História Sorria, pequena Harls (Segunda temporada) - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~kamal77

Postado
Categorias Batman, Esquadrão Suicida
Personagens Alfred Pennyworth, Barbara Gordon, Bruce Wayne (Batman), Comissário James "Jim" Gordon, Coringa (Jack Napier), Edward Nashton/Nygma (O Charada), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Harvey Dent (Duas-Caras), Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Pamela Lillian Isley / Poison Ivy (Hera Venenosa), Personagens Originais, Selina Kyle (Mulher-Gato)
Tags Batman, Batman Do Futuro, Coringa, Drama, Filha Do Coringa, Harley Quinn, Lucy Quinzel, Terry Mcginnis
Exibições 71
Palavras 5.439
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, leitores amados!!

Esses capítulos estão dando um trabalho terrivel! Isso porque penso em milhares de maneiras para desenrolar a história e é meio dificil decidir qual ficará melhor! Mas, agora já está decidido, rs!!
O capitulo de hoje será a faísca que vai dar inicio a catástrofe! Amei escrever cada palavra e espero que gostem!
Boa leitura, cidadãos de Gotham!

"Um dia ela pensou que nunca o veria de novo... Verá! Mas para isso, terá que viver a história outra vez..."

Capítulo 6 - Déjà vu


Fanfic / Fanfiction Sorria, pequena Harls (Segunda temporada) - Capítulo 6 - Déjà vu

 

E, apesar de ser manhã, o sol não havia saído. Um nublado acinzentado cobria o céu de Central City naquele sábado. Era como um “boas-vindas” de Gotham, para onde certa moça está indo...

Todas as ginastas da equipe do colégio A. Luthor estão se despedindo de seus familiares e abrigando suas malas no ônibus do colégio para a partida. Hoje é o grande dia de ir a Gotham para se cadastrar no campeonato nacional. Para senhora Irina Pietrova, estava tudo perfeito enquanto admirava suas alunas se despedindo de seus pais e amigos....

Apenas uma delas estava sentada sozinha à sombra de uma árvore do jardim do colégio: Sua favorita, Lucy, que já não escondia mais o colorido violeta que estava por tomar conta de seus cabelos.

E os olhos dela focavam as nuvens.... Aquele cinza lhe trazia tantas lembranças...

– Atrapalho? – Irina quebrou aquele momento sozinha de Lucy, um tanto preocupada com a moça.

– O que? – Ela se virou, forçando-se a sorrir para Irina – Claro que não, treinadora.

– Sinto você muito distraída.... Distante.... Algum problema, Lucinda? – Ela perguntou solícita, pensando realmente que poderia arrancar a verdade dos lábios de Lucy.

– P-problema?! – Ela sorriu desconsertada – Não! Eu só.... Tô ansiosa!

– Você é a estrela da nossa equipe! – Irina tentava animar – Preciso de cem por cento de sua concentração, entende, querida?!

– É claro.... Entendo... – Lucy tentava parecer determinada, enquanto Irina lembrava de algo importante:

– A propósito, quero lhe agradecer por ter convencido sua amiga Abigail a ser a nossa gerente de equipamentos nesta viagem!

Lucy não conseguiu conter a surpresa:

– O que?! A Abby?!

– Sim! Ela me disse que foi você quem a convenceu ontem a noite quando veio me pedir o cargo!

– Aaah! – Lucy fingiu a lembrança – Claro, que cabeça a minha! Fui eu sim, treinadora… A Abby é… Muito prestativa…

E, naquele exato momento, Abby surge carregando uma imensa mochila nas costas e puxando duas outras enormes malas de rodinhas com o emblema do colégio:

– Senhora Pietrova!! – Entre suas falas, intensos suspiros pelo cansaço de carregar aqueles pesos – Eu acho que trouxe tudo, olha!

– Abigail! – Irina sorriu satisfeita – Estávamos mesmo falando de você! Assim que as meninas acomodarem as malas, coloque nosso equipamento no ônibus, sim?!

– Sim senhora...

– Com licença! – E saiu para conversar com o motorista do ônibus, deixando Abby e Lucy sozinhas...

A filha de Harley, é claro, queria reclamar pela pequena surpresa de Abby:

– Gerente de equipamentos, hein?!

– Ah, você não achava mesmo que eu ia gastar do meu bolso pra me meter em Gotham com você só pra correr atrás dos seus pais psicopatas, né?!

– Shhhhh!!!!! – Lucy repreende – Cala a boca!! Se a treinadora sequer sonhar que eu vou sair do hotel, ela me mata! Eu posso até ser expulsa!

– Olha, eu tava sendo irônica... – Abby confessa, com um pesar cômico – Você já podia ter pensado melhor e desistido dessa ideia maluca, né?

– Nunca! – Ela encara Abby com um olhar inesperadamente ameaçador – Eu já esperei tempo demais pra saber a verdade sobre aqueles dois!!

– Eu, hein.... Se olhar matasse...

E a voz animada de Irina ecoou naquele jardim:

– VAMOS, MENINAS! ENTRANDO NO ONIBUS, JÁ! TEMOS HORÁRIO PARA CHEGAR EM GOTHAM, VAMOS!!!

E as ginastas obedeceram prontamente. Lucy e Abby também caminharam para o ônibus em silêncio...

– VAMOS, DEPRESSA! – Irina ordenava – SENTEM-SE PARA SAIRMOS, MENINAS!

E, naquele momento, Lucy entendeu que seu sonho já não era mais uma medalha no campeonato nacional… Nunca foi. Nem mesmo se importava com os olhares assustados e de reprovação de suas colegas de equipe para aqueles cabelos cheios de pinceladas violeta pastel! Acomodou-se em um assento no fundo do ônibus e apenas deixou sua mente passear mais uma vez pelo passado, agora, na rodoviária de Central City, quando comprou uma passagem com o dinheiro que havia roubado da bolsa de Rebecca para fugir para Gotham…

Estranhamente, as coisas não são muito diferentes no presente. Lucy constatou isso ao lembrar do dia de ontem, por volta das dez da noite, em seu quarto:

 

“tu... ... tu... ... tu... ...”

O som do telefone chamando o número de Rebecca já estava ficando irritante.

– Atende, tia, por favor!

“tu... ...tu... ... tu... ...”

– Mas, que merda!

“tu... ... Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens, e estará sujeita a cobrança após o sinal...”

– Ah, é?! – Lucy pôs o celular bem na frente da boca, despejando ira – QUANDO VOCE ESCUTAR ISSO, EU POSSO ESTAR MORTA, MAS EU ACHO QUE VOCE NÃO LIGA, NÉ, TIA?! ME LARGA NO COLEGIO E SOME...  EU SEI LÁ EM QUE BURACO VOCE SE ENFIOU, MAS FICA SABENDO QUE EU JÁ SEI DE TUDO... DE TODAS AS MENTIRAS DA MINHAS MÃE! Me liga se quiser saber onde eu tô...

E desligou o telefone, pegando a autorização para a viagem, que deveria ser assinada por Rebecca, e assinou ela mesma, imitando a letra da tia.

– Eu vou pra Gotham.... Você querendo ou não...

 

De volta ao presente, para Lucy, aquela viagem era uma espécie de nova fuga. A história estava se repetindo então? Ela sorriu para si mesma com ironia ao ter aquele pensamento.

De repente, Abby sentou em seu lado, um tanto aflita, com o celular em mãos.

– “Isso” de novo... – Abby murmurou, fazendo Lucy notar aquela aflição:

– O que foi?!  

– Um número anônimo.... Desde ontem tá me ligando e mandando mensagens....

– Que tipo de mensagens? – Lucy perguntou curiosa, se inclinando para ver o celular da amiga

– Olha... – Abby abre o aplicativo de mensagens e mostra a Lucy – Ontem, umas duas da manhã: “Olá”... Depois, “Eu sei onde você está”... “Atende esse telefone de uma vez!”...

– E você atendeu?!

– Não, né?! – Abby parou por alguns segundos, sorrindo para mascarar o medo – Deve ser alguma brincadeira dos veteranos...

– Os mesmos que te zoam no colégio?

– Pois é! – Ela continua sorrindo daquele jeito sem graça – Aqueles imbecis nunca me deixam em paz...  

E, interrompendo a conversa, uma ginasta sentada a frente das duas põe a cabeça por cima do assento, decidida a importunar Abby:

– Ô, Duas-caras?! Fala mais baixo, por favor, a gente quer cochilar um pouco!

– Como é?! – Abby retruca, irada – “Duas-caras” é o caralho, sua vadia magrela!!  

– Abby?!!! – Lucy tenta controlar a amiga, até que Irina percebe o alvoroço:

– CHEGA, VOCÊS AÍ ATRÁS!! COMPORTEM-SE!!

E Lucy repreendeu Abby em murmúrios:

– Você tá louca, que reação foi aquela?!

– Você viu do que ela me chamou! – Abby retruca, julgando estar com a razão.

– Todo mundo te chama assim!

– Mas eu odeio!! Não tenho porque ficar calada, eu não tenho nada a ver com o Duas-caras!

E Lucy se calou, desviando o olhar de Abby para um ponto no vazio. Parecia que constatava algo importante…

– O que foi? - Abby interrogou, curiosa.

– Isso é muito estranho… – Ela chegou perto do ouvido da amiga e sussurrava – Eu falsifiquei a assinatura da tia Rebecca pra poder viajar… De uma certa forma, eu tô fugindo outra vez pra Gotham… Há três anos também estava assim, nublado na cidade e, no ônibus que eu peguei, teve uma briga entre dois passageiros antes da saída… Igual a hoje…

Abby, sorriu, incrédula com a declaração de Lucy:

– O quê? Sério? A sua história com a cidade do crime… Tá se repetindo?!

– Não fala isso nem brincando! Eu não preciso de mais cicatrizes do que já tenho!

– Eu não disse nada... – Abby ironizou – Quem falou foi você!

– Esquece! – Ela desconversou, colocando fones de ouvido e virando-se para a janela, quando percebeu discretas gotas de chuva começarem a molhar o vidro…

… Assim como naquele dia…

______________________________

Asilo Arkham. 7:05 a.m.

Se estava nublado em Central City, em Gotham o dia parecia nem mesmo ter começado de tão negras que eram as nuvens. O frio também havia aumentado tanto que os cidadãos já falavam em neve e se preparavam para receber o inverno.

Talvez, graças a esse frio tão intenso, as reações de Harley à primeira sessão de quimioterapia estejam como estão: extremas. Deitada em seu leito na enfermaria do Arkham, ela recebia as fortíssimas medicações para tratar seu câncer por veias de seus dois braços e sentia seu corpo todo tremer, a visão embaçar e, seus lábios, antes tão vermelhos, estavam azuis…

Azuis de frio.

– Traga mais mantas, Rosie! – O médico que tratava de Harley ordenava à enfermeira – Cubra Arlequina imediatamente!

– Sim, doutor.

E, para a surpresa (ou não!) do médico, Harley dobrou o pescoço para fora da cama e vomitou no chão. Ao menos não havia sangue no conteúdo que ela expeliu... Doutor Sanchez ficou feliz com essa constatação.

– “Cof!!” “Cof!!” – Harley tossia, fazendo Sanchez se aproximar alguns passos do leito dela.

– Está sentindo dor? – Ele perguntou solícito.

Não fazia ideia do quanto ela desprezava solicitude de estranhos...

– Você não faz... Ideia.... Do que é dor... – E seus lábios azuis começaram a se abrir num sorriso macabro – Por que não vem aqui pertinho...? Eu posso te ensinar o que é a dor de verdade.... Assim como ele me ensinou...

O médico travou a garganta, totalmente intimidado pelo tom ameaçador de Harley, até que Rosie tentou tranquiliza-lo:

– Não ligue, doutor.... Ela é assim mesmo! Não sabe quando ficar calada...

E, os dois saíram da enfermaria, deixando a rainha de Gotham sozinha.

– Que tédio! – Ela bufou para si mesma, ficando com ainda mais ódio por não conseguir cruzar os braços por causa dos acessos venosos recebendo as medicações.

E a paz de Gotham finalmente vai acabar! Harley viu o celular de Dr. Sanchez na mesinha de remédios e o puxou no mesmo instante. Mesmo sentindo os efeitos da quimioterapia, ela digitou um número de mais de dez dígitos e o pôs para chamar.

E seu sorriso permanecia...

– Atende, demônio...

Sim! Era o numero de uma linha particular de Amanda Waller.... Tão particular que a líder da ARGUS nem mesmo hesitou em atender, pois a considerava totalmente segura.

Alô? – E ela atende de sua própria casa, no centro de Gotham.

– Advinha quem é...? Te dou três chances!! – Harley, num tom infantil, provoca sua ex-chefe.

Não gosto de brincadeiras!! – Waller logo perdeu a paciência – Essa linha é altamente rastreada pelo meu serviço de inteligência-

– Eu sei, querida! – Harley interrompe – Eu não tô querendo me esconder não... É que eu tô tããão entediada... Senti falta de ver a sua cara de dragão quando eu te provocava...

ARLEQUINA?!?! – Waller pragueja do outro lado da linha.

– HAHAHAAA!!!!

Sua maldita, filha da puta!!! Como conseguiu esse número?! E é melhor não mentir!!

– Da mesma forma que eu descobri seu segredinho dos clones com o DNA de Bruce Wayne... Do meu jeito!

Em sua casa, Waller levou uma mão a testa, percebendo que Harley sabia demais:

Sua.... Eu te mato, sua desgraçada!

– Ih! Esqueceu que me jogou aqui no Arkham pra morrer? Você não pode me ameaçar, Amanda, sabe por que?! Porque eu vou sair desse lugar e vou te pegar.... Onde quer que você esteja, eu vou te achar, e vou cortar a sua barriga e puxar tudo pra fora, tá entendendo?!

Ah! Pára com esse blefe, Arlequina! Você vai morrer de tanto sangrar nesse buraco onde eu te joguei!!

– Eu posso até morrer... – Harley continua desafiando – Mas não antes de me divertir muito com você... Que tal começarmos contando pra polícia sobre essa sua obsessão estranha por Bruce Wayne, hein?!

Você não seria capaz... – Waller desafia, entredentes.

– Vai pagar pra ver, demônio? Então tá... Até logo!!

“tu, tu, tu...” Harley bateu o botão de desligar e jogou o celular no chão, rindo satisfeita para si mesma. Não se sabe se foi algum efeito dos remédios ou sua loucura própria que a encorajaram a desafiar Waller, mas, está feito.

Impossível voltar atrás.

De repente a porta se abre e Hera entra devagar na enfermaria, parecendo não querer ser notada.

– Hera! Sexy como sempre nessa roupa de enfermeira!! – Harley exclamou ainda sorrindo satisfeita.

– Cale-se, Harley!! – Hera repreendeu, falando baixo – Não quero que me encontrem aqui!

– Por que?! – Harley interrogou, confusa – Você não é auxiliar de enfermagem agora?!

– Não é por isso! Mas eu estava sendo seguida.... Acho que os guardas da segurança máxima me perceberam andando por lá...

– Sério? E você fazia o que na segurança máxima, hein?

Hera desviou o olhar de Harley, receosa com a verdade:

– Não sei se eu devo te contar...

– Ah não!! – A rainha reclamou, com um bico infantil – Me conta logo, ruiva!! O meu dia tá tão divertido hoje, conta, vai?!

– Você não entende... – Ela transbordava insegurança. Algo incomum para a sempre confiante Hera – Se isso for mesmo verdade... Vai mudar tudo! Aquela Waller vai ser só uma distração da verdadeira ameaça...

– Como assim?! – Harley perdeu o sorriso e se preocupou com aquela declaração – Quem consegue ser pior que aquela vagabunda?

E a resposta quase veio. Foi interrompida pela volta de Dr. Sanchez e Rosie.

Hera comemorou em pensamentos aquela volta.

– Com licença. – O médico se aproxima de Harley. Não muito, é claro – Parece que acabamos essa sessão, senhorita Arlequina...

E Harley apenas olhava para Hera, cobrando com o olhar aquela resposta. Hera desviava o olhar, de braços cruzados.

– Ah. Ía me esquecendo. – Dr. Sanchez diz, virando-se para Hera. – Pedi ao banco de sangue de Gotham para que informasse ao doador para vir pessoalmente até aqui. Será melhor que façamos a coleta do material aqui mesmo. Será que a senhorita Ayslim poderia me auxiliar?

Ainda um pouco distraída, a vilã concorda:

– Claro que sim...

– Muito bem. Vou preparar uma sala para recebermos o doador. Vem comigo, então, senhorita Ayslim?

– Sim...

E a verdade não pôde ser revelada agora. Hera saiu com Dr. Sanchez deixando Harley sozinha e ansiosa por aquela revelação... A botânica não estava mesmo inclinada a contar a verdade, já que isso implicaria em Harley voltar a correr atrás do palhaço.

Era sempre assim, não? Hera sabia muito bem que por mais que ele a maltratasse, Harley não deixaria de amá-lo...

Detalhes da loucura da rainha de Gotham...

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Centro de Gotham. Residência de Amanda Waller. 07:31 a.m.

– Aquela louca vai ver quem eu sou!!

Ela nem pôde terminar seu café da manhã depois da ligação de Harley. Apenas desejava que a rainha de Gotham sofresse como nunca por tê-la afrontado daquela maneira.

Por isso, Waller pegou seu celular e fez uma ligação para um de seus homens de confiança.

– Smith?!

– Sim, chefe? Pode falar.

– Você está na sede da ARGUS agora? – Ela dizia sem esconder a agitação e a raiva que estava sentindo.

– Estou a caminho de lá, chefe. Chego em cinco minutos.

– Páre imediatamente!! Você vai fazer uma coisa pra mim, é urgente!!

– Certo. Pode falar então.

– Vá até o Flagg e faça-o lhe dizer como encontrar Lucinda Quinzel!! Diga que são ordens minhas e não dê mais nenhum detalhe àquele maldito clemente! Eu não quero que a bondade dele interfira na missão!

– Certo. E o que faço quando encontrar a moça, chefe?

– Você a leva até mim, na ARGUS... Sem chamar atenção! Prepare o jato da companhia se ela estiver em outra cidade, você tem carta branca, use o que precisar!

– Entendido, chefe. Tenho permissão para machucá-la se se recusar a cooperar?

– Não! – Ela é enfática em sua ordem – Eu a quero inteira! Deixe a diversão comigo, entendeu?!

– Entendido, chefe.

Desligou.

E, pela primeira vez naquele sábado, Waller sorriu satisfeita:

– Ah, Arlequina.... Não devia ter se metido com quem pode mais... Sem o Coringa, você não passa de uma louca que não sabe calar a boca... – Ela pegou novamente sua xicara de café e a virou na garganta de uma só vez. – E, agora, sua criança vai sofrer...

___________________________

Aeroporto internacional de Gotham City. 09:00h a.m.

O retorno foi ainda mais forte... Ainda mais intimidador, mais estranho. Lucy não sabia muito bem como explicar o que estava sentindo quando o piloto anunciou que o avião estava descendo em Gotham.... Um misto de sentimentos se confundiam em sua mente, iniciando uma guerra. Guerra entre as “Lucys” de seu sonho... A Lucy do baú de flores e a do baú de animais mortos, com sangue pingando pelas laterais...

Logo, seu estomago se apertou junto com uma drástica pergunta que cortou seus pensamentos:

 “Qual delas sou eu...? Quem sou eu...? ”

E, enquanto ela era massacrada por seus pensamentos, Abby já estava há mais de dez minutos no banheiro do avião. A angustia de Lucy não a deixou notar a falta da amiga. Sorte dela...

Abby precisava ficar isolada, e não por causa de algum problema médico ou coisa parecida.... Assim que o piloto liberou o sinal de internet, o celular da moça não parava de receber aquelas mensagens suspeitas:

– Me deixa em paz, por favor.... Me deixa... – Ela estava sentada em cima do vaso sanitário fechado, apagando as mensagens que recebia. Mas elas sempre voltavam.

“Não adianta fingir que não viu... Eu sei onde você está, Abigail”

E apagou mais esta, com as mãos já tremulas, mas com um olhar decidido:

– Você não sabe de nada, seu otário! Vocês nunca vão me achar de novo, Nunca!

Ela desligou o celular, o guardou no bolso da calça e saiu do banheiro, encontrando as ginastas pegando suas bagagens de mão e saindo em fila pelo portão de desembarque. Exceto Lucy, que ainda estava em sua poltrona, quieta, olhando para o nada...

Abby então resolveu esquecer seu problema por um tempo e ajudar a amiga que estava precisando de alguma coragem para desembarcar na cidade do crime.

– Vamos?

O convite de Abby fez Lucy a olhar como se despertasse de um sonho... Ou de um pesadelo. Ela suspirou olhando para a janela e decidiu se levantar.

Sem dizer nada, as duas saíram do avião respirando o ar de Gotham novamente pela via de desembarque e ao som da voz feminina que anunciava as partidas e chagadas dos voos:

“Sejam bem-vindos a Gotham City. São nove horas e dez minutos e a temperatura cai para 50 graus esta manhã. Coloquem seus agasalhos e tenham todos um excelente dia!”

 

[Nota: Nos EUA, a temperatura é dada em graus Fahrenheit e não em Celsius como no Brasil. 50 graus Fahrenheit correspondem a 10 graus Celsius, ou seja, muito frio!]

 

No momento em que saíram, começou a nevar do lado de fora. As outras ginastas junto com Irina se debruçaram nas janelas de vidro do aeroporto para admirar a neve com largos sorrisos nos lábios, enquanto Lucy e Abby se mantinham distantes.

– Bem melhor...

Lucy pensou alto enquanto olhava a neve, provocando a curiosidade de Abby:

– “Bem melhor” o que?

– Essa recepção.... Com neve...

– Sério? – Abby duvidou do sentimentalismo da amiga. Estava certa, não era nada disso.

– Na última vez que eu vim aqui, fui recebida com um arrastão... Aqueles assaltos relâmpago... Um moleque enorme roubou a minha mochila, e eu fiquei sozinha e sem nada na rodoviária...

E o destino de Lucy era viver aquilo outra vez! Naquele instante, um som altíssimo de tiro reverberando pelas paredes amplas do aeroporto deixou milhares de pessoas em choque!

“PÁÁÁ!!!!”

Gritos! Gritos por todos os lados!

– MAS QUE PORRA É ESSA AGORA?! – Gritou Abby, tentando proteger a cabeça com as mãos num reflexo.

– Não pode ser... – Estática, Lucy arregalou seus olhos azuis na direção da saída do aeroporto por onde entrava o motivo daqueles gritos: Dezenas de homens armados, usando roupas pretas e máscaras de animais selvagens, tubarões, texugos, ursos e leões.... Eles intimidavam as pessoas ao redor, e até atiravam em quem não parasse de gritar.

– ASSALTO! – Abby constatou o perigo, apertando o punho de Lucy e sugerindo a ela num sussurro aterrorizado – Vamos sair logo daqui antes que eles vejam a gente!

E, sussurrando desesperadamente, Irina chamava por suas alunas para se esconderem todas juntas. O aeroporto era tão grande.... Talvez houvesse algum banheiro ou loja onde os assaltantes não as encontrem:

– Abigail! Lucinda! Venham, vamos pra longe deles, venham!!

Mas já era tarde.

– Eles nos viram! – Abby estremeceu antes que um dos mascarados, fantasiado de tubarão, atirasse contra a vitrine da loja de jóias que estava bem atrás dela e de Lucy. Os diversos disparos da metralhadora fizeram a vitrine em pedaços e provocaram gritos desesperados das alunas do A. Luthor.

– LUCY, ABAIXA!!!

– AAAAHHHHHHH!!!!!!!!!

“PÁ! PÁ! PÁ! PÁ! PÁ! PÁ! PÁ!”

Irina correu com as outras alunas para longe, deixando Abby e Lucy para trás, caídas no chão com o tronco e cabeça para baixo e as mãos nos ouvidos. Os cabelos de ambas estavam totalmente desalinhados e cobertos por pedaços de vidro.

Quando o barulho dos tiros parou, elas pensaram em se levantar, mas desistiram ao sentir passos se aproximando. Eram os bandidos mascarados, passando por elas e avançando para a loja destruída:

– Ah, ele vai gostar muito dessas aqui... – Disse um deles, com máscara de texugo.

– Você sabe que quem agradar mais a ele, pelo menos não morre, né? – Respondeu o tubarão.

De canto de olho e sem mexer a cabeça, Lucy se esforçou para ver o que acontecia. Os dois mascarados pegavam as joias da loja destruída e as colocavam em sacolas até encher. Eles pareciam ter pressa:

– Anda logo com isso, merda!!

– Já vou, porra! Falta muita joia!

– Tsc! Era assim que você assaltava pro Charada?! Não me admira que ele tenha sido pego pelo Batman há tanto tempo!

– Cala essa boca, seu merda!! Me ajuda logo antes que a polícia apareça!

– Só recebo ordens do Duas-Caras... E do... “Capuz vermelho”, é claro...

E as sirenes começaram a soar. Os dois assaltantes recolheram o que puderam e saíram correndo, para o alívio de Lucy, que quase nem respirava para não ser notada.

Ao erguer a cabeça apenas, cacos de vidro escorregaram por seu cabelo.... De onde ela estava, viu, ao longe, os bandidos mascarados se reunirem em torno de um homem todo vestido de vermelho, com uma máscara que cobria o rosto todo, em formato de torpedo. Ela não conseguia ouvir o que falavam, mas viu perfeitamente o homem de vermelho sacar uma arma e atirar sem qualquer clemencia na cabeça de todos os civis deitados no chão ao seu redor. Em seguida eles fugiram, quando as sirenes ficaram mais altas.

Déjà vu? Onde e quando ela havia visto algo parecido?

E ficou lá, no chão, com a cabeça erguida e os olhos naqueles corpos frios jorrando sangue...

– LUCINDA!!! – Irina veio correndo na direção da moça, aflita e com os olhos marejados – POR DEUS!! VOCE ESTÁ BEM, NÃO ESTÁ?!

Ela ofereceu as mãos e Lucy as pegou, se levantando sem problemas para firmar os pés. Não está ferida, mas, com certeza, está mais chocada do que todas as outras vitimas do assalto.

– Lucinda?! – Irina insistia – Por Deus, diga alguma coisa!

E ela olhou em volta, notando a falta de alguém:

– A Abby...

– O que tem Abigail?

– Ela... – E continuava procurando com os olhos, sem sucesso – Sumiu...  

– O QUE?!?

Desesperada, Irina correu a um policial que estava próximo para anunciar o sumiço de uma aluna, deixando Lucy ali, em pé, contemplando um pequeno caos naquele aeroporto. Nenhum dos mascarados estava mais ali, apenas policiais.

Aquela visão assustadora era completada pela fala do policial à sua treinadora:

– Procure se acalmar, senhora! Nós estamos cercando o aeroporto, logo encontraremos a sua aluna.

– Por Deus, seu guarda!! – Irina clamava – Eu não posso ficar sem Abigail, e se ela morreu?! Quem era aquele homem vestido de vermelho?! O diabo?!

– Era o Capuz vermelho... Já assaltou metade dos bancos de Gotham... Montamos guarda nos demais, mas não imaginávamos que ele fosse invadir o aeroporto... Desgraçado!

– Mas... Essa cidade não tem um herói?! Onde está o Batman?!

– Está morto, senhora.... Morto há muito tempo...

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E, não muito longe dali uma televisão mostrava o noticiário local cobrindo a invasão ao aeroporto:

“Ainda não sabemos quantos feridos e quantos mortos há no local, mas, estima-se que quase vinte pessoas tenham sido assassinadas pelo Capuz vermelho e seus comparsas durante o assalto. Sete lojas foram destruídas, incluindo uma joalheria de onde estima-se que tenham sido roubados mais de dois milhões de dólares em peças raras...”

E, o rapaz que a assistia se cansou de toda aquela violência, desligando a teve e jogando o controle para o lado. 

O sábado não começou muito bem para Terry.

– Por que desligou? – Alan entrou na sala dos McGinnis onde o rapaz estava, sentado no sofá olhando a teve desligada. – Eu sempre assisto esse jornal. – Ele ironizou.

– O povo já tinha desacostumado disso... – Terry dizia pensativo, ainda mirando a teve – Esse sangue frio pra tirar uma vida... Achei que caras como o Coringa e esse Capuz vermelho tinham todos morrido junto com o Batman...

– E morreram. – Alan concorda, mas sua percepção era mais ampla do que a de Terry – Mas, quando o Batman renasce.... Eles também vão renascer...

Terry encarou o amigo com incredulidade em seu olhar azul:

– O quê? Você tá querendo dizer... Que a culpa é minha?!

– Não, Terry... Poderia ser você assim como poderia ser qualquer um... A culpa não é sua, e sim das regras de Gotham... Vivo nessa cidade tempo suficiente pra entender que o único capaz de acabar com a escória é o Batman... – Alan pensava em voz alta –  Essa cidade é dele, e toda a vez que ele reaparecer, o ciclo recomeça...

Terry entendeu os pensamentos de Alan e não ficou nada tranquilo com sua interpretação. Tanto que se levantou do sofá, encarando o amigo:

– Alan você ta insinuando o que?! Que a polícia não pode dar conta desse tal de Capuz vermelho?! Que... “Algum” Batman tem que correr atrás dele?!

– Você mesmo disse que a polícia nem consegue descobrir quem foram os assassinos da senhora Mary...

– Peraí, eu não tô acreditando! – Terry sorri sem humor, transbordando ironia – Você é o mesmo cara que disse que ía me socar até que eu desista de correr atrás dos assassinos da minha mãe?! Que... Disse que eu não podia sair por aí salvando o dia só porque aprendi a lutar?!

– Eu não fazia ideia das proporções que isso tudo tomaria... – Alan se senta em uma cadeira ao lado do sofá, pensativo – E, também, não sou o tipo de cara que foge de suas responsabilidades, no passado eu quase morri baleado pelos homens do Coringa pra proteger você-

– Eu não tenho responsabilidade nenhuma com Gotham! – Terry interrompe, negando veementemente – Eu não sou o Batman!

Ele caminha a passos fortes em direção a saída da sala, desejando encerrar aquela conversa:

– Ah! – E pára a meio caminho da saída, puxando uma foto de seu bolso e jogando na direção de Alan, que a aparou sem problemas. Era a foto de um homem – Hoje eu vou atrás desse cara!

– Jonny Frost? – Alan leu o nome escrito na foto pelo próprio Terry.

– Eu tô seguindo esse cara há dias. Ele aparece nos vídeos das câmeras de segurança da rua próximo à casa da minha mãe no dia do assassinato... E, minhas fontes confirmam que ele já foi ajudante do Coringa no passado. Todos os dias ele visita o lar pra idosos do bairro Skygrey no mesmo horário...

– Certo... – Alan suspirou, derrotado – Só... Tente não morrer antes de descobrir o que deve fazer, sim?

Terry não respondeu nada. Apenas sorriu e saiu.

Sozinho na sala, Alan pensou em quantas coisas importantes estava escondendo de Warren. Mas nada o faria falar. Não era o momento.

– Ah, Deus... – O motorista suspirou – Espero que me perdoe algum dia, senhor Warren...

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Frente do hotel Thomas Wayne. 09:40 a.m.

Após o grande susto no aeroporto, o ônibus fretado pelo colégio A.Luthor finamente chegou ao hotel. Nenhuma das alunas se feriu, mas ainda comentavam umas com as outras sem parar sobre o ocorrido.

E esse comentário sem fim começou a irritar Lucy:

– MERDA! SERÁ QUE DÁ PRA PARAR DE FALAR SOBRE ISSO?!

Ela esbravejou para o grupo de ginastas a sua frente no ônibus assim como gritou com Phil Atkins no dia anterior: De um jeito que ninguém havia visto antes.

– Nossa, Lucy... – Uma das ginastas estranhou – Calma, tá todo mundo assustado ainda com o que aconteceu...

– Mas ela tá mais... – Anna resolveu provocar – Não é, Lucinda?!

– Fica fora disso, Anna! – Lucy ordenou, mas a russa queria continuar:

– A propósito... Ainda não encontraram a sua amiga, a Duas-caras, não é?! E eu aqui, pensando como você e ela conseguiram sobreviver quando aqueles bandidos descarregaram uma metralhadora bem em cima de vocês.... Não tô vendo nenhum arranhão!

Lucy encarou Anna com tanta raiva, que outra das ginastas até pensou que poderia sair briga daquela situação:

– Anna, para, deixa ela em paz.

– Cala essa boca, Chloe! – Repreendeu Anna – Não tá vendo que a mentira dessa uma aí já acabou?! É obvio que ele é metahumana!!

– Nossa... – Lucy a encarou com um leve sorriso de sarcasmo – Como você é inteligente, Anna.... Deveria trabalhar na polícia, descobrindo a identidade secreta dos metahumanos!

E, descarregadas as malas, Irina abriu a porta do ônibus e ordenou que as meninas descessem. Todas se levantaram e caminharam para a porta.

E Anna continuava a provocar:

– Eu vou falar pra treinadora, Lucinda! Vou contar pra ela que você é uma fingida, trapaceira, que não pode competir por causa dos seus malditos poderes!

– Conta! – Lucy desafiou sem olhar para ela, prosseguindo sua caminhada – Quem sabe ela não te interna numa clínica psiquiátrica e eu finalmente me livro de você...

Lucy não queria dar atenção a Anna.... Não queria dar atenção a ninguém.... Tudo o que importava naquele momento era a visão do Capuz vermelho assassinando aquelas pessoas no aeroporto e o sumiço de Abby...

Como a sua volta a Gotham poderia ser pior que a primeira visita? Sim, porque ela estava há menos de uma hora na cidade do crime e tudo aquilo já tinha acontecido... O que mais a aguardava? Será que deveria prosseguir em sua busca pela verdade que tanto desejava saber...?

Não! Disso ela jamais desistiria!

Agitada e confusa, Lucy se afastou das colegas, adentrando pelo jardim do hotel. Pegou seu celular e chamou o número de Abby, que caía direto na caixa postal.

– Cadê você...?

Ela andava de um lado para o outro com o telefone no ouvido e pensando em Abby.

E, logo, seu pensamento foi até a última conversa que teve com a amiga, sobre como aquela segunda viagem estava “imitando” a primeira.

Fugiu de sua tia...

Presenciou uma briga no ônibus...

Foi vítima de um arrastão na rodoviária...

O que vem em seguida? E lembrou-se imediatamente de quando foi sequestrada por Alan, o motorista de Terry. Sorriu levemente pela lembrança do amigo e do que ele foi capaz de fazer para mostra-la como Gotham é de verdade.

Não fazia ideia de que, mais uma vez, o destino trataria de repetir o passado!

– AAAAHHH.. mmmmmphffff!!!

E foi atacada! Smith, o homem de confiança de Amanda Waller encontrou a moça lá mesmo, em sua cidade! Ele esperou que Lucy se afastasse das ginastas e da segurança do hotel para puxá-la pelo braço e tapar sua boca com um lenço embebido em éter.

– Quieta! Quietinha… Isso…

Não é possível! Ela estava mesmo sendo sequestrada? Tinha que ser um sonho!

– Shhhh!!! Respira devagar, respira...

Ela se debateu por alguns poucos segundos, mas não suportou o odor forte e anestésico do éter que invadia suas narinas e boca como um fogo, queimando as mucosas… Em menos de dez segundos, estava completamente desacordada.

– Muito bem… – Smith comemorou baixinho – A senhora Waller vai ficar feliz…

Ele parou por um tempo, enquanto segurava o rosto dela com uma das mãos:

– Tão bonita.... É mesmo uma pena que eu não posso te machucar, senhorita Quinzel...

E, puxando as pernas de Lucy, a carregou, deixando o lenço de éter cair no chão. Foi o único resquício que ele deixou.

Pertíssimo dali um carro executivo azul escuro e de películas totalmente pretas estava esperando por Smith. Ele colocou a moça no banco de trás e depois saiu dirigindo a oitenta por hora na direção de Amanda.

Déjà vu? Não exatamente...

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E o lugar era a sede da ARGUS. Um prédio afastado do centro de Gotham, de muros altos e protegidos com arame farpado energizado e guardas armados por todos os cantos. Em uma sala no interior do prédio, sem janelas e onde havia apenas uma mesa e duas cadeiras, Amanda Waller esperava pacientemente sua “convidada” despertar.

Lucy foi posta sentada em uma das cadeiras, com os braços e pernas amarrados nos apoios da cadeira com correntes.

Isso mesmo… Correntes!

Aos poucos, a escuridão foi se dissipando e seus olhos, se abrindo…

– Ora, ora… Acordou finalmente?

A voz de Waller chegou aos poucos aos ouvidos dela. A sensação de queimação do éter ainda era forte em suas vias aéreas, o que também fazia seus olhos lagrimarem…

– Onde…? O-onde eu…

O “sequestro” do passado foi por seu amigo. O do presente, por alguém que não pensaria duas vezes antes de matá-la…

– Bem-vinda a ARGUS… Lucy Quinzel! Ou eu deveria dizer... Criança do Coringa! 

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Notas Finais


Ai! Waller tem Lucy em suas mãos! O que ela pretende fazer para se vingar de Harley? Mal sabe ela que os preparativos de Coringa já estão em andamento para finalmente se revelar a sua "criança"... Talvez, só Hera saiba, mas não conseguiu dizer à Harley! Até quando ela vai conseguir esconder?! "Capuz vermelho" está cada vez mais poderoso e, ao que parece, não ha ninguem para detê-lo!

Enquanto isso, o dilema de Terry só aumenta... Mas ele parece estar firme em descobrir a verdade sobre sua mãe. Tanto que até encontrou Jonny! Isso mesmo, o homem de confiança de Coringa também está vivo! O que será que ele faz todos os dias na casa de idosos de Gotham?

Gente, fiz esse capitulo junto com o capitulo 7 que sai logo logo!
Bjs de pudim e até a proxima!


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