perdedora’.

Completamente curiosa, abriu a porta do quarto da garota depressiva e viu algo que embora fosse o que queria, a traumatizou para sempre: Kim havia se enforcado com uma corda amarrada no teto. Seus olhos estavam esbugalhados, mas quando Yuna se aproximou do corpo, conseguiu até mesmo sentir a desesperança que a moça tinha.

Pela primeira vez, a garota pródiga havia se sentido mal com o que tinha causado à garota, dando-lhe esperanças de uma amizade, para que recebesse um golpe fatal, antes mesmo do que o previsto. Já que o plano de Yuna era humilhar a garota durante a festa e fazer ela se matar.

Mas Kim tomou a iniciativa antes.

Tentando fingir uma indiferença, ela comentou na frente do corpo:

— Droga... Queria minhas vítimas todas juntas, mas essa idiota já fez esse favor antes...

— Não precisa mentir. Yuna. — A Sorte disse, dentro da mente da garota. — Você foi sempre muito pacífica. Na verdade, sempre foi assim porque nunca precisou chegar a tal ponto para obter sucesso. Já que te dei tudo na mão durante todos estes anos.

— Estou apenas fazendo o trabalho sujo por estes relógios. Quer dizer, é mais para tirar qualquer provável inimiga minha. Ainda faltam três... Na verdade, o quinto quarto não tem ninguém... Quem é essa pessoa afinal?

— Sua frieza está se aflorando muito bem... Ah... A quinta garota? Eu não quero que a mate ainda, concentre-se em Park e Choi... Depois te digo quem é a quinta moça do seu corredor, vai ser algo grande, uma prova final... Preocupe-se apenas com as tarefas de casa.

— Isso é fácil... Acho que faria de uma forma ou de outra. — Disse Yuna, admitindo sua verdadeira identidade.

A garota pródiga saiu do quarto da falecida Kim, pretendendo não contar a ninguém o que acontecera lá, até para não levantar nenhuma suspeita. Ela foi a seu quarto, se arrumou, colocou um vestido preto, até embaixo dos joelhos, um brinco na orelha esquerda e um colar de prata no pescoço. E foi para a festa, que aconteceria no subsolo, especificamente na piscina.

Quando chegou ao subsolo, ficou em uma área de convivência, esperando a festa se agitar mais, passaram-se algumas horas e ninguém a viu ali. Quando deu onze da noite, decidiu entrar. Foi até a entrada, já ouvindo a música estrondar seus ouvidos mesmo no lado de fora. Olhando para as pessoas que ficaram no lado de fora, já sabia que estava no momento certo, pois, todos ali estavam muito bêbados.Passou pelas cortinas de entrada, dando seu nome ao recepcionista, viu que deveria cumprir seus passos para das as outras duas almas à Sorte.



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