História Sonata (Yoonmin) - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Boyslove, Bts, Jikook, Jimin, Jungkook, Suga, Vkook, Yaoi, Yoonmin
Exibições 177
Palavras 2.208
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha eu~

210 favoritos, estou morta/
De felicidade, claro.

Amo vocês. <3

Capítulo 19 - Fourteen


“Com licença, qual é o quarto de Jeon Jungkook?”

Tentou parecer o mais educado e calmo possível, embora tivesse a certeza de que sua aparência denunciasse toda a ansiedade e a aflição que sentia. Observou a mulher digitar algo no computador enquanto procurava pelo número do quarto.

Respirou fundo, não tinha muito tempo... Esperava que ainda não fosse tarde demais.

Soube, por Taehyung, que Hoseok havia enlouquecido e decidido fazer algo contra Jungkook e, este, estava internado no mesmo hospital que Yoongi. O coração apertou um pouco mais forte no peito ao se lembrar do músico... Mesmo pedindo para um dos enfermeiros ficar com ele no quarto, não conseguia deixar de se preocupar.

“Jimin? O que quer com Jungkook?”

Olhou para o dono da voz e reconheceu Jin, que lhe fitava com certa desconfiança no olhar.

“Jin! Me leve ao quarto dele, rápido! Não temos tempo!” Praticamente gritou ao mesmo tempo em que se aproximou rapidamente do mais velho e o puxou pelas mãos. “Taehyung acabou de me ligar, Hoseok está vindo...!”

Viu os olhos alheios se arregalarem e o desespero em sua forma mais pura estampar o rosto do mesmo. Era sempre em Jin que Jungkook depositava sua confiança... Mesmo que no passado tivesse tentado, inutilmente, ser alguém em quem ele pudesse se apoiar, esse lugar já pertencia ao Kim desde muito antes.

Não demorou mais do que alguns segundos para que Jin começasse a andar, quase correndo, em direção ao quarto do mais novo. Seguiu-o de perto, e então após cruzarem alguns corredores, ele parou em frente a um dos vários quartos.

Estava desagradavelmente silencioso.

Tomou a frente ao escancarar a porta do quarto e não soube ao certo dizer o que sentiu ao ver aquilo...

Hoseok segurava Jungkook pelo pescoço com extrema força que as veias em suas mãos e braços estavam destacadas sobre a pele; o mais novo tentava, em vão, conter o outro segurando os pulsos dele, mas já estava praticamente sem forças.

Ambos olharam em sua direção e ali estavam duas pessoas importantes, embora ambas o tivessem magoado muito. Os olhos de Hoseok irradiavam ódio e loucura, enquanto os de Jungkook, quase sem vida, imploravam por ajuda. Não teve sequer tempo de reagir. Em um piscar de olhos, viu Jin correr em direção aos outros dois e desferir um soco tão forte no rosto do Jung que foi o suficiente para fazê-lo largar o mais novo e cambalear alguns passos para trás.

“Não! ... Não, não, não!”

Sentiu as lágrimas quentes descendo pelo rosto ao ver como seu amigo estava perturbado e perdido em si. Ele estava agachado, abraçado às próprias pernas, os olhos fechados em um aperto tão forte que se perguntou como o choro dele se tornava visível... Murmurava para si palavras desconexas, se martirizava...

Não conteve a vontade súbita de abraçá-lo. Praticamente se jogou no chão ao se aproximar do mais velho e o tomou nos braços apertando o corpo trêmulo bem forte contra si, entretanto, uma parte sua o dizia para não fazer aquilo, afinal ele tinha ferido Yoongi. Aquele não era o hyung que conhecia. O hyung animado, que apesar de tudo mantinha a cabeça erguida e seguia em frente.

Aos poucos, sentia que ele ia se acalmando e a tremedeira já quase não existia. Limpou as próprias lágrimas e se afastou um pouco para olhá-lo no rosto, os olhos já estavam inchados devido ao choro e mesmo agora já abertos, somente o nada era refletido em ambos. Olhou na direção de Jin que estava sentado sobre a cama com Jungkook nos braços, fazendo cafuné no menino que parecia ter chorado até todas as suas forças se esvaírem.

Tentou então se lembrar de quando tudo aquilo tinha começado, quando tudo havia se tornado tão complicado.

Sentiu-se inútil. Impotente. Convivia com os dois e não enxergava o que de fato acontecia... Tanto seu melhor amigo quanto seu ex-namorado, com quem compartilhou anos de sua vida estavam ali, sofrendo, e nada podia fazer. A verdade era que Jimin não tinha ideia do que poderia fazer pelos dois.

“Me perdoe, Jimin.”

Piscou algumas vezes ligeiramente surpreso ao reconhecer a voz, agora extremamente rouca, de Jungkook.

“Eu fui um tolo...” Pigarreou para limpar a garganta que doía, provavelmente inchada por conta do que acontecera há pouco. “Deveria ter tratado você melhor... Eu só percebi meus sentimentos depois de... perder você. Me perdoe...”

Olhou em seus olhos durante longos segundos até quase se perder na escuridão que refletiam. Desejou poder voltar no tempo... Voltar atrás, até a época onde ambos eram somente amigos e passavam noites atrás de noites conversando sobre tudo; até a época onde nada era complicado e um pequeno sorriso era a resposta para todos os problemas que poderiam ter; até a época em que seu coração ainda não sabia o que era sofrer por amor.

Jimin então se afastou um pouco de Hoseok e desviou o olhar do mais novo para encará-lo fixamente.

“Hyung.” Viu o mais velho se encolher um pouco e abaixar a cabeça, como se soubesse que estava prestes a ser repreendido. “Hyung!”

Quando ele enfim lhe olhou, viu o quão exausto parecia. Talvez cansado de tudo e todos, mas por mais que o rancor gritasse dentro de si para se afastar e virar as costas, não conseguia olhar para seu hyung sem se sentir culpado.

“Nada justifica o que você fez, hyung. Espero que saiba disso...” Respirou fundo como se houvessem pequenas pontinhas de coragem no ar. Coragem essa, que precisava para continuar a fitá-lo. “Mas você não pode se entregar, não pode desistir. Somos nós os responsáveis pelo nosso destino... Me desculpe por não ter sido o amigo que você precisava...”

Foi interrompido pela porta que mais uma vez era aberta bruscamente. Então, um Taehyung de olhos inchados, cabelos bagunçados e ofegante como nunca tinha visto antes adentrou o quarto devagar, enquanto alternava seu olhar entre Jungkook e Hoseok.

Percebeu a troca de olhares entre ele e o mais novo que não durou mais do que poucos segundos antes do de cabelos dourados se aproximar rapidamente e abraçar Hoseok que ainda estava agachado. Afastou-se dos dois cautelosamente, sentindo como se o quarto estivesse pequeno demais para todos que ali estavam.

Ou melhor, era como se não pudesse estar ali...

“Estou indo...” Murmurou antes de seguir em silêncio até a saída do quarto sem olhar para trás. Quando se viu sozinho no corredor, cobriu o rosto com um dos braços e conteve as lágrimas traiçoeiras que insistiam em querer saltar dos olhos mais uma vez.

Não tinha o direito de chorar. Não entendia sequer um por cento da dor que sentiam. Todos à sua volta estavam sofrendo e a sensação de estar com as mãos atadas era sufocante demais. Não soube ao certo quando a falta de ar havia se tornado real, mas naquele momento não conseguia respirar. Tentou inspirar com toda a força que possuía, os pulmões ardiam dentro do peito e sua mente gritava para que o corpo a obedecesse, mas nada de fato acontecia. Cambaleou alguns passos para frente, apoiando-se na outra parede do corredor, enquanto abria a boca e por ela tentava sugar o ar que escapulia de si.

Em vão.

Jimin estava sufocando em seus próprios sentimentos.

Precisava se acalmar, precisava ir até Yoongi.

O nome dele lhe trouxe uma sensação de paz tão grande que podia jurar ouvi-lo tocar o piano. Fechou os olhos e o viu, sentado e com os braços dobrados, as mãos perfeitamente posicionadas sobre as teclas enquanto os dedos dedilhavam e deslizavam por elas com precisão. Quando a primeira corrente de ar invadiu suas narinas, se pôs a andar. Caminhava devagar, respirando fundo mesmo seu corpo implorando por mais e mais a cada passo.

Puxou da memória a noite em que beijou Yoongi no bar do Min mais velho. Foi provavelmente naquela noite que de fato se apaixonou pelo músico, mesmo confirmando o sentimento somente tempo depois. Foi naquela noite que desejou pela primeira vez, de corpo e alma, outra pessoa que não fosse Jungkook. Pela primeira vez, desejou pertencer a um outro alguém...

Seu corpo parecia exausto como se tivesse feito um imenso esforço para chegar até ali. Estava em frente ao quarto do loiro, ainda ofegante devido a falta de ar que apesar de mínima, continuava a maltratar seus pulmões doloridos. Abriu a porta devagar, notando que o enfermeiro agora estava acompanhado pelo médico que operou o Min, pareciam ter feito alguns exames e assim que entrou no recinto, os dois logo se retiraram.

Cada passo em direção a cama onde ele estava deitado requeria certa coragem. Como iria encará-lo de novo? Como diria que a culpa de tudo o que acontecera era sua?

“Minie?”

Percebeu que ele estava acordado e lhe olhava fixamente. A preocupação era visível em sua face e por mais que quisesse abraçá-lo e beijá-lo, não conseguia chegar mais perto do que já estava.

“Está tudo bem? O que aconteceu?”

Abriu a boca algumas vezes na intenção de dizer algo, de pedir desculpas e implorar por perdão, mas nada saiu.

“Deite aqui comigo, Minie...” As palavras não pareciam ser o suficiente para alcançar Jimin agora e por isso esticou o braço direito em direção ao mais novo. “Por favor.”

Seu corpo respondeu Yoongi de imediato. Antes de sequer raciocinar, já se deitava sobre a maca junto dele, tomando extremo cuidado para não machucá-lo. Ficou de lado, observando o perfil do rosto branco e delicado que o outro possuía...

“Eu não sei exatamente o que houve... Mas eu quero que saiba que você pode confiar em mim.”

Estava tão perdido dentro de si que nem sequer tinha percebido que já respirava normalmente. Suspirou baixinho, fechando os olhos e inclinando a cabeça para ficar com o rosto ainda mais próximo do músico. Inalou seu cheiro, que apesar de fraco ainda se fazia presente, e foi assim que obteve toda a coragem que precisava.

“Me perdoe, Yoonie... Me perdoe...”

Mordeu o próprio lábio com força. Não conseguia conter as lágrimas.

“É tudo minha culpa, me perdoe...”

Apertou os olhos com vergonha, sentindo o coração apertar dentro do peito prestes a ser esmagado pelo ressentimento.

“Não me importo.”

Abriu os olhos, surpreso. Encarou o loiro que fitava o teto com um pequeno sorriso nos lábios.

“Eu estava sozinho, amargurado, era como se nada mais pudesse me fazer sentir algo outra vez..” Buscou uma das mãos dele com a destra e a apertou com firmeza assim que a encontrou. “E então um aluno bonito apareceu e apesar dele estar comprometido à outra pessoa, não pude conter o que sentia... Pela primeira vez em muito tempo eu me vi cativado, mesmo sem saber nada sobre aquele rapaz.” Virou um pouco o rosto para poder olhá-lo nos olhos, ainda sorrindo. “As coisas se tornaram confusas, nós não conseguimos conter nossas vontades e enfim tivemos o primeiro beijo... Ah, Minie... Me senti tão feliz e era como se nada nem ninguém mais existisse.” Riu baixinho ao notar o rosto do outro ficando cada vez mais vermelho conforme continuava a falar. “Esse rapaz esteve sendo deixado de lado por bastante tempo, ele era incrível e eu sempre me perguntava como isso podia acontecer... Conhecê-lo foi uma das melhores coisas que já me ocorreram na vida e eu não podia estar mais grato ao destino, ou ao acaso, ou a qualquer coisa que tenha nos juntado. Nós nos ajeitamos, nos conhecemos, nos amamos e nos entregamos... Tudo estava perfeito... Até esse acidente acontecer.” Apertou-lhe a mão com um pouco mais de força quando o viu desviar o olhar. “Embora tenha sido um acontecimento ruim, foi necessário para me fazer enxergar que esse rapaz é essencial em minha vida e que sem ele nada teria mais sentido...”

Buscou os olhos do loiro com certa curiosidade. Já não chorava mais, não sabia nem como reagir à todas aquelas palavras... Sentiu amor, carinho, raiva, e tristeza de uma só vez. Estava uma confusão por dentro e a única coisa certa em si naquele momento era Min Yoongi.

“O que quero dizer, é que eu não me importo de passar por tudo isso de novo, desde que você esteja ao meu lado, Jimin. Entende?”

Assentiu com a cabeça e se aninhou ao corpo dele, com cuidado. Era como se todo o peso da culpa tivesse evaporado e no lugar dela, o sentimento de ser amado fazia com que se sentisse leve e até mesmo protegido. O corpo estava exausto, praticamente implorava por descanso e mesmo que tentasse se manter desperto, sentia o sono puxá-lo, aos poucos, em direção aos sonhos...

“Venha morar comigo. Não saia do meu lado e não desista de mim, ok?”

Um pequeno sorriso moldou os lábios carnudos e teve que se esforçar para conter a vontade imensa de abraçá-lo forte e encher o rosto alheio de beijos, mesmo estando sonolento. Não conseguia lembrar se alguma outra vez na vida se sentiu tão feliz quanto agora.

Antes de finalmente adormecer, repassou na mente os momentos mais importantes ao lado de Yoongi... Os beijos, as noites longas em que faziam amor seguidas de café da manhã na cama, as aulas de piano...

Percebeu então que tudo aquilo se transformaria em rotina e pela primeira vez essa palavra significava algo bom.


Notas Finais


E então?
Gente, vocês estão conseguindo entender? x3
Hobi desmaiou o Tae, foi pra casa, Jimin descobriu tudo e correu pro hospital, só horas depois que recebeu a ligação com o aviso. Espero que vocês tenham conseguido acompanhar.

POIS É. Tá acabando... ai meu coração. </3

Muito obrigada por tudo até aqui!
Desculpem os erros.


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