História Somebody To Die For - Romanogers - Capítulo 19


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Categorias Capitão América, Homem de Ferro (Iron Man), Os Vingadores (The Avengers), Thor, Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Dra. Helen Cho, Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Laura Barton, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Pepper Potts, Personagens Originais, Sam Wilson (Falcão), Steve Rogers, Thor, Visão
Tags Clint Barton, Hulk, Iron Man, Natasha Romanoff, Os Vingadores, Romanogers, Stasha, Steve Rogers, The Avengers, Thor, Tony Stark
Exibições 391
Palavras 2.626
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - Capítulo 19


POV Natasha Romanoff

Quando as coisas horríveis acontecem, eu ignoro. Ou melhor, eu costumava ignorar, eu conseguia, era muito boa nisso, mas nos últimos tempos tenho me sentido perdida em milhares de aspecto: não me sentia segura para bater em qualquer um que me irritasse, não deixava os pesadelos passarem despercebidos e meu poder de ignorar foi indo embora aos poucos, sem deixar um único adeus além da insanidade total.

-HILL! – Gritei quando a vi e corri para que nos abraçássemos. Sentia tanta saudade que queria chorar, ela era como uma irmã, ela, Wanda, Pepper e Laura; eram praticamente tudo o que eu tinha além de Steve, se é que eu ainda tinha Steve Rogers – Senti tanto a sua falta, amiga.

-Natasha – Ela sussurrou rindo baixinho – Senti sua falta também idiota – Comecei a rir – Eu achei por alguns poucos momentos que não te veria novamente.

-Eu sempre volto, vai ter a minha assombração pelo resto da vida – Respondi e nos soltamos – Onde estão todos?

-Pepper e Laura foram colocar as crianças para dormir, Bucky estava monitorando tudo pelas câmeras e contatos que nós temos – Eu a encarei, preocupada com o que podia acontecer – Se acalme todos são bastante confiáveis. Só temos que nos certificar de que ninguém vai atender telefone enquanto estivermos aqui.

-Parece bom o suficiente para mim – Murmurei, pensando um pouco comigo mesma – Onde estão todos dormindo?

-Steve fez uma boa escolha quando nos mandou para cá – Steve... Por que tudo tinha que levar á ele? – Temos vários quartos, vocês que chegaram agora podem ocupar os do ponto mais alto.

-Se quiser posso fazer vistoria do telhado durante á noite – Sugeri tentando parecer o menos triste possível.

-Não será necessário. Está tudo planejado – Anunciou Hill quando viu Tony, Steve e Clint entrarem – Você e Steve terão seus próprios quartos, um do lado do outro, Tony vai com a Pepper e Clint com a Laura. As crianças tem o próprio quarto delas, todas estão dormindo juntas. Onde estão Wanda e Sam? Eles vão ficar cada um com seu quarto também.

-Ah, eles foram noutra van, devem estar chegando – Não deu dois minutos, escutamos um grito e a porta ser aberta. Eram Wanda e Sam entrando juntos pela porta, ambos sujos de terra, assim como eu.

Wanda correu até nós e demos um abraço triplo.

-Menina você tá viva! – Hill gritou e todos nós rimos.

-Estou mesmo, Hill – Respondeu com seu sotaque russo e com ironia na voz – Não se livrar de mim muito cedo.

-Foi exatamente o que eu disse para ela – Comentei e todas nós rimos novamente. Estar com elas era realmente muito bom – Mas temos que pensar em um plano, reunião em cinco minutos, direto para a sala de reuniões – Anunciei e ninguém relutou.

Foi tudo muito rápido, Hill foi chamar os outros que estavam nos quartos e deixou Pepper e Laura com as crianças, já que elas mesmas disseram que seria melhor não escutarem nada sobre o plano. Seguimos para uma sala mais escura e quando as luzes se acenderam pude ver que o local era idêntico ao que eu e Steve explodimos quando estávamos atrás de Bucky. No canto da sala Bucky observava tudo, quieto e encostado num canto.

-Добрый день (Boa tarde) – Murmurei quando passei por ele.

-Добрый день Natasha – Respondeu de volta.

-Vamos começar – Falou Hill sendo a primeira a se sentar nas cadeiras duras e desconfortáveis da sala – Sobre o que querem falar primeiramente?

-Sobre o que descobrimos na Rússia – Respondi firme, indo para frente da sala, queria ficar cara a cara com todos ali – Querem reproduzir nosso soro, queriam misturar o meu e o de Steve e criar uma pessoa mais do que poderosa. Um exército. Por sorte conseguimos os arquivos em um pen drive, mas eles não possuem mais nada.

-Foi por muito pouco, mas acabamos com tudo – Ouvi Steve dizer. Todos os pelos de meu corpo arrepiaram-se – Com sorte os membros da Sala Vermelha e da KGB não estão atrás de nós, com sorte estão lá.

-Mas eles querem vingança – Interrompi Steve, que me encarou profundamente nos olhos – Me querem morta, querem Steve morto, o Tony, a Hill, Wanda, Sam, todos aqui eles querem mortos, “Ninguém mexe com a KGB e saí vivo” é o lema deles, entendam – Disse séria e convicta do que estava falando – Nunca vi alguém sair vivo.

-Nós vamos sair – Stark falou – Estou nessa e não vou sair tão cedo. Todos de acordo?

-Sim – Falamos todos juntos.

...

Mais tarde naquele mesmo dia eu descansava em meu quarto, com a cabeça nos travesseiros que eu tanto sonhava, na cama que eu tanto sonhava. Sentia-me mais cansada que o normal, mais triste que o normal. Foi quando alguém bateu na porta.

Levantei-me do colchão, depois de um banho e de pijama, e fui rapidamente abrir a porta. Para minha surpresa, Steve estava nela, sem nenhuma expressão em seu rosto. Apenas os olhos azuis escurecidos e a pele mais clara que o normal, talvez fosse a luz, mas eu estava confusa demais para associar sua falta de expressão com o ambiente em que nos encontrávamos.

-Steve... – Tentei encontrar palavras – Entre.

Ele manteve a postura de militar e entrou no meu quarto. Percebi que vestida uma blusa de manga comprida preta e uma calça jeans azul marinho, havia conseguido roupas limpas. O loiro caminhou tranquilamente até a janela do quarto, o vidro era extenso e a prova de balas, caso ocorressem ataques. Suspirei e contei até três.

-Precisamos conversar – Falei séria, cruzando meus braços sobre a camiseta preta e justa e a calça de pijama que Hill tinha me arranjado – E você vai me deixar falar – Virei e tranquei a porta – Nem que isso leve a noite inteira.

-Eu vim lhe desejar boa noite, coisa que sempre fiz, desde o dia em que nos conhecemos – Virou-se em minha direção, deixando de encarar a janela – Eu não estou aqui para conversar.

-Mas eu estou – Falei firme, tentando não chorar.

-Não temos nada para conversar – Disse – Não precisa dizer mais nada. Sentimentos não correspondidos é a coisa mais normal hoje em dia e...

-Cale a boca! – Gritei, o interrompendo – Você não percebe não é mesmo? Deve ser muito burro mesmo para não perceber isso, deve ser como todos dizem, uma pessoa que nunca vai se atualizar, né? Eu te amo Rogers, te perder no meio dessa guerra não me é uma opção.

-Nat...

-Me deixa terminar – Fiz um sinal com a mão para que ele parasse de falar e de se mexer – Eu tenho, tive e terei muitos problemas na minha vida, não sou apta para amar ninguém e acho que nunca serei. Nem sei ao certo o que é amor se parar para pensar, talvez seja uma bobeira da minha parte ter medo desse sentimento, mas depois de tudo, pensar que estou amando novamente é uma coisa horrível e inexplicavelmente boa ao mesmo tempo – Suspirei e senti algumas lágrimas serem derramadas sobre minha face.

Steve se aproximou e me abraçou, não tinha forças para afastá-lo, apenas deixei que me abraçasse e deixasse-me chorar em seus braços, coisa que eu não fazia há tempos:

-Eu perdi todo mundo que amei Steve, todos eles morreram e me maltrataram ou me machucaram de alguma forma, não que eu ache que você fará alguma dessas coisas, mas eu sou feita de traumas, minha vida é um trauma – Disse com a voz embargada de emoção – Não quero te perder... Não posso te perder... Não quero morrer, não quero que você e nem ninguém morra. Tenho medo de não te amar o suficiente, de não ser boa o bastante para você. São tantos medos.

Ele se soltou do abraço e enxugou minhas lágrimas com as costas da mão. Beijou minha bochecha e segurou minha cintura com uma das mãos, enquanto afagava meus cabelos com a outra.

-Não vamos morrer – Sussurrou – Não antes de eu conseguir ter você na minha vida da forma que eu sempre quis – Sorriu. Sorri de volta – Não chore mais, me dói profundamente te ver fazer isso.

-Eu amo você – Disse colando nossas testas.

E então ele atacou meus lábios, pressionando os seus contra os meus, enquanto acariciava toda a região da minha cintura. Nossas bocas travavam uma guerra, uma batalha há muito tempo esperada. Nossos sabores se misturavam e quando ele pediu passagem com a língua eu cedi quase que instantaneamente, fazendo-as dançar juntas.

Minhas mãos foram para a sua nuca, onde arranharam calmamente com as unhas não muito compridas. Eu senti o calor de seu corpo contra o meu, seus suspiros contra minha boca. Steve desceu os beijos para o meu pescoço, depositando leves chupões, fazendo-me arfar.

Desci as mãos para a base de sua camiseta e a puxei para cima, separando nossos lábios apenas para que a blusa passasse e fosse removida. Abaixei e comecei a beijar todo o peitoral de Steve, começando da região perto virilha, indo até a clavícula, ele fez o mesmo e removeu minha blusa. Eu estava sem sutiã e pude sentir os lábios dele formarem um perfeito “O” sorri com a reação dele.

Num movimento brusco ele me virou e jogou-me contra a parede, deixando minhas costas encostadas sobre seu peitoral definido. Gemi com a parede gelada em contato com a minha pele quente e pude sentir sua ereção aumentar de tamanho contra minha bunda. Suas mãos foram até meus seios e os acariciaram, enquanto beijava avidamente meus ombros e meu pescoço.

-Steve... – Gemi baixinho – Por favor...

Ele não respondeu, apenas senti mãos fortes puxarem minha calça junto com a calcinha fina branca para baixo. Minhas bochechas coraram e meu rosto esquentou demasiadamente. Steve me puxou para cima pela cintura e me virou para frente, encarando-me com seus lindos e claros olhos azuis. Era como se um oceano inteiro encarasse-me profundamente.

As mãos maiores que as minhas foram para minhas têmporas, alisando e colocando os fios de cabelos que ali caiam para trás, levantei um pouco minha perna e ele a segurou, prendo-me junto de seu corpo, só então percebi que ele ainda usava suas calças.

Colei nossos lábios da forma mais calma que pude, saboreando calmamente o melhor beijo que eu já tinha tido em toda a minha vida. Levei minhas mãos para suas calças e soltei o fio que a prendia, fazendo a peça de roupa cair sobre os pés de Steve. Sua boxer branca já deixava a mostra uma ereção.

-Vamos acabar logo com isso – Sussurrei em seu ouvido após parar o beijo. Coloquei a mão para dentro de sua cueca e removi seu membro dali. Steve soltou um gemido rouco em resposta – Vai logo, Capitão.

A mão direita dele tapou minha boca.

-Quietinha – Me ergue um pouco e encarou meu rosto com dúvida antes de me penetrar. Fiz que sim, dando-lhe permissão.

E então ele me penetrou, de uma única vez, tudo. Arfei e quase urrei com o seu tamanho. Tentei controlar a respiração que já tinha se alterado novamente, mas não parecia-me estar fazendo efeito.

-Espera! – Exclamei. Segurando com força em seus ombros e provavelmente com uma careta estranha de dor e prazer juntos – Você é grande – Vi um sorriso de canto aparecer em seu rosto – Pode ir.

Steve começou a se movimentar dentro de mim o mais rápido que conseguia, mantendo a mesma velocidade e intensidade em todas as estocadas. Fechei meus olhos e minha boca se abriu, deixando sair gemidos múltiplos. Eu só conseguia gemer e gritar de prazer, era rápido, bom e prazeroso demais para se aguentar calada. Mordi a lábio.

-Mais forte, Steve – Implorei apertando fortemente seus braços musculosos – Mais forte.

Depois disso já não respondi mais por mim, não seria capaz de formar uma frase. Abri meus olhos e olhei para Steve, ele mantinha seus olhos bem abertos, me encarando da mesma forma que havia feito segundos atrás.

-Ain... – Eu falei sentindo minha intimidade se contrair ao redor de seu membro.

-Não goze ainda – Ordenou – Aguente mais um pouco.

-E-e-eu... Não consigo... – Uma, duas, três estocadas mais rápidas e fortes. Percebi que não iria conseguir andar na manhã seguinte – Ste... Por favor... – Tentei agarrar a parede atrás de mim, me contorci em cima do colo dele, gritei e gemi alto, tudo ao mesmo tempo.

-Peça – Disse – Diga o que você quer – Mordeu o lóbulo de minha orelha. Arfei.

-Me deixa gozar, Rogers – Implorei.

Mais uma estocada, mais uma e então me desmanchei em seus braços. Minhas pernas se desfaleceram e eu já não tinha forças para mais nada; alguns segundos depois Steve também chegou ao seu orgasmo.

Me abracei nele, mais do que já estava abraçada e colei nossas testas, sentindo sua respiração pesada contra meu rosto. Steve me pegou no colo e juntos fomos até a cama, onde deitamos abraçados.

...

O céu já tinha o sol entre as nuvens. Raios entravam pela janela blindada do quarto. Forcei meus olhos para que se abrissem contra a luz e, quando consegui abri-los, encontrei Steve me observando serenamente, com um sorriso no rosto.

Bocejei calmamente e ele riu, acariciando meus cabelos de forma terna. O abracei.

-Bom dia – Falei sorrindo.

-Bom dia – Respondeu depositando um beijo em minha testa – Dormiu bem?

-Melhor impossível – Steve riu – É tão bom ter você aqui.

-É bom ter você também, Natasha – Sentou-se na cabeceira da cama.

Saí de seus braços e me levantei enrolada no primeiro lençol que pela frente. Caminhei até o banheiro, pegando uma toalha branca em cima da bancada antes de entrar.

-Vou tomar um banho precisamos nos encontrar com os outros, vai ser bem rápido, volto já – Anunciei.

Catei uma roupa pendurada limpa no cabide.

Depois disso entrei no banheiro. Encarei meu rosto no espelho: estava mais feliz, mais sereno talvez. Eu já não tinha mais tantas olheiras e meus lábios estavam mais avermelhados, enquanto minhas bochechas tinha um rosado natural. Os olhos verdes que eu tinha brilhavam com a luz branca de dentro do banheiro.

Tomei um banho rápido, lavando todo o meu corpo enquanto pensava na noite passada. Não havia sido uma noite qualquer, tinha sido uma noite entre mim e Steve, nós tínhamos nos acertado e era isso que me importava, era a única coisa que importava no momento. Saí do chuveiro e me enxuguei, coloquei as roupas que tinham separado para mim: uma calça jeans preta, blusa de alças da mesma cor e um casaco, um pouco mais comprido que o normal, cinza com listras azul marinho. Era bem normal e confortável para se usar.

Saí do banheiro com a escova de cabelo em mãos, penteando os fios ruivos de minha cabeça com a maior calma possível. Procurei por uma meia e depois calcei minha botina, foi ai que percebi o estado em que Steve estava: já tinha se vestido, com a mesma roupa da noite anterior, encarava a janela e suspirava. Eu me aproximei e o abracei pelas costas, beijando seu pescoço, sentindo o maravilhoso cheiro de seu corpo.

-Nat – Murmurou baixinho – Nós precisamos conversar.

-Estou ouvindo – Disse sentando-me no colo dele e depositando um beijo em sua bochecha, Steve me encarou seriamente – Pode falar.

-Bom, na noite passada... – Ele tentou começar, mas eu o cortei:

-Não me diga que já se arrependeu! – Falei com um pouquinho de raiva.

-Não! Não! Não! – Ele disse rapidamente, apertando seu corpo contra o meu e distribuindo diversos selinhos em minha boca – Nunca me arrependeria de ter ficado com você. Agora me deixe terminar – Pediu e fiz que sim com a cabeça – Noite passada eu estava tão disposto, se é que posso falar assim, que me esqueci completamente de usar camisinha – Seu tom de voz era calmo, mas eu podia facilmente sentir a preocupação nele.

-Fique calmo, Steve – Pedi sorrindo – Não vai acontecer nada conosco, somos saudáveis, então sem risco de doenças... E além do mais, eu não posso engravidar.



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