História Some Day - Capítulo 77


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Categorias Originais
Exibições 8
Palavras 1.599
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 77 - Keane - Try Again


Pov Joshua On:

— Scarlett?

— Oi...

— Oi, eu não esperava ter ver por aqui.

— Bom, eu também não esperava vim aqui.

— O q-que você veio fazer?

— Eu achei que a gente devia conversar, mas vou entender se você não quiser.

— Você vai entender se eu não quiser ou está torcendo para eu não querer?

Ela permaneceu em silêncio.

— Entra, eu também acho que a gente devia conversar. –Disse dando um pouco de espaço para ela passar.

— Como você está? –Perguntou ela depois de alguns segundos em silêncio.

— Bem, e você?

— Também.

Eu assenti. Eu a conhecia bem de mais para saber que não era verdade. Bastava olhar para ela por pouco mais de 5 segundos que a gente logo percebia que os olhos verde esmeralda estava sem o brilho de sempre, as olheiras agora que ela estava sem maquiagem não passavam despercebidas, sem falar no cabelo molhado era sinal claro que ela estava sem animação, aquela não era a Scarlett que eu conhecia.

— Você esteve fora da cidade?

— Não que isso seja da sua conta, mas sim. Fui ver minha mãe na Austrália, matar a saudade de casa.

— Que bom... –Disse ela dando uma pausa. — Então ela sabe?

— Sobre?

— Você sabe.

— Sobre a Anne? Ela é a minha mãe, mas não precisa se preocupar, eu não fiz de você a vilã da história como você fez de mim.

Joshua 2 Scarlett 0. Eu pensei comigo mesmo.

— Você não pode me culpar por ter feito de você o vilão. Eu não disse que você era...

— Scarlett você disse que era minha culpa, você praticamente me expulsou daquele hospital deixando bem claro que me queria fora da vida de vocês. –Disse interrompendo-a. Eu não a deixaria bancar a vitima, não dessa vez.

— Eu sinto muito, mas você também tem que entender que eu estava aterrorizada okay? Eu vi a Amélia jogando a minha filha naquela piscina Joshua, eu não pude fazer nada por que ela estava me segurando, eu vi a Anne afundar e se a Summer não tivesse chegado logo... –Disse ela com a voz falhando.

— E você esqueceu a parte mais importante. Você não estava sozinha, eu sou o pai dela, eu estava lá, eu também me sentia impotente.

— Eu sei disso agora, mas na hora...

— Como sempre você só pensou em si mesmo. –Disse interrompendo-a novamente.

Eu a vi respirar fundo, uma, duas, três vezes. Era como se ela estivesse reconsiderando seja lá o que tenha vindo fazer aqui. Eu a conhecia bem de mais para saber que além de impulsiva ela era extremamente orgulhosa, eu não planeja a perdoar facilmente, mas então eu percebi que pegar pesado naquele momento talvez não fosse a melhor escolha.

— Eu sinto muito, eu só estou um pouco irritado. O que você queria dizer?

— Nada.

— Scarlett, eu te conheço. Eu sei que esse nada significa muita coisa.

— Josh...

— A gente precisa conversar. –Disse me aproximando dela. — A gente tem que resolver essa situação. A gente tem que dar um jeito.

— Eu sei. –Disse ela suspirando.

— Porque você não começa me dizendo o que tinha em mente quando veio aqui?

— Eu não sei, eu só... –Disse ela dando uma nova pausa.

— Eu prometo escutar. Pode levar o tempo que quiser. –Disse me sentando na cama de frente para ela.

Ficamos assim por cerca de 5 minutos. Ambos olhando um para o outro, esperando.

— Eu não queria dizer que a culpa era sua. Eu sei que nenhum de nós dois teve culpa no que aconteceu, mas eu fiquei fora de mim Joshua. Era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, eu estava com raiva.

— Eu sei.

— E esses dias foram uma droga, porque não tinha uma única noite em que eu não tivesse pesadelo com a Anne. Eu estava ficando louca com todo mundo querendo saber o que tinha acontecido... Eu não estava conseguindo lidar.

— Eu sinto muito por isso, eu queria ter te ajudado.

— Sabe, mesmo estando rodeada de pessoas eu ainda me sentia sozinha, eu mal conseguia lidar com a Anne, e isso me lembrou de quando eu era criança. Desde que eu me lembro meus pais sempre estavam ocupados de mais para lidar com migo e com a Chloé. Nossa casa sempre tinha babás, meu pai sempre estava em reuniões, minha mãe em viagens ou ocupada no ateliê. O que eu tinha mais próximo de uma figura materna era a Isla. O primeiro garoto que eu fiquei afim, meu primeiro beijo, minha primeira vez, sabe, todos os marcos da minha vida era para ela que eu contava. Ela não dizia, mas eu sabia que ela achava que o fato de eu sempre sair pra beber ou dormir com vários caras era a falta de uma figura paterna. Não era como se eles fossem péssimos pais, eles não eram. Tinham momentos incríveis, mas eram raros. Quando a gente se reunia era em festas luxuosas onde eles tinham coisas mais importantes pra fazer do quê cuidar das filhas. Eu não os culpo, nós sempre tivemos tudo do bom e do melhor, mas eu não quero que a minha filha cresça assim.

— Scar...

— Me deixa terminar. –Disse ela. — Eu não quero que Anne cresça nessa nossa confusão, eu não quero que ela tenha lembranças do pai apenas nas festa de aniversário ou natal. Eu quero que você participe da vida dela, eu quero que ela perceba que ela tem um pai e uma mãe que a amam mais do que tudo e que sempre vão estar lá por ela.

— Eu também não quero ser esse tipo de pai. Eu quero participar de cada momento da vida dela.

— E eu espero que seja assim, ela ainda é pequena e não faz noção do que está acontecendo em torno dela, mas quando ela crescer e eu não quero ter que contar essa história pra ela. Eu quero que seja diferente. Eu não quero que ela cresça se sentindo rejeitada sabe? Como se ela tivesse atrapalho qualquer coisa em nossas vidas.

— Eu concordo totalmente com você, eu seria capaz de qualquer coisa pra ver um sorriso naquele rosto...

—Eu sei, por isso que vim aqui. Lembra quando falamos sobre os advogados? Sobre você registrar a Anne? Oficializar as coisas?

— Lembro.

— Vamos assinar também uns papéis sobre a guarda dela.

— Guarda?

— Eu já te falei que não abro mão da guarda da minha filha, mas eu quero que você tenha o direito de ver ela quando quiser. Eu sei que já conversamos sobre isso antes de toda essa confusão acontecer então nós podemos marcar uma reunião com nossos advogados amanhã e resolver as coisas.

— Amanhã?

— Quando você quiser eu só...

— Hey, calma. –Disse rindo. — Eu só falei porque achei que você iria querer pensar um pouco mais.

— Eu só quero que isso termine.

— Tudo bem.

— Mas você não precisa assinar nada se não quiser. Não precisa ficar aqui, eu vou entender se você não tiver pronto ou...

— Scarlett para. –Disse antes que ela terminasse aquela frase idiota. — Eu já te disse que quero participar da vida vocês, ela é a minha filha então claro que eu assino esses papéis. Eu faço o que for preciso pra estar perto dela.

— Obrigado. –Disse ela e eu quase consegui ver um sorriso de formar em seus lábios.

— Sabe, eu sei que você também se sente culpada por tudo que aconteceu, mas não foi sua culpa. Não tem nenhuma garantia de que se você tivesse feito uma outra escolha as coisas seriam diferentes.

— Eu sei.

— Você não sabe disso, eu te conheço bem de mais para saber quando está mentindo. E além do mais você não está sozinha, seus pais podem até não saber demonstrar, mas eles te amam. Eles se importam com você. O seu pai que ambos sabemos que me odiava, durantes esse dias tem sempre me mandando alguma foto da Anne me dizendo como ela está. Sabia que temos trocando mensagem até sobre o futebol?

— Jura? –Perguntou ela rindo pela primeira vez desde que chegou.

— Sério. Tudo o que precisamos na vida é de uma boa conversa, ela tem um poder incrível de resolver as coisas.

— Eu achei que fosse o tempo.

— Ele só faz que com o passar dos dias nossa cabeça esfrie e a gente pense um pouco mais no assunto, mas se não tivemos conversa sincera mesmo que consigo próprio sobre o que está nos incomodando não resolve muita coisa.

— Acho que estou entendendo onde você quer chegar.

— Então você promete que daqui pra frente não importa o quão ruim a situação esteja nós vamos conversar? A gente surta depois, mas vamos ser sinceros um com o outro. Sem fugir?

— Tudo bem, eu prometo.

— Ótimo. –Respondi sorrindo. — Mais alguma coisa que queria falar?

— Sua mãe me odeia? –Perguntou ela e eu não pude deixar de rir.

— Não ela não te odeia. Ela queria vim conhecer você e a Anne, mas se ela viesse agora só passaria no máximo dois dias por conta do trabalho então ela vai esperar mais alguns meses para poder tirar umas férias e passar mais alguns dias aqui em New York.

— Você contou a história completa para sua mãe?

— Você quer saber o que eu disse?

Ela balançou a cabeça em sinal de afirmação e eu não me importei de contar tudo pra ela. Se a Scarlett tinha deixado o orgulho de lado para vim até aqui o mínimo que eu podia fazer era deixar meu plano de fazê-la se sentir culpada de lado e apreciar sua companhia. Ela tinha razão em uma coisa, não éramos mais crianças, éramos adultos e tínhamos uma filha, estava na hora de agirmos como tal.

Pov Joshua OFF.



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