História Songs of Storm - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias The Elder Scrolls V: Skyrim
Tags Skyrim
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Palavras 2.700
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse capítulo demorou muito porque eu me senti muito insegura de postar. Espero de coração que vocês gostem
Boa leitura a todos.

Capítulo 23 - Destino


Fanfic / Fanfiction Songs of Storm - Capítulo 23 - Destino

Lembro-me de despertar com a maior dor que já senti na minha vida, meu corpo queimava inteiro por dentro, cada veia, eu não conseguia me mexer, e essa dor durou longos minutos. Minha visão estava turva, mas consegui enxergar Vilkas em minha frente, ele me tomou em seus braços, e eu comecei a me acalmar, sem a queimação passar completamente. Eu não queria que ele me deixasse, mas ele me colocou na cama, e eu simplesmente apaguei novamente. Lembro de coisas cortadas, de falar brevemente com Kristof e de uma senhora examinando meu corpo, lembro de Lydia me dando água e tentando me dar comida várias vezes. Não sei quanto tempo fiquei apagada, mas hoje foi a primeira vez que acordei realmente percebendo onde eu estava e o que havia acontecido. Vi Lydia e Kristof, ele me viu acordar e sorriu, eu sorri de volta e ele me abraçou da maneira que podia

— Mãe, eu senti sua falta. Como você está se sentindo?

— Eu estou melhor, meu amor. Você tem dormido?

— Do seu lado mãe.

— Você ficou bastante, está com olheiras, vá para meu quarto descansar, a mamãe está bem, ok?

Ele não queria aceitar, mas conseguimos o convencer. Depois de um tempo, a mesma senhora chegou ao quarto de Vilkas onde eu estava.

— Muito bem mocinha, como você está?

— Com dor. Queimação.

— Certo, vamos ver sua coordenação motora, você não está comendo, e seu corpo já está mostrando os resultados do veneno e da cura. Vamos tentar andar.

Eu tentei levantar e aos poucos consegui, mas não tinha firmeza para andar, minhas pernas tremiam muito ainda. Ela me examinou bem, e quando eu estava sentada vi a porta se abrindo, Vilkas entrou e eu conversei um pouco com ele, mas pude ver alguém sobre as sombras do quarto.

— Quem é essa pessoa nas sombras?

— Pode se aproximar. Ela vai querer ver você.

Não sabia quem era, e nem do que Vilkas estava tanto falando. Mas quando a pessoa veio até a luz, meu coração parou, a queimação parou por alguns segundos porque foi esquecida, e a primeira coisa que consegui fazer foi me levantar mesmo do jeito que estava e ir até meu amado tio.

— Eu achei que nunca mais te veria, minha filha. Eu achei que tinha perdido mais um filho.

— Eu passei todos esses anos te procurando.

— E eu também. Me desculpe, me desculpe por tudo, minha pequena nórdica... O veneno, fui eu quem fiz.

— Logo imaginei que não era para amadores.

Meu tio me ajudou a me sentar e se sentou do meu lado.

— Eu prepararei uma cura imediatamente para que nós possamos partir.

— Partir?

— Sim, partir.

— Eu não vou voltar pra Solitude, tio. Tenho muitas coisas para resolver. Se o senhor quiser pode ficar aqui em Whiterun comigo, ou em Riften.

— Então é verdade, pelos oito...

— O que é verdade?

— Que você é a Harbinger desse lugar.

Não havia o porque mentir agora.

— É uma longa história que eu preciso te contar com calma.

— Estou todo a ouvidos.

Então eu o contei toda a história, de Helgen até a guilda dos ladrões, até o dia que o mão de prata me acertou. Ele ficou sem reação a princípio, e então respirou fundo.

— Então você tem o mesmo sangue da besta que matou o seu irmão?

— Não. Nós não somos os únicos Lobisomens em Skyrim.

— Mas são a maior concentração.

— Não mais. Eu e Aela somos as únicas que compartilhamos do sangue da besta. Eu respeito a história de Rauthar, respeito muito. Mas isso não quer dizer que todos nós somos assassinos ou ruins.

— Eu não consigo...

— Eu não espero que você entenda. — O interrompi — Espero que você me ame como eu sou. Eu me descobri assim, eu sou a Dragonborn, tenho sangue de lobo, sou Harbinger dos Companions e Líder da Guilda dos Ladrões.

— Eu só não esperava isso. Mas você está feliz? Está bem?

— Na medida do possível por conta desse veneno. Eu tenho um filho agora.

Ele se alegrou no mesmo instante

— Jura? Me deu um neto? Quem é o pai?

— Vilkas. Mas não é como está pensando.

Nesse momento a porta abriu e Kristof entrou. Ele ia vir falar comigo e parou, olhando para meu tio, sua mão foi até a mesa e ele pegou uma espada.

— Se afaste da minha mãe.

Meu tio ficou com uma expressão inexplicável.

— Filho, calma. Esse é meu tio, Aranir.

— Ele é um monstro.

— O que?

— Acho que você está cometendo um erro, menino.

— Não há erros. Você matou minha mãe, minha mãe de sangue.

Me ergui na cama.

— Explique essa história, agora. Kristof, perto de mim — Respondi.

Ele veio com a espada e se sentou do meu lado, ainda na defensiva.

— Você é a criança de Hilda.

Kristof colocou a mão nas vestes, tirando o colar do pescoço e o mostrando.

— Lembra disso? Vocês mataram minha mãe e então mataram meu pai. E ainda de praxe me levou para assistir e me prendeu junto ao corpo dele sem vida.

— O que está acontecendo?

— Ele é a cria da mulher que matou seu irmão.

— Conte o porque ela o matou.

— Valkyrja...

— Fale.

— Seu irmão foi um mão de prata antes de mim, eles matavam grupos de lobisomens que se espalhavam por Skyrim. Até se envolver com uma delas, mas essa mesma mulher o traiu, era casada e se aproximou dele para matar a guilda.

— Ela estava tentando me defender. Ele ia matar meu pai e eu, ela deu tempo para nós sairmos. Antes ela me entregou esse mesmo colar. Eu era criança quando aconteceu, mas me lembro nitidamente.

— Sua mãe foi o monstro. O monstro que matou meu único filho — foi a primeira vez que vi meu tio alterando sua voz.

Vi Kristof tremendo do meu lado, sua mão apertava a espada, ele tomou fôlego e fechou os olhos, eu sabia o que ele ia fazer. Ele havia virado um estudante do caminho da voz, e eu fiquei muito feliz quando ele começou a dominar os shouts com uma certa facilidade, mesmo não tendo o sangue como o meu.

— FUS RO

Meu tio foi para trás, cambaleando, na mesma hora, eu chamei Vilkas.

— VILKAS

Ele entrou no quarto rapidamente, Kristof ia se levantar, e eu mesmo toda machucada o segurei com todas as minhas forças. Ele correu entre Kristof e Aranir e segurou Kristof

— Filho, se acalme, sua mãe e seu pai estão aqui. Valkyrja, o que houve?

— Depois eu te conto, leve Kristof daqui. Agora.

Ele levou Kristof, com certa dificuldade, eu então olhei para meu tio, meio perplexa.

— Isso é verdade, não é?

— É.

— Ele é meu filho. Eu o salvei daquele pesadelo.

— Isso é demais para mim, Valkyrja.

— Então desista de mim. Assim como Magnus desistiu. Finja que nunca me encontrou, aquele menino é meu filho, e foi você que me ensinou a amar as pessoas mesmo elas não sendo do seu próprio sangue.

— É diferente, a mãe dele matou Rauthar.

— A mãe de sangue dele, não ele. Ele é só uma criança.

— Ele pareceu bem crescido pra mim.

— Desde que virei Dragonborn problemas não param de aparecer mais. Eu não aguento mais isso, sempre tem alguma coisa para eu resolver, como pode?

— Seus problemas são resultado de suas ações.

— Paciência, eu lido com qualquer coisa por aquele menino. Mesmo que isso signifique esquecer que um dia eu tive uma família.

— Minha filha... Não precisa ser assim. Eu posso ter cometido um erro. — Meu tio colocou uma das mãos sobre sua cabeça, ele fazia isso quando ficava nervoso — Mas você precisa entender que é muito pra mim agora ser acusado por ter vingado a morte de meu filho. Matar é uma coisa complicada, é uma coisa que corroe a sua alma.

— Minha alma deve estar negra. — Eu disse dando de ombros — Pelo menos dá pra encher uma boa pedra da alma.

— Não diga isso.

— Você lembra daquela menina assustada que você levou pra casa? Aquela menina tímida, que não conseguia usar magia de jeito nenhum pela culpa de algo que não cometeu, aquela menina que odiava chamar a atenção e lidar com as pessoas, que nunca pegou numa arma e sua generosidade sempre foi confundida com fraqueza?

— Eu nunca esqueci.

— Essa menina morreu. Morreu no dia que o dragão apareceu. E foi morrendo dia após dia. Para uma mulher nova nascer, e aquele menino é a razão que me mantém sã todos os dias, é o que me faz lembrar que eu preciso estar viva pois tenho alguém pra quem voltar. Eu sou líder da guilda dos Ladrões e sirvo a duas Daedras, e não sinto um pingo de arrependimento.

— E sobre Vilkas? Você não sente arrependimento?

Ele me quebrou naquele momento, eu respirei fundo e apenas o olhei. Ele se sentou na cama do meu lado e me abraçou.

— Eu tenho uma vida nova agora. E tem Brynjolf... Onde raios está Brynjolf?

— Brynjolf?

— Um amigo. Só espero que ele não tenha deixado a guilda no caos, mas eles sabem se virar.

— Eu preciso de um laboratório de alquimia para começar a fazer uma cura potente para você. Isso aí só vai te queimar e queimar, mas te manteve viva.

— Sobre o Kristof... Por favor, não briguem. Por mim.

— É uma situação muito delicada. Mas eu não irei tratar ele mal, você tem razão... O sangue não determina o que nossos antepassados fizeram.

Eu me deitei de novo na cama.

— Lydia!

Ela entrou no quarto.

— Me chamou?

— Sim, por favor leve meu tio até minha casa. Se puder preparar o quarto de hóspedes para ele, e mova a mesa de alquimia para esse quarto, por favor.

— Claro.

— Antes de ir, mande Vilkas trazer Kristof.

— Ok. Senhor Aranir, por favor venha comigo.

Ele me deu um beijo na testa.

— Logo você estará totalmente curada, minha criança.

Agradeci e logo vi Kristof entrando no quarto com Vilkas, Kristof estava trajado seu robe de inverno, eu sabia para onde ele estava indo.

— Vai para o High Hrothgar?

— Vou. Eu preciso limpar a cabeça.

Ele se sentou na cama ao meu lado.

— Seu pai vai te levar?

— Não, eu vou sozinho.

— Não, não vai. Peça para Argis te levar. Nem eu subo esses degraus sozinha.

Ele afirmou com a cabeça e me abraçou.

— Eu nunca vou deixar ninguém falar nada de você, e nem encostar em você. Seja quem for. Eu te amo, filho.

— Eu também te amo, mãe. Espero que você esteja melhor quando eu voltar.

— Vou estar.

Ele parecia não querer me soltar, mas então partiu com Argis. Farkas veio me ver e Aela também, eu comi e me mantive acordada o dia todo, Brynjolf veio de noite, parecendo super cansado e preocupado.

— Como você está, Lass? Eu vim quando pude.

— Viva, isso que importa. E a guilda?

— Está bem, eu estava resolvendo os vários pedidos que tem, o problema é que muitos clientes pedem especificamente por você, você sabe.

— Eu logo estarei de volta.

— Valk...

— Sim, Bryn?

— Tenho martelado algo na minha cabeça a um tempo... Sobre nós.

— Pode falar.

— Estivemos juntos durante um bom tempo, e formamos uma dupla muito boa nos negócios e fora. Mas o problema é que é como se fosse de um lado só, já são três anos e estamos sempre no mesmo lugar, eu não quero te cobrar, mas... É como você me amasse, mas não do jeito que eu gostaria. Isso que eu sinto, é real?

Abaixei a cabeça, ele tinha razão.

— É... Eu amo você sim, e nós somos ótimos juntos, mas acredito que você pode encontrar alguém que te ame de verdade, eu estou apenas travando sua vida. Encontrar alguém que te tenha como amor da vida, entende?

— Eu entendo. É muito doloroso para mim, mas acredito que a coisa certa a se fazer é nos manter como ótimos parceiros nos negócios, e bons e velhos amigos fora.

— Você não poderia ter mais razão.

— Eu a amo, Lass.

— Eu também te amo, Bryn. Agora volte para a guilda e durma no caminho, você não parece nada bem. Sem eu lá, tem que ter você para manter tudo nos eixos, você sabe.

Ele afirmou com a cabeça e deu um beijo em minha testa, se despedindo. Se eu estava triste? Não. Eu realmente gostava de Brynjolf, mas não para ser o meu par, e acabei por ficar até aliviada que foi ele quem chegou nesse assunto. Pela noite meu tio chegou com uma poção, a qual eu tomei e me senti bem melhor, a queimação diminuiu bastante e eu já estava conseguindo andar, mas Vilkas fez questão que eu dormisse mais essa noite no quarto dele. Já que meu tio passou o dia enfiado no laboratório, disse para ele ir dormir e descansar, e ele aceitou. Todos os Companions deram uma passada no quarto para me ver, menos Njada, a qual eu não fazia questão nenhuma, até Katrina passou lá, eu estava me sentindo bem melhor, e logo dormi.

No dia seguinte, tomei mais uma das poções feitas pelo meu tio, e me senti muito melhor, tomei um banho sozinha e pedi para Lydia buscar minha armadura, a qual já vesti. Prendi meus cabelos em um rabo de cavalo e não coloquei a máscara, quando segui até a porta, ouvi Vilkas conversando com Farkas na frente da porta.

— Deixe ela, ela está melhor. Você não precisa a vigiar a cada segundo.

— Ela pode ter uma piora.

— Vilkas, o que está acontecendo? Não me diga que está tendo alguma recaída, você sabe que ela tem o Brynjolf, e você com a nova moça...

— O que tem a nova moça?

— Vocês saíram caçar juntos, presumo que...

— Não aconteceu nada demais. Não é como se ela fosse a Valkyrja.

— Cuidado.

Ouvi Vilkas respirando fundo

— Eu sei, posso me odiar amanhã cedo, mas eu tomarei meu caminho como continuei tomando esses três anos, eu sei que não posso mudar ela e que eu não vou mudar.

— É o melhor, meu irmão.

Parei de ouvir e segui até a cama, onde arrumei a mesma e troquei todos os panos, organizei tudo e quando terminei ouvi a porta, era justamente Vilkas.

— Oi Vilkas. Já arrumei tudo, me desculpa alugar seu quarto tanto tempo assim.

— Está tudo bem. Você é sempre bem vinda, sabe disso.

Afirmei com a cabeça e me aproximei dele.

— Acho que quase três anos sem se falar não foram muito bons para nós. Você foi e é uma pessoa muito importante para mim, espero que você entenda...

— Você também é pra mim. — Ele interrompeu, olhando nos meus olhos. Eu fiquei sem jeito e retribui o olhar.

— Amigos? — Eu disse esticando minha mão.

— Amigos. — Ele disse, apertando a mesma.

Eu me aproximei e o tomei em um abraço forte, ele ficou sem jeito no começo, mas me abraçou como me abraçava antigamente. Agradeci novamente por tudo e sai do quarto dele, era até estranho ver a luz do dia, segui até minha casa onde encontrei meu tio, o mesmo ficou feliz em me ver e ficamos conversando por um bom tempo, quando eu contava mais detalhadamente as coisas que havia passado, e ele ouvia entusiasmado. Meu tio concordou que precisava voltar para Solitude, e eu iria com ele para o ajudar a arrumar a casa.

Avisei a todos que iria partir por um tempo e então pegamos a carroça até Solitude, ao chegar lá, o sol brilhava pela manhã, eu estava com a armadura de Guild Master, que todos em Skyrim conheciam e sabiam o que significava, meu tio cumprimentou uma senhora que também era alquimista lá, e ficaram conversando por um tempo, eu estava ali do lado dele sem máscara e sem ligar para qualquer pessoa que me visse, quando eu ouvi um barulho de algo pesado caindo sobre o chão, olhei para frente, e os mesmos olhos azuis que me fitaram a quase cinco anos atrás me fitavam agora, desesperados.

— Rurik?


Notas Finais


¹ - Sobre Kristof estar sendo um estudante do caminho da voz: Assim como Ulfric fez antes de largar tudo pela guerra. Estudei bastante sobre isso no jogo e fora, para finalmente colocar isso na fanfic.
² - Sobre Aranir e a morte de Rauthar: Um dos pontos que me deixou insegura, eu tenho pensado nisso desde o momento que comecei a escrever a fanfic, porque quero que tudo se amarre com perfeição. E sim, isso vai ser melhor explicado no futuro.
³ - O motivo da separação Valjorf: Valkyrja nunca amou Brynjolf da maneira que ele esperava, até porque não tinha se recuperado totalmente de Vilkas.

Qualquer outra dúvida ou crítica construtiva é só comentar, eu sempre respondo a todos. Obrigada a todos que estão acompanhando!


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