História Sons of The Night - Capítulo 25


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags 2seok, Bts, Jikook, Junghope, Namhyung, Namjin, Taegi, Taejoon, Vhope, Vmon, Yaoi
Visualizações 68
Palavras 1.365
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oi
desculpa
apareci
o nome do capítulo é da música nova da halsey sz

Capítulo 25 - Angels on Fire


Fanfic / Fanfiction Sons of The Night - Capítulo 25 - Angels on Fire

— O amor não é para mim, Hope.

Dizia Jin, com uma garrafa de vodca barata em mãos enquanto observavam a cidade no topo de um prédio abandonado.

Há algumas horas atrás recebera uma ligação da figura morena já bem conhecida, num convite não fatídico para passar o feriado. Ora, não havia porquê não aceitar, já que a própria companhia era a que mais lhe sufocava. Algum dia, sabia, que sua autodestruição lhe mataria.

Não sabia como havia chegado ali. Hoseok caminhou por várias ruas estranhas, com pessoas desconhecidas e caminhos inexplorados até mesmo por Kim. De certa forma, aparentemente seu coração – ou cérebro, intuição – sabia que havia chegado ao lugar correto assim que bateu os olhos no compacto prédio branco, que estava totalmente lotado de poeira. Sujeira preta acumulada em suas laterais, janelas derrubadas e um grande acúmulo aleatório de madeira. Na escada, um colchão já furado, talvez algumas agulhas usadas se escondessem debaixo dos escombros. O cheiro não era um dos mais agradáveis, tal como a presença de insetos que o deixavam incomodado.

Entretanto, tudo passou ao chegar ao topo. Foi preciso que o mais novo lhe desse a mão para que conseguisse passar pelo meio das grades quebradiças e de consistência duvidosa, mas foi possível.

Podiam ver a cidade toda – ou boa parte. As casas mais pobres vinham pela frente, algumas sem pintura, outras sem janela e assim se segue. Atrás, a grande cidade e seus prédios que mais pareciam enormes transformers de vidro, refletindo nada além... De nada. Se olhasse para direita, veria uma pequena nascente, uma espécie de lagoa. Árvores de tom verde escuro a rodeavam e tapavam boa parte do sol, o que o fazia questionar a possibilidade de eutrofização. Aquele lugar parecia frio... Queria estar lá. Queria sentir tudo, menos sentir.

Os lábios quebrados se entreabriram e soltaram um gemido sôfrego, enquanto Jung parecia estar na sua própria espécie de transe também.

Ambos haviam se encontrado há no máximo duas horas. Seokjin trouxe a roubada bebida barata – que nada lhe custou – e o moreno serviu de guia turístico. Não comentaram muito desde então, não fizeram nada além de observar a imensidão coberta pelo sol alaranjado e de beber aquela vodca quente.

Hope tinha um mau presságio que fazia sua cabeça doer. E, claro, acordar e ver a casa vazia sem que lhe deixassem um bilhete, algum tipo de dinheiro ou comida, um sinal – qualquer coisa que fizesse parecer que se importavam, o feria ainda mais. Seu coração saltava no peito e a vontade era de fazer o que não se devia. Até mesmo as mais brilhantes chamas se apagam em certos dias. Afinal, as estrelas já estão mortas há muito tempo.

A garrafa transparente fora colocada de lado por Jin e instantaneamente tocada por Hope, que também tocou na mão do amigo. Restavam quatro dedos daquela aguardente, só. Não se importava.

— O que o fez ter essa ideia? — Questionou Jin. E, após o silêncio perseverar por alguns segundos, seguido de uma sobrancelha erguida, completou — Me chamar para vir aqui.

— Tive a ligeira impressão de que não gostaria de estar sozinho também.

O coração duvidava entre a verdade e a mentira. Seu cotidiano não tinha nada de sincero e frequentemente perguntava a si mesmo se sabia fazer algo além de mentir... Nunca obteve uma resposta conclusiva.

— Talvez — Soltou o ar dos pulmões, sentindo as pálpebras pesarem.

Uma brisa fria e agressiva passou rapidamente, balançando e bagunçando os fios lisos, penetrando por sua camisa rose de tecido fino e o fazendo querer sumir dentro de si mesmo. Abraçou o joelho de calças jeans rasgadas e escondeu o rosto dentre os mesmos, corado pelo frio.

Hoseok sempre estava bem protegido, acompanhado de sua jaqueta de couro roubada, botas compridas e calças revestidas. Às vezes se questionava se era pela adrenalina de traficar e ter que escalar muros e etc, ou por seu gosto particular. Estendeu a mão com o final de álcool da garrafa para o mais velho, que aceitou de bom grado e bebeu tudo de uma vez.

De um lado, um jovem perdido que nunca pôde se encontrar e, do outro, um jovem que se perdeu e nunca mais se encontrou. É dolorido, não é? Duvidar da consistência de suas ações, das curvas de sua personalidade e da sinceridade do seu próprio sorriso. Olhar para trás e perceber que não há para onde voltar, e que muito menos há volta. Sentir a solidão se estreitar e se apertar em cada lacuna vazia de seu corpo, senti-la mais funcional do que seu próprio coração e mais involuntária do que a própria respiração.

Eles sentiam dor e, por isso, estavam vivos.

— A vida é cruel, não é? Nos dá tudo, e nos tira ainda mais do que pensávamos ter.

Às vezes Jin achava que havia nascido errado. Na verdade, que algo lhe havia sido roubado e que jamais reencontraria. Seja o amor, a confiança, a felicidade. Tudo havia se perdido, principalmente quem era.

— E quando nós nunca tivemos nada, Jin? O que fazer? — O rosto pálido encostou-se ao próprio ombro e o vento balançou os cabelos enegrecidos. Jamais havia visto o rosto de Jung tão... Vazio quanto agora.

As sobrancelhas franziram em dor e seus olhos arderam. Um sorriso não falso, mas consolador surgiu. As brancas escleras de seus olhos estavam avermelhadas e lhe faltava ar, portanto sussurrou:

— Não é melhor idealizar algo do que se decepcionar? Não é melhor nunca ter tido do que sentir falta?

Os dois olhos negros se encontraram e, de certa forma, não era mais vazios. Tornaram-se espelhos e os reflexos eram infinitos. Uma pequena curva surgiu no canto dos lábios secos de Hoseok.

— Eu não sei...

— Nem eu.

 

*

 

Mais uma hora se passou.

Ambos haviam deitado no chão para observar o surgir das estrelas que não se vê na cidade grande. Seokjin deitado sobre o braço de Hoseok parecia levemente cochilar, ainda que abrisse as pálpebras raras vezes.

O vento parecia carregar as más energias com as quais chegaram e instalar um pouco de serenidade em almas perturbadas e doloridas, inflamadas. Eles costumavam estar em fogo, contudo as tempestades apagaram todas as chamas. Finalmente o mau tempo havia passado e a fumaça começava a surgir com a possibilidade de uma nova chama. Hoseok sabia, Jin negava, porém sua esperança apesar de abalada estava viva.

 

O mais velho despertou de seu pequeno sono com o rosto ligeiramente inchado. Jung gargalhou baixinho e o outro tentou dizer algo que não passou de sons estranhos que mais pareciam onomatopeias. Ambos sorriam, tampouco pareciam com aqueles seres perdidos de horas atrás. Sentiam-se não mais buracos negros, e sim galáxias funcionando em sintonia. Era como se os planetas tivessem se alinhado e pudessem encontrar um pouco de paz.

— Eu gosto de você.

As palavras saíram imponderadas e lentas dos lábios de Jin, deixando J-Hope extremamente confuso – e corado. Kim deixou-se apreciar a reação do outro, antes que pudesse quebra-la com a facilidade que se quebra uma bolha de sabão.

— Como amigo. O amor não é para mim, Hope. Eu destruo tudo aquilo que está ao meu alcance, e você é precioso demais para isso.

Silêncio.

— Provavelmente eu estou dizendo isso porque bebi mais da metade disso, mas...

— Ou porque as coisas escapam pelas brechas de quem está quebrado.

— Você não está errado.

Os olhos arredondados de Seokjin miraram o amigo por um longo instante. Apreciaram seus olhos pequenos, seu sorriso largo vagava em sua memória e seus cabelos que davam vontade de tocar. Às vezes se pegava pensando em como seria se não fosse aquilo que havia se tornado.

Estava parte foi pensada, extremamente calculada. Contudo, ia fingir que não se recordava no dia seguinte.

Com a destra quente, tocou sua bochecha cálida e calmamente se aproximou dos lábios avermelhados do mais novo, dando um demorado selo, terminado em um estalar.

— Tchau, Hope.

Levantou-se, apertando com demasiada força os próprios braços e caminhou em direção à pequena escada lateral, sem olhar para trás.

— Espera!

Numa resposta inesperada que o deixou instantaneamente ansioso, Jung lhe jogou a jaqueta espessa.

— Para você não tremer.

Não pôde conter um suspiro de alívio e um sorriso pequeno.

— Valeu, J-Hope.

— Hoseok. Pra você é Hoseok.


Notas Finais


dedicado à lena.
obrigada por tudo, a todxs vocês. <3
volto quando a inspiração bater na porta.


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