História Something Good - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~yeahthemoose

Postado
Categorias Got7
Personagens Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags Got7, Markgyeom, Markyeom, Yumark
Exibições 33
Palavras 2.436
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


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Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Something Good - Capítulo 1 - Prólogo

Yamazaki Coffee - Tokyo, Japão

21 de Abril de 1996 

 

Uma pequena cafeteria que ficava em um lugar estratégico em meio a diversos prédios comerciais de grandes empresas e mesmo sendo bem simples, sempre atraía muitos clientes e por ser tão calmo e agradável, muitos gostavam de ficar ali lendo um livro ou mantando o tempo do almoço antes de voltarem as suas funções, exeto um, havia um que sempre vivia ali não importava o dia. Um garoto alto com o corpo magro e cabelos brancos, suas feições eram altamente joviais mas ao mesmo traziam um ar de seriedade.

Todos os dias chega exatamente as 7:00 da manhã, pedia um café forte e sem açucar  até as 20:00 que era o exato horário em que ia em bora deixando o valor exato do café em baixo da xícara vazia. Os funcionários do local já haviam tentado conversar com ele diversas vezes, mas eram sempre respostas curtas sem emoção como se qualquer interação fosse altamente incomoda, então apenas o deixavam em paz e ignoravam a situação. 

E essa mesma rotina foi acontecendo por um ano inteiro, até esse exato dia... 

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-- MEU PRIMEIRO DIA! - o garoto gritou enquanto corria pelas ruas de Tokyo tentando encontrar-se naquele bando de gente, era naquele tipo de momento que sentia-se arrependido por sempre ter feito pouco caso em aprender o minimo de japonês com a família de sua mãe ( ou de ter olhado um mapa antes de sair de casa), claramente ele pegou o transporte errado e agora estava correndo como um louco tentando não chegar atrasado em seu primeiro emprego. Teve que mudar-se com sua mãe para o Japão após o termino de seus pais e decidiu que seria bom ajudar sua mãe nas despesas, afinal já tinha 18 anos e mesmo com seus "pequenos problemas de saúde" pensou que seria bom tentar viver de um modo normal nessa nova fase de sua vida, infelizmente não poderia estar mais longe de tudo isso dar certo, tinha apenas 2 minutos para chegar em seu novo emprego e não fazia a minima ideia nem de onde estava. 

 

 

Enquanto isso, o homem de cabelos claros estava tentando espantar seu sono esfregando os olhos pelas décima quinta vez naquele minuto, mesmo assim sorriu ao ouvir o barulho da máquina de escrever anunciando mais um capítulo finalizado. Estava escrevendo um livro á um ano e meio e já tinha um contrato com uma editora famosa, com isso teve que acelerar sua escrita já que o livro já estava sendo anunciado e encomendado adiantado por uma boa quantidade de pessoas, ou seja, passava os dias e noites apenas focado em sua escrita, na cafeteria aonde sempre ia, não era sem motivo, tinha um porque de ir sempre naquele local e sentar na mesma mesa no mesmo horário e acabou levando essa razão como um costume diário já que apenas naquele local, tinha inspiração para escrever sempre cada vez melhor. 

Algumas pessoas perguntavam para si " Como escreves um romance se nunca teve um?" era simples, considerava o amor um conto, muito fácil de ser reproduzido de modo artificial por meio de palavras, não era necessário sentir para reproduzir isso, já que considerava o sentimento em si muito artificial, acompanhou de perto pessoas que forçaram-se a amarem uma a outra então desde então não acredita muito nisso de "amor", mas era lindo de contar, lindo de ver, apenas não era verdadeiro.  Era como o brilho deixado por uma estrela que viaja a milhões de anos luz, era belo mas falso. 

O homem levantou-se estalando o corpo nos locais doloridos e tomou um banho quente para relaxar e refletir já que depois de escrever, sua mente continuava trabalhando de modo criativo fazendo-o pensar em milhares de coisas ao mesmo tempo já que não tinha nada para canalizar a criatividade. 

Desligou o choveiro e colocou um moletom e mais duas camadas de agasalhos pesados já que fazia muito frio naquele dia, pegou a carteira, chaves e um pequeno caderno bem velho no qual fazia desenhos e anotações importantes de ideias que vinham em sua cabeça quando estava em algum outro local. Foi até a porta e saiu de seu pequeno apartamento exatamente ás 8:45 para chegar ás 9:00 no café e sentar-se em sua mesa. 

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-- Com licença, para onde...ah você, com licença...NINGUÉM NESSE LUGAR FALA COREANO?! - o garoto já estava surtando demais, devera chegar uma hora antes do local abrir e faltava exatamente 3 minutos para o local abrir e ainda não sabia aonde estava! Tudo ali estava em japonês e isso o deixava extremamente confuso e irritado. Já estava com uma enorme vontade de chorar quando uma garotinha com um vestidinho rosa aproximou-se dele um pouco relutante 

-- Eu falo coreano...o que o senhor quer? - disse ela com a voz baixa e altamente infantil como se tivesse acabado de aprender a falar. Seus olhos se iluminaram mas logo o brilho apagou ao pensar que a garota não faria a menor ideia do que estava falando, mas decidiu tentar, do que seria a vida sem tentativas? 

-- Você sabe aonde fica o Yamazaki Coffee? Preciso chegar lá o mais rápido possível e eu estou muito perdido e... -- a garota apenas riu e apontou para uma loja que estava logo na esquina de onde estávamos fazendo-me automaticamente me sentir um completo estúpido. A mãe da garotinha chamou-a eu coreano e ela correu até a mesma e ambas se foram enquanto ela explicava o porque de ter sumido. Assim que ambas desapareceram no meio da multidão, comecei a correr desesperadamente quando o relógio anunciou que eram 8:59.... 

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Já podia ver o do outro lado da rua em que estava e já ia continuar mas logo um carro passou a sua frente, aparentemente abriram a rua que ficava ali perto. Assim que parou esperando o novo sinal avisar que era hora de atravessar, viu um garoto correndo como um louco no outro lado da rua e aquilo o fez rir um pouco, o garoto estava com os cabelos descabelados e apesar do tempo frio, estava com um pouco de suor no rosto. 

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-- T-t-tenho tri-trinta segundos, v-vai, você consegue...-- repetia o garoto a si mesmo ao olhar para o pequeno cronômetro no relógio de rua. Podia ver o café bem perto dali o que o fez sorrir abertamente "vai dar tempo, vai dar tempo" repetia mentalmente já que não tinha nem mais forças para falar, apenas correr. 

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O sinal logo abriu e o mais velho de cabelos descoloridos começou a andar calmamente enquanto folheava seu pequeno caderno cheio de anotações e desenhos, sempre gostou de observar como suas ideias surgiam, era tão bom notar que...BUM 

Sentiu suas costas irem ao chão e seu peito doer bastante, ao olhar, notou que havia um garoto de cabelos castanhos caído e confuso do mesmo modo que ele, mas ele logo começou a desculpar-se com a voz bem falha e correu para dentro do café deixando o mais velho completamente confuso e irritado. 

Levantou-se e limpou a poeira que havia sujado suas roupas e entrou no restaurante dando de cara com o grande relógio em cima do balcão "9:01", o pequeno minuto fez o maior assustar-se e pegar seu telefone que indicava a mesma hora. Ele tinha um modo de fazer as coisas, sempre certo, sempre exato, sempre chegava às 9:00...parecia melodramático mas a exatidão e a rotina era algo que o mais velho presava muito e não pode deixar de sentir-se incomodado com essa pequena diferença. 

Mesmo assim, decidiu sentar-se em sua habitual mesa, mas assim que dirigiu seu olhar a mesma, viu o garoto que havia o esbarrado ali sentado tomando um copo gigantesco de água em um gole enquanto um garoto um pouco mais velho dava um sermão sobre horário no mesmo, aparentemente o garoto era funcionário daquele local e havia chego atrasado no seu primeiro dia " Por isso ele corria tanto". O mais velho aproximou-se um pouco da mesa e olhou para o garoto de cabelos pretos que dava um sermão no novo funcionário. Logo o que tomava água desesperadamnte foi retirado com brutalidade de onde sentava 

-- Desculpe, Mark, esse é o novo funcionário e ele sentou-se no primeiro lugar que viu...- disse o mesmo um pouco sem graça. O nome dele era Youngjae, ele era filho do dono da cafeteria e um "amigo", foi o primeiro que tentou conversar com Mark e o primeiro que descobriu seu nome. 

-- Não tem problema... -- o de cabelos descoloridos deu os ombros e curvou-se em frente a ambos para logo sentar-se e começar a folhear seu caderno em silencio sem notar que ambos haviam saído dali, apenas dando-se conta quando ouviu as reclamações do fuincionário novo ao receber tapas na cabeça de seu novo patrão. 

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-- Aqui está seu avental e bloco, anote os pedidos e prepare os cafés expressos, se o café que o cliente pedir for mais difícil, peça para um dos caras do balcão que eles farão, alguma pergunta? 

-- Quem é aquele? - o mais novo apontou para o de cabelos descoloridos que escrevia em um pequeno caderno enquanto bebia um café expresso com bastante calma. Seus olhos aparentavam cansaço e frustração, apesar de seu corpo estar completamente relaxado naquela pequena cadeira. 

-- Mark Tuan, veio de Los Angeles, Califórnia mas viveu sua infância na Coreia mesmo sua família sendo Taiwanesa...eu levei um tempo para entender, tem 22 anos e é escritor. Vem aqui todos os dias as 9:00 da manhã e sai ás 20:00, com tudo, apenas bebe 3 copos de café no máximo, nunca pediu nada além disso e apenas aceitamos o fato e convivemos... - e gerente disse em um suspiro enquanto ambos olhavam a mesa do mais velho que não havia movido um músculo, parecia uma máquina que apenas escrevia e não fazia nada além disso. 

-- Nunca tentaram falar com ele? - o mais novo sentia-se incomodado com aquele modo de vida do mais velho, sabia que não era da sua conta, mas sentia-se incomodado. 

-- Muitas vezes, mas ele é quase monosilábico, responde poucas perguntas e sempre evita os "porquês"... também já tentamos oferecer algo além de café ou até mesmo outro tipo de café, mas ele sempre deseja a mesma coisa, no mesmo horário e no mesmo local. 

-- Quanto tempo isso tem durado? Digo, a quanto tempo ele vem aqui? 

-- Um ano - Youngjae deu os ombros e virou-se para fazer algo 

-- UM ANO?! Não pode ser! Ele vive assim a um ano?! - o mais novo arregalou os olhos e logo teve sua boca tampada por seu chefe 

-- Olha, não temos o direito de julgar ninguém por exatamente nada, não sabemos de sua história e nem é nosso dever saber, o nosso, na verdade, o seu é apenas servir o que a pessoa desejar e ponto. Além disso, isso não é importante, amanhã ele chegará as 9:00 e sairá as 20:00 como todos os dias a um ano... - finalizou Youngjae que saiu andando rápido quando ouviu seu nome ser chamado em algum canto da cafeteria deixando o mais novo sozinho e confuso. Observou que o maior colocou as mãos no estômago como se sentisse uma dor e no momento seguinte um ronco de fome que quase invadiu o local inteiro deixando Mark Tuan com as bochechas rosadas o que fez o maior sorrir. Mesmo sendo frio e sério, parecia ser frágil, como se estivesse a todo momento a ponto de quebrar, imaginava o que havia acontecido e o que havia forçado Mark Tuan a viver desse modo...

Decidido, pegou um suco de laranja e a fatia mais bonita no café e foi em direção a mesa do mais velho com o coração batendo forte em seu peito

-- Aqui, pelo incidente de hoje mais cedo, é por conta da casa, senhor -- disse tremendo um pouco ao notar o olhar do mesmo confuso ao virar-se em minha direção. 

 

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O mais velho estava no fim das anotações sobre o final de meu livro, terminaria antes do previsto e isso era ótimo já que a editora estava começando a o apressar para o lançamento. Parou de escrever imediatamente ao sentir uma dor forte em meu estômago e não pode nem notar até ouvir um ronco que chamou atenção das pessoas nas mesas mais próximas fazendo-o ficar altamente envergonhado com aquilo. Não tinha muito o costume de sentir fome mas quando sentia era muito forte, tinha um peso muito abaixo do ideal e isso nunca o incomodou muito - apesar de meu médico morrer de medo e sempre ficar bravo quando conta seus hábitos alimentares- 

 

Foi retirado de seus pensamento pelo atendente novo que estava com um suco e um bolo na mão fazendo-o ficar confuso. 

" -- Aqui, pelo incidente de hoje mais cedo, é por conta da casa, senhor" - ouviu sua voz um pouco trêmula e sem o perguntar, ele deixou ambos em cima da mesa e saiu para atender um cliente que o chamava. 

Ia pedir para retirarem aquilo da mesa, mas ao olhar para a torta de morango seu estômago voltou a roncar e sem pensar devorou ambos em muito pouco tempo. 

Enquanto limpava a boca, viu que o novo atendente sentou-se a  frente com um sorriso vitorioso que o fez olhar desconfiado 

-- Colocou alguma coisa na torta? -- disse com a voz carregada de exitamento e o mais novo apenas riu 

-- Não, é que você parece mais feliz. Não me admira que você seja tão rabugento, está sempre com fome -- o mais novo cruzou os braços mantendo aquele sorriso infantil nos lábios 

-- Você só me conheceu hoje, como pode saber que estou sempre rabugento? - travou uma guerra de olhares com ele reproduzindo a mesma pose do mesmo

-- Você acabou de me contar, Mark Tuan... - o menor ampliou o sorriso indicando que ele havia ganhado 

-- Tá bom, você ganhou -- levantou ambas as mãos em redenção 

-- Como punição por sua derrotar, irás sair daqui apenas ás 20:02 e nenhum minuto a menos... - aonde ele queria chegar com isso? 

-- Por que? - perguntou confuso e ele deu os ombros 

-- É sua punição, eu vou indo e nem pense em tentar me enganar -- o menor levantou-se para sair 

-- Poderia saber seu nome? - perguntou o mais velho ainda um tanto atordoado com a situação 

-- Prazer, me chamo Kim Yugyeom... - ele estendeu a mão e o mais velho apertou um pouco confuso 

-- Mark Tuan, prazer... 


Notas Finais


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