História Sope - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Suga
Tags Amor, Bangtan Boys, Bottom!hoseok, Bts, Hoseok, Hoseok!bottom, J-hope, J-suga, Lemon, One-shot, Sobi, Sope, Suga, Sugahope, Top!yoongi, Yaoi, Yoongi, Yoongi!top, Yoonseok
Visualizações 371
Palavras 5.362
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


AGORA EU POSSO IR ASSISTIR "O INCRÍVEL MUNDO DE GUMBALL". ATÉ QUE ENFIM!
Santo Min Yoongi, quando eu escrevo esses lemons longos minha mente vira um poço vazio, eu não vejo a hora de terminar.

É por causa disso que eu tinha gastado toda a minha criatividade e fiquei sem ideia para título, mas "Sope" por si só já é maravilhoso.


Amém Sopa, minha comida favorita; e
Amém Sope, meu couple favorito.

Ah, sim. Eu estava pensando "Nossa, eu tenho que terminar o lemon da Leny" e a Amanda lançou uma fanfic mto bonitinha em razão do meu amor por Hoseok!Bottom, então eu pensei "Eu podia fazer uma OS agradecendo a Amanda, já também pedindo desculpas e compensando a demora no Jikook da Leny" então simplesmente juntei meus dois motivos que são duas garotas lindas e fiz esse lemon. Link nas notas finais


Boa leitura.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Sope - Capítulo 1 - Capítulo Único

Quente, era assim que Yoongi estava se sentindo.

A febre parecia queimar em cada centímetro de seu corpo, de seu interior e de sua pele. Mas apesar do calor gritante, alguns calafrios também se faziam presentes, estes que desciam por toda a sua espinha e faziam com que o suor se acumulasse na testa pálida do Min.

Não sabia, ou melhor, não se lembrava da última vez que estivera com febre. Buscando em sua memória Yoongi só teve um fraco flash de si deitado no sofá de casa com uma bolsa de água sob a testa, os cabelos molhados e os olhos fechados como estavam no momento atual.

Estava bastante cansado e esgotado de tanto performar nos últimos dias e, se possível, apostaria que isso e o desgaste físico acumulado fora o motivo que desencadeara toda aquela maldita doença que seguia o deixando na cama neste e no último dia.

Febre era uma das últimas coisas das quais Yoongi gostava, e, na verdade, era esse o tipo de doença incômoda que menos lhe agradava.
Suas febres eram sempre controversas, pois ao invés de quase morrer de frio, Yoongi sentia calor como se estivesse sob o mais escaldante deserto. Seria até melhor se Hoseok ou qualquer outro alguém estivesse ali consigo, checando sua temperatura e cuidado de si para amenizar a febre, no entanto, o Min sabia que todos do grupo provavelmente estavam muito ocupados compondo suas novas músicas, ensaiando e gravando, atarefados demais para dar sequer um minuto de atenção a ele.

Hoseok já havia ligado várias vezes, inquieto e nervoso, — perguntando se Yoongi estava bem e se não queria sua ajuda com a medicação — e seguia ligando incessantemente para perguntar em quantos graus estava sua febre. Parecia que o moreno estava tendo uma crise de ansiedade e preocupação denunciada por seu tom no telefone, e por mais que tivesse sido tranquilizado via celular pela voz risonha do esverdeado que achava tudo aquilo engraçado, não conseguiu deixar a afobação constante de lado.

O Jung sempre fora exagerado, mas quando se tratava de Yoongi, parecia que seu excesso de sentimento crescia em um patamar alto demais para ser verdade.

Já faziam tempos desde que Suga desconfiava estar apaixonado pelo mesmo garoto com qual dividira o quarto anos atrás. Ele percebeu tal coisa quando notou que sempre — quando era de noite— ficava olhando Hoseok dormir com seus olhos brilhando em expectativa, os pensamentos cheios dele e os lábios ansiando o toque dos seus.

Tinha certeza de que um pervertido por guardar os lapsos de imaginação nada castos que tinha em sua cabeça, porém, não podia culpar seus devaneios quando estes vagavam soltos pelos cabelos pretos e cheirosos do Seok, por sua pele levemente bronzeada e seu corpo suavemente definido.

O próprio Hoseok se chamava de feio e Yoongi não o contrariava — por mais que sentisse vontade— porque não queria que ele descobrisse sobre sua paixão incorrespondida. Mas, se pudesse, gostaria de encher os lábios grossos do Jung de beijos e chamá-lo de idiota quando era tão bonito e pensava aquele tipo de mentira sobre a aparência de si mesmo.

Sabia que um relacionamento entre os dois era praticamente impossível, Hoseok acharia nojento o tipo de amor que o Min nutria por si e acabaria afastando-o na alegação de que aquilo era um puro absurdo.

Yoongi por sua vez, também achava que já demonstrava os sentimentos demais quando se esquecia de que seu desejo pelo outro era um segredo e acabava por abrir os sorrisos mais sinceros de sua vida quando via Hoseok fazendo algo alegremente daquele jeito espontâneo dele.

Precisava ser mais discreto para que o Jung não descobrisse que gostava dele e admitia isso.

 

 

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Yoongi rodou os olhos pelo quarto, enjoado de checar sua febre com o termômetro e decorar cada móvel daquele cômodo.

Desde o passar da última hora sua febre havia diminuído consideravelmente, o que era um verdadeiro alívio pois não suportava mais enfiar-se debaixo dos cobertores com sua temperatura corporal tão alta.

O Min estava realmente cogitando a ideia de se levantar, sair do quarto e pegar alguma coisa qualquer da geladeira na cozinha para comer quando a porta foi aberta de repente. Hoseok passou por ela apressadamente com a bolsa preta no ombro, a pele ruborizada e os fios de seu cabelo bagunçados como nunca.

— Hyung! — ele o chamou, largando a bolsa em algum lugar do quarto e se ajoelhando em frente a cama de Yoongi enquanto o observava com uma preocupação evidente — Vim o mais rápido que pude. Como está sua febre?

Antes que Yoongi sequer abrisse a boca para responder, Hoseok se inclinou e colocou a mão em sua bochecha morna. O Min arregalou os olhos, ciente do hálito de café do outro tão perto de si e do toque delicado dele em sua pele branca.

Seu coração quase deu um salto.

— Aigoo, Suga-hyung! Seu rosto está fervendo — os lábios do moreno formaram um sutil e pequeno triângulo quando o mesmo exclamou — Você mentiu quando disse que estava cem por cento bem. Hunf!

— Hoseok, o que está fazendo aqui? — Yoongi ignorou o suspiro indignado que Hoseok soltara, não estando mais tão nervoso ou surpreso quando o outro tirou a mão de sua face. O esverdeado apoiou-se nos cotovelos e levantou a parte superior de seu corpo na cama, até que estivesse sentado com as costas coladas na cabeceira. — Você não deveria estar ensaiando nossa coreografia nova?

Olhou desconfiado para o Jung que sorriu desconcertado e encolheu um pouco os ombros, tímido.

Apesar de não aparentar, Yoongi mal acreditava que ele estava mesmo ali diante de si, vestindo um agasalho escuro e parecendo que havia corrido alguns bons quarteirões até chegar ao apartamento que ambos dividiam com o grupo.

Se perguntava o porquê de Hoseok estar preocupado consigo daquela forma excessiva dele, do porquê de provavelmente ter apressado seus passos quando o prédio em que moravam ficava bem em frente a empresa e, principalmente, o porquê de ele ter faltado a um de seus importantes ensaios… apenas para vir ver como Yoongi estava, talvez?

De qualquer forma, o Min queria dizer a ele que não se importasse tanto, que estaria tudo bem se Hoseok voltasse para a sala apertada da empresa — qual todos ensaiavam em conjunto — e praticasse suas danças. Porém, tudo o que conseguia pensar era o fato de que o perfume do Jung enchia o ambiente com um aroma gostoso e viciante, um cheiro característico que infiltrava-se em seus pulmões e tirava todo o foco de sua atenção.

Havia também o fato bobo que igualmente o desconcentrava: Hoseok estava ali por puro querer, porque tinha sentimentos fortes em relação ao esverdeado e isso já era o suficiente para que Yoongi se sentisse especial de alguma forma, como se em algum futuro não tão distante houvessem possibilidades de seu amor ser retribuído.

Era um idiota e tinha ciência disso.

Claro que estava fantasiando demais, Hoseok devia estar ali a pedido de algum hyung ou insistência dos outros membros. No mínimo, Yoongi estava misturando a bondade e a ingenuidade natural dele com expectativas para a paixão sufocante que sentia pelo mesmo.

O Jung umedeceu os lábios e pôs-se a tentar explicar o que fazia ali, ainda que estivesse um pouquinho envergonhado pelo olhar fixo e um tanto quanto intimidador que seu hyung mais velho o direcionava.

— Eu fiquei muito preocupado com você, hyung, quando disse que iria faltar ao ensaio por estar doente. Por mais que você tivesse dito que não era nada grave e que sua febre estava abaixando ao poucos… Eu sei como é alguém teimoso e que não quer que ninguém fique importunando em cima de você, mas… — Hoseok se embolava um pouco com as palavras, baixando seu tom de voz constrangido sempre que chegava ao fim das frases. — Então e-eu…

Yoongi esperou ele terminar, contendo seu interesse.

— E-Eu… E, ah. Ah! Hyung, eu trouxe sopa pra você!—Hoseok exclamou agitado, mudando de assunto bruscamente. Até teria continuado dizendo o motivo de sua visita diante da curiosidade do Min, ou ao menos tentaria, porém acabou parando ao se lembrar da comida quente que havia comprado em um mercadinho há alguns quarteirões depois da empresa.

Yoongi revirou os olhos e evitou bufar não estando tão aborrecido de verdade, mas sim porque queria realmente saber porque Hoseok tinha aparecido quando havia insistido tanto pelo telefone para que não viesse.

Não reclamou já que o moreno ficava bonitinho atrapalhado daquele jeito, remexendo nos vários bolsos de sua mochila em busca do procurado.

O Jung sorriu parando de fuçar na bolsa e tirou de lá um pequeno recipiente de isopor branco com uma colher transparente de plástico junto. Abriu o que parecia ser quase um tipo de marmita e o vapor saiu da sopa que estava posta lá dentro. Era uma substância cremosa, quentinha e um pouco alaranjada, com alguns temperinhos verdes e pedaços de carne desfiada em cima.

Yoongi nunca fora muito a fim de sopa, mas admitia que algumas eram até gostosas e aquela parecia uma delas. Focou-se no sorriso sincero e contido que Hoseok sustentava quando o mesmo pegou a colher e levou até a sopa, enchendo-a, para enfim levantá-la e a levar até perto do rosto do esverdeado.

O cheiro estava muito bom, no entanto, aquilo não remediou a cara de “é sério mesmo?” que Yoongi fez quando percebeu a intenção um tantinho quanto infantil do Jung de tratá-lo na boca como uma criança

— Hoseok… — ele chamou baixo o nome de seu dongsaeng e em seguida riu, como que para avisar que não aceitaria aquilo. — Aviãozinho, Hobi? — perguntou descrente, ainda sorrindo sacana.

— O quê? Hyung! — Apesar de corado Hosoek parecia indignado pois não via a graça daquilo — Trate de abrir essa sua boca, senhor Min Yoongi! Quando eu ficava doente minha mãe fazia exatamente isso, sem mais nem menos. Ela dizia que assim ficava forte e melhorava rápido. — Hoseok explicou e Yoongi gargalhou achando imatura aquela explicação.

Hoseok às vezes usava métodos fofos e isso era uma das coisas que gostava nele, mas o Jung também era astuto… Tanto que aproveitou-se quando Yoongi entreabriu os lábios para dar sopa na boca dele.

Yoongi seguiu rindo, aceitando de bom grado o sabor consideravelmente bom que agora agradava-lhe o paladar. Hoseok logo levou a colher de volta e a trouxe de novo para alimentá-lo, um tanto quando instigado pelo olhar desafiador e descrente, cômico do Min para cima de si.

Queria que ele melhorasse do fundo de seu coração e por isso não hesitou em usar as formas que sua mãe já utilizara consigo. Também adorava sopas como aquela — todo o tipo de sopa, para ser franco — e queria se certificar de que o esverdeado não desperdiçasse nem um pouquinho da comida que tanto gostava.

Hoseok sentia suas batidas fortes dentro do peito e torcia inconscientemente para que seu hyung não percebesse, deixando-se levar pela sensação boa de conseguir tratar o Min da forma que queria. Pelo menos ele estava aceitando livremente, de bom grado, e isso já tornava o Jung feliz…

Estava tão contente que esqueceu-se de que a comida não era sua — que estava tratando a Yoongi e não dividindo sua própria comida com ele — acabando por levar a colher morna aos lábios e lambê-la, logo depois pegando mais da substância que soltava vapor com a colher e a dando na boca de Yoongi que o encarava divertido e um pouco hipnotizado pelo movimento que Hoseok acabara de fazer.

O Jung só percebeu o que fizera quando a colher já estava sendo limpada pelos lábios finos de Yoongi, assim como estivera fazendo há um segundo atrás.

— H-Hyung! —Hoseok arregalou os olhos e o rubor em suas bochechas aumentou. — Me descul-…!

Perdeu a coragem de continuar quando o Min se pôs a rir de seu embaraço.

O mais velho — enquanto ainda sorria para o moreno que estava com a cara avermelhada de inquietação e vergonha — começou a pensar que não era um problema tão grande assim beijar o Jung indiretamente. E foi isso que também lhe ocasionou o pensamento de quê, talvez em alguma hipótese, Hoseok não ficasse tão horrorizado e exaltado ao ser beijar por um homem.

Naquele momento Yoongi foi tomado por um ímpeto de coragem, encantado com a maneira nervosa com a qual Hoseok estava fazendo as coisas.

O Min havia observado cada detalhe dele quando este levou a colher até sua boca e a tirou lentamente por seus lábios cheiinhos e róseos. Sem querer o desejo em seu interior se libertara com a cena, juntamente com os pensamentos que o faziam querer provar a maciez daqueles lábios da mesma pessoa para ver se era tão bom assim como esperava.

O esverdeado que estava sentindo-se otimista com o carinho que seu dongsaeng demonstrava por si entrou na onda, mal se importando quando se inclinou ainda risonho e selou seus lábios aos do Jung que arregalou mais ainda os olhos, surpreso, para depois fechá-los conforme o toque suave das bocas de ambos se demorava.

Ainda sem pensar muito nas consequências Yoongi também fechou os olhos e moveu os lábios lentamente nos de Hoseok, sentindo quando ele abriu um pouco a boca de forma tímida como se desse permissão para fazer aquilo.

O esverdeado entendeu o recado e acabou por dar uma leve sugada no inferior de seu dongsaeng, aprofundando o beijo dos dois quando deslizou a língua quente e ouviu um suspiro baixinho saindo arrastado do moreno.

A boca de Hoseok estava com um gosto bom de comida temperada, não que a sua estivesse muito diferente, mas era gostosa a mesclagem que seus sabores faziam. Como pensara, os lábios dele eram deliciosos, macios e carnudos, dando-lhe mais vontade de fazer aquilo que sempre quisera ter feito antes, mas que não havia tido oportunidade e nem coragem.

Pensou em todos os dias, em todo aquele tempo em que se sentira sufocado pelo sentimento ardente que cultivava por Hoseok quando o mesmo levou timidamente uma das mãos até seu rosto, deixando lá um carinho leve com seus dedos. Ele estava correspondendo àquele ósculo maravilhoso como se o aceitasse de bom grado e isso era o que mais inquietava Yoongi — de um jeito bom, é claro —, fazendo seu coração acelerar conforme se inclinava mais na cama baixa e descia as mãos procurando a cintura firme de seu dongsaeng.

Por mais que o outro estivesse quase sentado sobre as próprias pernas, Yoongi não contestou em rodear a cintura definida do Jung, sentindo os arfares abafados dele contra sua boca cada vez que o Min o beijava com mais dedicação, mordiscando seus lábios de um jeito fraquinho para logo depois voltar a beijá-lo com a mesma vontade e paixão.

Separaram-se por falta de ar, mas o contato intenso de olhares fixos fez com que Yoongi retornasse com rapidez a pressionar sua boca morna contra a do Jung.

O hyung sabia que os suspiros que escapavam de Hoseok enquanto aproveitava-se para chupar sua língua — estando tão embriagado como estava pelo beijo que se tornara quente — poderia ser uma incrível miragem de seu cérebro, um devaneio que havia fugido de seu controle ou uma peça surreal pregada por sua imaginação sobrecarregada de tanto desejar e querer o moreno para si.

Para os dois, aquele momento estava sendo até mágico, como um pedaço que se encaixava perfeitamente de suas rotinas, mas que antes nunca havia sido completado.

A mente de Hoseok também estava agitada, a mil por hora. Como assim seu hyung gostava daquela forma de si? Achava que nunca teria seus sentimentos retribuídos e por isso temia demonstrá-los, acabando quase sempre por falhar nesta missão. Até poucos minutos atrás sentia-se empurrado para um precipício de vergonha quando Yoongi o beijou, uma sensação tão boa se apossando de si junto com o avermelhamento aumentando em suas bochechas.

Yoongi puxou um pouco o corpo de Hoseok pela cintura e ele largou o recipiente com a sopa no criado-mudo, de modo que o mesmo se viu — instantes depois — praticamente em cima do mais velho na cama confortável, com ambos os joelhos apoiadas na cama e as mãos nos ombros do Min, os lábios molhados e cabelos bagunçados pela tamanha calidez que se fazia presente no corpo dos dois.

Hoseok foi o primeiro a afastar um pouco o rosto, ofegando com as bochechas queimando em um tom rosado. Olhou diretamente nos belos olhos castanhos do esverdeado sentindo o coração disparar mais ainda — se aquilo era possível—, sendo correspondido com o mesmo desejo a mostra nas íris dele.

Yoongi estava muito feliz, realizado, mas ainda assim um pouco insatisfeito. Queria mais de Hoseok, queria poder deslizar as mãos por ele inteiro, acariciá-lo em cada parte de seu corpo e enchê-lo de beijos como o que acabaram de trocar pelo resto daquela tarde — claro, se o mesmo permitisse.

A paixão que havia guardado por todos aqueles anos parecia ferver em seu interior, implorando para sair enquanto observava o rosto tão bonito de Hoseok a pouco centímetros de si.

— Hyung… — o moreno chamou baixinho, um pouco desnorteado quando Yoongi passou a deslizar as mãos sorrateiramente por suas costas, por dentro de seu agasalho negro, ao passo em que inciava uma série de selares demorados e carinhosos em seu pescoço — Hyung, não podemos fazer esse tipo de coisa… Você ainda está doente… — sua voz saia mais fraca e arrastada toda vez que o Min mordiscava a pele de seu pescoço com demasiada força.

No mesmo momento seu hyung ergueu a cabeça e olhou nos olhos do Jung, sentindo o desejo manifestar-se cada vez mais forte em seu coração também acelerado.

Sua febre não estava mais tão alta e já havia melhorado consideravelmente; o Min também tinha certeza de quê, agora, o que estava a esquentar seu corpo drasticamente daquela forma era o contato tão próximo e ansiado que estava tendo com o Seok.
No fim, Yoongi não via nenhum problema em continuar com aquilo que estava tão bom, não podia perder aquela chance única e especial que esperara desde que os dois se conheceram e passaram a morar juntos, dividindo o mesmo espaço tentadoramente a cada dia de convívio.

O esverdeado queria tanto fazer Hoseok ser por inteiro seu que mal podia se aguentar.

— Hobi, você gosta de mim? — ele enfim perguntou e viu Hoseok entreabrir os lábios, arregalando um pouquinho os olhos em sinal de constrangimento.

Yoongi ainda apertava a cintura de seu dongsaeng quando ele mordeu o lábio inferior, um tanto quanto apreensivo, para logo depois soltar um suspiro dando-se por vencido.

— Eu te amo, Yoongi — confessou com a maior sinceridade que conseguiu encontrar dentro de si, usando toda a sua coragem — Eu o amo muito mesmo, e esse amor já é de tanto tempo atrás… — Hoseok não terminou a frase proferida em tom baixo, sentindo-se envergonhado demais com a visão de seu hyung feliz, deitado embaixo de seu corpo.

O esverdeado tentou, mas não conseguiu reprimir o sorriso bonito e aberto que tomou seus lábios, revelando em seguida: — Eu sempre pensei que você só me visse como um mero amigo, Hobi, um colega de grupo.

Hoseok balançou a cabeça em uma leve negação, deixando-se levar pela confusão de sentimentos intensos do momento.

— Eu nunca pensei dessa forma, hyung. Eu…

— … Te amo — O Min completou abrindo mais o sorriso, levando seus lábios novamente aos do Seok para deixar lá um selar calmo e cheio de amor. — Eu também te amo, Hoseok — disse com a voz levemente rouca para depois repetir — Te amo tanto, meu, meu Hobi…

Yoongi passou a mão pelos cabelos pretos do Jung carinhosamente, lhe dando aquele sorriso doce como açúcar que Hoseok tanto adorava ver na face o dele.

O mais novo, mal se aguentando sem provar novamente o sabor incomparável e irresistível dos lábios finos e suaves de seu hyung, não conseguiu se conter ao beijá-lo outra vez com ainda mais intensidade do que antes, sentindo sua boca umedecer-se enquanto buscava com afinco aprofundar mais aquele beijo repleto de paixão e bem-querer.

As mãos do dongsaeng deslizaram para as laterais do pescoço do mais velho, arrepiando-o enquanto liberavam uma pequena carícia sob sua derme pálida, e Yoongi, por sua vez, aproveitou-se para deslizar as mãos para dentro do agasalho de seu menino, subindo a palma até chegar na altura de seus mamilos, pressionando o local com a ponta dos dígitos frios e escutando um baixo ofego provindo de Hoseok.

Em um movimento ligeiro e quase instintivo, o Min virou ambos na cama, ficando por cima de um Hoseok agora deitado e um pouco surpreso pelo movimento. Apressou-se em retirar o agasalho do outro e, logo em seguida, a camiseta branca que o mesmo usava, fazendo o mesmo com a sua em um curto intervalo de segundos.

Rapidamente o esverdeado voltou sua boca para a pele levemente amorenada do mais novo, descendo os lábios rosados para a clavícula dele e beijando a região com todo o desejo que o dominava.

Hoseok não parava de estremecer e respirar alto com o pleno contato que estava tendo com a derme despida de seu hyung. Sentia que seu corpo poderia entrar em combustão de um momento para outro com apenas tão pouco.

Consequentemente, enroscou suas mãos livres nos cabelos lisos de coloração verde-claro do mais velho, o calor desenfreado e a excitação parecendo consumir todo o seu ser.

Um gemido baixinho e contido que beirava um arfar altamente erótico escapou de si quando a língua de Yoongi alcançou o meio de seu peito e ele mordiscou rapidamente um de seus mamilos, logo descendo o rastro de chupões por todo o seu abdômen, espalhando aquela onde de sensações arrebatadoras de tão gostosas por seu corpo que já começava a demonstrar sinais de suor.

Instantaneamente Hoseok paralisou de constrangimento quando as mãos do Min enroscaram-se na barra de seu short, ameaçando puxá-lo enquanto seus lábios macios ainda se ocupavam em beijar cada parte exposta daquela pele que tinha um sabor único e especial, jamais provado, para si.

O Jung fechou os olhos e crispou os lábios em uma mistura de puro nervosismo e tesão, corado ao extremo e com as batidas de seu coração desenfreadas de tão fortes quando Yoongi puxou seu short lentamente, descendo-o por suas coxas com uma paciência que só ajudava na timidez precoce do dongsaeng.

Estremeceu por inteiro e mordeu os lábios, machucando-os até, quando a mão de seu hyung envolveu seu membro já teso e duro, necessitado há tempos — mais precisamente desde que ambos começaram com seus beijos despudorados — e iniciou um movimento calmo de sobe e desce, apertando seu falo e pressionando a glande firmemente, de modo a fazer o Jung revirar os olhos de satisfação.

Estava tudo bom demais para ser real. Yoongi sentia como se pudesse se desmanchar apenas tendo a visão que tinha, a imagem de um Hoseok com as bochechas vermelhas e os lábios inchados — por conta da pressão que fazia ao mordê-los conforme aumentava a excitação que sentia —, os cabelos escuros bagunçados pelo travesseiro e lençol branco e os dedos puxando as próprias madeixas esverdeadas do Min com demasiado descontrole.

Aquela imagem era tão tentadora e maravilhosa que Yoongi sentiu imensa vontade de guardá-la no canto mais precioso e fundo de seu cérebro, gravar a figura de Hoseok em um lugar onde nunca poderia esquecer-se do quão belo ele era estando à mercê de seus toques como estava naquele momento.

Abaixou um pouco sua cabeça e envolveu a glande já molhada com pré-gozo do Seok, escutando um gemido duradouro e rouco do mesmo assim que começou com as chupadas fortes e os movimentos de sucção em seu membro.

Enquanto sentia seu gosto levemente salgado e a textura, a temperatura quente da rigidez do Jung, o Min seguia apertando e chegando até a arranhar as coxas bem torneadas, fartas do moreno.
Yoongi deliciava-se com cada gemido e ofegar baixinho que chegava sem empecilhos à seus ouvidos, fazendo com que a ereção coberta por seu próprio short endurecesse cada vez mais à um nível que chegava a ser insuportável de tão grande.

Chupar Hoseok não era nada comparado ao que imaginara, era bom, ótimo, e maravilhoso sempre que escutava os sons que denunciavam seu prazer abandonando sua boca. O tamanho do moreno adequava-se perfeitamente a sua boca, de modo que conseguia fazer um bom trabalho sempre que pressionava os lábios com certa firmeza na ponta e acariciava a base com sua língua úmida e morna.

O desejo inundava-o e parecia cegar suas vontades, entorpecia a ele e também aos sentidos de Hoseok enquanto o mesmo presenciava seu corpo quase derreter de tanto calor.
Tinha os olhos fechados e os lábios avermelhados entreabertos — deixando escapar sues gemidos fracos e suaves —, seu peito também descia e subia com rapidez, mostrando o quão acabado estava ficando com as ondas fortes de prazer que percorriam seu peito em forma de arrepios.

— Yo-Yoongi… para… — Hoseok esforçou-se ao máximo para chamar a atenção do moreno, um gemido baixo cruzando sua garganta cada vez que tentava falar demais sem falhar — Hyung, eu v-vou…

Yoongi sentiu quando os músculos do moreno se tencionaram e um gemido um pouco mais alto, delicioso de se escutar, escapou de si, revelando o tamanho alívio e prazer que seu orgasmo o proporcionava, prologando-se por cada músculo agora relaxado de seu corpo. Sua boca foi preenchida e o Min não hesitou em engolir tudo, limpando o que não conseguiu com as costas da mão direita.

Levantou-se para alcançar os lábios de Hoseok e o beijá-lo avidamente, misturando seus gostos e formando um sabor inexplicável, mas que não era de forma alguma nojenta.

Era bom demais sentir a maciez da boca, dos lábios grossos de Hoseok, os quais Yoongi sempre sonhou em beijar desde que se deu conta da gravidade dos sentimentos que nutria por ele.

Imediatamente, Hoseok circulou o pescoço do esverdeado com os braços, puxando Yoongi para si com um sorriso bonito nos lábios, sorriso este que foi retribuído com maestria por seu hyung.

Não precisaram de palavras para descrever o que um estava sentindo pelo outro, a sensação que tomava seus corpos junto com a paixão alucinante que os envolvia intensamente. Yoongi também não precisou pedir permissão, pois, em questão de segundos seus dedos — umedecidos com um óleo de massagem encontrado na gaveta do criado-mudo próximo a cama — penetraram a entrada do moreno cuidadosamente. O Jung grunhiu contra a boca do Min enquanto o beijava, incomodado pela pressão que os dígitos exerciam dentro de si.

Conforme Yoongi movimentava seus dedos dentro de Hoseok o incomodo não era mais sequer notado. Seu dongsaeng agora gemia de prazer e sussurrava contra seus lábios de maneira arrastada que queria mais, que queria somente Yoongi, enlouquecendo completamente e trazendo a tona os mais fortes desejosos do esverdeado.

Mal podendo aguentar por muito, o Min deixou um selar demorado e carinhoso sob os lábios inchados do moreno, penetrando sem pressa seu membro na entrada apertada que se contraia contra si, como se quisesse expulsá-lo de lá.

As unhas de Hoseok fincaram-se em seus ombros e ele prendeu a respiração, soltando-a em forma de arfadas enquanto sentia o mais velho empurrando-se para dentro daquele espaço comprimido e quente lentamente, parecendo entorpecido com o quão gostosa era aquela parte de seu corpo recém descoberta.

Hoseok tinha de admitir que doía, doía bastante e a dor não diminuía em nada nos primeiros momentos. Mas não era como se Yoongi não estivesse sendo amoroso e paciente consigo, distribuindo beijos suaves pelo lóbulo de sua orelha e soltando gemidos baixos, ainda que roucos, pela região de sua mandíbula.

Era excitante estar daquela forma, principalmente quando o esverdeado começou a se mover aos poucos, entrando e saindo da entrada do Jung que se contraia ao redor de seu membro, relaxando conforme as estocadas sem muita força se tornavam frequentes, agraciada pelo preenchimento.

Hoseok queria poder falar algo, dizer mil vezes que amava Yoongi, no entanto, tudo o que saía de sua boca eram gemidos altos e espontâneos de prazer, ofegares pesados e sussurros desconexos, mas que denunciavam seu estado tão entorpecido e acabado pela excitação.

Yoongi não estava nada diferente, ora chupando, mordiscando e beijando a clavícula do Jung com gosto, grunhindo cada vez que acelerava seu ritmo e ia mais fundo, sentindo um prazer descomunal percorrer seu corpo inteiro, libertando uma sensação maravilhosa no meio do peito nunca antes presenciada.

Talvez fosse porque era com Hoseok, ou se tratando de sua primeira vez fazendo aquele ato tão cheio de paixão, mas Yoongi poderia apostar que tinha o mundo todo — seu próprio mundo — só para si. Afinal, Hoseok era o garoto pelo qual sempre estivera apaixonado, escondendo segredos e contendo as mais loucas vontades dele apenas para que o mesmo não se afastasse, pois seria muito, incrivelmente doloroso e insuportável se isso acontecesse.

Viver, ficar longe do moreno era a pior das coisas que poderia passar e não queria nem pensar em se arriscar nisso, contando sobre a atração que mantinha por Hoseok. No entanto, agora era diferente.

Agora, Suga podia sentir muito a temperatura quente do corpo nu dele contra o seu, a textura de sua pele amorenada e suada, os sons abafados e excitantes de seus gemidos manhosos e contidos, puramente de prazer. Era realmente uma delícia presenciar aquilo, a forma como suas estocadas fundas atingiam o ponto exato do Jung, fazendo-o arquear-se na cama, contrair fortemente sua entrada — causando um grunhido alto e involuntário cruzando a garganta de Yoongi — e beijar com cada vez mais volúpia a boca de sabor doce daquele por qual sempre fora apaixonado.

O esverdeado notou que não aguentaria muito mais, alcançou o falo duro e molhado do Jung e passou a masturbá-lo alternando a velocidade das vezes em que seus dedos subiam e desciam até a glande sensível, escutando os ofegares cansados se tornarem gemidos mudos, abafados nos lábios suaves e rosados que o mais velho possuía. O aperto em seus cabelos de tom verde-claro se tornou mais firme e Hoseok — que se mostrava com as bochechas quentes, avermelhadas, e com os olhos fechados — sentiu que poderia entrar em combustão, tão boa e irresistível a sensação que assolava sua consciência e o fazia revirar os olhos em deleite, empurrado de leve o quadril contra o colo de Yoongi em um ato onde estava embriagado; embriagado pelo cheiro de Yoongi, pelos toques únicos dele que sempre quis ter sob sua derme úmida de suor e pelo prazer gigantesco que insistia em dominar por inteiro todos os seus sentidos.

Estava tudo tão gostoso que se tornava difícil resistir a predominância da sensação que se intensificava no baixo ventre dos dois, que espalhava arrepios sutis, tremores de prazer por seus corpos.

E então com uma investida mais profunda o Min permitiu-se chegar ao ápice dentro do mais novo, gemendo audivelmente o nome de Hoseok que retribuiu com o seu, contraindo sua entrada por breves instantes ao passo em que aquela parte de si — sua próstata — espalhava um prazer intenso pela área baixa de seu corpo, arranhando com suas unhas curtas as costas despidas e brancas do mais velho, sentindo o orgasmo lhe dar a sensação de estar flutuando no calor dos braços de Yoongi

— Ahh… Nossa, Yoongi… — O moreno soltou em um arfar consideravelmente cansado, a voz quase sussurrada — Eu te amo tanto, tanto… — em seguida um sorriso aberto tomou seus lábios, suas mãos deixaram de puxar para acariciar os fios do Min.

O esverdeado beijou estalado a bochecha do Jung e riu da confissão, contente. Caiu ao seu lado na cama pequena e um tanto apertada para dois, a respiração e o coração acelerado; puxou Hoseok calmamente em sua direção e ele se ajeitou com a cabeça em seu ombro, estando mais feliz do que nunca estivera antes enquanto esperava o rubor em seu rosto diminuir.

— Podia ter dito que gostava de mim mais cedo. — Yoongi disse de bom humor, não conseguindo conter um sorrindo ao beijar o topo dos cabelos suados de seu dongsaeng — Assim poderíamos ter feito esse tipo de coisa desde o início.

— Eu só estava esperando sua inciativa, hyung. — Hoseok falou em um tom baixo, ligeiramente amoroso, e os dois riram, imersos no sentimento de alegria que se manifestava — tão bonito — por aquele quarto.


Notas Finais


Não revisei, e nem li duas vezes, só fiz e pronto, então tem erros

Link da fic dela ^^ (que ela não fez exclusivamente pra mim, mas o que conta é o Bottom!Ultimate envolvido)
https://spiritfanfics.com/historia/meu-hibrido-9007142


Obrigado a quem leu e desculpe por ter ficado ruim. Estou no processo para aprimorar.
Até a próxima. Comentem e favoritem se gostaram, por favor.

Kissus
~Yusui


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