História Someone Like You - VKOOK - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang, Got7, VIXX
Personagens G-Dragon, Hongbin, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Mark, Rap Monster, Suga, V
Tags Big Bang, Bigbang, G. Dragon, Gdragon, Gdragon Big Bang, Got7, Hongbin, Hongbin Vixx, Jeon Jungkook, J-hope, Jimin, Jin, Jung Hoseok, Jungkook, Kim Namjoon, Kim Taehyung, Kook, Mark, Mark Got7, Min Yoongi, Park Jimin, Rap Monster, Seok Jin, Suga, Taekook, Vixx, Vkook
Exibições 761
Palavras 5.384
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oiiiiiiiiiiii lindas e lindos!!!
VolTAE (tae é tei em korean se nao me engano -eu falo tae como tAE mesmo mas neh- ) Aish, se n for so esquece e substitui por xeGAY auhsuahsua

enfim aqui estou eu com o cap 19... estou super nervosa por escrevê-lo pois nao sei se ficou bom...
antes de mais nada tenho tres avisos...
1º eu nao sou a favor do estupro NAO CONFUNDAM AS COISAS AO LER ESSE CAP :D, tanto que eu me sinto desconfortável em escrever um, o que diz a vcs que tenho um aviso 2...
2º nao deixem de ler o cap por causa do inicio da situação, pq o maximo que uma cena dessas vai ter é até como foi essa, nao se assustem pq nao vou descrever o estupro, mesmo pq se fosse, estaria nos avisos da fic... por isso nao botei...
por favor.. nao levem a mal o cap e nem minhas intençoes com a fic...
ah e o terceiro....
3º - Sobre a capa pra discontrair... heuehuehueheuhe
imaginem as duas fotos da capa ali que o V tirou dele, no sofá daquela forma que ele esta nelas ausuahsua

enfim, eu demorei mas espero compensar com o tamanho do cap q nao sei quantas palavras foram... depois que vou ver... kkkk tentei que fosse antes da 00h00 mas infelizmente nao saiu antes... mas consegui vinte min atrasada..

sem mais atrasar vcs
amo voces, boa leitura... os coments eu vou responder todos, inclusive osq nao respondi amanha..ou depois de amanha junto com o Rodri aqui em casa <3

bjin bjin ate as notas finais...

Capítulo 19 - Pode me chamar de... Jr.


Fanfic / Fanfiction Someone Like You - VKOOK - Capítulo 19 - Pode me chamar de... Jr.

POV. Jungkook

 

 

         O toque irritante do meu celular não parava de tocar. Olhei para a tela e vi o nome de Baek piscando. Cerrei os dentes olhando pro celular. Aperto os lábios. Eu não via eles já fazia uma semana, lembrei que ontem havia sido sábado, um dos dias em que combinaram comigo de assaltar um supermercado pequeno perto da escola. Mas eu não estava afim de ir lá. Não estava nem um pouco disposto para ir ajudá-los a roubar nada, mesmo por que eu já não gosto nem um pouco dessa idéia, só fazia isso para que não me incomodassem com a história das fotos e vídeos humilhantes de Taehyung, que para mim não era humilhante, era algo muito lindo de se ver, mas eu queria ela só para mim, ninguém mais teria aquela filmagem. Só por cima do meu cadáver.

         Bufei e atendi quando ele ligou de novo.

         - Fala. – disse sem animo.

         - Fala? Fala?! Fala o cacete, você some, não fala mais com agente e vem dizer fala?! Acha que estamos brincando com você? Qual é a sua desculpa pra não comparecer em um encontro tão importante como hoje, Jungkook?!

         Estava irritado, cansado, não havia dormido de madrugada... Então não estava nem um pouco a fim de aturar o jeito mandão e idiota de Baek.

         - Eu não tava afim. – disse sem importância. Pude ouvi-lo bufar do outro lado da linha.

         - Ta de brincadeira com a minha cara, Kook?! – gritou irritado. Pude ouvir do outro lado um “calma, Monster”, vindo da voz de Sunshook. – Calma meu pau, Shook! Ele disse que não tava afim! Que pirralho atrevido! – Sunshook falou algo sobre os palavrões. – Ah, cala a boca você também, eu falo como eu quiser! Você não é minha mãe! O que houve?! Ta andando muito com o Kook, é isso?!

         - Porra, Baek. Não grita que estou com dor de cabeça. – reclamei em tom de voz normal e  coloquei a mão sobre a mesma tentando aliviar a dor que sentia nela.

         - Cala a boca! Não estou falando contigo, moleque! Escuta aqui, se você não vier agora aqui eu juro que vou...

         Me irritei.

         - Não. Escuta aqui você. Me liga em plena manhã para me acordar e me fazer me sentir mais mal do que já estou! Me diz esse monte de merda de manhã e quer ainda vir me ameaçar? Ah, vai se ferrar! Sei me cuidar! Taehyung também sabe, então não tenho mais com o que me preocupar em relação a você! Não vou te entregar pra polícia, não se preocupe! Mas eu não tenho mais medo da sua cara de idiota. Cai fora da minha vida. Estou cansado de ser comandado por você. Chega!

         - Kook! Cala a boca, seu... – ele ia gritar de novo.

         Desliguei na cara dele. Eu sabia que ia me arrepender depois, mas não me importei. Nesse momento eu estava nervoso, irritado e tudo mais. Não estava nem um pouco disposto a ouvir aquelas merdas dele. Eu só tinha que cuidar para que Taehyung não saísse de casa por um tempo e ficar sempre junto a ele para sua segurança. Baek era imprevisível e eu sabia disso.

         Pra mim chega... Ele tirou meu amigo, meu melhor amigo que tive esse tempo todo. O matou. Pôs a culpa em mim durante todo esse tempo, me bateu, tentou me violentar e depois ainda vem me amedrontar e querer mandar em mim. Ah, me poupe! Acho que já chega, não é?

         Tentei dormir de novo, mas não consegui. Então fui até o banheiro e tomei um banho quente e relaxante. A única coisa que podia me relaxar naquele momento, mesmo que fosse apenas momentaneamente.

        

        

POV. Taehyung

 

 

         Acordei com um peso em cima de mim, abri os olhos e me deparei com Jin pendurado na minha barriga. Gemi de dor, afinal ele é pesado, e me remexi na tentativa de acordá-lo. Não deu certo. Bufei e tirei-o dali com todo cuidado. Troquei minha bermuda por uma calça preta e fui até a cozinha preparar alguma coisa para comermos, vulgo, leite com cereal Sucrilhos. Voltei para o quarto para acordá-lo e vi meu celular vibrar. Peguei e vi mensagem nova do Yoongi.

        

            -_-: Eae V. To aqi na frente da tua casa.

 

         Eu até ficaria tranqüilo se aquela mensagem não houvesse sido escrita meia hora atrás. Na mesma hora corri escada a baixo em direção a porta enquanto lia o resto. Que era de 5 em 5 minutos uma nova mensagem.

        

         -_-: V!!!!!!!

            (Você não atendeu uma ligação de -_-)

            -_-: V, vem de uma vez abrir essa porta!

            (Você não atendeu uma ligação de -_-)

            -_-: Atende essa poha.

            -_-: Vcs dois vão perder o avião.

            (Você não atendeu uma ligação de -_-)

            -_-: Ô V de Viado... ta ai?

            (Você não atendeu uma ligação de -_-)

            -_-: Viado?

            (Você não atendeu uma ligação de -_-)

            -_-: V DE VIAADOOOOOO!!! ABRE ESSA PORTA ANTES Q EU ARROMBE ELA!!!

        

         E ele já estava digitando outra mensagem. Engoli em seco e abri a porta o vendo sentado na calçada batendo o pé. Ri de leve com a cena e ele me olhou, me amaldiçoei.

         - Ah, a noiva resolveu acordar!!! – dramatizou.

         - Deixa de drama, bora botar o carro pra dentro. – fui abrir o portão.

         - Não dá tempo, cara. Só temos vinte minutos.

         - Quê???!!!

         - O seu avião sai em 50 minutos, seu idiota. Por isso eu tava tentando te acordar a todo custo! – ele deu um cascudo na minha testa.

         Arregalei os olhos, corri escada acima, deixando-o bater o portão e a porta de entrada.

         - Fecha as coisas para mim, por favor! E senta ai na cozinha para comermos um cereal antes! – gritei de la de cima e ele gritou um “ta” de volta. – Droga, droga, droga... – murmuro entrando no quarto. – Jin! Acorda. – balancei ele de leve e ele nem se mexeu, só continuou roncando de leve. Expirei irritado. – Jin! – balancei ele um pouco mais forte e ele abriu os olhos resmungando.

         - Ah, Tae. Me deixa dormir mais um pouco. Minha cabeça dói...

         - Sinto muito, mas não podemos perder nosso vôo. – puxei as cobertas de cima dele.

         Ele me olhou com aquela típica cara de sono de quem acabou de acordar e eu teria rido por um bom tempo, caso não estivesse tão atrasado e apressado.   

         - Que horas são? – perguntou com a mão cabeça.

         - Dez e meia. – disse rápido e fui pegando minhas roupas na minha mochila e uma calça jeans para ele na dele.

         - Quê?! – ele praticamente caiu da cama, saindo dela, ou tentando já que o lençol não deixou e ele ficou embrulhado em cima dela.

         - Dez e meia! – joguei a calça nele. Ele arregalou os olhos e começou a vesti-la.

         - Dez e meia?! Mas nosso vôo é às onze e vinte e cinco! – ele disse enfiando a calça por cima da bermuda verde escura.

         - Sim, eu sei! Anda rápido! – apressei-o e coloquei meus all stars, tirei a blusa de costas para ele e senti seus olhos me secando, enquanto me recordava do constrangimento que passei noite passada de seus olhos me secando cara a cara da mesma forma. Coloquei meu perfume diário e logo depois recoloquei a mesma camisa, não teria tempo de trocá-la por outra. Quase me virei para pedir que parasse, me segurei para não fazer isso.

         E eu virei, mas quando o fiz, ele já estava se vestindo sem me olhar. Suspirei e coloquei meu casaco vermelho, que usei no aniversário do Namjoon dia passado, peguei minha mala, conferi o quarto para ver se não faltava nada para guardar, guardei o que faltava e desci com a mala, sendo seguido por ele. Levamos dez minutos, aproximadamente, para nos arrumar e descer. Deu tempo de comermos uma xícara de cereal com leite e Yoongi se aproveitou disso para comer conosco. Já comentei por que o apelido que demos a ele é Suga? Por que ele adora coisas com açúcar. Ah, você pensou que fosse por ele ser uma pessoa doce, não é? Ahá! Desiludi vocês. Hehehe. O moreno não é nada doce, ele é totalmente salgado. Baixinho, assim como Jimin, mas o seu oposto em pessoa: mal humorado, irritadinho, sonolento e toquinho quente. Por isso o chamo de Açúcar estragado, não tem nada de doce. Toquinho quente... Hummm, esse seria um bom nome para por no nome dele no meu Whats App...

         - Vamos lá. – o toquinho quente se pronunciou. E eu ri secretamente por tê-lo chamado em pensamento dessa forma.

         - Vamos logo. – Jin sorriu.

         De repente dei falta de alguém, que logo notei quem era.

         - Onde está o God of Destruction? – perguntei enquanto fechava a porta da frente.

         - Namjoon quis ficar em casa. – ele revirou os olhos. – Ele parece tão deprimido hoje. – ele refletiu e riu. – É depressão pós-bebedeira.

         Sorri forçado, eu e Jin, mesmo que ele não soubesse que eu sabia disso, sabíamos muito bem que não era só “depressão pós-bebedeira”. Olhei de soslaio para ele e vi que ele apertava os lábios com uma expressão meio nervosa.

         Toquei suas costas de leve e ele me olhou rapidamente. Dei um meio sorriso para ele e ele franziu o cenho me olhando confuso, mas logo percebeu que eu estava “do seu lado” e sorriu meio triste também.

         Entramos no carro de Yoongi e fiz questão que Jin sentasse com ele na frente para rir e se divertir um pouco. Ele melhorou um pouco a expressão e sorri involuntariamente, queria que meu amigo estivesse bem. Ele era tão bom comigo, eu o considerava quase meu irmão...

         O irmão que não tenho... só que mais velho.

         Suspirei e apertei os olhos olhando pela janela. Estava voltando para aquela vida de novo. Voltando para a dor. Para a tortura. Para mim isso era o mesmo que voltar para o inferno...

         Para me distrair, peguei meu celular e escrevi o nome novo de Yoongi no lugar de -_-. Ri internamente, me descontraindo, exatamente como queria mesmo.

         Chegamos rápido ao aeroporto. Entramos no avião após uma série de despedidas dolorosas, onde dizíamos “até logo” ao invés de “adeus”. Nos recusando a acreditar que não nos veríamos de novo.

         O avião foi rápido para chegarmos logo em Seul, atrasou um pouco, por isso, levamos por volta de três horas para chegarmos ao destino. Mandei mensagem ao meu pai avisando que havíamos chegado e que íamos pegar um táxi, e ponderei em mandar uma avisando Jungkook também, já que ele havia reclamado que eu não avisei ter chegado em Busan. Mas desisti da ideia ao pensar melhor. Eu estaria fazendo exatamente o que ele quer. Sendo comandado por ele de novo quem nem um cordeirinho, e eu não queria isso.

         Pegamos o Táxi, e Jin dormiu dentro do carro. Ele devia estar enjoado e com dor de cabeça. Obvio. Depois de tudo o que aconteceu não duvido de nada que ele possa ter agora.         

         Chegando em casa, acordei Jin para sairmos do carro. Liguei para meu pai e avisei que estava lá na frente. O Taxista desceu e nos ajudou a tirar as coisas do morta malas. Meu pai saiu pela porta da frente com aquele enorme sorriso no rosto, veio na minha direção e me abraçou fortemente. Mais uma vez aquele mesmo vazio de quando cheguei pela primeira vez em Seul e não ver Jungkook ali me torturou e senti um aperto no peito. Logo depois de me soltar meu pai abraçou Jin dizendo o quanto sentiu nossa falta e etc desde quando saiu pela porta.

         Suspirei ao sentir aquela falta dele ali, apesar de saber que ele mesmo não queria estar ali. Jin entrou com meu pai com as malas e o motorista levou uma também junto a eles para dentro da casa. Fiquei ali sentindo meus olhos quererem expulsar lágrimas e olhei para cima para tentar segurá-las no lugar onde elas estavam, mas o que vi foi surpreendente.

         Lá estava ele me olhando, apoiado na sacada da casa, com o celular em mãos podendo escorregar a qualquer momento de seus dedos e cair no gramado do quintal. Abri a boca sem saber o que fazer. Ele arqueou as sobrancelhas, como se dissesse “Não vai falar nada?” e continuou me olhando provocante. Mas esse provocante estava diferente. Parecia mais... sutil?... Acho que posso dizer que sim. Estava mais sutil.

         Sem saber o que fazer, dei um sorriso leve o olhando. Sorriso que custou a se formar nos meus lábios, já que eu estava nervoso. E levantei o braço esquerdo vagarosamente, acenando com receio para ele. Achei que ele fosse revirar os olhos, sair dali, ou rir da minha cara, mas não. Ele sorriu levemente de lado sem desviar o olhar do meu e ergueu a mão com o celular brevemente, em um curto aceno.

         Meu sorriso aumentou um pouco de tamanho ao me sentir mais confortável. O seu sorriso aumentou e ele apontou para meu cabelo e pronunciou algo sem emitir som, apenas com a boca. Pude ler em seus lábios um: Gostei do seu cabelo. Franzi o cenho, estranhando enquanto o olhava e ele riu alto.

         Será que ele havia bebido também? Ah, não, só o que me faltava. Peguei meu celular na mão e abri o Whats App. Pude ver ele me olhar confuso numa breve espiada que dei.

 

         Eu: Vc não ta bêbado, né?

 

            Ele continuou com aquela expressão confusa até seu celular vibrar na mão dele e ele o ligar para ler o que recebeu. Fez uma expressão engraçada ao ler o que enviei e reprimi uma risada.

        

         Moleque mimado: Pq eu estaria?

 

            Eu: Pq está estranho.

 

 

            O vi balançar a cabeça rindo.

 

 

            Moleque mimado: Eu? Estranho?

           

            (Você trocou o nome de Moleque mimado para Kook-ah)

           

            Kook-ah: Pq não fala pessoalmente esse tipo de coisa?

           

            Eu: Pq falaria? Vc não olha pra minha cara nunca.

 

 

         O vi rir e franzi o cenho o olhando.

 

        

            Kook-ah: Digamos q hoje eu estou me sentindo mais... livre... acho... huehuehue

 

 

            Eu: O que aconteceu?

 

            Kook-ah: Coisas...

            Kook-ah: Não posso falar... só posso dizer que estou me sentindo melhor de espírito hoje.

 

            Eu: Hum... bom saber disso.

 

            Rio. Senti calor por causa do sol e tirei aquele casaco vermelho, colocando-o sobre o Taxi. Cada vez que mandávamos uma mensagem nos olhávamos e sorriamos ou fazíamos outra expressão qualquer. Olhei para ele e o vi rir.

        

         Kook-ah: Vai fazer Streeptease agora?

           

            Eu: HAHA engraçado.

           

            Kook-ah: Não to vendo você rir.

 

            Eu: Olha de nv.

 

            Ele olhou e eu dei um sorriso meia boca e forçado. Ele riu que nem maluco. É serio. Estou estranhando ele. Muito... Ele tem que ser bipolar... não tem outra explicação. O Appa chegou com Jin e o taxista, lhe entreguei o dinheiro, mas meu pai fez questão dele mesmo pagar.

         Entramos na casa e sentamos na sala. Meu pai foi fazer algo para comermos e como Jin gosta de cozinhar quis ir junto para ajudá-lo a cozinhar.

         Suspirei e me deitei para trás no sofá. Fechei os olhos e fiquei ali pensando em tudo o que havia me acontecido desde o dia em que vim pra cá. Estava perdido em pensamentos quando sinto seus braços rodearem meus ombros e pescoço, tal como seu peso sobre minhas pernas ao se sentar nelas. Abri os olhos surpreso e fiquei estático. Ele me abraçou fortemente e com o tempo, ao me acostumar com aquilo o abracei de volta. Enterrando minha cabeça em seu peitoral. Ele riu de leve e sorri, mordendo os lábios. Não sabia o quanto ia durar aquela aproximação, mas ia aproveitar o quanto fosse durar.

         - Bem vindo de volta, Taetae. – ele sussurrou docemente.

         Pisquei meio confuso.

         - O-obrigado, Jungkook. – apertei o abraço e ele fez o mesmo.

         Depois de um tempo, ele sentou-se ao meu lado e ficou conversando comigo, perguntando sobre meu passeio. Contei tudo a ele normalmente, exceto é claro, daqueles momentos com Jin que podiam deixar ele puto, como ultimamente não estava indo com a cara dele.

         Depois ficamos cada um mexendo no próprio celular. Resolvi trocar a foto de perfil do whats app e ergui o celular em busca de tirar uma foto para isso e não percebi que ele estava olhando. Tirei uma com óculos e outra sem. Aé, eu uso óculos. Avisando aqui. Mas só para ler.

         Jungkook deu um risinho quando estava tirando a segunda foto. Parei na mesma hora e olhei para ele.

         - O que foi?

         - Você gosta mesmo de usar minhas coisas, hein?

         Franzi o cenho confuso.

         - Ahm?

         Ele apontou com o queixo para a camisa cinza larga que eu usava e eu franzi o cenho e olhei para ela. Arregalei os olhos ao lembrar agora, finalmente de onde vinha aquela camisa. Ele havia me emprestado aquele dia... um dia depois de acontecer aquilo...

         Engoli em seco e suspirei, tentando me focar no que ele dizia. Sem voltar ao passado agora, Taehyung! Repreendi minha mente.

         - Ah, eu... desculpa, eu não lembrava... – eu ia tirá-la.

         Ele riu.

         - Não! Não precisa... fique pra você. – ele sorriu gentil.

         - Mesmo? – perguntei olhando para ele.

         - É. Ela ficou muito bem em você. – ele riu.

         Sorri agradecido e dei um breve abraço nele.

         - Obrigado por me dar ela! Havia mesmo gostado de usá-la, é bem confortável.

         Jungkook sorriu e me abraçou de volta. Logo nos soltamos e ele apontou pro meu celular.

         - Sobre sua foto de Whats app, acho que a de óculos seria a melhor pro seu perfil. – franzi o cenho confuso e ele riu. – Eu vi que estava querendo uma foto nova de perfil.

         Pisquei incrédulo. E fiquei olhando pro celular. Procurando pela foto. Coloquei-a de perfil.

         - Estou com sono. – ele reclamou bocejando. – Ah, antes que eu me esqueça, por favor, não saia hoje de casa. Passe o dia comigo aqui. É importante. – ele recostou a cabeça na minha coxa, deitando-se no sofá.

         Pisquei, agora, confuso.

         - Ta, mas por que eu tenho que...

         - A comida está pronta! – Jin interrompeu entrando pela porta do Hall. Seu olhar automaticamente foi de encontro à minha coxa, onde a cabeça de Jungkook estava deitada e ele mordeu os lábios. Pude ver Jungkook sorrir para ele. Eu já estava cansando disso! Que joguinhos mais idiotas esses que eles ficam fazendo um pro outro! E eu estou sempre no meio, servindo de corda pra cada um puxar de um lado querendo ver quem cai primeiro. – Tae, a comida está pronta. – ele sorriu doce para mim.

         - Ah, já estou indo. – levantei a cabeça de Jungkook carinhosamente e coloquei uma almofada no lugar da minha coxa. – Vamos, Kook-ah. – acabei deixando aquela forma de tratá-lo escapar. Me arrependi mas já era tarde, já havia dito. Isso que dá eu por este apelido de nome dele no Whats app! Me acostumo a ver esse nome assim e acabo falando...

         Jin estreitou os olhos para nós e eu engoli em seco.

         - Ah, acho que não estou com fome. – Jungkook sorriu. – Quando estivermos sozinhos como com você, Taetae. – ele sorriu doce para mim também acentuando bem o “sozinhos” e Jin pigarreou.

         - Bom, então visto que você não vem, vamos logo Tae. – Jin chegou perto de mim e tocou meu pulso me puxando de leve, sorri para Jungkook em resposta ao que havia dito e fui indo com ele. – Ah, logo depois de comer já vou indo embora. – Jin sorriu para mim e eu assenti meio triste.

         - Que bom que vai embora. – Jungkook murmurou baixo brincando com os próprios dedos distraidamente.

         - O que você disse?! – Jin na mesma hora virou-se para ele irritado já indo na sua direção e o mesmo apenas ergueu o olhar indiferentemente para ele sem mexer nem um músculo. E eu previ que ia dar merda.

         - Ei, ei! Calma, Jin. Vamos lá comer. – empurrei-o na frente e ele foi olhando para Jungkook até passar pela porta.

         Olhei para Jungkook e torci o lábio para ele em reprovação. Ele me olhou e deu aquele sorriso enorme e doce que raramente me dava e que hoje estava fazendo várias vezes. Mas este sorriso, me lembrou mais o sorriso antigo daquela criança sapeca que sabia que tinha feito arte e eu havia descoberto.

         - Depois me resolvo com você. – disse baixo e sério e ele piscou um olho para mim e riu quando corei. – Ah, você. – reclamei antes de ir para a cozinha antes que Jin viesse me buscar de novo e desse problema mesmo.

 

 

* * *   

 

        

         Já eram cinco e meia da tarde, Jin já havia ido pra casa e meu pai foi levá-lo em casa e ia ficar um pouco na rua, por que tinha que resolver algumas coisas do trabalho. Fiquei olhando Jungkook, que dormia no sofá, desde quando fui comer com eles na cozinha.

         Ele parecia tão inocente dormindo ali naquela almofada. Eu havia coberto ele com os endredons quentes das nossas camas, pois estava meio frio lá dentro de casa, ao contrário da rua que estava quente pra caramba.

         Resolvi fazer um Nescau para quando ele acordasse e fui pra cozinha a fim de fazer isso, mas ao chegar lá me deparei com o pote de Nescau vazio. Ah, eu queria fazer essa surpresa para ele... eu queria mesmo...

         Suspirei.

         Ele havia dito para mim não sair de casa hoje.

         Mas quem disse que ele manda em mim? Eu tinha que buscar isso...

         Eu não podia evitar ir lá no supermercado e comprar um Nescau pra ele. Sorri e beijei o topo de sua cabeça. Ele se remexeu um pouco e eu sorri satisfeito. Quando tive certeza que ele estava mesmo dormindo sussurrei como se ele ouvisse:

         - Volto já já. – sorri largo e saí de casa, levando dez reais comigo para comprar a lata de chocolate em pó que ele gostava.

         Saí de casa, tranquei tudo corretamente e saí pelo portão também trancando-o. Fui até a loja de conveniência mais próxima (há dois quarteirões dali), mas como estava cansado, andei de vagar, o que me acarretou ter de voltar quando o céu já estava escuro.

         Bufei meio frustrado com aquela lentidão e continuei andando no meio da rua escura. Não tinha ninguém ali além de mim, que coisa incrível. Volta e meia um ou outro carro passava, mas foram no máximo dois ou três. Chequei meu celular. Eram seis e quarenta e três da tarde (noite, na verdade). Senti um pouco de frio e praguejei mentalmente por não ter trazido casaco.

         Foi na segunda quadra antes da minha, que comecei a sentir que estava sendo observado ou seguido por alguém. Aumentei a freqüência dos meus passos e comecei a ouvir passos, não era só de uma pessoa. O que me assustou. Não ousei olhar para trás, segui meu caminho, começando a ficar nervoso. Minha respiração já estava ficando ofegante. Até que sinto um pano úmido sem pressionado por alguém contra meu rosto, cuja pessoa estava atrás de mim me segurando e logo depois de me debater e tentar gritar, sinto meu corpo amolecer e não vejo mais nada.

 

 

* * *

 

 

         Acordo sentindo uma dor terrível na minha cabeça, sentia tudo rodar e meus movimentos pareciam lentos. Observo, com muita dificuldade, o lugar em que estou. Um local escuro, um porão vazio, observo. Olho para minhas mãos, estão atadas por uma corda bem forte.

         - Socorro! – começo a gritar. Levanto e bato na porta fechada com força. Força não tão “forte”, por que pelo que percebi, quem fez isso, me dopou com aquele negocio no nariz. Estou me sentindo totalmente fraco. – Me tirem daqui! – grito tentando que saia mais alto que antes. – Socooooorroooo!!!

         O trinco da porta se meche e eu me afasto assustado, com medo de quem ia aparecer.

         Então aquele cara abre a porta. Ah, eu devia saber... como não pensei nisso antes? Então era isso! Por isso Jungkook não queria que eu saísse de casa hoje. Ele sabia que isso podia acontecer comigo... ele quis... me proteger...

         - Baaek... – falo irritado, mesmo que arrastando a fala por conta do meu estado.

         - Olá, Taetae...

         Faço uma careta ao sentir nojo ao ouvir aquele apelido que Jungkook me dera ser pronunciado pelos seus lábios imundos.

         - É Taehyung!

         - Ah, desculpa. Havia me esquecido. – ele se aproxima. – Sunshook! – chama. – Me ajude aqui!

         Arregalo os olhos ao ver o loiro entrar no porão meio irritado.

         - Sabe que sou contra tudo isso. – reclama.

         - Cala a boca. Você tem que parar de andar com o Kook.

         Me irritei.

         - O Jungkook que devia parar de andar com você, seu filho da... – ele não me deixa completar a frase e dá um tapa estralado no meu rosto virando-o pro lado, assim como fez com Jungkook aquele dia. Arregalei os olhos em pânico por não ter forças para me defender, imaginando o que viria a seguir. Meu peito começou a descompassar. Eu não ia conseguir fazer nada, estava totalmente fraco e dessa vez não teria saída.

         - Você não deve estar entendendo nada, não é, Taehyung? Pois bem... – ele agarrou meus cabelos com força puxando-os me fazendo dar um pequeno grito e olhar para ele. - ... eu vou explicar brevemente a você. O Kook fez um acordo conosco, onde não iríamos atrás de você enquanto ele nos ajudasse com uns assuntos nossos. Só que tem um probleminha... – ele puxou mais os meus cabelos e sentia que eles iam descolar da minha pele a qualquer minuto. Automaticamente cedi e gritei alto, como ele provavelmente queria que eu fizesse, mas ainda me contendo para não fazer o que ele queria por completo. Ele olhou para Sunshook ordenando com o olhar para que o loiro saísse da sala, ele apertou os lábios me olhando e depois saiu do porão sem fechar a porta. Baek voltou a atenção para mim. - ... ele parou de nos ajudar. E foi um menino muito mal educado. Digamos que... o contrato está desfeito... Eu pensei e pensei e acabei tendo uma idéia fantástica! Nada melhor do que fazer tudo o que não fiz nesse tempo todo que não pude de uma vez só. Além do mais, você cortou meu barato uma vez... eu bem que podia descontar ele em você. Nada mais justo você completar o que interrompeu comigo e o Kook, não é? – arregalei os olhos entendendo o que ele queria dizer. – Acho que você entendeu bem o que quero dizer... – ele sorriu maldoso. – Pois bem...

         Enquanto seus dedos puxavam meu cabelo, sua outra mão foi em direção ao meu membro e ele o apertou por cima da calça sem pré aviso. Gritei alto surpreso, mas não de prazer e sim de medo. Estava assustado, nervoso, apavorado, sentindo tudo o que eu menos queria sentir. Me sentia impotente, um fraco, por não poder fazer nada para me defender com minhas mãos, que eu tentava inutilmente soltar, amarradas para trás.

         - ME SOLTA! – tentei me soltar e ele puxou mais meu cabelo fazendo-me deitar a cabeça para trás à força e gritar mais. – Não! NÃO! ME SOLTA! ME SOLTA!

         Quanto mais eu me remexia, mais ele ria e aumentava a pressão em meu cabelo e com a outra mão também ainda por cima da calça. Eu gritava e gritava desesperado. Já não agüentava mais. Queria poder desmaiar para pelo menos não ver aquilo acontecer. Queria poder morrer logo. Por que eu não ouvi Jungkook e não fiquei em casa?... Que droga! Por que eu tinha que querer ir buscar coisas na rua quando ele disse que era importante que eu ficasse em casa?!

         Comecei a chorar desesperado e Baek ria cada vez mais da minha desgraça.

         - Pode chorar, vadiazinha... – ele riu. – Agora além de vadiazinha do Kook vai ser a minha também... pena que vai ser a única e ultima vez que isso vai acontecer com você... – ele murmurou e eu chorei mais ainda.

         Continuei gritando sem mal ouvir o que ele dizia. Eu já sabia que ele ia me matar depois daquilo. Mas por que não fazia isso logo? Seria bem mais rápido. Eu queria que fosse rápido. E ele sabia disso. Ele ia me torturar o quanto pudesse e além ainda disso. Ele tocava naqueles pontos fracos, falando no nome de Jungkook e falando do que eu e ele fizemos... ele sabia daquilo.

         - Pena que o Kook não me deu a câmera com a filmagem. – ele riu. – Por que ai eu podia gravar e depois mostrar isso pra ele quando já tivesse te matado.

         Eu não parava de gritar e chorar. Estava tudo perdido. Tudo. Eu sabia que era o fim. Fechei os olhos fortemente me negando a mostrar as minhas lágrimas para aquele cara e já estava desistindo de lutar contra quando o senti ser tirado brutamente de cima de mim.

         Caí de costas no chão em choque sentindo um breve alivio nos dois lugares onde Baek apertara, mas ainda agonizando de dor.

         - Seu... nojento! Nojento! Eu cada vez mais odeio você! – eu ouvi uma voz diferente das que estava acostumado a ouvir, cheia de ódio. – Como é possível que haja uma pessoa nesse mundo tão horrenda como você?! - Olhei para onde vinha a voz com muita dificuldade e vi uma pessoa batendo em Baek. Uma figura masculina, aparentemente. Ele estava encapuzado e estava todo vestido de preto: calças Jeans pretas, bota preta e moletom preto. Seu rosto era coberto por uma máscara preta, que cobria sua boca e a ponta de seu nariz.

         Gemi de dor olhando aquela cena enquanto me encolhia no chão sem mais nada o que poder fazer.

         - Sunshook! – Baek gritou.

         - Já cuidei daquele babaca! – o encapuzado lhe deu um soco no estomago e ele se dobrou.

         - Quem-é-você? – perguntou com dificuldade.

         - Cala a boca, seu nojento! Isso não te interessa! – ele deu uma joelhada no queixo de Baek e ele caiu no chão tossindo com a mão no rosto.

         O silencio finalmente reinou no local e ele fez uma expressão de nojo e levantou brevemente a máscara para cima, depois cuspiu em Baek repudiando-o e colocou-a de volta ainda o olhando. Apertei os olhos sentindo aquela dor no meio das pernas e no meu couro cabeludo. Eu me sentia a ponto de desmaiar a qualquer momento. Involuntariamente gemi. E ele virou-se para mim e começou a vir na minha direção. Me encolhi com medo. Queria dizer alguma coisa como um “Não encoste em mim” ou algo parecido, mas não saía nada, eu estava em choque.

         - Ei, ei... calma. Eu não vou fazer nada... não vou te machucar... confia em mim. – ele falou se aproximando.

         Então agachou-se na minha frente e eu tentei acreditar no que ele disse pois não tinha mais nada a perder, eu não tinha como escapar dali, estava totalmente vulnerável desde o início.

         Abri a boca pra falar algo, mas não conseguia de forma alguma.

         - Calma... calma... vai ficar tudo bem... – suas palavras de alguma forma me consolaram. Ele levantou a máscara e sorriu amigavelmente para mim, o sorriso dele era algo que me prendia, como se fosse alguém que eu pudesse confiar. – Eu não vou te machucar. Pode confiar em mim... eu não sou como esse... esse nojento... – fez cara de nojo ao falar de Baek. Ele pegou meu celular do meu bolso e depois, minha identidade. O olhei sem entender o que ele ia fazer. Ele logo voltou a me olhar e sorrir daquela forma que estranhamente me acalmava. – Kim Taehyung, não é? Prazer... agora vamos te tirar daqui.

         Ele guardou as coisas em seu bolso com fecho do moletom preto e começou a desatar minhas mãos. Engoli em seco o olhando e forcei as palavras a vir.

         - Que-quem é vo-cê?... – consegui falar mesmo que gaguejando e sentindo minha garganta doer de tanto ter gritado pouco tempo atrás.

         Ele me olhou e sorriu largo daquela forma de antes.

         - Seu mais novo amigo. Por favor, pode confiar em mim... – ele liberou meus pulsos e os tocou de leve observando-os, minhas mãos antes amortecidas, começavam a criar vida e senti o sangue circular nelas da forma como devia. – Eu não posso dizer quem eu sou... não poderia mais te proteger dele, mas... – ele continuou o trabalho com meus pulsos e alargou o sorriso enorme se é que era possível. – Pode me chamar de... Jr. 


Notas Finais


Estou com dó do tae...
mas o Jr estava la e cuidou dele.. Jr te agradecerei pra sempre <3
ashauhsuahus ~le-se eu falando como se fosse leitora (revirada de olho)
quem sera o Jr??? hahahaha sem spoiler mas tentem descobrir hein... someone like you eh cheia de quebra cabeças...

amo vcs
comentem comentem...
bjin bjin


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