História Sonserinos Também Amam - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Draco Malfoy, Fenrir Greyback, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Ronald Weasley
Tags Draco, Dramione, Hermione
Exibições 161
Palavras 2.448
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Magia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá! Resolvi postar hoje mesmo, já que eu estou com boa parte da história adiantada... Enfim, boa leitura!

Capítulo 2 - Ele Não Está a Fim de Você.


Hermione

 

Desperto com o som das meninas se arrumando para o café da manhã. Pouca gente sabe, mas o dormitório feminino durante a manhã é quase como uma zona de guerra. Um verdadeiro campo de batalha, onde a luta é pelo secador ou pela chapinha.

     —Parvati, você não pode ficar o dia inteiro na frente do espelho! — Exclama Lilá Brown, tentando empurrar a amiga para o lado.

     Eu me levanto ainda sonolenta e separo as duas, que já estavam se batendo. Lilá puxa um pouco meu cabelo, mas para ao perceber a minha cara.

     —Saiam daqui, é a minha vez.

     Quase grito ao ver meu reflexo no espelho. Meu cabelo está armado e espetado em todas as direções possíveis. Sob meus olhos carrego manchas escuras que sei que um corretivo não dará conta.

     Visto meu uniforme e tiro a chapinha de Parvati, que resolve fazer sua maquiagem enquanto isso. Quando estou pronta, desço com Gina para nosso desjejum. Gina é minha melhor amiga em Hogwards. Apesar de ser um ano mais nova, é muito mais madura que boa parte das garotas mais velhas.

    —Gina, obrigada por ter colocado o bilhete do Harry sob o meu travesseiro. Não sei como você conseguiu, mas você foi muito madura por deixar de lado aquela sua paixão bobinha por ele e nos ajudar.

    —Mione, eu não faço ideia do que você está falando. Você sonhou, foi? — ela diz, rindo.

      Fico confusa por um segundo. Mas o bilhete é real, é concreto. Eu o deixara sob meu colchão, e não poderia ter ido a lugar algum. Eu não estava ficando maluca. Tinha certeza de que ele estava lá.

     —Talvez não tenha sido você. Mas o Harry pediu para alguém deixar o bilhete sob meu travesseiro. Ele disse que quando ganhasse o próximo jogo de quadribol, me pediria em namoro.

     —Você tem certeza que foi ele? — eu a encaro e percebo em seu olhar o que ela não quis me dizer. —Talvez você devesse falar com ele.— Gina sugere, encarando os próprios pés.

       A conversa que se seguiu com Harry foi muito provavelmente a mais constrangedora que já tive na vida, logo após "aquela conversa" com meus pais. Tudo que eu queria fazer naquele momento era me transfigurar para avestruz e enfiar minha cabeça no chão. Para piorar, estávamos do lado de fora, no gramado, e qualquer um podia me ver naquela situação.

      A verdade é que Harry e Gina já estavam juntos há algum tempo. Meus dois melhores amigos, e nenhum deles me contou nada. Que maravilha! Gina sempre soube que gostávamos do mesmo garoto, e é compreensível não ter me contado, mas ao menos Harry ou Rony... Alguém podia ter dito.

     —Você não é superior a ninguém, Hermione. Por favor, entenda isso, porque eu gosto muito de você, e não quero que você fique sozinha. Porque é assim que você vai acabar se continuar agindo desse jeito: Sozinha.

         Harry suspira, como se recuperasse o fôlego depois de dizer tantas verdades na minha cara. Seus olhos verdes cintilam, e eu sei que não é fácil para ele ter que me informar tantas coisas ruins. Já éramos amigos há tantos anos!

         Eu não quero chorar. Não posso ferir ainda mais meu orgulho. Mas não aguento tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo. As lágrimas simplesmente escorrem por meu rosto, sem aviso. E eu sinto vergonha por isso. Sinto que nunca mais minha amizade com Harry será a mesma. Como pude confundir as coisas assim?

         Harry se debruça para me abraçar. É um abraço desajeitado, e fica nítido que ele tem medo de eu achar que o abraço pode ser de algo além de amizade. Me solto dele e corro para o castelo. Não sei como, mas acabo na sala precisa.

         Mas ainda resta uma dúvida: De quem era o bilhete, afinal?

         

        

       Draco

        Crabbe, Goyle, Pansy e eu estávamos no telhado, observando as pessoas no gramado. Goyle queria ficar observando Parvati, a garota da Grifinória. Eu e Pansy estávamos dando dicas para impressioná-la. Ele era literalmente um idiota apaixonado, e eu não conseguia resistir, simplesmente precisava zombar um pouco da cara dele.

      —Goyle, ande até ela e diga aquilo que te ensinei.— Eu digo com um sorriso malicioso. — Ela não vai resistir minhas cantadas.

     Goyle desce para o gramado, e em alguns minutos podemos vê-lo se aproximando da garota. Sinto vontade de rir antes mesmo da melhor parte começar.

     —Er... Oi, Parvati! Ãh... Você daria uma boa jogadora de quadribol.— Ele diz, desajeitado.

     —Sério?— ela diz sorrindo, mas parecendo desconfiada.

    —É! Você quer sentar na minha vassoura?— a garota fecha seu sorriso.—Não, espera! Você quer fazer magia comigo? Minha varinha está pronta!

     Deu para ouvir de longe o tapa que ela deu na cara dele.

     A verdade é que Goyle era tão lento que não conseguia processar o duplo sentido das palavras. O que tornava tudo muito mais hilário.

     —Como você é mala, Malfoy! — Pansy diz se apoiando em meu ombro de tanto rir.

     —Eu sei. — digo orgulhoso.

      Goyle volta com cara de cachorro abandonado. Quase tenho pena dele. Quase. Porque rir é sempre mais divertido do que consolar.

       —Por que não deu certo?— ele pergunta, desolado, se sentando com a cabeça apoiada nas mãos, e os cotovelos apoiados nos joelhos.

      —Deve ser porque você é feio.— Pansy responde e nós três damos risada da cara de Goyle, que não está entendendo mais nada, e parecia prestes a chorar.

      Nos sentamos e continuamos a observar os alunos lá embaixo. Estávamos tentando convencer Crabbe a se declarar para Lilá Brown. Ele tinha visto o que acontecera com Goyle, e não queria arriscar se eu não o oferecesse algo em troca.

      Pansy cutuca meu ombro discretamente, e aponta para um ponto do gramado, onde Harry abraça Hermione carinhosamente. Ele acaricia os cabelos castanhos dela, e eu quase posso sentir a textura que eles teriam. Sinto um peso estranho no peito.

     Eu precisava aceitar logo que ela não me queria. Eu tinha a bela Pansy ao meu lado, que francamente tinha muito mais a ver comigo. Era sarcástica e cruel, mas também sabia ser carinhosa comigo. Não era alguém fácil de se encontrar.

    —Draco, ela já está com Harry. Não se aborreça pensando nela. — Pansy diz, baixinho para que Crabbe e Goyle não pudessem ouvir.

    —Eu sei. Não penso mais nela. — respondo, e Pansy sorri para mim.

    Então eu sei qual a coisa certa para fazer naquele momento. Ao menos é o que parece ser certo.

    Me inclino em sua direção, e Pansy já sabe o que eu farei. Aproximo meu rosto do dela, e lentamente encosto nossos lábios. Nosso beijo dura apenas alguns segundos, e me sinto mentindo para ela.

    —Me desculpe, Pansy. Me lembrei que preciso pagar o Longbottom para fazer meu dever de casa. Preciso ir... — começo mais uma de minhas desculpas.

   —Mas o Longbottom está no gramado lá fora! — diz Pansy, cansada de minhas desculpas esfarrapadas.

    —Ér...Não esse Longbottom. O da Corvinal. — digo e entro de volta no castelo, para não precisar inventar mais mentiras.

   Ando pelos corredores sozinho, ouvindo apenas o som dos meus sapatos sobre o cão de pedra. Não quero ficar na sala comunal, quero ficar sozinho. Logo reconheço uma porta. A Sala Precisa. O lugar perfeito para ficar sozinho pensando em como sou idiota.

   Mas ao entrar na sala precisa, me surpreendo.

    Já havia alguém ali.   

Hermione

 

Desperto com o som das meninas se arrumando para o café da manhã. Pouca gente sabe, mas o dormitório feminino durante a manhã é quase como uma zona de guerra. Um verdadeiro campo de batalha, onde a luta é pelo secador ou pela chapinha.

     —Parvati, você não pode ficar o dia inteiro na frente do espelho! — Exclama Lilá Brown, tentando empurrar a amiga para o lado.

     Eu me levanto ainda sonolenta e separo as duas, que já estavam se batendo. Lilá puxa um pouco meu cabelo, mas para ao perceber a minha cara.

     —Saiam daqui, é a minha vez.

     Quase grito ao ver meu reflexo no espelho. Meu cabelo está armado e espetado em todas as direções possíveis. Sob meus olhos carrego manchas escuras que sei que um corretivo não dará conta.

     Visto meu uniforme e tiro a chapinha de Parvati, que resolve fazer sua maquiagem enquanto isso. Quando estou pronta, desço com Gina para nosso desjejum. Gina é minha melhor amiga em Hogwards. Apesar de ser um ano mais nova, é muito mais madura que boa parte das garotas mais velhas.

    —Gina, obrigada por ter colocado o bilhete do Harry sob o meu travesseiro. Não sei como você conseguiu, mas você foi muito madura por deixar de lado aquela sua paixão bobinha por ele e nos ajudar.

    —Mione, eu não faço ideia do que você está falando. Você sonhou, foi? — ela diz, rindo.

      Fico confusa por um segundo. Mas o bilhete é real, é concreto. Eu o deixara sob meu colchão, e não poderia ter ido a lugar algum. Eu não estava ficando maluca. Tinha certeza de que ele estava lá.

     —Talvez não tenha sido você. Mas o Harry pediu para alguém deixar o bilhete sob meu travesseiro. Ele disse que quando ganhasse o próximo jogo de quadribol, me pediria em namoro.

     —Você tem certeza que foi ele? — eu a encaro e percebo em seu olhar o que ela não quis me dizer. —Talvez você devesse falar com ele.— Gina sugere, encarando os próprios pés.

       A conversa que se seguiu com Harry foi muito provavelmente a mais constrangedora que já tive na vida, logo após "aquela conversa" com meus pais. Tudo que eu queria fazer naquele momento era me transfigurar para avestruz e enfiar minha cabeça no chão. Para piorar, estávamos do lado de fora, no gramado, e qualquer um podia me ver naquela situação.

      A verdade é que Harry e Gina já estavam juntos há algum tempo. Meus dois melhores amigos, e nenhum deles me contou nada. Que maravilha! Gina sempre soube que gostávamos do mesmo garoto, e é compreensível não ter me contado, mas ao menos Harry ou Rony... Alguém podia ter dito.

     —Você não é superior a ninguém, Hermione. Por favor, entenda isso, porque eu gosto muito de você, e não quero que você fique sozinha. Porque é assim que você vai acabar se continuar agindo desse jeito: Sozinha.

         Harry suspira, como se recuperasse o fôlego depois de dizer tantas verdades na minha cara. Seus olhos verdes cintilam, e eu sei que não é fácil para ele ter que me informar tantas coisas ruins. Já éramos amigos há tantos anos!

         Eu não quero chorar. Não posso ferir ainda mais meu orgulho. Mas não aguento tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo. As lágrimas simplesmente escorrem por meu rosto, sem aviso. E eu sinto vergonha por isso. Sinto que nunca mais minha amizade com Harry será a mesma. Como pude confundir as coisas assim?

         Harry se debruça para me abraçar. É um abraço desajeitado, e fica nítido que ele tem medo de eu achar que o abraço pode ser de algo além de amizade. Me solto dele e corro para o castelo. Não sei como, mas acabo na sala precisa.

         Mas ainda resta uma dúvida: De quem era o bilhete, afinal?

         

        

       Draco

        Crabbe, Goyle, Pansy e eu estávamos no telhado, observando as pessoas no gramado. Goyle queria ficar observando Parvati, a garota da Grifinória. Eu e Pansy estávamos dando dicas para impressioná-la. Ele era literalmente um idiota apaixonado, e eu não conseguia resistir, simplesmente precisava zombar um pouco da cara dele.

      —Goyle, ande até ela e diga aquilo que te ensinei.— Eu digo com um sorriso malicioso. — Ela não vai resistir minhas cantadas.

     Goyle desce para o gramado, e em alguns minutos podemos vê-lo se aproximando da garota. Sinto vontade de rir antes mesmo da melhor parte começar.

     —Er... Oi, Parvati! Ãh... Você daria uma boa jogadora de quadribol.— Ele diz, desajeitado.

     —Sério?— ela diz sorrindo, mas parecendo desconfiada.

    —É! Você quer sentar na minha vassoura?— a garota fecha seu sorriso.—Não, espera! Você quer fazer magia comigo? Minha varinha está pronta!

     Deu para ouvir de longe o tapa que ela deu na cara dele.

     A verdade é que Goyle era tão lento que não conseguia processar o duplo sentido das palavras. O que tornava tudo muito mais hilário.

     —Como você é mala, Malfoy! — Pansy diz se apoiando em meu ombro de tanto rir.

     —Eu sei. — digo orgulhoso.

      Goyle volta com cara de cachorro abandonado. Quase tenho pena dele. Quase. Porque rir é sempre mais divertido do que consolar.

       —Por que não deu certo?— ele pergunta, desolado, se sentando com a cabeça apoiada nas mãos, e os cotovelos apoiados nos joelhos.

      —Deve ser porque você é feio.— Pansy responde e nós três damos risada da cara de Goyle, que não está entendendo mais nada, e parecia prestes a chorar.

      Nos sentamos e continuamos a observar os alunos lá embaixo. Estávamos tentando convencer Crabbe a se declarar para Lilá Brown. Ele tinha visto o que acontecera com Goyle, e não queria arriscar se eu não o oferecesse algo em troca.

      Pansy cutuca meu ombro discretamente, e aponta para um ponto do gramado, onde Harry abraça Hermione carinhosamente. Ele acaricia os cabelos castanhos dela, e eu quase posso sentir a textura que eles teriam. Sinto um peso estranho no peito.

     Eu precisava aceitar logo que ela não me queria. Eu tinha a bela Pansy ao meu lado, que francamente tinha muito mais a ver comigo. Era sarcástica e cruel, mas também sabia ser carinhosa comigo. Não era alguém fácil de se encontrar.

    —Draco, ela já está com Harry. Não se aborreça pensando nela. — Pansy diz, baixinho para que Crabbe e Goyle não pudessem ouvir.

    —Eu sei. Não penso mais nela. — respondo, e Pansy sorri para mim.

    Então eu sei qual a coisa certa para fazer naquele momento. Ao menos é o que parece ser certo.

    Me inclino em sua direção, e Pansy já sabe o que eu farei. Aproximo meu rosto do dela, e lentamente encosto nossos lábios. Nosso beijo dura apenas alguns segundos, e me sinto mentindo para ela.

    —Me desculpe, Pansy. Me lembrei que preciso pagar o Longbottom para fazer meu dever de casa. Preciso ir... — começo mais uma de minhas desculpas.

   —Mas o Longbottom está no gramado lá fora! — diz Pansy, cansada de minhas desculpas esfarrapadas.

    —Ér...Não esse Longbottom. O da Corvinal. — digo e entro de volta no castelo, para não precisar inventar mais mentiras.

   Ando pelos corredores sozinho, ouvindo apenas o som dos meus sapatos sobre o cão de pedra. Não quero ficar na sala comunal, quero ficar sozinho. Logo reconheço uma porta. A Sala Precisa. O lugar perfeito para ficar sozinho pensando em como sou idiota.

   Mas ao entrar na sala precisa, me surpreendo.

    Já havia alguém ali.    

 


Notas Finais


Gostaram? Se sim, favoritem, comentem, etc, etc... Beijinhos, e até mais!!


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