História Sombras do sucesso - Capítulo 9


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Categorias Bangtan Boys (BTS), HyunA
Personagens HyunA, Jungkook, Personagens Originais
Tags Agências, Horror, Terror, Trainees
Visualizações 29
Palavras 1.630
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Todos somos seus servos


A madrugada de quinta-feira passou, dando lugar ao começo da manhã, o sol nascia no horizonte, fazendo a cidade recomeçar o ciclo novamente. Os pousos e decolagens do aeroporto perto da agência sinalizavam que o dia estava começando. Embora muitos não quisessem acordar, pois, a festa tinha sido bem animada. Alguns dormiram nos banheiros, outros no lado de fora, os que estavam sãos como Yuna, dormiram em seus quartos antes das uma da madrugada.

A enganadora teve uma de suas piores noites da vida, teve de pesquisar a fundo como cometer um assassinato daquela proporção e conviver com o fato de ter dois corpos nos quartos ao lado e que foi ela que fez tudo aquilo. Ela dormiu em frente ao computador, e lentamente ia acordando.

Quando se levantou, sentiu uma grande pressão nas costas pelo estresse de dormir daquele jeito e uma dor de cabeça por levantar depressa demais. Ela pegou o celular e viu que já eram dez da manhã, se assustando com o fato de ter dormido até àquela hora. Antes que pudesse pensar em se arrumar para a aula, ouviu batidas na porta e alguém chamando:

— Yuna? Já acordou?

A garota então se levantou, ainda sem trocar a roupa da festa, andou até a sala de estar, e abriu a porta. Quando o fez, viu que era Hyuna, a psicóloga e responsável por aquele setor.

— Mil perdões Hyuna... Deveria ter arrumado o despertador para me acordar na hora. — Dizia Yuna, de cabeça baixa.

— Não tem nada para se desculpar. Até porque não temos aula hoje... — Lamentou a psicológica.

— O que aconteceu?

— Tudo. Aconteceu tudo! A agência está com sérios problemas por causa daquela festa, idiota foi quem a permitiu...

— Ainda não entendi. Essas coisas não acontecem sempre?

— A festa sim. Mas, as ocorrências de ontem não... Você não precisa saber de mais nada, vim apenas avisar para aproveitar sua folga. — Disse a psicóloga, tentando desconversar.

— E cadê as outras garotas? Já as avisou? — A enganadora tentava disfarçar suas intenções acerca destas questões.

— Elas... Foram transferidas para a nossa afiliada. — Hyuna não conseguia mentir tão facilmente quanto Yuna, então era visível a reverberância nervosa em sua voz e como ela olhava para os lados enquanto falava.

— Entendi... Bom, já que estamos de folga, podemos conversar um pouco? No seu consultório? — Disse a enganadora mudando de assunto.

— Claro, me acompanhe.

Logo, as duas andaram pelos corredores da agência. Yuna percebera que tudo estava muito mais quieto que o habitual, e havia uma movimentação apenas entre os funcionários, que conversavam nos cantos, escondidos. A ideia de querer abafar as mortes que ocorreram era mais do que visível, e de certa forma, a enganadora sentiu que não era a única pessoa hipócrita do prédio.

O que lhe dava certo alívio.

Depois de um tempo caminhando, as duas chegaram ao setor da gerência, onde ficava a sala do representante, para chegar a sala de Hyuna, elas tiveram de passar ao lado daquele lugar. E em um simples segundo, a enganadora vira que ele conversava de forma agitada com alguém lá dentro, estava muito irritado. Para encerrar a distração, a psicóloga disse, ao chegar ao seu consultório.

— É aqui. Pode entrar.

Yuna deu um sorriso e entrou. O consultório consistia em uma sala com paredes e teto brancos, com outra porta que dava acesso aos arquivos dos alunos e de todos que já passaram com a psicóloga, também havia uma mesa quadrada de metal brilhoso de uns oitenta centímetros de altura. Duas cadeiras, uma de cada lado, ambas eram feitas à base de Nylon, com estrutura metálica e o apoio para a cabeça e braços feita de polipropileno.

As duas ajeitaram-se em seus respectivos assentos, e então, Hyuna a perguntou:

— Então, qual é o problema? Você parece que não dormiu nada...

— Estou apenas preocupada com meu futuro e preciso de algumas respostas.

— Todos sempre querem respostas, nunca me imaginei tendo de dá-las para as pessoas ao invés de apenas cantar e dançar por aí.

— Verdade... Por que decidiu ser psicóloga? Sempre ouvi falar de você quando era pequena. Como parou aqui? — Yuna queria deixar a psicóloga mais confortável com estas perguntas.

— Longa história garota. Às vezes a Sorte... — Hyuna enfatizou a última palavra, em um tom de lamentação. — Não nos ajuda.

— Como assim? Você foi uma grande artista, muitos vão dizer que teve sorte em nascer com tanto talento, não é verdade?

— Conhece a sorte tanto quando imagina. Garota? — Questionou Hyuna.

— Eu... Sim, pode-se dizer que sim. Pessoalmente.

A psicóloga engoliu em seco e flexionou o pescoço para frente, e o arrepio que ela sentia com a afirmação da enganadora era mais do que visível, já que ela usava roupas ainda de sua época de jovem, e seu corpo ainda não havia se deteriorado. Então, recuperada do susto, ela disse baixinho:

— Não confie nela... Os ganhos são altos, mas os preços são muito maiores. Acha que eu parei aqui porque quis? Dá-me arrepios só de pensar no que ela já me mandou fazer... Aliás... — A terapeuta franziu o rosto. — Você negou as propostas dela né?

— Claro. Quem é idiota o suficiente para acreditar em um demônio daqueles? — Yuna mentia com extrema facilidade.

— Ótimo, mas enfim, o que você quer dizer afinal?

— Então... Acho que não consigo lidar com a ansiedade até amanhã... Tenho medo de não ser escolhida.

— Você será... — A psicóloga sorriu. — As suas concorrentes...  Não estão mais aqui. Agora a sua única inimiga será a própria senhorita. Talvez, seja um pouco pior, mas é apenas deixar-se levar nas apresentações que tudo dará certo.

— Obrigado. Sinto-me um pouco melhor. Mas, tem outro problema... Aquele professor nojento do Jeon, ele me atacou!

— Não se preocupe, ele foi afastado por ter sido encontrado com uma aluna em um dos banheiros da festa hoje de madrugada. — Hyuna disse, lamentando.

Yuna já tinha obtido as informações que precisava, então poderia se livrar daquela conversa.

‘Devem ter acabado com a Choi Min-jee, talvez por alguma overdose de contraceptivos, ou algo parecido. As outras duas já estavam mortas mesmo, e o melhor para ela era que a agência não parecia fazer questão nem de explicar o que aconteceu, e muito menos investigar essas coisas, até porque era algo comum. ’ — Pensou a garota.

— Parece que estão esvaziando essa agência... Bom, já que não tem nada para fazer hoje, ficarei treinando para amanhã. Já que só eu sobrei, né?

— É uma boa ideia... Mas Yuna, não vá pelo caminho fácil, ele lhe será custoso. Não acredite na sorte.

— Entendi. — Finalizou a enganadora, indo embora do consultório.

Realmente, aliar-se com a Sorte era algo insensato, perigoso, e estúpido. Todavia, Yuna via os resultados, agora sem suas concorrentes ela está praticamente garantida para ser a estrela da agência e ter sua carreira deslanchada de uma vez por todas. Embora àquela criatura fosse sádica ao extremo, ela estava ajudando a garota.

Já aceitando o último encargo, contrariando o que Hyuna havia lhe alertado, a garota desceu os setores até o corredor da sua sala de aula, quando passou por lá viu que estava completamente vazia. Mas, seu objetivo era a próxima sala: A de medicação. Quando entrou lá, viu o senhor Park Dong-Sun, sentado em uma cadeira no meio da sala, ajeitando algumas injeções perto de alguns sacos, provavelmente, com os corpos das garotas. Percebendo a presença da enganadora, o médico disse:

 — Ora... Veio ver se suas vítimas estão mortas?

— Do que você está falando? — Disse Yuna, assustada.

— Não seja estúpida, garota. Ele me disse que você viria aqui, seu plano deu certo... Superdosagem de contraceptivos, de remédios para emagrecer e a última se matou igual a um condenado. — Park Dong-Sun deu uma risada nervosa. — Agora, você precisa disso...

O médico disse mostrando a seringa que tinha em mãos e fazendo um gesto para a garota, como se lhe oferecesse o injetor. A garota não esboçou expressão alguma enquanto pegava o objeto das mãos do doutor, do qual ainda escapava um pouco do medicamento pela ponta da mesma.

— A Sorte quer isso para agora, sua vítima está dormindo no quarto dela, no subsolo. Gostou tanto da festa que ainda está jogada lá... Leve-a para seu quarto, faça o que tem de fazer. Aproveite e pegue essas malas para colocar as partes e me dê hoje mesmo, então o ritual estará completo.

— O que? O que você sabe sobre a Sorte? — Perguntou a enganadora, assustada.

— Tudo. Todos aqui estão de acordo com seus planos divinos... Acha que essa agência iria para onde sem ela? Pare de questionar e vá logo! Você já foi longe demais, agora não há mais volta... — O médico olhou para o quanto Yuna tremia as mãos, enquanto pegava a seringa e a ironizou. — Não está tão confiante para ser uma assassina... A senhorita deve ser aquelas idiotas que caem nas palavras falsas da sorte, prometendo sucesso fácil... Está sendo difícil recolher as almas delas?

Yuna percebeu que era inútil tentar esconder tudo que tinha visto e feito nessa semana para aquele médico, que tinha vínculos estreitos com a Sorte. Então, perguntou apreensiva:

— O senhor não vai contar para todos o que eu fiz né?

— Por quê? Se todos já sabem? E, além disso, todos nós compactuamos com você, pois, fizemos as mesmas coisas no passado. Menos o Jeon... É... Ele não cumpriu a parte do acordo e foi possesso pela Sorte. Ele não iria atacar as garotas por nada né? É tão difícil de perceber isso?

— Não é possível... — Disse a enganadora.

— Você é a enganadora. — O médico sorriu abertamente. — E agora irá matar sua professora, que também é uma traidora, uma desobediente. E sabe? Não importa o quanto esteja prevenida, ou saiba das coisas. Desobediência em nosso meio significa morte, simples assim. E a senhorita foi incumbida dessa tarefa, ali no fundo tem um bisturi... Boa sorte.



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