História Sonhos de Primavera - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Kris Wu, Personagens Originais
Tags Abo, Baekyeol, Chanbaek, Chansoo, Kaisoo, Pexie
Exibições 75
Palavras 3.409
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Quem é vivo sempre aparece, não? Demorei? muito. Minha mente tá muito nessa prova marota de lógica dessa terça. Então, desculpem-me desviar do foco, essa última semana foi meio que: um olho escrevendo essa fic e o outro nas video aulas.

Enfim, talvez tenha alguns erros porque mal revisei, mas é... tentei.

Boa leitura!

Capítulo 3 - Festival da Primavera


A brisa suave e refrescante fazia sua pele eriçar e remexer-se ainda com seus olhos fechados. Sentia a luminosidade invadir seus olhos – mesmo estando fechados – e o som das batidas de leve da cortina contra o parapeito da janela. ChanYeol, talvez recobrando sua consciência de um bom sono, levantou-se em um piscar se assustando.

 

Ele não via mais ninguém ali além dele. Sabia que, aquele que sentia quando passava os dedos ao seu redor procurando algo, ou alguém, era por estar procurando BaekHyun. Procurava pela sua presença para confirmar de que tudo foi real na noite passada. Sua cabeça doía, pois mesmo não sentido sua presença, – e ela tendo sumido como se nunca houvesse existido – ele sabia muito bem que foi tudo real.

 

A maior prova era o próprio Kyung. Ele estava apaixonado por ChanYeol graças ao trato que fez com aquele ômega misterioso, certo? Mesmo sem citar o acordo, o alfa sentia sua pele formigar pelas lembranças frescas que o inundavam com a plenitude de que foi muito mais do que real.

 

Nunca pensou que se sentiria tão bem com algo do tipo. Mesmo tendo os contrapontos, ChanYeol manteve sua mente no chão e espantou qualquer pensamento que envolvesse outro ômega que não fosse KyungSoo.

 

Não iria mais ver BaekHyun, pois já cumpriu com seus deveres, logo, ele não precisaria se preocupar sobre. Porém, seus extintos o instigavam a pensar mais e mais na noite passada; consecutivamente sobre o ômega. Pensou em afastar todos os dizeres nebulosos de dentro e seguir com a sua rotina diária. Portanto, nada melhor do que ver KyungSoo para sua mente voltar ao que era antes.



 

*:•°❀×❀°•:*

 

Dois dias depois do pagamento ao ômega, ChanYeol seguiu em paz e ordem tudo como era antes. Nada mudou, mas admitia que estava temeroso por alguma mudança sobre KyungSoo. Tinha medo de que o efeito da flor passasse e ele acabasse recobrando os seus sentidos antigos.

 

Deveria se sentir horrível – um verdadeiro monstro – por manipular Kyung daquele jeito. Ele não tinha o direito de mexer nos sentimentos alheios, mas o fez. Agora, o tinha mesmo que estivesse sobre algum encanto.

 

 

Sabia que suas preces apenas foram atendidas, pois como BaekHyun tinha o dito – na noite em que o encontrara pela primeira vez –: seus sentimentos eram puros e dependentes de qualquer carinho ou afeto relacionados à KyungSoo.

 

Poderia usufruir deles agora que eram seus, não? Também não iria se remoer na poeira de seus pensamentos. Iria viver a realidade, já que tudo se tornou real, como em seus sonhos, depois que fez o trato com BaekHyun.

 

Naquele momento, ele aproveitava o máximo de seu acordo dando um mergulho com o seu amado nas correntezas calmas do rio ao redor do bosque. Era uma tarde fresca e que a água estava magnífica. Estavam sozinhos ali e o som dos beijos trocados eram abafados por toda uma vida natural que os circulavam.

 

A água batia em suas peles até depois dos ombros. Os toques molhados e os sorrisos cúmplices inundavam o bosque com o ar apaixonado que ambos distribuíam de várias formas.

 

ChanYeol propôs ao ômega uma tarde somente deles, que nunca conseguiram ter antes, o alfa conseguiu ser liberado de seus afazeres e apenas esperou pela confirmação do outro. Com o caminho decidido, chegaram logo na margem do rio e deixaram suas roupas por lá antes de pularem na água.

 

A mente de ChanYeol fora lavada pelas águas do rio. Sentia-se mais leve, como se uma pedra fosse tirada de suas costas. Agradecia por continuar sendo natural com KyungSoo – mesmo depois do que fizera.

 

A noite com BaekHyun foi tão inimaginável que às vezes se perguntava sobre o que foi ou não foi real. Sentia sua mente pregando-lhe uma peça, pois seu ceticismo dizia que foi tudo um sonho louco, mas seus sentidos e sentimentos alegavam que tudo aconteceu de verdade.

 

Abraçava forte KyungSoo tentando limpar o resto de resquícios do Byun de sua mente insana. O puxava mais e mais para si e fechou os olhos para sentir melhor o cheiro que exalava do ômega: doce, como frutas vermelhas, ou uma framboesa fresca e que ao longe um toque de rosas tão puro de néctar quanto…

Conhecia aquele cheiro, era ele. Abriu os olhos de repente e o procurou onde seus olhos alcançavam. Seguia seu olfato aguçado. Já estava quase dizendo que estava ficando louco imaginando coisas quando viu aquele tom arroxeado que apenas ele conseguia transmitir – tanto no corpo quanto na alma.

 

Viu de relance entre as árvores tortas, velhas e grossas os seus olhos cintilantes. Tentou focar sua visão e o viu.

.

 

Soltou KyungSoo e saiu afobado da água, sem se preocupar com sua nudez e muito menos em pegar suas roupas. Alertado com o ato repentino, escutou seu nome ser chamado.

 

— Ei, ChanYeol! – sem resposta, ele nem sequer olhava para trás. – ChanYeol! Para onde você…

 

Sua voz morreu assim que o perdeu de vista, tendo como sua última imagem ele esgueirando-se entre o verde das árvores e plantas.

 

Se ChanYeol queria falar com BaekHyun, ou melhor, o que falar para ele? Nem ele mesmo sabia. Não sabia também o porquê foi atrás dele, mas quando chegou onde o viu antes, ele não estava mais lá.

 

Mesmo desesperando-se pelo sumiço, ChanYeol focou em seu olfato e sentiu ao longe o seu suave cheiro de rosas. Sentia ele se distanciar e, com muita pressa, ele se transformou em sua forma animalesca e começou a correr atrás do sinal que tinha.

 

Em sua forma peluda, ChanYeol tinha mais controle sobre seus sentidos aguçados e isso ajudou a chegar mais e mais perto de onde o bom aroma vinha. Correu e correu com suas patas grandes contra os galhos secos do chão. Corria atrás de BaekHyun. Corria atrás dos sonhos. Corria atrás da verdade.



 

E, como num passe de mágica, o cheiro sumiu. A essência do ômega a qual procurava sumiu. Correu em círculos, nas direções que pôde, mas o perfume não voltou. Tentou localiza-lo com sua audição, mas apenas ouvia as cigarras por perto e alguns pássaros ao longe.

 

Estava ficando louco – achava –, sua mente estava sendo traiçoeira consigo, pois ela tanto iluminava o seu caminho quanto escurecia ao mesmo tempo. Era um turbilhão de coisas que enchiam sua cabeça e que queria esclarecer com BaekHyun.

 

— BAEKHYUN!

 

Gritava até o topo de sua garganta olhando para cima. Jogava aos ventos a sua súplica pelo ômega. O chamava porque sabia, suas últimas opções haviam esgotado.

 

Encarava o seu vendo alguns pássaros voando para longe de seus gritos – já em sua forma humana de volta – desesperados por uma luz em meio ao caminho desconhecido. Com os joelhos nus de encontro ao chão seco, ChanYeol confirmou algo.

 

A semana passou e com ela levou a insanidade momentânea de ChanYeol sobre a procura de BaekHyun. Sentia-se mais renovado e com a cabeça no lugar. Já fazia uma semana em que não via os olhos púrpura do outro, como também sua mente não lhe pregava mais peças.

 

A verdade era que ele ainda não descobriu se realmente viu o ômega naquele dia perto do rio, ou se era sua mente perversa imaginando coisas. A pedra em seu sapato continuava, mas ele precisava permanecer andando. Então, ele apenas resolveu esquecer – em partes – qualquer coisa relacionada ao Byun.

 

Somente o que não pudera esquecer de forma alguma foi a noite em que pode ver dois tons de roxo em seu quarto; um da sua cortina esvoaçada, e outro dos olhos de BaekHyun.

 

Sua mente se manteve ocupada com outra coisa: o festival da primavera.

 

Este festival era a semana inteira onde os moradores da matilha passavam uma semana festejando o ano fértil e agradecendo aos Deuses por isso, sem falar nas homenagens que prestavam aos seus antepassados que formaram a primeira geração do povoado.

 

Correria sobre o preparo de cada detalhe do festival. Via as senhoras passando por si com enormes metros de tecidos esfarrapados em mãos, e homens trabalhando para encher seus barris com bebidas como cevada, entre outros. Alguns preparavam suas casas para entrar no clima da festa, outros apenas esperavam chegar os dias e cumprir como o mandado.

 

O primeiro dia do festival chegou. Todos passeavam pelas ruas com roupas esfarrapadas, seguindo linhas contínuas que os cantos antigos sobre histórias do passado saíam da boca do povo. Eles usavam trapos para representar os antigos quando chegaram na nova terra – onde agora era a matilha.

 

O primeiro dia era dedicado aos Deuses e mortos. Portanto, era um dia inteiro de jejum. Todos paravam para seguir a festa em louvor e que no final das caminhadas todos seguiam para o mesmo lugar: a sacristia.

 

Homens, mulheres, crianças, idosos, todos ajoelhavam-se e começavam a proclamar bênção aos Deuses. Faziam a oração coletiva com fervor, mas que dentro de seus pensamentos cada um tinha um propósito.

 

ChanYeol, por exemplo, sentia seu estômago retorcer-se de fome pelo dia magro que teve. Mas, mesmo incomodado pela sua barriga ele não deixou de prestar rezas aos Deuses. Pedia por tudo que vinha em mente. Agradecia pelos bons ventos que teve durante o ano e pedia por somente momentos prósperos no futuro.

 

Em um momento não deixou de pensar em BaekHyun. Aquele ômega que tanto o ajudou a conseguir o que tanto queria, mas que ao mesmo tempo nublou sua mente de uma forma em que não via nada mais do que o cinza da neblina em suas pupilas. Também louvou em seu nome e agradeceu por tudo que fez por si.

 

Depois das orações e pedidos dos fiéis religiosos, a fome foi cessada. Enquanto agradecia às divindades pela comida em sua mesa, todos devoraram com gosto o alimento farto em sua frente. A refeição feita na casa dos pais de KyungSoo foi muito agradável, a fome de ChanYeol foi bastante saciada. Sentia-se revigorado.

 

Ao fim do banquete que todos comiam bem e festejavam, por fim com suas almejadas bebidas, todos foram dormir esperando ansiosos pelo dia seguinte. Mais um dia de festival.

 

ChanYeol também foi dormir ansioso, mas não pelo dia seguinte, e sim por querer uma resposta logo se BaekHyun ouvira ou não as suas preces e pedidos.


 

*:•°❀×❀°•:*


 

As diversidades do dia seguinte começaram cedo. Logo pela manhã as brincadeiras tradicionais começaram e muitas pessoas participavam com entusiasmo.

 

ChanYeol, por toda a manhã, não participou de nenhuma. Apenas via algumas pessoas ganhando, outras perdendo, mas não se envolvia. Ficou ao lado de Kyung o tempo todo, passeando pela centro da matilha onde ficavam espalhados tantos atrativos. Comeram, sorriram, andaram e torciam. O clima estava ameno e ensolarado. O sol dava o ar da graça com seus mais belos raios.

 

Passavam despercebidos por vários cantos, até que pararam perto de algo que lhes chamaram atenção: a luta na lama.

 

Considerada a atração mais violenta e chamativa dali. Os mais fortes lutavam contra outros. Nessa luta, dois lobos subiam o palanque de madeira e que ao seu redor ficava uma enorme poça de lama. O jogo era simples: derrube seu oponente. Não somente derrubar, o faça cair diretamente na lama.

 

Assobios, gritos fervorosos e palmas fortes eram direcionados aos participantes que se aventuravam em lutar. Mesmo qualquer um podendo participar, o que chamou-lhes atenção foi exatamente um dos competidores. Não era mais nem menos do que Kim JongIn.

 

O alfa moreno dava uma bela surra em outro alfa, levantando a plateia ao redor que gritavam aclamando-o. Em pouco tempo viu o outro oponente cair de costas na lama, sujando-se completamente.

 

O povo começou a caçoar o perdedor e aplaudir o vencedor. JongIn permanecia ainda em cima do palanque de madeira aceitando os gritos em seu nome. O responsável pela luta agradeceu a presença do perdedor e contou que esta era a terceira vitória consecutiva do Kim sem sair do páreo.

 

— Mais alguém aceita encará-lo?

 

Perguntava aos gritos e com o calor do momento sendo acompanhado pela plateia. Nenhum homem ousou subir as escadas de madeira em enfrentá-lo. Procuravam entre si um corajoso, mas ninguém queria entrar na luta.

 

Ora, quem iria querer se sujar na lama? Sabiam que Kim JongIn era um dos melhores e eles estavam certos.

 

ChanYeol e KyungSoo já estavam passando para outra atração quando lhes chamaram a atenção.

 

— Ei, você aí, alfa. Não quer lutar comigo?

 

Gritou para ChanYeol o instigando a entrar no jogo. Queria descontar toda a sua frustração naquele que roubou seu ômega. Essa era uma ótima oportunidade.

 

— ChanYeol, não precisa ir. Vamos, é só ignorá-lo.

 

Sussurrava KyungSoo o puxando para continuar seguindo em frente e não olhar mais para JongIn. Não queria briga, muito menos com o Kim, mas sentia que devia isso para ele.

 

ChanYeol sentia que deveria participar da luta, como uma chance de descontar como o Kim fez um buraco em seu coração quando lhe roubou KyungSoo. Seu orgulho fervia dentro de seu peito o guiando para o palanque, como um imã.

 

Desculpou-se com o ômega e o entregou sua camisa branca em mãos. Não queria sujar sua roupa com respingos de lama.

 

Sim, JongIn era bom, mas sabia que era melhor. Seu treinamento foi tão intensivo quanto o do outro. Poderia se dizer que JongIn encontrou um adversário à sua altura.

 

Enquanto ChanYeol caminhava até o encontro do alfa, ouvia gritos e incentivos do povo ao redor. Um barulho ensurdecedor de uma plateia satisfeita com sua diversão.

 

Subiu as escadas de madeira, sentindo rangerem-se aos seus pés e continuou com o seu porte confiante e preparado.

 

O beta que comandava a luta ditou as regras que eram simples: não morder; não transformar-se; e sem quaisquer armas que não sejam as próprias mãos. Estava feito. Iria começar.

 

Sentia os olhos sangrentos de JongIn querendo sua carne como prêmio. Sabia que ele iria fazer de tudo para ganhar e ainda o machucar. Estava com seu orgulho ferido e ele era a causa. ChanYeol não estava diferente, pois o ódio era recíproco.

 

Deram passos lentos em círculos ainda encarando um ao outro. Manteram-se agachados para um melhor equilíbrio, já que o palanque era pequeno justo para fazer um lobo cair na lama abaixo.

 

— Eu não vou desistir.

 

Falou o Kim sorrindo cínico para ChanYeol. Sabia que não era luta o assunto da conversa, era KyungSoo.

 

— E não peço que desista, quero ver todo seu esforço ser jogado aos ventos como nada.


 

— Ei, ChanYeol! Você está bem?

 

Era Kyung perguntando e o fazendo voltar para a realidade, o fazendo ter consciência do porquê da luta que perdeu momentos atrás.


 

*:•°❀×❀°•:*


 

Depois de sua façanha com o Kim e a lama, ChanYeol tomou um belo banho e tirou toda a sujeira de seu corpo. A lama se foi pelas águas, sentia-se enfim limpo e leve. Assim que terminou, ele passou o resto de sua tarde na maior calmaria possível. Ficou longe de qualquer brincadeira e do próprio JongIn.

 

Tentou ao máximo passar o resto do dia festivo com KyungSoo, e conseguiu. Mais ninguém atrapalhou o tempo deles, davam graças por isso.

 

Lembraram que pela noite teria música e comida farta no centro da matilha, então combinaram de se encontrarem lá. ChanYeol prometeu uma dança com o ômega ao anoitecer. KyungSoo logo aceitou e disse como estava ansioso em dançar com o alfa.

 

Como dito, realmente a festa começou. Uma enorme fogueira fora posta no meio e pessoas dançavam, outras comiam, e algumas tocavam para um clima mais descontraído. Todos estavam presentes ali, a dança em par animada era bastante atrativa e rodeavam toda a fogueira com seus passos contagiantes.

 

ChanYeol apenas encarava tudo ao longe, pois ainda esperava o seu acompanhante. Falou com algumas pessoas e comeu um pouco, mas nada que o fizesse encher totalmente seu estômago.

 

O Do chegou pouco tempo depois e estava mais arrumado ainda, como todas as outras pessoas. De dia os farrapos cobriam os corpos, de noite, algo mais bonito e arrumado domavam todos.

 

— Você está lindo.

 

Disse ao ômega que sorria em sua frente. Ele não o respondeu e abaixou a cabeça – envergonhado pelo elogio repentino.

 

— Quer dançar comigo?

 

ChanYeol perguntou estendendo sua mão na direção do ômega. Como resposta, Kyung tocou-lhe com a sua e deixou ser guiado pelo alfa até onde outros pares dançavam de acordo com o ritmo da música.

 

No começo foi tudo mais calmo, e por isso, ChanYeol passeou suas mãos pelas costas do outro enquanto conduzia as passadas leves e rítmicas. KyungSoo sorria aceitando aquele bom clima que o outro proporcionava para ambos.

 

A luz vinda da fogueira era forte o suficiente para poderem ver as expressões um do outro e comprovar que ambos estavam alegres com tudo ao redor.

 

Em um determinado momento, o Do encostou sua cabeça no ombro de ChanYeol e apenas sentiu a música junto com a dança que estava tendo, porém não durou muito, já que aquela festa era animada, logo a música foi trocada por outra mais rápida e o povo seguia o ritmo. Como todos dançavam da mesma forma, os pares foram trocados e outros eram repostos no lugar.

 

Viu KyungSoo seguir em frente enquanto uma jovem ômega seguia em sua direção como seu novo par. Sorriu animado junto com ela e ambos voltaram a dançar felizes, mesmo que não fosse tão íntimo quanto com KyungSoo.

 

Não durou muito para o par ser trocado e agora dançava com uma velha senhora beta. Sabia o nome dela, logo desejou “boa noite” e a guiou no ritmo do qual ela conseguia acompanhar. Via os ômegas e betas circulando a fogueira com a troca de pares, e ChanYeol não via a hora de rever o Do novamente – pois já o tinha perdido de vista.

 

Via mais e mais pessoas sendo seus pares temporários e indo embora. Deduzia que estava perto do Kyung voltar, por isso contava os segundos para seus pares temporários acabarem e o verdadeiro voltar – ele planejava sair da roda e o levar para um canto mais calmo –. Porém, parou de contar o tempo quando um novo par tocou suas mãos para dançar.

 

ChanYeol estático ficou parado encarando as orbes púrpuras que tanto o desconcentraram horas antes – na luta – e o ficou encarando perdendo até mesmo o som da música em seus ouvidos.

 

— ChanYeol, dance comigo!

 

Pediu com sua voz doce e suave que sobressaía de todo o barulho ao redor. O sorriso caloroso e bonito que dava como um pedido de redenção.

 

O alfa prontamente voltou aos seus ritmos alegres de antes e começou a dançar com BaekHyun. Via o riso satisfeito dele entrando na dança enquanto acompanhava-o. Percebeu que estava com a mesma roupa de antes – quando viu pela manhã –, a única diferença era que não estava com o capuz escondendo seus lindos cabelos.

 

— BaekHyun, é você mesmo?

 

Perguntou de repente no momento em que a música esfriou o compasso e ficou mais lenta. Pode por fim tocar-lhe as costas como desejava.

 

BaekHyun apenas o respondeu com um balançar de cabeça ainda com o mesmo sorriso infantil no rosto. Era tão natural que o seu ar misterioso fugia, mas ChanYeol o sentiu em seus braços novamente e isso o fez acreditar.


 

E antes que pudesse o perguntar novamente, a troca de pares veio como uma tempestade no momento mais ensolarado do seu dia e o levou consigo. Viu BaekHyun saindo de seus braços e seguindo em frente na roda e, antes que saísse de seu lugar para o seguir, o seu par original voltou.

 

— ChanYeol!

 

Disse alegre enquanto ria KyungSoo e isso o fez olhar para ele e sorrir, contanto, ele soube naquele momento em que o encarava de que ainda continuava a acreditar.

 

Acreditar de que realmente BaekHyun existiu não somente na sua vista, mas como em seu coração também. Já que, ele acreditava de que estava apaixonado por outra pessoa, e não era aquela que estava em sua frente naquele momento. Ele sabia quem era ela, pois a cor púrpura cintilante acendeu chamas por todo o seu corpo que permaneceu durante toda a noite.

 

Depois daquela dança, ChanYeol percebeu de que o trato que fez com o ômega naquele bosque não foi somente para ele o ter por uma noite, e sim para conseguir o seu coração. Já que, nenhum feitiço ou dizeres iria parar de fazer seu coração acreditar de que já tinha um dono e era Byun BaekHyun, aquele que o pediu como pagamento.

 

O sonho se tornou outro sonho dentro dele.



 

“A vida é um sono de que o amor é o sonho, e vós tereis vivido se houverdes amado.”

 

 


Notas Finais


[ignorem qualquer erro]
acho que a minha escrita nesse capítulo foi muito melosa aaaa deus, me leva. Formatação beem mal feita, to com sono .-.
eu disse que ia postar esse capítulo no sábado, só que não deu T...T E QUERIA AGRADECER AOS FOFOLETINHOS QUE ACOMPANHAM A FIC, MANO, ALGUÉM LENDO ISSO É MUITA FELICIDADE szsz

bjbj^^ até mais sz


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...