História Some Day - Capítulo 81


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Categorias Originais
Exibições 5
Palavras 1.453
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Heyy, eu sei que disse que não demoraria par escrever, sinto muito, mas fiquei de recuperação em física e só tive tempo de pegar o computador para escrever agora... Espero que entendam, obrigada por lerem e amo vocês.

Capítulo 81 - OneRepublic - What You Wanted


Durante os dias que se passaram o assunto Melbourne ou qualquer coisa que tivesse ligado a isso foi evitado. Eles sabiam que deveriam conversar, a mudança iria ocorrer em algum momento e eles tinham que estar preparados, porém naquele momento era bom manter as coisas como elas estavam. Eles estavam se dando bem e pela primeira vez não tinha ninguém para atrapalhar, então por que não aproveitar?

Era um dia de quarta, a Anne tinha acabado de ir dormir e Scarlett estava na cozinha com um copo de chá gelado na mão quando o celular começou a tocar. Ao ler o nome no visor sorriu.

— Oi namorado. –Disse com uma voz melosa e ao mesmo tempo rouca e sexy.

— Nossa, isso tudo é saudade? Como vai, amor?

— Estou bem, mas com muita saudade, faz quase uma semana que não nos vemos...

— Eu sei, eu também estou com saudade, mas esses dias estavam agitados na revista.

— Eu entendo, só estou dizendo que queria passar mais tempo com você, a Anne sente sua falta... –Disse suspirando. — Josh você estar ocupado assim não teria nada a ver com a minha proposta de ir pra Austrália não é?

— Claro que não, eu já disse que vamos lidar com isso na hora certa.

— E quando é a hora certa? O natal já é semana que vêm e nós ainda não conversamos. Josh a gente não pode adiar...

Ele percebeu que a respiração dela tinha mudado, ele sabia no que ela estava pensando. Que deveriam acabar com isso logo, ele concordava, mas ele não queria falar sobre isso, não ainda.

— Eu tenho um convite pra te fazer. –Disse ele por fim.

— Um convite?

— É. Na verdade queria te chamar para um encontro.

— Um encontro?

— Não foi você quem disse que queria ter todas as experiências de um relacionamento? Que não queria pular etapas?

— Foi, e já tivemos cinco encontros nos últimos dois meses. Esses encontros duram tanto assim?

— Você nunca esteve em um relacionamento de verdade não é?  –Perguntando rindo enquanto torcia para que ela não fizesse uma ideia errada de sua última fala.

— Tudo bem, eu aceito.

— Então eu te pego amanhã 19h.

— E para onde vamos?

— Surpresa.

— Isso não é justo, como eu vou saber como vestir?

— Casual, uma calça jeans e camiseta está ótimo.

— Devo calçar um all star de anos atrás também?

— Só se quiser. –Disse ele rindo. — A Anne já foi dormir?

— Já.

— Amor, é menos de 21 horas.

— Eu sei, mas a Anne precisa de uma rotina, ela está crescendo, uma boa noite de sono é crucial nessa fase. Você sabe disso.

— Tudo bem, eu não toco mais no assunto. Tudo certo para amanhã?

— Claro, mas amor eu tenho que ligar pra babá da Anne, eu não sei se ela vai estar disponível. O combinado era que ela não precisaria trabalhar a noite.

— Eu sei disso, mas se a Ella não puder, podemos deixá-la com seus pais.

— Minha mãe está viajando e eu não sei se o meu pai é a melhor escolha.

— Como não? Ele adora a neta e ela também adora ele.

— Não se trata disso, mas eu não me lembro de uma única noite que passei com o meu pai em que nos primeiros vinte minutos ele teve que sair e eu tive que ficar com os empregados em casa.

— Amor seu pai tem feito de tudo pra recompensar, ele te ama.

— Eu sei que sim, só acho que não é a melhor solução.

— Você sabe que vai ter que dar uma chance não é? Só assim vamos saber.

Ela suspirou.

— Mas não vamos decidir dessa vez okay? Se a Ella não puder eu tenho certeza que o Nathan e a Feya vão adorar ficar com a Anne amanhã à noite.

— Eles são um casal maravilhoso, eu gosto deles.

— E grandes amigos também.

Eles ficaram conversando no telefone por mais alguns minutos, até que ele teve que desligar.

No dia seguinte ela ligou para Ella, combinaram que a mesma deveria chegar por volta das 18h, já que naquele dia ela não iria para escola de música, então poderia se dedicar totalmente a filha até que desce o horário de se arrumar.

No dia seguinte como combinado às 19h ele foi até seu apartamento. Ela ainda não estava pronta, porém ele não se importou, podia passar mais alguns minutos com a filha. 15 minutos depois Scarlett apareceu na sala usando uma calça jeans clara, camisa azul com uma jaqueta laranja de couro e um sapato branco. O cabelo preso em coque realçava sua clavícula e pescoço, ele quase conseguia ver algumas das pequenas marcas de uma das suas ultimas aventura juntos.

Ela deu um beijo rápido na filha e depois no Josh.

— Você está lindo. –Disse passando a mão pelos seus braços.

— Você também. –Disse ele, que usava uma calça preta, camisa polo branca e um tênis.

Eles se despediram da filha e da babá e saíram de casa. Ele sabia que a Scarlett provavelmente se atrasaria para se arrumar e que o transito estaria um pouco caótico naquela noite então, como planejado pegou um atalho.

— Para onde estamos indo? –Perguntou ela curiosa.

— Você logo descobrirá.

— Isso não é justo, temos uma filha juntos sabia?

— É sério isso? Vai usar a Anne? Isso é golpe baixo até mesmo pra você.

— Você sabe que eu não preciso usar a Anne, eu tenho o sexo a meu favor.

Ele gargalhou e continuou dirigindo. 20 minutos depois chegaram a seu destino final. Ele parou o carro e caminharam por alguns segundos em silêncio, ela logo percebeu para onde estavam indo.

— O que vamos fazer no Madison Square Garden? –Perguntou ela, mas antes que continuasse foi interrompida por um grupo de pessoas que passaram apressados por eles enquanto gritavam alguma coisa a ver com knicks. — O que é Knicks? –Perguntou ela por fim.

— É serio isso? –Perguntou ele intrigado.

—O quê? É alguma marca importante que eu deveria conhecer?

Ele riu. — Você nunca ouviu falar neles? Nunca assistiu televisão? Nunca foi a um jogo de baquete?

—Eu nunca fui do tipo esportiva, quando ficava na televisão eu via série. Você já assistiu Friends? Bones? Porque eu recomendo.

— Amor, knicks são simplesmente o maior e melhor time de baquete da NBA. Hoje eles jogam contra o Boston Celtic e se ganharam eles levam o titulo. Faz anos que eu espero por isso.

Ela riu.

— O que foi?

— É que você ficou tão empolgado.

—Essa é a moção do baquete. –Disse ele lhe dando um beijo rápido e levando-a para dentro da arena. Assim que chegaram em seus lugares ele foi pegar algumas bebidas para eles, e enquanto o jogo não começava aproveitou para explicar pra ela como o jogo funcionava.

No primeiro período o jogo foi bem calmo, 17 pontos para cada time, ela percebia como a atmosfera dali era contagiante. As pessoas não paravam de gritar, de incentivar o time, até mesmo as crianças pareciam estar muito envolvidas com aquilo tudo. Durante o intervalo ela havia comentado com o Josh que estava gostando, mesmo que as vezes não entendesse o que estava acontecendo dentro de quadra.

Durante o segundo período o jogo continuou calmo, mesmo que os Celtic estivessem 3 pontos a frente. Durante o terceiro período os Celtic aumentaram a vantagem para 10 pontos, e ela percebeu a torcida começa a ficar impaciente. A todo momento se formava um novo coro xingando o juiz, no final do período ela já estava tão envolvida que quando o Joshua se virou para observá-la, ela estava chamando o juiz de babaca.

No quarto e último período eles já não conseguiam se controlar. As emoções estavam literalmente à flor da pele, tudo era muito intenso. Faltavam apenas alguns segundos para o jogo finalmente acabar e os knicks não tinham apenas empatado o jogo como tinham virando e estavam 2 pontos a frente. Quando o cronômetro finalmente zerou os gritos eram ensurdecedores, pessoas choravam, jogavam suas bebidas pra cima, confetes, se abraçavam. Ela mal acreditava no que estava presenciando, quando o Josh se virou pra ela a abraçou e ela aproveitou para beijá-lo. Ainda com as testa coladas sorrindo ela disse obrigada.

— Por quê? –Perguntou ele passando a mão pela lateral de seu corpo.

—Por ter me trazido aqui hoje. Eu adorei. De verdade.

—De nada, e o que você acha de deixarmos essa comemoração em publico para depois e termos uma particular? Apenas nós dois e muita adrenalina.

—Eu adoraria. –Disse ela lhe dando um rápido selinho. — Mas antes eu quero um daqueles. Quero guardar como recordação. –Disse apontando para o broche com o símbolo e nome dos knicks que um outro torcedor usava.

— Você pode escolher o que quiser. –Disse beijando-a novamente antes de deixarem a arena.            



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