História Somos programados para cair - Capítulo 2


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Categorias Gustavo Stockler (Nomegusta), Kéfera Buchmann
Personagens Gustavo Stockler, Kéfera Buchmann
Tags Gusta, Gustatv, Gustavo Stockler, Kéfera, Kéfera Buchamann, Kesta, Nomegustav
Exibições 94
Palavras 1.252
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oe
2/3
Boa leitura <3

Capítulo 2 - O prazer de fazê-la sorrir.


Somos programados para cair — 2/3

A garota tinha um olhar tão vago e vazio, os olhos castanhos não tinham rumo, fitavam qualquer coisa que chamasse atenção.

Gustavo dirigiu-se a cozinha, abrindo as portas à procura de pó de café. O encontrou nas portas do armário de cima junto com o açúcar. Estava tão agitado e inquieto — seus dedos tremiam a todo o momento — pôs os potes sobre a bancada e encarou a garota por segundos, ela encarava a nuvens.

— Hum — Ele chamou a atenção dela. — Qual seu nome?

Ela franziu a testa. Ele voltou os olhos para o céu, abriu a boca — mas não emitiu nenhum som — e logo depois assobiou. Gustavo balançou a cabeça, queria ouvir a sua voz, nem que fosse apenas uma sílaba.

Ele pegou o pote e adicionou quatro colheres a maquina de fazer café e ficou batendo a última na máquina para saber se era a quantidade certa — não estava acostumado a isso, na sua casa era somente por um sachê e em alguns minutos estava pronto —.

— Por que — Ele iniciou baixo, e ela o olhou com os olhos curiosos. — Por que está fazendo isso?

Ela franziu os lábios, e os umedeceu com a língua segundos depois. — Pode parar de fingir que se importa? — Ela rebateu de repente, fazendo Gustavo se assustar. — Você nem me conhece e nem se importaria se eu fizesse algo hoje — Ela disse e completou por fim. — Não vai fazer diferença na sua vida.

Ele suspirou. A cada segundo que ela dizia tais palavras, uma lembrança voltava pra sua cabeça, uma que tentava esquecer todo dia antes de dormir, mas ela o causava insônia. Balançou a cabeça — espantando qualquer sentimento e lembrança que não o ajudasse ali, naquela hora —. Então ele pôs um pouco de açúcar no recipiente da máquina. E por último uma jarra de água.

— Se você não me perguntar por que eu estou aqui, tentando te convencer — Ele deu uma pausa, instigando-a. — Eu não pergunto o porquê de você estar fazendo isso.

Ela arqueou a sobrancelha, analisando o pedido. Agora ela sabia que era algo mais profundo, do que só pena de uma garota que quer se matar, ele tinha algo no passado. Confirmou com a cabeça.

Gustavo apoiou-se contra a bancada, e retirou o cordão em volta do pescoço — o mesmo que prendia a câmera — analisou e então a ligou, ela fez um barulhinho, quase com um apito e então ele olhou sua tela. Sorriu por não estar quebrada, apenas com um arranhão na lateral. Apontou para a garota e tirou uma foto sua. Ela o encarou, surpresa.

— To começando a achar que você é um maluco — Ela murmurou.

— Depende do seu conceito de maluco — Ele sorriu.

— Acho que maluco por ser conceituado, como um cara que entra no seu apartamento sem ser convidado e depois tira uma foto sua sem permissão — Ela disse.

— Então sim, maluco — Ele concluiu.

A máquina apitou. Ele pegou duas canecas, sorrindo ao perceber que eram de um cachorrinho — um pug, para ser mais especifico — as encheu de café e caminhou até a garota.

Parou a dois metros dela, como da última vez. Pôs a caneca de café sobre um tapete e a pediu para puxa-lo — levando o café até ela — ela riu de como ele não queria se aproximar dele e até agora não fizera o trabalho de fingir se importar.

Ambos deram um gole no café, esquecendo-se de tudo, apenas saboreando o gosto daquele café. Ela fez uma careta, estava amargo. Ela inspirou o pequeno vapor que saia da caneca e sorriu, ao sentir o cheiro.

— Você não sabe fazer café — Ela concluiu.

— É — Ele concordou. — Mas está bebível.

Ela sorriu, enrolando uma mecha do seu cabelo castanho no dedo indicador.

— O que você gosta? — Ele perguntou, bebericando o café.

— Atuar e de cachorros — Ela disse rapidamente, como se já houvesse pensando nisso antes dele lhe fazer a pergunta.

— Como sei que você não está atuando agora e estou em um programa de tevê? — Ele indagou, quebrando o clima ruim que ainda os cercava.

— Não está, acredite em mim — Ela sorriu. — E que horrível seria brincar com suicídio — Ela riu, e ele se juntou a ela.

Agora estava um silêncio. Nada constrangedor, eles apenas trocavam olhares. Aquilo era satisfatório para ambos. Tem momentos que o silêncio é mais acolhedor, do que palavras vagas no ar.

— Kéfera — Ela disse baixinho, como um sussurro.

— Oi? — Ele a encarou, deixando de olhar para o café.

— Meu nome — Ela disse. — Kéfera.

— Oh — Ele disse surpreso. — Sou o Gustavo.

— Eu sei — Ela disse e ele franziu a testa. — Está escrito no cordão da câmera. — Ela sorriu.

Ele riu e então suspirou. Como ele iria fazê-la mudar de ideia? A pergunta rondava sua mente, como doces rondavam a cabeça de uma criança de seis anos.

Ele levantou-se, e andou até a porta. Ela o seguiu com o olhar por todo o trajeto, com a boca entortada, tentando entender o que ele estava fazendo. Ele agarrou um violão, na verdade a mochila em que ele estava e o trouxe para onde estava sentado. Abriu a mochila, fazendo um som com o zíper. O violão era claro e com alguns desenhos, alguns como as tatuagens que tinha no braço, dados.

— Vamos cantar — Ele disse e pousou o violão sobre as pernas. Ele passou os dedos pelas cordas e sorriu, fazendo um som calmo.

— Cantar o quê? — Ela indagou, cruzando as pernas, os cabelos voltavam a voar com o vento.

— Vamos inventar, o quê vier a cabeça — Ele sugeriu e começou a tocar, passando o dedo pelas cordas.

— Hm — Ela disse e fechou os olhos. — Um dia nos vamos morrer — Ela começou, tentando enquadrar no ritmo do violão.

— Quase toda vez que vou dormir, eu não consigo relaxar — Ele completou e ela riu.

— Isso não rima — Ela disse rapidamente e logo completou com a música. — Tudo que vier eu fiz por merecer.

— Nos devíamos sorrir mais — Ele continuou.

— Abraçar mais nossos pais — Ela completou, balançando o corpo com a música.

— Um dia eu acho um jeito de ser feliz — Ele continuou, os dedos corriam pelo violão.

— Eu nunca fiz questão de estar aqui, não queria incomodar — Ela completou e ele encarrou o toque no violão.

— Somos péssimos nisso — Ele concluiu e pôs o violão de lado.

— É — Ela mordeu o lábio. — E você é estranho.

— Olha — Ele disse se levantando. Ele encarava o por do sol atrás dos prédios.

Ela se levantou e foi para o canto direito da varanda e sorriu. Ele foi à direção oposta, ficando no canto do esquerdo. Não se aproximaria se ela não quisesse. Às vezes se pegava brigando consigo mesmo por morar em uma cidade movimentada e não no campo, onde preferiria mil vezes e era muito mais calmo.

Bateram na porta.

Viraram-se na hora. Ela o encarou e ele andou até a porta.

Abriu a porta e era o porteiro.

— O que diabos estão fazendo aí garoto? — Ele perguntou e tentou olhar dentro. — Ela está bem?

— Estou tentando, nos de alguns minutos — Gustavo pediu quase em um sussurro. — Chame algum conhecido dela.

— Os pais estão em Curitiba — O porteiro passou a mãos nos cabelos brancos, preocupado.

— Ok, só... — Ele suspirou. — Só dê um tempo a ela.

E fechou a porta. Sem se importar com o que porteiro tinha pra dizer a seguir. Kéfera o olhava intrigado, não passara da porta de vidro. Só se virou e se curvou para olhar lá em baixo.

— Olha — Ele se aproximou. — É melhor começarmos a falar. 


Notas Finais


Bom, obrigada por lerem e pelo favorito.
Deixem comentários aí, opiniões, criticas e/ou coraçãozinhos e.e
Bjus, até a próxima. <3

3/3 >> dia 19/10

Essa fanfic é inspirada em duas músicas do Supercombo:
Amianto e Piloto Automático c:


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