História Somewhere New - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias League Of Legends
Tags Guardias Estelares, Jinx X Ekko, League Of Legends, Projeto, Romance
Exibições 27
Palavras 3.367
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Luta, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Antes de tudo, sorry pela demora (Semana de provas, êêê...)! Caso se pergunte, sim, eu mudei o nome da fic até porque ela ainda está em desenvolvimento e eu achei ela suuper melhor :D
Veio da música "Somewhere New - Kinglande, M-22" e eu achei que vai combinar bastante com a história em si ^^ Agora sem enrolação e vamos pro capítulo!~

Capítulo 4 - Red Hair


Fanfic / Fanfiction Somewhere New - Capítulo 4 - Red Hair

O sol iluminava as janelas dos dormitórios e estudantes se levantando e pondo sua rotina em trabalho, começavam mais um dia nas terras de Demacia. Ekko quase não tinha dormido (Ele era meio-robô, afinal) e era certeza absoluta que estava acordado horas antes de todos os estudantes. Estava analisando seu uniforme, Ashe recomendou que ele se vestisse como um garoto de personalidade descontraída e assim ele fez.

  Vestiria roupas da moda dos garotos atuais para se misturar, e isso era calça largas, tênis modernos e a blusa do colégio que continha uma gravata. A líder de cabelos platinados recomendou que ele usasse quantas peças de roupas fossem necessárias para esconder e manter suas “marcas de robôs” discretas, e para isso, ele usou casaco e um fone de ouvido no pescoço, usava óculos, pois, caso alguém olhasse profundamente nos olhos deles iam notar as lentes metalizadas que podiam todos os detalhes notar.

 Ekko soltou um longo suspiro. Ele seguiria todos os planos para se enturmar em meio aos estudantes, e assim começaria a investigar de verdade os cantos escuros daquele colégio. Pelo o que Lyro havia lhe contado, a praia que tinha em toda a costa da pequena cidade, ia dos portões de Demacia e terminava ali, onde começa um longo rio pelas terras de “Bubbling Bob”. O moreno lembrava que Ashe tinha lhe comentado algo sobre esses territórios, aonde levava por um suposto lugar ainda desconhecido chamado pelos cientistas de “Ilha das Sombras” e também tinha ao seu norte as lendárias terras nevadas de Freljord.

 Mas isso não era o assunto agora. Ele botou o uniforme, saiu e trancou a porta do seu quarto e foi na frente do dormitório de Lyro, esperando pra ele acordar. E isso demorou um pouco. Até demais.

- Huh... Lyro? – As palavras saíram como um sussurro por Ekko não querer falar tão alto para não chamar atenção dos estudantes que passavam de um lado para o outro como zumbis do amanhecer e outros que ainda saiam do seu quarto.

 Ekko não obteve resposta. Bateu umas duas ou três vezes a mais na porta, o que não adiantou muito.

- LYRO! Eu vou entrar! – O moreno exclamou, não queria invadir assim mas Ashe tinha avisado ele. “Esteja sempre vigilante, não vá pelo lado sentimental das coisas, sempre decida o racional afinal você está ali para espiar e não fazer amizades.” Ouvir a voz gelada da platinada fez ele apenas entrar no quarto como se fosse o dele.

 A cena que o moreno avistou foi preocupante, mas de uma maneira até quase fofa. O garoto de cabelos de mel estava com os braços cruzados dormindo na mesa de seu escritório, cabisbaixo e suspirando levemente. Ekko queria sair dali e ir sozinho para a aula, mas tinha que ter algum acompanhante para ser mais fácil se enturmar. O que fazia ele se sentir horrível “usando” alguém. Suspirou e tocou o ombro do garoto, qual abriu os olhos lentamente e bocejou.

- Lyro, as aulas vão começar daqui a pouco, vamos logo. – Ekko disse num tom paciente.

 O garoto resmungou umas palavras as quais Ekko não conseguiu identificar então só ignorou. Lyro esticou os ossos do corpo, lutando contra a vontade de desabar na cama e dormir até quando quisesse. Sentou na cadeira de modo quase desconfortável e olhou para Ekko como se quisesse ter certeza que era ele mesmo, e essa olhada o fez se arrepender. O do moicano branco olhou para ele assustado e até um pouco irritado. O garoto de cabelos cor de mel tinha olheiras nada pequenas, olhos vermelhos até demais e sua boca parecia inchada, aquela face de cansaço e hematomas fazia Ekko ficar confuso.

 Mesmo depois daquilo o garoto continuava se drogando? Ou era impressão de Ekko e o garoto estava só muito cansado? O do moicano branco até queria não ter que se preocupar e questionar o menino sobre essas coisas, mas como Ashe tinha lhe dito, estava ali para descobrir o máximo que se pudesse, qualquer coisa poderia estar relacionada ao império de Viktor ou as Guardiãs Estelares.

- Você... Você... Lyro, você não pode aparecer desse jeito na sala, quer dizer, olha pra voc... – Ekko gaguejava e pressionava o garoto.

- Pfft. Como se eu ligasse pra minha imagem... Já está toda suja mesmo. – Lyro evitava contato visual com Ekko e olhava para as próprias mãos e brincava com os lápis em cima da mesa.

 O do moicano branco colocou a mão no rosto pacientemente e foi saindo do quarto.

- Te vejo na sala, se matar aula, vou atrás de você hein. – Ekko fechou a porta.

 Lyro bufou e tirou a franja do rosto, e desabou o corpo na mesa, era certeza que iria chegar uns 30 minutos atrasado na aula, e sabia muito bem disso, mas não ligava nem um pouco. Fechou os olhos, e sua escuridão interna tomou seus pensamentos novamente.

                                                                                                               »«

- Ugh. Janna, você não é minha babá! Eu sei muito bem ir aos lugares sozinha sem sua tãoooo importante vigilância – A fala de Jinx carregava irritação e teimosia. Se algo que odiava era alguém no seu pé dizendo o que fazer.

- Ah, ta bom... Qual é o número do seu armário? – Janna cruzou os braços e ergueu uma sobrancelha.

- Hum...  09? – Jinx respondeu também cruzando os braços como se tivesse toda razão do mundo.

- É 60, Jinx. – Janna descruzou os braços e revirou os olhos suspirando, continuando a andar do lado de Jinx.

 Jinx revirou os olhos igualmente com uma face de quem vê algo muito nojento, no caso, a Janna em sua mente. Ela se lembrava de Janna ter sido declarada campeã da antiga e mitológica Liga Das Lendas, que hoje, o lendário Summoner’s Rift é somente ruínas, um campo de batalha que foi tão presente na existência da vida, e hoje, era apenas uma história que se conta como um pequeno conto de dormir e afunda nas areias do tempo. Ninguém sabe ao certo o que exatamente aconteceu para a Liga desmoronar daquela maneira, e talvez sempre fosse um mistério, mas os campeões carregavam em si memórias delicadas de dias de lutas gloriosas ou perdas, em que na mente dos membros da Liga, ia se tornando lembranças de tempos bons e ruins, lembranças de tempos que se ia esquecendo aos poucos como um costume que deixou de ser praticado. Assim era o tempo.

 Jinx tentava se recordar de sua rotina antiga antes de virar guardiã estelar. Ato difícil para ela. Só lembrava-se de umas explosões e cores rosa e preto, misturado com um cheiro de fumaça e gritos de pânico. Hoje lutava no exército da Primeira Estrela, algo irônico demais. Era transparente a maioria de suas lembranças de Summoner’s Rift, mas parecia que ainda conseguia ouvir os sons de guerra e do “pacífico” rio que havia no meio da floresta, onde habitava os dragões que acreditava se extintos hoje em dia. Mas a mulher dos ventos acordou dos seus pensamentos confusos.

- Terra chamando Jinx, alô? – Janna acenava para a garota de cabelos vermelhos num ato de tentar chamar sua atenção, mas o que recebeu foi um olhar confuso.

-  O que foi dessa vez? – Jinx disse rapidamente.

- Ugh, você não ouviu nada o que eu disse, né? – Janna suspirou impacientemente. – Eu estava dizendo que a aula já vai começar e perguntando que aula você vai ter agora!

- Ahn... – Jinx olhou para uma pequena folhinha que estava prendida em um grande quadro no meio do corredor e falou a primeira aula que viu – História.

 Janna olhou para a ruiva desconfiadamente, mas apenas deu de ombros.

- Sala 104. Andar de cima. Melhor você ir agora antes que se atrase, até depois ruivinha, encontra a gente na porta do refeitório depois. – A garota de cabelos roxos disse solenemente e andou em direção á sua sala de aula.

- Droga, odeio história. Ah é, eu odeio tudo! – Jinx resmungou e riu de si mesma.

 A ruiva caminhou sem vontade até as escadas para o andar de cima, quando esbarrou em um garoto apressado.

- Ei cabelo branquinho, veja onde anda! – Jinx praticamente cuspiu no garoto.

- E melhor cuidar do jeito que fala com as pessoas, magrelinha. – O garoto ajeitou o cachecol e mostrou os caninos com raiva.

- Vladimir, quando você vai aprender que esse cachecol é cafona, ainda mais num calor desses? – Uma garota de cabelos rosados que tinha dois bigodes desenhados na bochecha disse olhando para o celular distraidamente.

 Eles continuaram andando e conversando sobre algo que Jinx não escutou, mas pouco se importou sobre o que era. A ruiva entrou na sala e agradeceu internamente por não estar atrasada e até estar um pouquinho adiantada, o que deu a vantagem de escolher o lugar que quisesse, no caso, no fundo.

  Após todos os alunos terem chegado e aula começou, Jinx reparava nos alunos que entravam pela porta e todos pareciam iguais aos seus olhos. Meninas altas e esbeltas, e sempre tem as exageradas com quilos de maquiagem no rosto. Jinx olhava tudo com tédio, principalmente depois de meia hora escutando datas e fatos desinteressantes para ela, então decidiu pedir ao banheiro. Clássico e clichê estratégia de aluno para matar aula. Ela levanta a mão e pediu num tom doce falso para o professor, que aprovou apesar de fazer uma careta irritada para a aluna.

 Jinx levantou casualmente e caminhou até a porta e bateu, sem se importar com os olhares atraídos para si. Andou pelos corredores sem pressa alguma, apenas podia escutar professores explicando matérias ou assuntos que seriam abordados e pregados na cabeça dos alunos, e Jinx pouco se importava, estava ali só para se disfarçar e não estudar mesmo.

Mas os cabelos vermelhos se destacavam.

                                                                                »«

  Ekko escutava sem interesse a professora de ciências lançar palavras da matéria para os alunos, e Ekko ignorava cada uma delas como se jogasse num lixo em sua própria mente. Ele tinha se sentado em um lugar do lado da janela, onde poderia vigiar movimentos suspeitos no corredor ou no grande pátio atrás da escola, e entre milhões de pensamentos, algo o despertou e o responsável por isso era um feixe de cabelos vermelhos que pareciam voar no corredor do outro lado distante da sala.

- Professora, eu preciso muito ir ao banheiro agora. – Ekko fingiu estar passando muito mal e isso conseguiu muito bem pelo jeito que a professora olhou preocupada á ele, aprovando a saída.

 O do moicano branco (Que agora estava em um topete curto) perdeu a estranha pessoa de cabelos ruivos de vista, mas seguiu as ultimas localizações dela. Virando na esquina do corredor, e olhando para os lados sem saber se ia para a direita ou esquerda, sentiu uma mão nas suas costas, e num movimento rápido olhando para trás, que faria qualquer humano ficar com um torcicolo de semanas, Ekko pode ver a estranha de cabelos vermelhos, que o fez paralisar, de um modo até patético para ele. Mas naquele pequeno momento em que tudo paralisou, ele “acordou” quando foi puxado bruscamente para dentro do depósito de limpeza que havia perto da virada do corredor.

- Sabia que saltitar por ai em horário de aula pode te ferrar, né? – Jinx disse brincalhona tirando o pó da saia do uniforme.

- Eu sei mas... Quer dizer... Eu estava indo no banheiro mas aí eu me perdi e... – Ekko pela primeira vez se enrolou nas palavras. Algo estranho pra um cérebro tão cheio de informação e raciocínio.

- Tá, tá, tá, não ligo pra o que estava fazendo, só vamos esperar o sinal tocar e vazar daqui. – Jinx dizia sem delicadeza, mas Ekko não se ofendeu com o tom rude, não se ofendia fácil.

 Ela continuou falando sobre algo que Ekko, não prestou atenção. Não prestou atenção nas suas palavras, mas sim, nela mesma. O jeito de agir, os traços, os olhos que pareciam sempre arregalados e o modo como não se importavam com tudo... Tão familiar. Ele se perdeu em milhares de lembranças, tons de vermelho, laranja e rosado. Era parecido com se encontrar com um antigo amigo, um amigo que não se lembrava nem mesmo do nome.

- Ah, mesmo que você não tenha perguntado, meu nome é Jinx. – Ela disse assoprando a franja ruiva que ousava cair na testa dela.

- Ekko. – Ele respondeu hipnotizado pelos olhos dourados da garota. Era uma nostalgia enorme, uma nostalgia que era desconhecida para ele.

- Nome estranho. – Jinx comentou.

- Jinx não me parece muito comum, sabe.

 A garota deu uma risada gostosa. Ekko já havia saído das nuvens, ele não podia se levar pelo seu passado, seu foco agora era a responsabilidade que Ashe havia lhe confiado. Encontrar ações suspeitas que possam prejudicar o Project, assim como as misteriosas guardiãs das estrelas e o império de Viktor.

 Mal sabia ele que havia uma bem na ponta de seu nariz.

                                                                                                                »«

 Já havia se passado meia hora e a garota ruiva e o garoto de cabelos brancos ainda estavam sentados naquele depósito apertado, conversando sobre qualquer coisa aleatória que viesse na cabeça e eles acabaram sendo distraídos por aquilo.

- Eu nunca tive bichos de estimação. São só criaturinhas pra gente gastar com ração. – Jinx disse acompanhada de uma careta.

- Nem gatos? – Ekko comentou.

- Ah, essas bolas de pelo só sabem se lamber e espalhar pelo por tudo. Além da merda deles feder pra porra. – Jinx disse e forçando ainda mais a careta.

 Aquilo arrancou uma risada de Ekko, e Jinx não segurou e acabou rindo junto. Ali estavam eles. Dizendo coisas aleatórias, rindo e matando aula num depósito apertado. Ekko se sentiu confortável, algo de Jinx fazia ele sorrir sem motivo, talvez aquela nostalgia tenha despertado algo na mente, pensou. E queria descobrir tanto de todos os cantos escuros do mapa de sua vida, mas ele precisava se concentrar. Jinx chamou sua atenção pelos cabelos vermelhos, e ele se lembrou de Ashe ter comentado algo sobre guardiãs terem características peculiares, como cabelos de cores diferentes e olhos coloridos. Mas ele não estava preocupado com isso agora, o que ele achava se era um erro ou estratégia para socializar. Depois de uns minutos em silencio o sinal tocou.

- Hora de comer! – Jinx exclamou alegramente e levantou rapidamente e Ekko a acompanhou. Ela abriu a porta e foi em direção ao refeitório. – Até mais Ekke!

- É Ekko. – Ele riu de bom humor. E seguiu em direção á sala onde Lyro estaria, e avistou o garoto saindo pela porta como uma sombra. –LYRO!

 O garoto de cabelos cor de mel virou o rosto em direção á Ekko e lançou um olhar como um pai quando descobre que o filho tirou uma nota vermelha na prova.

- Fala que não posso me atrasar aquilo e isso, e mata aula, não é? – Ele bateu o pé enquanto segurava a alça da mochila nas costas mais firme.

- Eu nem esperava que você viesse na aula. – Ekko disse a primeira coisa que veio á cabeça. Os Project tinham sim um raciocínio elevado e musculação elevada, mas não eram sabe-tudo.

- Cheguei um pouco depois e vi você passeando no corredor. – Lyro ergueu uma sobrancelha.

- Certo, certo. Eu admito a culpa. Desculpa, tá bom? Prometo que não vou mais ser “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” – Ekko deu um leve soquinho no ombro do amigo que retribuiu com um sorriso brincalhão.

 Eles caminharam até o refeitório e Lyro ia dizendo mais de suas idéias surrealistas do mundo e Ekko observava discreto, mas atento,á todos os alunos. Tinha grupinhos juntos ao redor das mesas, conversando sobre coisas de um dia a dia normal de um adolescente entre outras coisas e Ekko apenas se sentou em uma das ultimas das mesas juntamente com Lyro que ainda compartilhava suas idéias com entusiasmo, mesmo que o moreno não escutasse a maioria do que ele falava.

 O dia passou lento e nada demais aconteceu. O tão esperado sinal que pronunciava o fim do horário escolar ecoou pelos corredores e alunos agitados saíram com pressa das salas. Uns tinham festas para ir, o grupo de teatro planejava a próxima peça, estudantes esforçados já estavam na biblioteca pegando livros de diversas matérias para estudo extra, e alguns iam simplesmente fazer nada. Nada fora do normal. Ekko ia em direção ao campus com um notebook na mão e Lyro do seu lado rabiscando alguma coisa qualquer no caderno enquanto acompanhava Ekko, o qual avistou a garota ruiva que tinha “conhecido” hoje, e viu que estava com mais 3 amigas. Uma tinha longos cabelos roxos e andava graciosamente como flutuasse e a outra era bem baixinha... Até demais. Ela tinha cabelos esverdeados e saltitava comentando alguma coisa qual fez Janna rir.

- Yordles  podem fazer colegial com humanos? – O moreno observou.

- É raro, mas alguns realmente vem pra Demacia, ás vezes é por causa do estudo ruim em Bandle City ou parentes aqui. Algo do tipo. – Lyro respondeu distraído com seus rabiscos.

 Ekko desconfiava demais de Jinx e seu grupinho, mas ele não podia dar passos em falso. Qualquer desvio ou erro ele poderia colocar Project em risco. E nunca se perdoaria por isso.

- Ei Lyro, você poderia me passar as respostas da tarefa de Matemática? – Os dois amigos foram interrompidos pela garota de cabelos rosa que andava como se estivesse em uma passarela.

- De novo, Ahri? Eu já disse quantas vezes que você tem que fazer a própria lição? – Lyro bufou diante da garota.

- Ah qual é. Hoje é a festa do Eduard e eu não ia perder por causa de umas continhas idiotas no caderno. E você nem vai mesmo, né? – Ahri fez uma bolinha com seu chiclete que mastigava.

 Lyro fechou os olhos e suspirou profundamente. Olhou para Ahri com um olhar tanto quanto impaciente, e propôs:

- Só te passo a tarefa se você falar de mim pra Lux. – O garoto cruzou os braços.

- Fechado! – Ahri bateu as palmas rapidamente e praticamente jogou seu caderno de matemática na cara de Lyro e voltou pro lado de seu melhor amigo, Vladimir.

- A Lux? Sério? – Ekko segurou um pouco o riso, mesmo que não tenha funcionado muito.

- Cara, eu to com uma paixão platônica desde a  oitava série. Mas ela não sabe nem meu nome. – Lyro suspirou.

- Ela não ta de rolo com aquele carinha lá de Piltover? Aquele explorador famoso ou algo do tipo. – Ekko comentou.

- O problema está ai. Sem chance pra mim, mas não custa tentar, né? – Lyro riu, porém melancólico.

 O moreno se manteve em silencio desde então e pensou sobre a situação. Talvez a tal festa fosse uma oportunidade de ver os alunos fora do ambiente colegial e como agem, quem são.

- Essa festa... – Ekko começou e Lyro entendeu a que ponto ele queria chegar.

- Se eu fosse você, nem pisava no chão da suuuuper mansão do riquinho do Eduard. Aquele cara é um babaca, só quer pegar menina e beber cerveja pra pagar de bonzão, boatos que ele já reprovou duas vezes e os pais viajaram para Piltover, por isso vive fazendo festinha aqui e ali. – Lyro falava com desgosto.

- Não pode ser tão ruim assim... Né? – Ekko tentava convencer Lyro.

- A festa é aberta. “Quanto mais gente melhor” segundo ele. Se quiser ir, vá, mas nem conte comigo em ir com você... Ou fazer sua tarefa de matemática. – Lyro riu ironicamente.

- Beleza. – Ekko terminou o assunto.

 Ele iria, mesmo que isso significasse não fazer todas as tarefas, mas, dane-se. Não estava ali para estudar mesmo. Já foi ficando tarde e os alunos foram indo aos seus dormitórios. Ekko ouviu pelos cantos que a maioria dos alunos iam à festa de Eduard, uma ótima noticia para o moreno, ele não iria pra socializar ou beber, ia apenas para observar os alunos e ia se esforçar o máximo que conseguisse de informação para Ashe. Ele lembrava se do que tinha comentado no primeiro dia que havia chegado ali. Uma história clichê de colegial. Um garoto no meio de alunos normais. Buscando por segredos. Segredos que seriam revelados... Não importava se o custo.


Notas Finais


Sim, tá bem clichêzinho a história, garoto e garota apaixonados numa escola e blá blá. Mas prometo que as coisas vão esquentar, quem não adora ver o circo pegar fogo né? XD
Até o próximo!
Artista do desenho: Lengyou (Veja o tumbrl dele, tem um monte de fanart legal e também os ocs dele :3)


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