História Something new; lutteo - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Exibições 44
Palavras 902
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Esse capitulo foi cheio de referências de livros que eu adoro, e também foi um pouco diferente dos que eu já escrevi. Boa leitura e divirtam-se :)

Capítulo 3 - Eu gosto de você


— Ámbar, me deixa, eu to bem... — falo no telefone — e pede pra Nina parar de me ligar também, minha ressaca tá forte demais pra vocês ficarem me ligando.
Desliguei. Minha cabeça latejava, parece que eu ia explodir. Sabe aqueles filmes onde você vê algum personagem quase morrendo por causa que bebeu muito? Pois é, acontece mesmo, e hoje pude comprovar isso, e que ainda pode ser bem pior. 
Eu nem lembro de nada que aconteceu... Minha memória se esvaiu de minha cabeça de uma forma que ainda não entendo. Ouço gritos da minha mãe dizendo que tem visita pra mim, o que eu não gostei nenhum pouco, considerando o meu atual estado. Ouço alguém pisando os degraus da escada e noto que minha mãe já deixou a tal pessoa entrar.
— Posso entrar? É o Matteo! — ao ouvir isso meu coração gelou, desde quando o primo da Ámbar tem intimidade suficiente comigo pra vir na minha casa? Como ele sabe meu endereço? — Eu trouxe café... — mas isso não importava, se o garoto tinha algo pra me fazer sentir melhor, era unânime.
— ENTRA! — grito, empolgada, depois percebendo que pessoas com a dor de cabeça que estou sentindo não gritam, e logo percebi as consequências, minha cabeça pulsava loucamente, porque eu fui beber tanto?
— Oi.. Nossa, Luna, você tá péssima.
— Brigada Matteo, eu nem sabia — falo sarcástica enquanto me inclino pra aceitar o café que o moreno me oferecia — Desde quando você tem meu endereço, e quem te pediu pra vir?
— Você não lembra mesmo, né? — assenti, eu não lembrava mesmo. — Sabe a tal festa do Roller? — assenti mais uma vez — Você foi, e bebeu muito, não sei porque, já que você tinha me dito que não gostava de festas — bom, disso eu lembrava, fui pra festa pra esquecer dos meus problemas em casa — você foi uma das últimas a sair, me pediu pra te levar pra casa e me falou seu endereço, e disse pra eu trazer café pra você lá pras 11:30 — olhei para o relógio, 11:30 em ponto — e aqui estamos.
— Bom, brigada por trazer café pra mim. — digo, dando um pequeno sorriso.
— Não precisa agradecer..
— Posso te fazer uma pergunta? — falo.
— Óbvio.
— Porque você veio? Você mal me conhece... — digo, tímida 
— Ah, acho que você merecia.
— Como assim? 
— Você não ia me fazer nada de mal, alem de que eu sei que você é uma pessoa legal, e eu não quis ser um cuzão que ia te negar uma simples carona.
— Brigada, Matteo — falo, olhando em seus olhos, esperando que ele soubesse que eu realmente estava grata.
— Ei, eu já falei que você não deve agradecer nada.
— Ah, desculpa.. — digo, depois dando um gole no meu café
— Tu também não deve se desculpar, Luna — ele diz, e eu dou um sorrisinho — Você não lembra de nada mesmo, tipo, de nenhuma coisa que aconteceu?
Me senti em dívida com ele e mesmo que ele não goste que eu agradeça, Matteo veio me trazer o que pedi, me levou pra casa, e querendo ou não, foi um bom amigo.
— Talvez um pouco... Um pouco antes da festa começar ouvi minha mãe falando no telefone, acho que era meu pai, ele são divorciados, sabe? — o moreno assentiu — Bom, estavam discutindo, meu pai dá uma pensão baixíssima pra minha mãe, e acho que estamos com uns problemas financeiros, porque sei que ela quer aumentar a fiança, por isso estudo tanto.. Quero uma bolsa para a faculdade, mas enfim, ele se nega a aumentar, ele nunca me quis, deixou minha mãe quando ela estava grávida... Eu nunca fui boa em fazer as pessoas gostarem de mim.
— Ei, não fica assim, eu gosto de você — Matteo falou enquanto sorria e levantava meu queixo, e eu sorri de volta.
Passaram-se alguns segundos e ele se levantou para ver meu quarto, viu meus livros, acho que percebeu que eu tenho uma quedinha por Harry Potter, além dos milhares de pôsteres que eu tinha de "As vantagens de ser invisível".
— Gosta de ler? — eu assenti, dando um gole do meu café — "A gente aceita o amor que pensamos merecer", é assim, né? — Fiquei encantada com alguém fazendo uma citação de um dos meus livros favoritos.
— Mais ou menos... — falei rindo — Você tá pagando de leitor só pra me fazer sentir melhor? 
— Talvez... — ele disse, rindo também, e eu ri ainda mais, e eu me senti alegre pela primeira vez em muito tempo, mesmo que por pouco tempo e por um motivo besta — Olha, eu já posso morrer sabendo que fiz a Luna Não-Sei-Seu-Sobrenome rir.
— Valente, Luna Valente... E sim, já pode morrer em paz, mas saiba que se você não for da Corvinal, eu vou te matar antes mesmo de você pensar em morrer..
— Sonserina comanda Valente, desculpa... — diz ele rindo, e eu fiz uma careta, mas logo depois ri também.
E por cinco minutos, eu esqueci um pouquinho de como minha vida era complicada e fiquei lá, rindo, na frente de um menino que eu mal conhecia, mas já tem o poder se fazer eu me sentir melhor. Por mais que eu faça isso, ficar séria pra sempre e me fingir de durona não iam resolver meu problema, sorrir é bem mais fácil, por mais que eu não esteja feliz de verdade. Vale a tentativa de tenta ser verdadeiramente alegre por pelo menos um tempinho. E a partir dali, eu sabia, Matteo era uma pessoa que eu podia confiar.



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