História Sombras do sucesso - O livro - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Agências, Horror, Terror, Trainees
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Servitude. Preparação de um crime horrendo


 

Sem dizer uma palavra, apenas agindo friamente quanto as pesquisas, Yuna saiu de seu quarto e andara pelos corredores, procurando o segundo andar do prédio secundário a fim de encontrar a sala de medicação. A Sorte andava pelas sombras no outro lado da realidade, viu que ela continuava em busca do objetivo, quando a pequena entrou pela porta, viu o médico olhando para o chão, como se estivesse assustado.

— Quem é você? — Perguntou o médico.

— Como assim? Não me conhece mais? Deve estar louco...  — Yuna deu de ombros.

— Não... Aquela cantora está morta. Yuna não está mais entre nós.

             — Do que você está falando? Está me assustando, seu maluco.

             — Yuna morreu. Agora, faça o que deve ser feito, o tempo está curto...

A pequena foi até os fundos da sala de medicação, ignorando aquele doutor maluco, e pegou as malas, exatamente três, bem altas, de rodas, pretas e discretas. Depois, guardou o bisturi em sua bolsa, e a seringa em um refil de material cirúrgico, do qual colocou em uma das malas. Com tudo pronto, começou a sair da sala de medicação e passara pelo médico durante o percurso, que apenas ria da cara da enganadora e a acompanhava com os olhos, ao mesmo tempo que parecia uma risada nervosa, de quem estava assustado. Tentando ignorar aquele cara, Yuna saiu da sala com todo o seu material e foi em caça da professora.

Andou pelo refeitório, pelas áreas de convivência do primeiro andar, através da sala de ensaios coreográfico. Mas, não encontrava a sua vítima de modo algum, aliás, a sala estava completamente vazia, para sua decepção:

‘Droga... Onde essa professora se meteu... O quê? O que é isso que estou sentindo? ’.

Yuna sentiu uma terrível dor de cabeça, mas sem toda aquela ambientação tradicional, existia apenas uma mancha de sangue direcionando seu caminho para o corredor. Sem entender o que aquilo significava, decidira seguir a mancha de sangue que se estendia até o elevador. O tracejado ia através de todas as rampas, até o subsolo.

 Por fim, viu que o rastro contornava o salão de festas pela direita do salão. Seu caminho estava um pouco difícil, já que sua caminhada era difícil, por causa das malas, que mesmo parcialmente vazias, eram pesadas para a garota.

 

 

Passara pelos arredores externos do prédio da piscina, e enquanto estava já do outro lado da mesma, próxima à entrada dos fundos, viu uma espécie de enfermaria improvisada, consistida de barracas montáveis, no total de cinco, cada uma tinha cinco metros de altura e um logo da YK acompanhando no teto de todas. Provavelmente, para cuidar de algum caso grave que ocorresse na festa, todavia, pareceu não ter adiantado nada, pois, o número de pessoas debilitadas depois de tudo aquilo era bem alto, e não havia sinal de pessoas trabalhando ali dentro.  Aquilo não era normal.  A enganadora andou vagarosamente até aquelas barracas, acreditando que talvez fosse uma espécie de armadilha, até porque, a marca de sangue seguia até a barraca do meio. quando ela estava uns dez metros delas, ouvira alguém pedindo ajuda, vagarosamente:

— Alguém... Ajude-me. Tudo está doendo...

‘É a professora... ’. — Constatou Yuna, apenas ao ouvir a voz de Min Hae-Kyung, que era bem conhecida para a moça. Seus olhos voltaram a ficar diferentes, e a Sorte via aquilo assustado, sem entender o que causava aquela mudança repentina na garota.

‘Cada vez que ela chega perto de matar alguém, sua estrutura mental muda de uma forma bizarra, tudo ficou escuro em volta dela. ’ — Pensou.

Então, com as pernas tremendo, com seus olhos vazios, a enganadora foi até a barraca de onde vinha o som, o cheiro do sangue mais forte naquele rastro ficara ainda mais forte em suas narinas, causando uma reação em cadeia em sua mente. Ao entrar na barraca, passando pela abertura da lona, notou que tudo que tinha ali era a professora deitada em cima de uma maca, completamente fora de si. Não havia remédios ou outras coisas, apenas uma maca. Ao ver a garota, a professora a reconheceu brevemente:

— Quem... É? Yuna... É você?

— Sim. — A garota respondeu friamente. — O que aconteceu com você? Exagerou na festa?

— Que festa? Ele está... Voltando. Sua prisão... — Min tossiu quatro vezes, de forma pesada. Como se estivesse quase morrendo. — Está se erguendo. Os senhores do vazio, reavivarão seu controle. Aquela irá cair, fazer o reino sucumbir... O reino do vazio, o inferno vermelho...

— Você está tendo apenas alucinações... — Interrompeu Yuna.

A pequena procurou em suas malas seus ‘equipamentos de trabalho’, sem sentir nenhum remorso e ainda agradeceu por aquela mulher estar fora de si, não se lembrava de vê-la na festa, e muito menos bebendo. Porém, lembrara que Choi Min-Jee havia dito que os professores foram também à festa, talvez, estivessem em outro lugar.

‘Deve ter sido um plano da Sorte... Não me interessa como ele agiu, tudo que importa é destruir essa professora... Finalmente poderei ter minha vingança, por essa idiota ter me levado a este ponto’. — Pensou.

Seus pensamentos foram interrompidos quando a professora começou a vomitar coisas estranhas, líquidos esquisitos rasgavam e saíam pela garganta da professora, parecia bile. Aquela mulher provavelmente estava perto de um estado irreversível, nem era algo relacionado a álcool, parecia ser outra coisa:

— Não... Esse mundo é uma alucinação... Você... Não entende. A Sorte não está conosco... Está contra! — A voz da professora ia enfraquecendo gradativamente.

Agora, com a seringa em mãos, Yuna rasgou sua pulseira que usara na festa e a usou de amarra no braço esquerdo da professora, não fora muito difícil ver que as veias da professora, o trabalho seria fácil a partir de então. Como ela tinha uma noção básica de como fazer aquilo, ela injetara a agulha com cuidado. Injetando a morfina diretamente na veia dela, em doses completamente absurdas, e disse para a professora:

— Todos os seus delírios e a dor, passarão. Não vai durar muito tempo. Dizem que esse remédio aqui cura todas as dores, até as piores. Até mesmo as do coração.

Rapidamente, em exatos três segundos, Min Hae-Kyung ficou sonolenta. Mas antes de cair em um sono profundo, alertou a enganadora de forma medonha e definitiva:

— Você... Não tem... Mais... Salvação. Nada... Mais.

Quando ela estava completamente adormecida, Yuna recebeu a pior companhia possível para acompanhá-la no processo: A Sorte. Apareceu ao lado da enganadora, no outro lado da cama, olhando fixamente para a garota, curioso com o que aconteceria em seguida, tivera perdido o controle total da situação. Mesmo assim, começou a tentar brincar com a cabeça de Yuna, para demonstrar superioridade:

— Não achou que eu ia perder isso, né? Tudo bem que as guerras por aí que ando causando estão divertidas, todavia, nada é melhor do que te ver tornando-se um verdadeiro monstro...

— As guerras são tão interessante assim? Nunca vi uma pessoalmente, mas posso sentir o sangue sendo derramado em todos os pontos do mundo. Agora mesmo.

— Pode sentir até essas coisas? Poderia até dizer que aquele papo de ‘se tornar a enganadora’ parece real, não vejo mais a Yuna que conheci durante todos estes dezenove anos. Quem é você?

— Choi Soo-Yun... — A pequena deu uma risada maliciosa para a Sorte.

— Bem respondido. Desconfio muito de quais são suas intenções, seu comportamento não é mais previsível, não consigo prevê-lo. O que vai fazer agora? Está amarrada ao pacto, por que faz esse teatro todo?

— Você... Seu maldito. — O ódio no olhar e palavras da enganadora era visível e repentino. — Olha a merda que está me obrigando a fazer.

‘Ela voltou ao normal? ’ — Pensou o ser.

— Deixe de ser mal-educada. Pegue o bisturi, irei te ajudar com os cortes, a precisão que quero é muito aquém do que a senhorita conseguirá fazer. — Isso retomou a confiança para aquela entidade.

 

 

Yuna começou a chorar, como nunca tinha feito antes, levando as mãos ao rosto e acenando negativamente, olhando para o chão, além disso, sua aura estar de volta ao normal. Aquilo poderia ser demais para a garota, mas não tinha como voltar atrás, estava à mercê da vontade daquele demônio em forma de humano, que estava mais do que contente por ter retomado o controle da situação, isso o deixava alegre e excessivamente confiante. Impaciente com a demora da enganadora, a sorte a ameaçou, plenamente confiante:

— Eu tenho todo o tempo do mundo, posso ficar te assistindo por dias a fio. Já você deve terminar isso antes que seja você no lugar da senhora aí. A escolha é sua, como sempre digo. — A Sorte esboçava um largo sorriso.

A enganadora, aparentemente contrariada, pegou o bisturi na mala. Ela tremia tanto que parecia que o aparelho ia cair a qualquer momento, a cada segurada de choro, fazia movimentos mais bruscos com as mãos. Nem mesmo a Sorte que já tinha presenciado todo tipo de sofrimento humano, ficava surpreendido com o arrependimento da garota, porém a mudança era muito drástica, parecia até mesmo outra personalidade. O ser ficou seguro de si quando viu que a garota estava se comportando como deveria: Insanamente apavorada.

Era possível ver na aura da moça. Mas, ainda querendo se divertir, a Sorte deu a volta na cama, foi para trás da enganadora e pegara na mão dela, dizendo:

— Vamos lá, garota. Faça o que eu mandei, irei te indicar tudo... Primeiro estabilize essa mão, sua medrosa. Tente pensar em quanto já odiou essa garota, ela desobedeceu ao acordo que fizera comigo... É uma traidora, merece ser sacrificada.

Então, estabilizando a mão da moça, Yuna começou a cortar o pescoço da professora, como o aparelho era de diamante, cortava com uma facilidade incrível. Não demorou mais de segundos para o sangue começar a jorrar como água, a enganadora chorava sem parar e segurava a ânsia de vômito e o mal-estar que vinha de todo o seu corpo. Progressivamente, a ferida ficava maior e mais feia, depois de algum tempo, chegou ao osso da coluna. Mesmo querendo parar, toda vez que sua mão ficava mole, a Sorte a empurrava, para continuar com o corte, enquanto ele indicava usando sua força aonde ela deveria prosseguir e se deliciava mais e mais.

 

 

O pior momento dessa tortura psicológica foi com certeza, quando a cabeça desprendeu do corpo. Yuna deu um grito, que fora imediatamente abafado pelo demônio, aquela cena fixou-se na mente da enganadora de tal forma que o seu segundo reflexo depois de gritar, foi tentar correr, que também fora impedido pela Sorte.

— Agora a parte difícil já foi. Braços e pernas agora. Pare de chorar, sua puta! Você quem pediu por isso. Seu sucesso está lhe esperando, apenas faça o que te mandei e pare de tentar fugir, engole esse choro ou te faço perder a cabeça também.

Yuna respirou fundo e fez o que a Sorte lhe mandara. Repetindo o processo para todos os membros, um a um, sangue, músculos, ossos, tudo se misturava e estendia o trauma da pequena cada vez mais. Mas, alguma coisa estava acontecendo, ao passar do tempo, os cortes ficaram mais naturais para Yuna, que começou a fazê-los sem ajuda alguma, até que finalmente acabou com todos os cortes, deixando as partes do corpo separadas e simetricamente removidas do tronco, do qual parecera não ter utilidade alguma para A Sorte. Com aquela insanidade terminada, aquele homem lhe disse:

— Parabéns, coloque tudo nas malas, eu as levarei.

— Para... Onde? — Perguntou Yuna, engasgando com o choro.

— Não te interessa, vadia. Apenas obedeça. — Disse a Sorte, em tom de ordem.

E assim a garota o fez. Completamente enojada colocou todos os pedaços nas malas, que eram cinco ao total, de qualquer jeito. Quando tudo estava terminado, a Sorte estalou os dedos, fazendo as malas, a barraca, e as macas, desaparecerem. Com apenas os dois, um olhando ao outro nos fundos do salão de onde teve a festa, a Sorte arrancou o relógio do sucesso de sua mão, usando um imã que tinha escondido em alguma outra parte de seu corpo e disse a garota:

— Aqui está. O relógio que trará todo o sucesso do mundo... É seu, minha princesa. — A Sorte deixou de ter a forma humana e voltou para a demoníaca. — Caramba, parece que meu traje está vencido, que pena.

Yuna não conseguia nem erguer a mão para pegar aquele objeto que o demônio lhe oferecia, sorrindo sarcasticamente. Depois de alguns instantes, ela conseguiu agarrar o relógio, ainda trêmula, quase desmaiando.

— Sua mão está gelada, garota. Muita emoção foi? — A Sorte deu várias gargalhadas. — Agora tem o que sempre quis, o mundo é todo seu.

A enganadora continuava sem dizer uma palavra sequer, apenas olhando para o vazio, traumatizada em níveis severos, quase entrando em catatonia. Vendo o estrago grave que causou na mente da garota, o demônio parecia ficar cada vez mais feliz:

— Acho que exagerei, mas você ficará bem. Não tem uma pessoa nesse mundo que não ficará feliz podendo ter tudo que quer com um simples relógio. De fato, nunca vi alguém chegar tão longe assim! Se eu tivesse uma guitarra tocava uma música de comemoração para ti. — Como a menina não reagia a nada, ele perdeu o interesse e finalizou. — Ah... Que saco, já que não vai falar... Nos veremos por aí... Mais cedo do que você pensa.

A criatura desapareceu no ar, deixando Yuna sozinha ali. A garota ficou estática por uma hora inteira. Porém, quando estava perto de completar uma hora completa, sua aura ficou tão escura quanto a de um buraco, a energia negativa foi tão forte que começara a alterar a própria realidade, o chão tremia e se rachava em torno da pequena, seus olhos emitiam absolutamente nada, quase todos os seus sentimentos humanos estavam próximos de serem destruídos por completo. Quando completou exatamente uma hora, as paredes dos fundos do salão de festas começaram a apresentar rachaduras cada vez maiores, até que Yuna não aguentou o peso daquela energia e caiu no chão, enquanto vomitava coisas esquisitas, como um líquido verde e, ao mesmo tempo, tremia de forma severa. Ela passou todo o dia naquele estado, sem que ninguém a ajudasse. Até que perdeu a consciência por inteiro.

 

 

A noite veio e passou, dando lugar a um novo dia. A quinta feira estava apenas começando de verdade para as pessoas, sendo naquele momento mais de onze da manhã, chovia de forma leve, mas com bastante vento no lado de fora. Yuna acordava aos poucos, tentando se recuperar daquele trauma de proporções inimagináveis e daquelas trevas que fluirá por seu corpo, quase que arrebentando suas veias e artérias, pois aquilo aparentava pulsar dentro de seu ser, enquanto levantava, afirmara para si mesma:

‘Isso foi apenas um pesadelo... Não aconteceu nada de verdade, foi apenas um truque da Sorte para me iludir... Espero que tenha sido, mas aquela coisa que estava dentro de mim depois de tudo, estou certa que o chão se rachou sozinho.

Mesmo que o relógio, já fixado em sua mão, dissesse o contrário. A garota conseguiu bloquear aquela memória, associando-a a um pesadelo terrível, era incrível como realmente acreditava naquilo. Passou a mão no rosto e viu que não havia sangue, e nem sequer um vestígio do que acontecera na madrugada, o chão também estava perfeitamente normal, assim como a parede do salão.

‘É... Foi apenas um sonho, Yuna... Aquela coisa só quis brincar com minha cabeça para dar o relógio. Ele deve ter um outro plano, porque cumprir o trato? Não parece ser o tipo de demônio mais confiável, a não ser... Ah, esquece isso... Preciso apenas desse relógio. Sim, agora sou a Deusa do sucesso! ’. — Comemorou.

Com a lembrança completamente bloqueada, caminhou entre os corredores e andares da agência. Andava quase como um zumbi, enquanto tudo tinha voltado ao normal quanto ao ambiente, de outro lado, quanto as pessoas algo havia mudado, os outros trainees andavam normalmente pelas instalações. O que era estranho para a garota, pois estava tudo vazio nos outros dias, era como se algo importante fosse acontecer.

Por enquanto aquilo não importava, subindo por todas as rampas, a fim de descobrir se aquele relógio tinha poder mesmo foi até seu quarto. Sentou-se na cama e o girou em apenas dez minutos voltado para ela, naquele momento, algo entrara na mente da garota, como se o aparelho dissesse algo, mas algo inaudível. Pelo menos nas aparências.

Não demorou mais de vinte segundos para os alto-falantes da escola anunciarem algo, querendo ouvir o que era, a garota saiu correndo até o Hall de entrada do térreo, onde todos os outros alunos também estavam. Era Chin-Hwa, o anúncio não só seria importante para todos os alunos, mas o sonho de Yuna se realizara muito mais rápido pelo simples fato de ter posse do relógio e girá-lo em alguns minutos, aparelho este do qual escondera colocando sua mão esquerda no bolso, e daquele jeito, esperou as palavras do presidente:

— Prezados alunos, eu, o representante da agência YK, tenho o prazer de informar que ocorrerá nesta tarde a apresentação da senhorita Yuna, para uma apresentação de lançamento no norte de Seul. Em breve, os ônibus partirão com todos os alunos, exatamente ás duas da tarde. E senhorita Choi Soo-Yun, compareça a minha sala para arrumar as coisas. Por fim, peço desculpas pela pressa. As coisas aconteceram muito melhor do que esperávamos.

Todos voltaram os olhares para a enganadora, e começaram a aplaudi-la, sem ao menos saber as coisas abomináveis que a moça fizera para vencer de todos ali. Mesmo que fosse a preferida desde o início, sua insegurança a fez cair na oferta da Sorte, mas não havia outra opção, até porque aquele demônio tinha total controle sobre o caos, controlando sucesso e fracasso com aqueles relógios. A parte boa era que parecia que aquele demônio não iria nunca mais procurar a garota e agora, por fim, ela teria o sucesso que tanto desejou, mesmo que tivesse de carregar todos aqueles assassinatos nas costas. E a cada assassinato algo a mais mudava dentro de seu coração.

Então, ela foi correndo para a sala de Chin.

Enquanto tudo isso acontecia, em um lugar desconhecido do mundo vermelho, a Sorte dizia para si mesmo, decepcionado com algumas coisas:
              — Não consigo acreditar em como isso tudo aconteceu, eu deveria estar contente por ter minhas quatro almas, porém, Yuna está ficando cada vez mais sombria a cada morte. Fiquei observando-a de longe depois de ir embora a seus olhos, e vi que ela mudou o ambiente com a força do ódio em seu coração. Isso é algo que apenas um Deus pode fazer, mesmo assim, ela o fez, mesmo que por pouco tempo... Vai ser impossível ganhar esse jogo se não descobrir a fonte dessas mudanças. Pior ainda com o relógio do sucesso em seu braço esquerdo, infelizmente é uma exigência do ritual... Preciso agir rápido, a morte da quinta vítima precisa estraçalhar ao extremo o coração da mesma, na distração do calor da cena... Irei acabar com ela antes que se transforme em um... Não posso ficar pensando nisso, não atrai sorte.



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