História Sombras do sucesso - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), HyunA
Personagens HyunA, Jungkook, Personagens Originais
Tags Agências, Horror, Terror, Trainees
Visualizações 39
Palavras 1.801
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Recolhimento de almas


A Sorte desapareceu e trouxe a enganadora de volta para o mundo normal, uma transição que não passou de um segundo, as luzes da festa voltaram a incidir em seus olhos, além da música que continuava muito alta. A única tarefa de Yuna era esperar as coisas acontecerem naturalmente, enquanto curtia a festa, Jeon, que a observava de longe, se aproximou da garota e disse, gritando:

— Ei, Yuna! Não sabia que tinha perícia até com músicas estrangeiras!

A enganadora se recompôs, fez um gesto para chamar o professor para um canto do salão, um pouco mais longe das caixas de som, e respondeu:

— Sabe como é. Devemos saber de tudo, até porque eu quero, digo, vou vencer aquela tal ‘surpresa’ do Chin-Hwa. — A confiança de Yuna era muito mais por saber que estava literalmente perto de deixar suas concorrentes para trás.

— Acho que os deuses da autoestima te presentearam com confiança de sobra, né? Até a senhorita Min-Hae-kyung ficou impressionada com você, e olha que ela é praticamente uma bruxa!

Yuna olhava de canto de olho para o outro lado da festa, e via que Choi Min-jee já estava caindo de amores para aquele garoto, em breve seria o momento chave para filmá-los, quando decidirem irem a um lugar mais reservado. O compasso de espera dos acontecimentos batia cada vez mais rápido. Voltando sua atenção ao professor, ela comentou:

— Eu até achava que a professora me perseguia, sabe aquele tipo de pessoa que simplesmente não gosta da sua cara? — Dizia a enganadora, repleta de ódio nas palavras, olhando para o vazio.

— Quando sua estrela é muito brilhante, as pessoas menos favorecidas tentam ofuscá-la com palavras e ações. Isso é parte do sucesso, Yuna. — Jeon se aproximou da enganadora, provavelmente com segundas intenções, exalando aquele cheiro horrível de Soju misturado com cerveja. — E você... É minha estrela.

Yuna empurrou o professor para trás. Enquanto ele fazia força para prensá-la na parede, irritada, ela gritou, furiosa como um leão e apontando o dedo na cara dele:

— Sai daqui, seu merda! Acha que sua fama te dá poderes? Dá merda nenhuma, olha a sua idade cara! Você não está nos seus tempos de fama mais, quando tinha seus vinte aninhos. Hoje tá com trinta anos, e isso é assédio.

O professor tentou dominar a enganadora, sem ao menos conhecer o que ela tinha se tornado, então sem piedade, ela lhe deu um tapa com suas unhas afiadas, causando vários cortes. Ele ficou atordoado e a garota ironizou enquanto se afastava de volta para a multidão:

— Querido Jeon, você não conhece o monstro do qual está mexendo! Faça isso de novo... E amanhã não acordará!

Deixando seu tutor de lado, Yuna voltou a procurar por suas vítimas, no momento que avistou Choi, aquele garoto puxava a garota em direção ao banheiro, e de forma discreta ela os seguia, passando com dificuldade pelos outros convidados da festa.

A enganadora os seguiu até o banheiro, lá ela já estava quase sem roupa, enquanto beijava descontroladamente aquele garoto que Yuna nunca tinha visto antes na vida. Por um momento ela se perguntou se Choi se lembrava do tal código de não-relacionamento instituído na agência.

E era ótimo que não se lembrasse.

Havia cinco divisórias no banheiro, e o corredor de entrada, eles faziam tudo àquilo quase ao lado da enganadora, e ela mal os via de tão loucos que estavam. Yuna pegou seu celular e sem discrição nenhuma, os filmou se beijando e agarrando até o momento que eles entraram em uma das divisórias do banheiro, onde ficam os vasos sanitários e finalizou a gravação quando o sutiã da garota voou para o corredor. Com a gravação salva, a enganadora pôs-se a gargalhar como nunca tinha feito antes, imaginando como ela se explicaria depois quando aquele vídeo vazasse para a escola inteira.

‘Acho que essa puta não vai poder dizer que foi um estupro né? Não depois das risadinhas e gemidos dela no vídeo... Como pude sentir medo de uma idiota tão manipulável assim? E pensar que ela me ajudou a organizar isso tudo’. — Pensou a garota.

Satisfeita com seus resultados, deixou o casal a vontade e saiu do banheiro. Voltando para o pátio da festa, viu que seu professor estava tão fora de si que já estava paquerando outras garotas, e ao contrário de Yuna, elas se entregavam aos beijos com ele:

‘Que nojento... Porque em pleno século vinte e um as garotas estão tão nojentas assim?’. — Pensou, a enganadora, furiosa com aquela atitude.

Como se as coisas que ela fizesse fossem boas.

Yuna olhou para os lados procurando Park Mi-Hi, porém, não estava em lugar nenhum, simplesmente tinha sumido da vista da enganadora. Então, ela saiu daquela festa, para procurar pela garota, se aconteceu o que ela imaginava, a garota magra deveria estar jogada em algum lugar no lado de fora do evento.

E ela estava certa.

Ao sair das cortinas, começou a sentir o som mais distante e dali até bateu um pouco de saudade da animação de lá de dentro. Depois de instantes procurando entre as pessoas que estavam em perda total no lado de fora, lá estava a garota magra, fingindo preocupação, a enganadora se aproximou dela, abaixou-se perto, e disse:

— O que aconteceu, Park?

— Ai... Que dia é hoje? Qual era a tal surpresa do Chin? Eu passei?

Às vezes, parecia que o universo facilitava todos os planos de Yuna, as garotas caíram fácil demais em todas suas artimanhas, então a enganadora imaginava que não era tão sua culpa assim, já que suas vítimas eram umas retardadas que aceitam bebidas em baladas e ficam com caras aleatórios, sabendo que tal prática é proibida. Se tivesse alguém rindo disso tudo, era a Sorte, ansiando por mais almas.

Encenando alguma preocupação, Yuna levantou a garota magra,  o que não era uma tarefa muito difícil e começou a levá-la de volta ao quarto dela, e para convencê-la, a enganadora disse:

— Você não está bem. Todos nós temos limites né? Vou te levar pro quarto, para dormir... — Yuna sorriu quando disse a última palavra.

— Por favor, me leve para... O... Caribe. — Dizia Park, completamente fora de si.

— Pode deixar. — Ironizou Yuna.

Com dificuldade, a enganadora levou sua amiga entre os largos corredores e escadas da agência, deixando-a apoiar em seu ombro. Depois de algum tempo, com a música cada vez mais distante, elas chegaram ao corredor dos cinco quartos, Yuna abriu a porta do quarto de Park, colocou a garota na cama e disse:

— Vou trazer umas coisas para você ficar melhor, espera aí.

A garota magra nem conseguia responder ao que a enganadora disse. Yuna então foi até seu quarto, pegou as caixas de remédios, dissolveu cinquenta comprimidos em uma garrafa de água, e por alguns instantes olhou para a mistura, pensando:

‘Aqui estão as suas férias, minha querida... Em breve, você descansará’.

Yuna saiu lentamente de seu quarto, foi até a outra sala, onde Park estava e a ofereceu a bebida:

— Toma isso aqui, ficará bem. Prometo.

— Isso... Irá me levar ao Caribe? — A cada palavra que Park pronunciava, o cheiro de álcool exalava de tal modo, que Yuna cobria o rosto.

— Claro que vai. — Ironizava.

Yuna deixava a garrafa virada, enquanto a garota magra tomava tudo cheia de vontade, talvez ainda imaginando que fosse mais álcool. Quando a moça esvaziou a mesma, a enganadora foi embora, sem dizer uma palavra, do quarto de Park. Agora era apenas esperar a notícia de amanhã.

Quando ela saiu do quarto e fechou a porta, viu a frase, escrita a sangue aparecendo na mesma, que dizia:

‘Problemas alimentares’.

Então, como seu último passo da noite, Yuna foi até seu quarto, e apressadamente sentou-se em frente ao notebook, pegou o cabo USB em uma de suas malas de viagem, no último zíper, e passou o vídeo do celular para o computador.

Criou uma conta falsa no Youtube, e fez o Upload do vídeo que havia gravado. O que não demorou mais de cinco segundos para entrar no ar, depois de dois minutos as visualizações bateram a marca de duas mil. Isso queria dizer, que não demoraria um dia sequer para aquilo cair na mão do representante da agência.

A cada nova pessoa que via o vídeo, uma palavra na frase do quarto de Choi Min-Jee era formada, até ficar escrito:

‘Gravidez na adolescência’.

Por fim, agora com seu primeiro objetivo concluído, o ambiente mudou novamente para a garota, e a Sorte reapareceu, dizendo com alegria:

— Sabia que conseguiria. Tudo bem que não foi tão rápida, todavia, foi precisa e isso que importou no final das contas.

A garota ficou de costas para aquele homem, sem querer manter contato visual, algo havia mudado na enganadora, ela não parecia sentir-se bem:

— Não quero saber de suas congratulações... Fala logo... Quem é a última pessoa.

A Sorte entendeu que a garota começava a mostrar arrependimento por suas terríveis ações, e isso divertia aquele ser mais do que tudo, o sofrimento de Yuna emitia uma aura cinza que a criatura conseguia ver claramente, logo não adiantava esconder seus sentimentos. E ainda brincando com o emocional da garota, ele sentenciou:

— Sua última vítima não é uma aluna. Mas, uma pessoa que usou aquele quarto há umas décadas.

— Para de enrolar e diz logo! — Gritou a garota.

— Nossa, que brava. A bebida não te fez bem? — Disse a Sorte, provocando.

Yuna se virou para o demônio em forma de pessoa, já com lágrimas nos olhos, mas com fúria na expressão facial e gritou, ainda mais alto:

— Vai pro inferno! E diz logo o que eu tenho de fazer.

— Já estamos no inferno... Enfim, sua última vítima é a sua professora, sim, exatamente aquela que você não gosta. Agora terá sua chance de descarregar seu ódio, embora agora ela te ame... Que dilema, não? Ah... Antes que você vire as costas para mim, o método será de esquartejamento...

A enganadora esbugalhou os olhos e sentiu um frio na espinha, agora estava completamente arrependida de ter se envolvido com a sorte, e aquela garota tímida e insegura revelou-se, para alegria da Sorte:

— Eu... Eu... Não consigo fazer isso. Isso é maluquice! Já fiz demais para você!

— Querida enganadora... Não há mais volta. Quer dizer, até tem... Mas, seu quarto ficará marcado com a frase ‘vencedora, mas assassinada por desobediência’. É isso que você quer? Ou posso te deixar viva e destruir seu sonho em pedaços ao invés disso... Deixo a seu cargo.

Ao dizer suas últimas palavras, a Sorte desapareceu, deixando a garota sozinha em seu quarto, pensando no que deveria fazer agora. Estava apavorada com aquela ideia bizarra, aquilo era muito mais grave, todavia, a Sorte já sabia que Yuna aceitaria, afinal... A garota faz tudo por sucesso. Prova disso, foi que ela passou a madrugada pesquisando sobre como cometer esse tipo de crime brutal.



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