História Something Entirely New - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Frisk, Gerson, Mettaton, Papyrus, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Asriel, Chara, Chariel, Chasriel, Romance, Undertale
Exibições 210
Palavras 3.092
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hoi!!!
Eu disse que não demoraria 8D Diliça de feriado.
Vejo vocês nas notas finais. :3
Ao capítulo!

Capítulo 8 - Afraid of Dying


Fanfic / Fanfiction Something Entirely New - Capítulo 8 - Afraid of Dying

Asriel POV

Recuei um passo com os olhos arregalados, sem acreditar no que tinha acabado de ouvir.

- V-você tá brincando, certo? É uma brincadeira, não é, Chara? – Eu estava completamente embolado em minhas palavras.

Mas Chara continuava com os olhos rubros faiscando de determinação para mim, e neles não existia sombra de brincadeira.

 - E-eu... – Comecei, mas não sabia como terminar. Não sabia o que dizer. Naquele momento parecia que tudo a nossa volta tinha congelado, meus músculos travaram e eu não conseguia me mexer.

 Um longo silêncio seguiu, Chara ainda parada a minha frente.

Eu vi que ela tinha machucados rodeados de sangue seco nas pernas, e que nosso colar estava manchado de vermelho, mas não consegui dizer nada.

 - Az... Eu sei que você pode fazer isso. Eu sei que pode! – Ela disse de repente, mas eu não conseguia encará-la, os olhos fixos no chão, atordoados e confusos.

 - Nós lemos tudo a respeito disso, lembra? De monstros que absorvem a alma de humanos... E o poder inimaginável que eles adquirem com isso. Com esse poder, você poderá atravessar a barreira, você poderá ser livre... Não quer ser livre? Não quer ver o céu estrelado? – Ela continuou, a voz subindo gradativamente. Eu a olhei e quase pude sentir a determinação emanando dela.

 - Eu... Eu não quero...

- Asriel! – Ela me interrompeu. – Eu estou dando a vocês a minha alma por vontade própria. É uma oportunidade que eu estou criando para que todos sejam livres. Não entende que estou fazendo isso por você? Por todos aqui? Por favor, me deixe ser útil a alguém pelo menos uma vez na vida! Deixe com que eu sinta que eu existi por algum propósito!

 Eu a ouvia atentamente, sem saber exatamente o que pensar. Eu não queria que ela fosse embora, eu não queria absorver a alma dela. Mas como eu poderia ir contra alguém que estava tão determinado a se sacrificar por todos no subsolo?

  Como eu poderia negar um desejo à Chara...?

 - Chara... – Baixei a cabeça, incapaz de retrucar na decisão dela. Sentia como se uma mão apertasse com força a minha alma.

 - Escute-me, assim que atravessar a barreira, vá até a vila mais próxima do Monte Ebott. Você saberá onde é, pois lá crescem várias árvores de flores douradas. É a minha vila, Az. Você deverá então tomar seis almas dos humanos lá... E com essas almas em sua posse, quebre essa barreira. Liberte a todos.

  A imagem de Chara a minha frente começou a embaçar cada vez mais, e eu me virei de costas para que ela não visse as lágrimas se acumulando nos meus olhos.

 - Asriel...? – Ela chamou com cuidado. – O que foi? E-eu só quero que minha vida insignificante sirva pra alguma coisa. Só quero poder fazer por vocês o mesmo bem que tem feito por mim. Quero que você realize seu desejo de ver as estrelas de verdade. – Eu senti ela se aproximar mais de mim e passar os braços em volta do meu pescoço, descansando a cabeça nas minhas costas.

 Ficamos assim um bom tempo ainda em silêncio. Eu lutava para que minhas lágrimas não escorressem. Crianças crescidas não choram.

 Levei as mãos ao colar dourado que eu tinha em volta do pescoço e apertei com força. Era com a liberdade que Chara queria nos presentear, então por que estava doendo tanto?

 A liberdade seria tão dolorosa assim?

 - E-eu... Não g-gosto desse plano, Chara... – Comecei, as palavras saindo tremidas demais. Respirei fundo e assim que senti mais segurança na minha voz, continuei. – Mas eu confio em você. E-eu também quero que todos sejam livres, e se você decidiu isso, nós... Nós podemos fazer isso juntos, c-certo...?Podemos ser fortes... E dar a liberdade para t-todos...

  - Faremos isso juntos. – Ela confirmou, a cabeça ainda apoiada em mim. – Não se preocupe, Az, eu te prometo que irá funcionar. Nós libertaremos a todos. São só seis, nós só precisaremos de mais seis almas para isso.

A cada palavra que Chara pronunciava, a mão em minha alma parecia se fechar mais e mais forte.

 - Eu... Eu coletarei a alma dos humanos da s-sua vila. Coletaremos juntos. E e-então... A barreira será destruída...

 Senti ela acenar positivamente com a cabeça e se afastar de mim, e eu virei para encará-la, por mais difícil que fosse.

 - Você tem que me ajudar com... Hm... Tem que me ajudar a desencarnar primeiro. – Ela disse, fitando os próprios pés. – Precisamos pensar em uma maneira boa e eficiente para que eu possa... Deixar esse mundo.

  Eu não queria pensar em uma maneira de matar a minha melhor amiga. Não queria fazer aquilo. Mas como eu poderia dizer não a ela? Eu sabia, mas não queria dizer. E mesmo assim as palavras vieram, porque eu não conseguia negar um pedido dela.

  - As flores... – Eu disse tão baixo, que sabia que ela não poderia ter me escutado, desejando inutilmente a cada instante que ela desistisse de tudo aquilo.

 - Hm? Fala mais alto, Az.

  Não havia nada que eu pudesse fazer.

 - As flores... Douradas. Elas são... São v-venenosas... Um dia, papai queria experimentar uma n-nova receita de chá... Ele então usou essas... Essas  f-flores. Elas o deixaram realmente doente e... Mamãe disse que se ele t-tivesse usado em grande quantidade, com certeza... E-ele não teria... Conseguido sobreviver.

 Cada palavra saía com um esforço inimaginável, eu estava me forçando a pronunciar cada uma delas.

 Chara me olhava determinada, e eu procurava em seus olhos o mínimo resquício que fosse de medo, insegurança, ou hesitação. Não havia, no entanto, nada disso. Ela estava decidida.

 - As flores, certo. Nosso plano pode funcionar dessa maneira, então. Eu acho que devíamos começar o quanto antes. Vamos até as Ruínas pegar a quantidade suficiente, certo?

 

O caminho até as Ruínas foi silencioso. Chara segurava minha mão com força, sustentando sempre aquela expressão inflexível, de quem não voltaria atrás em sua decisão. 

 Assim que chegamos até a cama de flores ela correu até o local, enchendo as mãos com o máximo delas que podia e as guardando no bolso de seu suéter.

  - Vem, me ajuda a pegar mais!

Corri até ela sem dizer nada e a ajudei a carregar os bolsos com flores.

 

A volta para casa depois daquilo foi igualmente silenciosa. Nenhum dos dois parecia ter mais nada a dizer depois daquilo, e eu sabia que por mais que eu tentasse convencê-la, Chara não mudaria de ideia. Naqueles seis meses que passamos juntos, eu aprendi várias coisas sobre ela, mesmo que ela fosse tão fechada. E uma delas, era que quando ela decidia algo, não voltava atrás.

 O resto do dia passou rápido demais, como se quisessem tirar Chara de mim o mais rápido possível. Ela tinha decidido comer as flores antes de dormir, para que então os efeitos começassem durante a madrugada e ela já estivesse num estado ruim o suficiente para não poder mais ser ajudada, quando nossos pais a vissem pela manhã.

 À noite, sentamos juntos em minha cama e discutimos sobre como prosseguiríamos quando ela... Desencarnasse.

  Tudo estava planejado. Por mais que eu não quisesse fazer aquilo, eu faria o que ela me pedia. Por ela.

  - Isso deve ser o suficiente. – Ela mastigava as últimas flores douradas, tomando cuidado para que nenhuma delas fosse deixada para trás. – Elas tem um gosto... Engraçado.

 - E-espero que você não sinta muita dor, Chara... – A olhei, já deitado na minha cama.

 - Não se preocupa. Eu não vou perder pra dor nenhuma. – Ela sorriu pra mim e correu para apagar a luz do quarto e se deitar também.

   Nada mais foi dito, e antes de adormecer, eu desejei que ela dormisse comigo aquela última noite.

 Mas ela não veio.

 

Chara POV

A dor era atordoante.

Minha consciência tornava-se cada vez mais enevoada, e eu sentia como se fosse puxada aos poucos para um buraco negro denso. E eu sabia que era sem volta.

 Uma parte de mim queria entregar-se e deixar com que a consciência se apagasse por completo. Eu havia causado aquilo, certo? Por que resistir?

A outra, pequena parte, no entanto, insistia em agarrar-se com tudo aos fiapos de vida que ainda existiam, por motivos que não pude compreender. Instinto de sobrevivência, talvez?

“Chara... Consegue me ouvir, pequena? Queremos que você abra os olhos agora.”

Eu conhecia aquela voz... Era Toriel, a minha mãe no subsolo que cuidou tão bem de mim e me deu tanto carinho. Ela me chamava... Eu não sabia por que, mas devia responder. Devia lutar contra o torpor e encontrar a superfície naquele mar de agonia onde me encontrava.

Segui a voz, que ficava um pouco mais clara à medida que lutava para acordar, e finalmente meus olhos encontraram a claridade. Com um enorme esforço eu os abri, demorando em familiarizar a minha mente e reconhecer o local onde eu estava, o meu quarto.

 Não podia dizer que estava completamente consciente, minha visão turva não me deixava ver as coisas ao redor com clareza, meus ouvidos pareciam meio tampados, e a voz de Toriel me parecia distante demais, como se eu estivesse a ouvindo em um sonho.  Era como se um peso de cem quilos estivesse sobre minha cabeça, me impossibilitando de mexer muito, e minha respiração era pesada e inconstante.

  A próxima coisa que senti, foi que meu corpo inteiro tremia compulsivamente em ritmos alternados, sem que eu realmente tivesse controle sobre isso.

  - M... Mãe...? – O esforço que fiz para falar foi evidente, minha voz saindo num chiado baixo.

 - Shhh, não fale, querida. Procure manter os olhos abertos, certo? Vai ficar tudo bem.  – Senti ela apertando minha mão delicadamente.

 - Oh Gorey, ela está queimando de febre... E está suando tanto! – Eu a ouvi falando enquanto sentia um pano úmido sendo posto sobre minha testa.

 - Mas como isso foi acontecer? Ainda ontem ela parecia tão saudável! – Outra voz ressoou no quarto, que eu reconheci como sendo de Asgore.

 - Eu não sei... Asriel me chamou mais cedo e disse que ela estava muito doente... – Eu podia sentir a dor em sua voz, e isso fez o meu coração já tão fraco doer. – Gorey, o que faremos? Como podemos ajudá-la, se estamos aqui presos? Sem acesso a medicina humana que ela precisa para ficar boa? Sem nem ao menos alguém que possa diagnosticá-la corretamente?

 - Nós definitivamente iremos encontrar uma maneira. Eu nunca vou ficar parado, de braços cruzados, assistindo a minha filha sofrer assim. – A voz dele, distante demais, parecia firme e determinada.

 - Não fique assim querido, a Chara é forte. Lembra quando chegou aqui, machucada e assustada? Veja como ela está forte e saudável agora. Ela vai ficar boa e vocês voltarão a brincar juntos em breve, tenho certeza. – Toriel tentava esconder a preocupação na própria voz enquanto consolava mais alguém no quarto...

  - As... ri... – Meu corpo tremeu violentamente contra a cama e eu ofeguei. Foi rápido, no entanto, e logo que parou eu senti meus músculos doloridos relaxarem novamente.

  - Ele está aqui, Chara. Não se preocupe, ele está bem aqui ao seu lado. – Tentava enxergar alguma coisa, mas a minha visão parecia cada vez mais fraca e turva. Senti, no entanto, as pequenas mãos de Asriel no meu rosto quente.

  - Chara... – Eu podia ouvir o choro em sua voz.

  Aquela situação começava a partir o meu coração. Por que tornar as coisas ainda mais difíceis? Nós já havíamos conversado, já havíamos resolvido os mínimos detalhes para o que viria a seguir. Por que a tristeza, então? Por que as lagrimas?  Eu estava presenteando a todos com liberdade, estava doando minha alma para que ele pudesse realizar seus sonhos na superfície. Então, por que Asriel estava chorando?

- Az... Não se... Preocupe... comigo. – Tentei tranquilizá-lo, levando minha mão ao rosto para que encontrasse a dele, acariciando de leve. – Tudo... Vai ficar bem... – Minha boca estava tão seca que sentia meus lábios se rachando mais a cada palavra que eu pronunciava.

 Eu podia ouvir seus soluços ecoando pelo quarto, sua mão apertando a minha ainda que com cuidado.

 O pano em minha testa foi removido, sendo recolocado logo depois com seu frescor renovado.

  Suspirei e fechei os olhos, me deixando levar pela sensação que acalmava ainda que momentaneamente a queimação na minha pele.

 - Eu irei encher a banheira com água gelada para que pelo menos a febre dela ceda um pouco. – Ouvi Toriel dizer, movendo-se pelo quarto. – Asriel, fique com ela.

  Silêncio.

 - Logo... Vai acabar... – Consegui dizer, minha voz falhando e minha respiração ofegante dificultando a compreensão das palavras.

  Asriel nada respondeu, limitou-se a apertar mais forte a minha mão, soluçando baixo.

  Pouco tempo depois Toriel voltou ao quarto, e eu a senti mover meus cobertores e me pegar no colo o mais delicadamente que podia.

 - Aqui, pronto, prometo que vai ser rápido, minha criança. Fique firme. – Ela me carregou até o banheiro.

  Atordoada demais para perceber as coisas ao meu redor, não cheguei a sentir quando ela me colocou sentada na pia para me despir. Apenas quando eu fui colocada na banheira, e um choque terrível percorreu todo o meu corpo, me fazendo quase gritar.

  - Shh, calma, está tudo bem. – Toriel me tranquilizava, e eu mordi os lábios tentando conter a vontade de chorar que veio em seguida. Eu não tinha o direito. Fui eu quem quis aquilo, era uma escolha minha. Eu não tinha o direito de chorar. Não podia sentir medo ou insegurança, eu devia encarar a morte e as dores que a antecediam de cabeça erguida.

  Mas a água era tão fria. Os tremores em meu corpo doíam tanto. Minha visão era tão turva e todos pareciam tão distantes. A morte era assim tão dolorosa? Ela iria brincar comigo daquele jeito, incansavelmente, até que finalmente resolvesse me levar?

 Não pude conter o soluço que veio, apertando meus olhos com força enquanto Toriel me retirava da banheira e me envolvia depressa numa grossa toalha. Apenas um soluço, e mordi os lábios com tanta força para que parasse que senti o gosto metálico de sangue na boca.

   Eu não iria chorar, não iria! Consegui segurar minhas lágrimas por oito anos, não iria fraquejar agora!

Fui carregada nos braços delicados de Toriel quando tudo terminou, sendo colocada então na cama de Asriel, já que a minha estava completamente molhada de suor. 

  - Pronto, agora a sua febre deve abaixar um pouco, pequena. Logo você vai ficar boa, mas tem de manter a determinação, certo? - Ela dizia enquanto me cobria e verificava minha temperatura com as costas das mãos. 

  Depois do banho gelado as coisas haviam ficado um pouco mais claras a minha volta, com a febre cedendo os tremores em meu corpo melhoraram e a visão aos poucos foi voltando ao normal. Eu sabia que em breve a febre voltaria e eu ficaria pior, mas tomei aquele tempo para tentar me estabilizar de novo e me preparar. 

  "Não é capaz de enfrentar as consequências da sua decisão, Chara? Faça pelo menos uma coisa certa na sua vida e aguente isso sem chorar." - Pensei, fechando os olhos. 

  - A febre foi embora, por enquanto. Eu vou preparar algo para ela comer, você pode ficar aqui cuidando dela, Asriel? 

 - S-sim.. - A voz cortada e trêmula de Asriel deixou o nó na minha garganta ainda mais apertado. Por que estava doendo tanto em minha alma...? Aquele dia em que eu procurei pela morte no topo do Monte Ebott, eu a via como uma escapatória doce e acolhedora... Uma forma simples e gentil de calar o meu sofrimento. Eu a queria. Agora, no entanto, a morte parecia mais uma vilã cruel que me separaria dos meus pais... Dos meus amigos... E de Asriel. 

  Droga, por que estava pensando em tudo aquilo? Onde estava a minha determinação? Aquela que queimou tão intensamente dentro de mim ainda ontem, quando ouvi de Undyne sobre a profecia, quando decidi que me sacrificaria para dar a liberdade a eles... E para saciar o meu desejo de vingança contra aqueles que me machucaram. Mas nem mesmo esse pensamento foi capaz de tirar o medo de dentro de mim... Agora que eu sentia na pele, a morte me puxando lentamente para fora desse mundo com suas grandes garras negras, me afastando cada vez mais de tudo a minha volta... De tudo que eu tinha aprendido a me apegar... Eu estava com medo da morte.

  No entanto, guardaria aquele medo no fundo de minha alma, não o mostraria a ninguém. Ninguém precisava saber. 

  - Ei, Asriel... - Chamei, minha voz fraca demais, fazendo com que o simples ato de falar exigisse uma força de vontade enorme.  

  - Hm? - Ele estava ajoelhado do lado da cama próximo a mim, e descansando a cabeça no colchão. 

  - Você... Tá bravo comigo? - Movi minhas mãos com esforço para acariciar de leve o topo de sua cabeça. 

 - Eu nunca ficaria bravo com você, Chara. Nunca. Eu só estou com medo... E-eu sei que já sou crescido e não posso ser medroso, m-mas... - Ele não conseguiu completar. 

 - Tudo bem. Tá tudo bem em... Sentir medo às vezes. Eu te prometo que vamos conseguir, Az. Vamos ser fortes juntos. - Eu tentava passar o máximo de segurança que podia na minha voz cortada, mas já não sabia se ela era tão estável como antes. 

 - E-eu vou sentir tanto a sua falta, Chara. - Ele murmurou ainda deitado. 

 - Também vou sentir sua falta, Az. Mas uma parte de mim sempre estará viva dentro de você... Por isso, quando você ver as estrelas... Por favor... Lembre-se de mim. 

  Ele estremeceu de leve e acenou com a cabeça. 

  Meu corpo tornava-se cada vez mais dormente, a dor cedia e os efeitos do veneno ficavam cada vez mais aflorados, correndo pelas minhas veias e danificando o meu sistema. Senti que não passaria de dois dias, na melhor das hipóteses.

  Tentei mover minha cabeça para olhar ao meu redor, e só aí vi que havia uma Echo Flower num vaso próximo a mim, seu azul reluzente iluminava fracamente ao redor. 

  - Pensei que podíamos... D-Deixar nossos desejos gravados nela antes de... Você sabe, e... - Asriel gaguejou ao notar que eu olhava para a flor. 

  - É uma ótima ideia. Faremos isso. - Tentei sorrir, mas falhei. Eu estava cada vez mais cansada e sentia calafrios, indicando que em breve a febre voltaria ainda mais alta, junto com os tremores violentos. 

  Fechei os olhos, e tentando aproveitar aqueles instantes sem febre, adormeci.

 


Notas Finais


Bom gente, voltei com mais capítulo :3
Ceis devem estar querendo me matar né ;-; HDUAHSDOUH Mas calma, prometo que isso vai terminar bem :3
Vou tentar voltar com o próximo na sexta, porque eu tô cheia de ideias e doida pra escrever /o/ qq
Até mais, amo quando favoritam e quando comentam! <3


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