História Sometimes the past is cruel - Capítulo 1


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Categorias Magi: The Kingdom of Magic, Magi: The Labyrinth of Magic
Personagens Ja'far, Personagens Originais, Sinbad
Tags Aladdin, Alibabá, Beijo Mãe, Caralha Alada, Dragul, Drákon, Hakuryuu, Hinahoho, Jafar, Judar, Kouen, Kouha, Masrur, Morgiana, Pisti, Sharrkan, Sinbad, Spartos, Yamraiha, Yamuraiha
Visualizações 128
Palavras 2.072
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia
Avisos: Mutilação, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


oioi!
espero q gostem!

Capítulo 1 - Capítulo único


Fanfic / Fanfiction Sometimes the past is cruel - Capítulo 1 - Capítulo único

Por que?

Se perguntava todas as noites.

Por que a dor não passava?

O conselheiro do rei atualmente se encontrava em seu quarto, era madrugada e não tinha ninguém acordado na região próxima a seus aposentos. Ótimo. Assim não teria risco de ser interrompido.

Por que todo ano era assim?

Com um mês de antecedência os pesadelos começavam, gritos, sangue, e dor era a única coisa ali presente. Com uma semana se recordava da expressão de terror no rosto deles, e da agonia e do desespero que foi obrigado a passar, e isso doía.

Sua alternativa foi encontrada alguns anos atrás, enquanto se remoía tentando parar de pensar nos seus anos de assassino, especialmente no seu primeiro assassinato.

No assassinato de seus pais.

Fora obrigado pela Sham Lash a matar aqueles que o criaram com amor e dedicação, fora forçado a passar a noite ao lado dos corpos sem vida e completamente ensanguentados.

Então em uma dessas noites nadando nas profundezas da tristeza finalmente encontrou o seu alívio,

Dor física.

Lembrava-se muito bem da sensação da lâmina deslizar por sua pele abrindo um profundo corte, fazendo o líquido carmesim escorrer em abundância lhe dando uma grande tontura, mas também uma forte sensação de alívio. Desde então sempre se cortou na madrugada, não era saudável, sabia disso. No entanto era a única forma de sua alma ter o mínimo de conforto que fosse, passando pelo que todas as suas vítimas passaram, assim que o sol raiasse iria começar a trabalhar incansavelmente, na esperança que pudesse esquecer a dor.

Um corte longo pelo antebraço.

O alívio já lhe invadiu. Outro, e mais outro, e mais outro, e mais outro.

Fez isso até que todo seu braço estivesse cheio de cortes, no entanto sentia que não era o bastante. Tirou a camisa e continuou pelo tronco e costas, até onde seus braços podiam alcançar.

E por volta das três da madrugada estava completamente cheio de cortes. Como não estava completamente coberto até o pescoço, devido as suas vestimentas do dia a dia que ajudavam a esconder as marcas profundas em sua pele pálida, pode ver claramente duas de suas cicatrizes mais dolorosas e cheias de história, as que começavam no interior de suas coxas e iam em um corte único até os tornozelos. 

Ela tinham sido feitas nos seus tempos de assassino, no seu aniversário de sete anos especificamente, segundo os seus superiores faziam isso para poder deixá-lo mais rápido e mais mortal. Tinham feito mutação em suas pernas para deixá-lo com uma velocidade, agilidade e forças fora do normal.

Passando um tempo começou a limpar o sangue que começava a manchar o chão e que deixava seu corpo totalmente vermelho. Assim que os ferimentos estavam limpos e cobertos, permitiu-se dormir enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto.

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No dia seguinte ja estava preparado para lidar com as expressões indiferentes a sua situação de seus amigos, afinal não tinham como saber. Vestiu-se, e andou calmamente pelos corredores, um navio do Império Kou estava pra atracar e teria que recepciona-los, Ren Kouha tinha vindo pessoalmente até a Sindria para assinar um tratado de "paz", acompanhado de Hakuryuu, Kougyoku e, surpreendentemente sem nenhuma má intenção, Judar.

Estava atrasado e ciente disso, então passou a apertar seus passos e ir mais rápido. Quando chegou no cais encontrou todos os generais, seu rei, Aladdin, Alibaba e Morgiana ja presentes e cumprimentando os visitantes, rapidamente foi ao lado de seu rei e curvou-se em respeito.

"perdoem-me por minha demora altezas.." desculpou-se com a cabeça baixa.

"não se preocupe quanto a isso Jafar-dono." sorriu Hakuryuu.

"eeeeeeeeehhhh... o sardento demora pra vir nos cumprimentar e você ta bem com isso?" provocou Judar preguiçosamente.

"escuta aqui-!" começou Jafar com tom claro de raiva, sua história com Judar não era assim muito, agradável... 

Ia para a frente enfrentar o Magi obscuro, quando lembrou que, primeiro, era uma visita do império Kou e não deveria cometer tal desfeita. Segundo, seus ferimentos definitivamente não estavam curados e se acidentalmente se movimentasse demais corria o risco deles sangrarem novamente.

"oe, Jafar eu sei que sua história e a do Judar não são lá grande coisa maaaaaaaaaaaaaaaass.... só hoje vai?" pediu Sinbad com um sorriso amarelo, encolhendo-se em seguida quando recebeu "aquele olhar" de Jafar. "hoje não to pra papo e sabe disso." respondeu o conselheiro com um tom firme.

"eles esqueceram de nós?" susurrou Kouen para Kougyoku, recebendo um "SHHH!" em seguida de Judar que obviamente queria ver os dois saírem no tapa.

"pera... eu sei?" ousou perguntar um Sinbad encolhido, definitivamente não devia ter perguntado, um pouco atrás do rei estava Hinahoho, que imediatamente levou uma das mãos a testa com um olhar de "CORRE SINBAD"

Foi muito rápido para qualquer um, em um momento Jafar estava com a cabeça baixa e com o cabelo cobrindo seus olhos, no outro tinha suas lâminas ao redor do pescoço de Sinbad, este estando de costas para si, e com o pé no meio de suas costas com seus olhos iguais aos de cobras, sua aura realmente, realmente, realmente perigosa tentando matar o rei, pela quinta vez essa semana.

"O QUE VOCÊ DISSE?!" gritou Jafar consumido pela raiva. Hakuryuu encarava tudo incrédulo, Judar ria sem parar, Kouen tinha um olhar surpreso e até um pouco divertido assim como Kougyoku, mas o olhar da princesa sumiu assim que viu que a perna de Jafar estava a mostra.

Assim como sua enorme cicatriz.

Soltou um suspiro surpreso que atraiu a atenção dos outros membros da realeza e de Judar, olharam para a garota antes de direcionarem sua atenção para a direção que ela olhava, tomando o mesmo susto, não apenas eles como os generais.

Mesmo que fossem companheiros de longa data de Jafar, este sempre andava coberto e nunca os deixava ver suas cicatrizes. Quando percebeu que os vários olhares estavam em sua direção Jafar afrouxou o aperto das cordas, e as deixou definitivamente quando viu o que olhavam, para melhorar sentia certa ardência nos braços.

Cobriu novamente a perna sendo alvo dos olhares curiosos e chocados, Sinbad assim que recuperou o ar voltou a atenção para Jafar, parecia ser... medo.

Isso se chocou fortemente contra seu psicólogo, respirou fundo.

"... sinto um cheiro estranho... parece ferro.." disse Masrur. Cheirou o ar mais uma vez. "...parece sangue."

Ouviu um pequeno grito de Yamuraiha, e viu que ela olhava para si.

Merda.

Os ferimentos tinham aberto fazendo o sangue jorrar pelas feridas e mancharem suas roupas com o sangue. Respirar ficou difícil, tudo ao seu redor começou a piscar em mudança, em um momento os via com um olhar normal de sempre, e no outro, os via no chão completamente mortos. Suas mãos repletas de sangue foram em direção ao seu rosto e lá as pousou por um momento.

"Jafar-san?" perguntou Aladdin.

"J-Jafar?" perguntou Sinbad evidentemente receoso, o que tinha esquecido de tão importante?

"...ruhks negros..." murmurou Judar olhando ao redor. "e do pior tipo, reconheço quando vejo um..." olhou novamente em direção a Jafar.

"Jafar-dono?" perguntou Hakuryuu, receoso.

"o que está acontecendo rei Sinbad?" perguntou Kouen, igualmente surpreso.

"e-eu não sei..." murmurou.

"...não sabe não é?" a voz de Jafar se fez presente. "o que não te interessa entra por um ouvido e sai pelo outro não é?" seu tom agora era ameaçador, assustando até mesmo Kouen, os guardas e os Generais se prepararam. "dou apenas uma dica Sinbad." levantou o  olhar assustando Sinbad.

Fazia anos que não via aquele olhar e aquele sorriso, um olhar que podia te fazer querer correr, um sorriso que indicava que estava em apuros.

"Sham Lash." Foi a única coisa que o conselheiro disse, antes de agarrar sua cabeça e ir ao chão.

Judar paralisou, ja tinha ouvido falar da Sham Lash, uma organização de assassinos altamente treinados para apenas uma coisa, matar.

Um estalo de fez na cabeça de Sinbad, como conseguiu ser tão insensível a ponto de esquecer? "Yamuraiha.. tire os nossos convidados daqui, te afirmo que isso não será bonito." disse chegando perto de Jafar lentamente. 

"mas-" a princesa foi cortada quando Jafar com uma velocidade extrema pulou em cima de Sinbad com uma das lâminas pressionada em sua garganta.

"Pare Jafar!" exclamou Pisti, realmente assustada.

Em um ato automático e rápido, Judar usou os poderes de seu Djinn e prendeu Jafar no chão com raízes que saíam da terra, era visível que o conselheiro se debatia sem parar, até que finalmente relaxou e deixou as lâminas irem ao chão.

"por que...?" perguntou o general preso em um tom baixo. "por que todos que eu amo....acabam me deixando?"

Essa pergunta chocou os visitantes, principalmente Judar e Aladdin.

"por que...? por que? POR QUE?!" uma quantidade enorme de Ruhks negros se alastrou ao redor, consumindo Jafar.

"Isso é ruim!" Yam gritou antes de usar sua magia e paralisar Jafar.

O general de cabelos brancos chorava, no entanto não eram simples lágrimas, possuindo uma coloração vermelha.

"o que está acontecendo com ele?!" perguntou Kougyoku, extremamente assustada.

"seu passado está remoendo-o por dentro..." Sinbad se aproximou. "Jafar... me perdoe por esquecer que dia é hoje.. sei como deve ser difícil para você..."

"...eles me odeiam não? mamãe e papai.... me odeiam pelo o que eu fiz..." respondeu com a cabeça baixa.

Os do império Kou travaram, como assim?

"claro que não te odeiam! eles te amavam tanto que morreram para que você continuasse vivo! Preferiam que você os matasse do que ver você morrer!" tentou novamente, dessa vez ajoelhando em frente ao seu conselheiro.

Agora sim o choque estava realmente presente nos rostos dos visitantes de Kou.

"ele matou seus próprios pais..." Kougyoku sussurrou de maneira inaudível.

"não deve se remoer dessa maneira.." continuou Sinbad.

"...se não devo me remoer, então por que todo ano faço isso?" perguntou desafiadoramente.

"faz o que?" Sinbad agora estava confuso.

"...arregace minhas mangas e descubra por conta própria." disse baixo.

Com medo do que iria encontrar, Sinbad lentamente levantou as mangas, seu rosto ficou branco ao ver o tamanho e a profundidade daqueles cortes.

As linhas eram tantas que pareciam teias de aranha vermelhas, subindo pelos braços de Jafar e o tronco, vendo que só arregaçar as mangas não foi o suficiente Sinbad pegou uma adaga e começou a cortar o tecido que Jafar usava. Quando totalmente retalhado pôde ver realmente a extensão. Todos os presentes ofegaram.

"Jafar! desde quando faz isso?!?" Sinbad colocou ambas as mãos no rosto de Jafar e limpou as lágrimas sangrentas com os polegares carregando um olhar desesperado e preocupado.

"dois anos.." respondeu fracamente.

Sinbad o encarou com o olhar arregalado. Como não tinha percebido!?

Jafar o encarava com o olhar opaco, parecia tão desesperado consigo. Sentiu-se culpado. Aos poucos sentia sua consciência se esvair, até que tombou desacordado para frente pela falta de sangue.

"Jafar?!? Jafar!! JAFAR!!"

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Sentia a cabeça pesada, estava tudo escuro e as pálpebras pesadas. Fazendo um esforço sobre humano conseguiu abrir os olhos. A dor na cabeça era tanta que o lugar que estava girou por um momento, assim que normalizou conseguiu finalmente distinguir onde estava, seu quarto. Moveu a cabeça para um lado e viu pela janela que era noite, olhou para o outro e tomou um leve susto por um momento.

Sinbad estava sentado em uma cadeira ao lado da cama, dormindo encostado na cabeceira. Ia sentar-se para tentar ajeitar Sin em uma posição menor mas seu corpo gritou em protesto, soltando um gemido baixo de dor. Esse pequeno barulho foi o suficiente para despertar Sinbad.

"Jafar?! ahh ainda bem que você está bem!" respirou aliviado.

"o que aconteceu?" perguntou fracamente.

"você desmaiou pela perda de sangue, está desacordado a dois dias." respondeu o rei.

"ficou aqui o tempo todo? Sin, eu não-" começou, mas foi calado.

"se ousar dizer que você não importa eu juro que te jogo pela janela! é claro que importa! eu me importo muito!" disse rapidamente. Sentiu os olhos arderem. " Jafar... se você quiser chorar pode chorar."

Era o que precisava por muito tempo, conforto.

Permitiu que as lágrimas viessem com toda a força, começou a soluçar. "me perdoe.... me perdoe... me perdoe..."

Sentiu-se ser abraçado pelo seu rei e sua cabeça ser gentilmente colocada na curva de seu pescoço. Sentia-se ser "ninado" por Sin, pela primeira vez em anos se sentia completamente protegido.

"não faça mais isso Jafar, não sei o que faria se te perdesse...."

"não me deixe sozinho.... por favor."

"jamais faria isso." respondeu.

"promete?"

"sempre"


Notas Finais


espero q tenham gostado! :D


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