História Sonho, Um Encontro Inusitado - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hashirama Senju, Jiraiya, Madara Uchiha, Mito Uzumaki, Personagens Originais, Tobirama Senju, Touka Senju
Tags hashirama, Jiraiya, Madamito, Romance
Exibições 25
Palavras 1.762
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiiiiiii Pessoas!

Eu voltei. o.O

Quero dizer que nunca esqueci de vocês e nunca esqueci do trabalho inacabado. Sei também que já falei em terminar e tal, mas creio que não seja o momento ainda, não sei exatamente quantos capítulos teremos por vir, mas teremos alguns.

Bom... leiam e qualquer coisa estarei por aqui, por aí... Em algum lugar.

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Kisses

Capítulo 17 - Novo Ciclo


Fanfic / Fanfiction Sonho, Um Encontro Inusitado - Capítulo 17 - Novo Ciclo

 

O silêncio era doloroso naquele momento.


              — Hashirama... - Lia fez um pedido sem voz.


              — Eu levo você até lá - Pegou a mulher nos braços e caminhou até os jardins. 


            Na escuridão da madrugada os dois deram adeus a Seiran e Yuu. Palavras não eram necessárias naquele momento, o casal sofria igualmente a perda de criaturas que não tiveram tempo para se fazer presentes. Vagaram a noite em pensamentos, sem ruído algum, até que o amanhã chegou junto com a pequena senhora, que adentrou o quarto com chá:

— Bebam. Agora é hora de descansar para o recomeço - Ela falou de forma branda e forte, não aceitaria rejeição.

O líquido quente provocou uma calmaria instantânea e os dois conseguiram o descanso. Ao acordar, Hashirama tinha Lia em seus braços, sonolenta.

— Juntos vamos recomeçar - Falou baixinho, sem querer acordá-la, experimentando o calor e toque macio da pele e do corpo da mulher.

— Hai... - Ouviu o som da palavra quase inaudível e logo ela voltou a dormir.

Madara havia partido, a vida deveria ter prosseguimento para todos. Era verão, oito dias se passaram, os Senjus e os Hyuugas haviam começado o processo de união e amizade, alguns já iam e vinham livremente pelas aldeias. A morte de Hideki foi vista como resultado de um erro imprudente, ocasionado por ele mesmo, jamais poderia ter privado uma mulher grávida de liberdade sem seu consentimento, nem a assediado ao ponto da quase violação. Amaya, Hashirama e os outros líderes envolvidos sabiam que não era apenas isso, mas assim se conteve a história e os irmãos Senjus ficaram comprometidos em descobrir e montar o resto do quebra-cabeças. Assim, em uma certa tarde, quando os dois irmãos estavam no dojo treinando com katanas, um visitante apareceu:

— Hashirama, Tobirama... - Reverenciou, recebendo em troca dois leves acenos de cabeça — Não quero atrapalhar o treino.

— E não está, Isao-san. Aconteceu alguma coisa? - Hashirama perguntou desconfiado.


             — Nós somos familiares próximos, Hashirama... Eu não preciso de um motivo aparente para vê-los não é mesmo?

— É verdade. Então venha, vamos tomar alguma coisa, faz mesmo algum tempo que não conversamos - Hashirama convidou.

Estavam sentados os três, bebericando uma garrafa de saquê na varanda, aproveitando o pouco de frescor que o ambiente presenteava naquele horário.

— Então... - Isao resolveu pronunciar — Os Hyuugas estão por aí, movimentando o comércio, continuaram nossos amigos e melhor ainda a nova líder será sua esposa, Tobirama?

— É verdade, Isao-San - O grisalho concordou sem devolver o sorriso, nem a simpatia que o outro lhe transmitia.

Beberam mais um gole.

— Também fui informado que nosso líder se casará com sua protegida? As coisas estão bem encaminhadas, apesar dos acontecimentos, fico aliviado... E sinto por saber que ela perdeu os bebês... Um triste acontecimento, apesar de ser provável levando em consideração que é bastante incomum gerar duas criaturas no mesmo ventre - Comentou desanimado.

— Hai, hai. - O líder Senju ponderou com a mão no queixo — Porém não tão incomum assim, Isao-san, levando-se em consideração que os filhos eram meus - Disse e bebeu mais outro gole de saquê — Você deseja vê-la? Fazer uma visita?

— Oh não... Ela ainda está sob cuidados médicos, não é? E não desejo incomodar. Mas, transmita meus bons sentimentos para ela. - O homem disse desconfortável.

— Arigato, Isao-san! - Hashirama sorriu agradável.

Então, a pequena garrafa de cerâmica branca secou, e o visitante deu-se por satisfeito, o que fez saltar a curiosidade dos irmãos:

— O que foi tudo isso? - Tobirama indagou

— Esperei que ele mesmo falasse a que vinha realmente, mas, creio que tenha desistido.

— E você realmente incentivou a visita à Lia?

— E por que não? Todos a conhecem devem tratá-la como se deve.

— Fico pensando no que ela faria...

— Talvez fosse só educada e falaria bem menos do que eu e você falamos aqui. Talvez também, ela compartilhasse comigo o mesmo sentimento que eu tenho nesse exato momento.

— Não seja precipitado e não fale como ela, por favor. Nós sabemos que precisamos de provas para uma acusação.

— Sei muito bem disso, irmão, ainda não levantei nenhuma acusação – Hashirama falou despedindo-se e no caminho para o quarto deparou-se com a velha senhora e a comida intacta de Lia.

— Por favor, faça-a comer. Ela está fraca, cada vez mais pálida, já não pode ver o sol... - A velha senhora falava como se tratasse de uma criança.

— Obaa-san... É realmente necessário que ela fique presa aqui? Oito dias se foram, tudo foi cicatrizado... Então...

— Você duvida do meu julgamento? Sim, ela deve manter o resguardo. O aborto é mais dolorido do que um parto, Hashirama. Lia só estará plenamente bem após quinze dias. Então, ela deve alimentar-se e esperar.

— Hai, hai. Tentarei fazê-la comer, mas eu entendo a falta de apetite, até acho que ela está indo bem depois de tanta turbulência.

— Você é realmente maravilhoso, meu filho - Ela sorriu amorosa.

O Senju arrastou a porta do cômodo, entrou e deixou a refeição num canto. Lia estava sentada no futon, tinha as pernas dobradas em posição de meditação e observava os movimentos dele.

— Lia... - Suspirou.

Ela o olhou com imensos olhos verdes e profundas olheiras, estava realmente mais magra e parecia frágil: — Não tenho fome, Hashirama...

Ele ficou ali, de pé, esperando por algo mais.

— Não quero causar mais preocupações... Isso vai passar, prometo.

— Lia, preciso de você saudável e bem. Quero ver o brilho dos seus olhos novamente, sua vitalidade, estou pedindo muito?

— Também desejo isso, Hashirama... Bom, é difícil... - Ela não possuía mais argumentos.

O Senju caminhou até ela, sentando-se ao seu lado: — Você me contou que agora reage bem melhor aos acontecimentos graças a mim, a minha presença na sua vida...

— E é verdade. - Lia o interrompeu — Quando Okaa-san se foi e Jiraiya... - Parou.

— Eu entendo. Estou tentando dizer que é assim para mim também. Eu realmente não estava preparado para a morte dos nossos filhos, ainda lembro do sonho que tive com eles e da certeza e gratidão que eu senti por você gerar dois presentes... Mas, o seu toque, a sua presença, a sua respiração me animam, você recarrega minha esperança todos os dias... En...

— Shiiiiii... Não fale mais nada.

— Mas...

Ela tocou o rosto dele com carinho: — Vamos mudar de assunto? Quero lhe contar algo.

— Antes você vai comer - Falou o mais sério que podia. E depois da pequena refeição eles sentaram-se no futon um de frente para o outro, na mesma posição deixando os joelhos se tocar. A única diferença era que Hashirama cruzava os braços e Lia mexia as mãos.

— Tenho tido alguns sonhos repetitivos nos dias que se seguiram, e talvez eu deva lhe contar...

— Então é isso que está lhe deixando assim - Concluiu unindo as sobrancelhas e fazendo um vinco na testa. Seu humor havia mudado.

— Talvez, mas você sabe que não posso controlar, não com os sonhos - Ela tocou a testa do homem, desfazendo a careta e continuou: — Nos meus sonhos três pessoas diferentes aparecem: Um Hyuuga, Obaa-san e outro homem. Num primeiro momento o Hyuuga caminha comigo pela praia, nós tentamos dialogar, mas algo interfere. Ele me lembra muito Amaya, não só pelos olhos, a cor da pele e dos cabelos, mas também por possuir uma combinação perfeita de seriedade e afeto no semblante. Tudo faz parecer que ele me guia até Obaa-san e quando nós quatro nos reunimos eu acordo.

Hashirama escuta atentamente e pensativo — Outro Hyuuga? Quem poderá ser? E esse homem com a florista você conhece?

— Não sei... – Respondeu desconfortável.

— Hum – Murmurou — E qual a conexão com o Hyuuga?

— Lembra da história sobre como Okaa-san me encontrou? Eu pensei que talvez... É absurdo, mas pensei que ele possa ter algo com meu passado... Não é estranho minha casa ser perto do clã e Jiraiya ter sido aceito tão facilmente por Okaa-san? Como nós conseguíamos sobreviver sozinhas? Sem clã e sem família, você sabe o quanto é difícil. Ela nunca alimentou minha curiosidade, dizia o que era necessário e a justificativa era simples: "Saber mais não mudará nada". E o que aconteceu depois que Jiraiya evitou meu contato com Hideki? Okaa-san nunca me falou sobre nada, algo fez com que ela nunca comentasse e esse pode ter sido um dos motivos pelos quais eu tenha esquecido, tão ridiculamente, daquele momento.

— Na realidade Tobirama desconfiava das coincidências... 

— Ele já estava certo quando eu nem ao menos lembrava... Mas, agora... Agora Hideki trouxe meu passado de volta e eu tenho tentado entender muitas coisas. Os sonhos estão me intrigando mais ainda. E obaa-san? Ela poderia estar nessa praia... Talvez? – Os olhos verdes marejavam de expectativa — Você sabe que eu preciso encontrá-la...

— Não só você, Lia, eu também desejo isso avidamente. Porém, sua recuperação está em primeiro lugar... Vejo possibilidades bem concretas quanto ao que me contou, mas nós precisamos averiguar e... – Olhou-a com ternura — Você precisa estar plenamente saudável e ao meu lado.

Ela emudeceu por um momento.

— O que houve, Lia?

A face pálida enrubesceu,  passou as mãos pelos cabelos e os prendeu um pouco nervosa, como se procurasse uma fuga, fazendo Hashirama admira-la penetrante.

— Você tomou saquê? - Ela perguntou tentando desviar o assunto.

— Você não me respondeu. - Hashirama devolveu sem retirar o olhar.

Corou mais ainda, e apesar das olheiras os grandes olhos verdes brilharam, baixando para as mãos, pois não conseguiu encará-lo: — Você me preenche quando sinto o vazio e me ilumina quando só vejo escuridão, deixando tudo mais fácil.

O coração do homem palpitou com as palavras dela, se enterneceu, porém havia algo mais: — Mas você parece culpada... É isso?

— Eu não deveria? Não consegui manter os bebês mesmo eles estando dentro de mim e ainda matei Hideki. O certo não seria me culpar? E você está aqui comigo, sendo gentil e amável.

— Não seja boba!  - Ele levantou o rosto dela para encará-la — Pare de se torturar, e lembre-se do conselho de Mito. Siga-o e aceite o amor sem culpa. - As mãos e os braços a envolveram tirando-a do lugar de modo que ela ficasse sentada em seu colo.

— Arigato!

— Lia, nã... - Ela o interrompeu com um leve impulso para chegar perto dos lábios masculinos.

O que era apenas um simples toque morno nos lábios transformou-se num beijo profundo. Ele não permitiu que o momento acabasse naquele breve roçar, deixando que as línguas se demorassem, se tocassem e o beijo chegasse a tal clímax que não lhes restaria mais fôlego.

...

No fim da estação, Hashirama e Lia celebrariam o matrimônio já selado através do sentimento e do colar que adornava seus corpos.


 

 


Notas Finais


E aí?

O mais difícil em concluir esse capítulo foi a agonia de acabar. Eu estava tentando pular etapas e na realidade achei que um capítulo falando sobre Lia e tal e tal deveria acontecer, porque ela recebeu o baque em silêncio, mas e aí? Como ela ficaria? Foi isso que tentei escrever aqui.
Então agora teremos algumas revelações e um amorzinho básico, pq vamo combinar que eles dois estavam precisando. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Se ficou alguma dúvida ou reclamação me falem.

Espero que tenha sido do agrado de vocês.

Amor eterno e gratidão eterna a todos que leem.

Kisses


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