História Sorte ou azar - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Piper Chapman
Tags Alex Vause, Piper Chapman, Vauseman
Exibições 121
Palavras 2.508
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá gentes,espero que gostem.

Qualquer erro ignorem ou me avisem para corrigir.

Capítulo 6 - Planos


...

Nos despedimos com mais beijos e abraços e eu parti, meus lábios não se cansavam do sorriso, e meu coração agora batia em uma frequência que eu nunca senti antes.

Desci no elevador escorada no espelho tocando meus lábios, em um dia eu vi diante de mim um mar se abrir e eu alcançar a minha loira, e com um golpe do destino tê-la em meus braços. Pensei em quanto repentino foi tudo. Peguei um táxi e fui encontrar Peter que deveria estar puto da vida já.

O jantar com meu irmão foi tranquilo, apenas conversamos, ele está preocupado com nosso pai, pois o mesmo vem demonstrando sinais de desanimo desde a separação, e se tem uma coisa que Theodore Vause sempre fez, foi se mostrar inabalável, mas ao que parece a separação mexeu mesmo com ele. Ele sempre foi mais contido que minha mãe, e sua postura é impecável no ambiente profissional, ele é um bom pai, fechado, mas dedicado. Eu não vou deixar que ele caia, afinal ele pediu para que eu continuasse com Diane, ele sempre se preocupou com nós.

Fui para a casa vulgo Palace, no lobby encontrei Chuck.

- Ei Vause, como está? _ Chuck tinha aquele ar de arrogante como seu assustador pai, mas ele tinha algo que o diferenciava.

- Oi, estou bem e você? _ Ele me encarava profundamente.

- Bem, procuramos você na hora de voltar para cá, mas não achamos, Serena está te procurando. _ ele me olhava com um sorriso meio de lado. - Mas aconselho subir e tentar mascarar essas marcas no seu pescoço, antes de falar com ela. _ PUTAQUEPARIU ele tinha um sorriso malicioso nos lábios.

- É de nervoso, por tudo que ocorreu hoje. _ tentei me explicar e disfarçar.

- Vause minha querida, fique tranquila, eu sei manter segredo, a propósito, meu pai andou conversando com sua mãe, e ela falou que você tem interesse no ramo de hotelaria, isso procede!? _ agora ele estava sério e falava olhando em meus olhos.

- Bem, é verdade, eu tenho interesse, é uma área que eu tenho afinidade, acho que pela proposta e etc., desculpe perguntar, mas porque seu interesse nisso!? _ eu realmente achei meio bizarro ele perguntar algo assim, mal nos víamos e um dia ele já estava interessado no meu futuro.

- Bom meu pai tem uma rede de hotéis, esse é um deles, e eu também gosto do ramo e bom digamos que um bicudo reconhece o outro. _ Ele deu uma leve risada. - Vamos fazer assim que tal você desce e toma um café comigo mais tarde hoje umas 22h, eu tenho uma proposta! _ Eita porra, hoje realmente é O DIA.

- Claro, porque não! _ sorri e me despedi subindo, ele só acenou com a cabeça.

Cheguei no meu apart. e minha mãe estava na sala, ela assistia a um filme.

- Oi filha, como foi seu dia!? _ ela estava um tanto abatidinha.

- Foi bom mãe, jantei com Peter. _ ela me olhou assim que disse o nome do meu irmão.

- Ele te falou algo sobre seu pai!? _ ela tinha uma sombra de preocupação nos olhos.

- Não, apenas conversamos, coisas amenas e corriqueiras. _ eu não ia falar para ela que ele estava abatido, afinal ela escolheu deixa-lo e ele simplesmente entregou os pontos, eu entendi o que ela me explicou sobre a situação deles, mas mesmo assim havia algo que não batia nessa história. - Aliás, irei tomar um banho e me trocar, pois vou tomar um café com Charles Bass daqui alguns minutos.

- Ontem era a loira, hoje o Charles, amanhã será quem Alex!? _ ela falava em tom divertido.

- Dona Diane não me provoque! _ falei com tom ameaçador, ela ergueu as mãos como se rendesse. – Eu irei tratar de negócios, afinal um passarinho de olhos azuis andou falando para o corvo Bass que eu tenho interesse no ramo hoteleiro. _ eu ria ao falar com ela, pela empolgação.

- Ah sim, andei conversando com Bart, e ele me falou da carona que te deu, e que no caminho você e Charles falavam sobre o que gostariam de fazer e você meio que deixou a entender que gostaria do ramo de turismo/hotelaria. _ ela dizia normalmente.

- Sim falei por cima mesmo, é assustador ficar no mesmo ambiente que o Sr. Freak, acredito que Chuck tenha puxado a mãe! _ eu falei meio pensativa.

- Sim, ele é a cara da Lizze! _ minha mãe esboçou um sorriso que transbordava saudade.

- Bom eu vou indo, talvez hoje realmente seja meu dia. _ sai e fui voando para o banho.

Ao chegar no bar do hotel eu vi Chuck sentado em uma poltrona na frente de uma mesa, próximo ao piano, fui em sua direção e ele se levantou me cumprimentando.

- Vause me acompanha no whisky? _ ele estava enigmático.

Aceitei e logo começamos a conversar.

 

POV. Piper

Depois que Alex foi embora voltei para meu quarto e eu tentava entender o que foi tudo aquilo, eu olhava minha cama relembrando a cena nela a alguns minutos atrás e um calor aplacador me tomou. Eu nunca me interessei por garota alguma, mas confesso que o que senti hoje com Alex eu nunca senti com ninguém, nem no começo que eu era toda apaixonada pelo Brad eu me senti assim, foi totalmente novo, arrebatador eu diria! Eu escutei minha mãe chegar e fui para o banho, eu não queria perder a sensação do corpo dela no meu, o gosto dos seus lábios ainda estavam no meu, e eu queria prolongar essa deliciosa sensação. Enchi a banheira, coloquei os sais de banho e me deitei deixando todo meu corpo relaxar. Voltei meus pensamentos à aquela morena maravilhosa dona de olhos expressivos e boca esfomeada, e senti meu corpo se arrepiar todo de lembrar dos lábios dela na minha pele, minha mão acariciava meu corpo, e não resisti e imaginei que era ela, ali comigo naquela banheira, toquei meus seios, e desci a mão pela minha barriga até chegar ao meu sexo, que se mostrava mais do que receptivo pelos pensamentos voltados a ela, e comecei a me tocar imaginando em como seria o toque dela, fui intensificando até chegar ao meu ápice. Continuei relaxando após meu pequeno escape até a água esfriar e se dependesse da temperatura do meu corpo iria demorar um pouco!

Após meu banho eu resolvi descer e comer algo, não estava com fome, mas antes passei no quarto para ver se minha ainda estava em casa, havia dias que ela chegava apenas trocava de roupa e saia. Bati na porta do quarto dela e ela me deu permissão para entrar.

- Tudo bem mãe? _ ela estava sentada numa poltrona lendo alguns papéis, parecia absorta neles.

- Si-sim _ ela pigarreou. – Sim está, minha princesa, vem cá me dê um abraço. _ eram raros os momentos que ela pedia por abraços, beijos ou carinho, então dei de bom grado.

- Que foi mãe, a senhora me parece preocupada. _ eu falei olhando em seus olhos.

- Não é nada amor, eu fiz uns exames porque passarei por um procedimento cirúrgico para corrigir algumas imperfeições que o tempo e a gravidade insistem em me dar. _ ela ria, eu revirei os olhos, cirurgia plástica para mim era algo que não tinha muita lógica, afinal é uma cirurgia havia riscos e tudo isso em nome da vaidade!

- Ok, Carol, eu vou comer algo, me acompanha? _ sabendo que a resposta seria negativa, afinal no jantar ou era uma salada ou um chá para as regras dela.

- Porque não!? _ fiquei meio boquiaberta, mas logo disfarcei.

- Certo, então vou descer para ver o que iremos comer e aguardo a senhora.

- Ok, só irei tomar um banho. _ ela disse com um sorriso limpo de qualquer emoção.

Desci e fui até a cozinha, papai havia avisado que iria até uma das locações de um dos filmes que a produtora estava rodando para cuidar de algumas coisas, então como seria só nós duas, e já era um pouco tarde quase 22h eu optei por fazer apenas uma omelete de claras, procurei por temperos para dar um toque especial e fui prepara-las, após terminar servir nos pratos eu fiz uma limonada suíça e também servi em dois copos, quase morri ao ver minha mãe parada na porta da cozinha.

- Mãe, quase me matou do coração! _ eu estava levemente tonta por conta do susto.

- Você desde pequena sempre amou se meter na cozinha, vamos comer aqui mesmo no balcão. _ ela estava extremamente calma, isso era atípico.

- Acho que é inevitável para mim. _ ri um pouco tímida. – Espero que goste da omelete e fiz uma limonada suíça. _ ela olhava os pratos.

- Sua comida é maravilhosa, seu tempero é sempre marcante de forma que surpreende. _ eu quase caio ao ouvir ela elogiar minha comida, caralho então ela sabe que eu as vezes cozinho. – A primeira vez que você cozinhou e fez aquela torta de legumes, eu esperei todos se retirarem para saber da Claudette quem havia feito, pois aquele sabor era diferente de tudo que havia experimentado, fazia tempo que você não cozinhava. _ eu estava passada, ela sempre soube.

- Então a senhora sabia o tempo todo que era eu!? _ ela ria enquanto comia.

- Sim, no começo eu quis proibir que Claudette deixasse você cozinhar, mas depois eu percebi que toda vez que você sumia e a comida tinha sua assinatura seus olhos e sorriso eram tão límpidos e marcantes, que comecei a deixar, afinal todos temos nossos pequenos prazeres. _ ela dizia isso enquanto devorava. – Alias essa omelete no momento junto de sua companhia e surpresa por saber que sou admiradora de sua culinária está sendo meu pequeno prazer!

Eu ainda estava abismada, não é possível, ela deve estar drogada, ou sei lá, cadê aquela mulher que era toda arrogante que prezada toda pompa e etiqueta e o caralho a quatro!?

- De forma assustadoramente surpreendente para mim também mãe! _ falei alisando sua mão.

Continuamos comendo e contei o que aconteceu hoje com o Brad (claro que omitindo a parte que Alex me protegeu e na tarde que tivemos), ela ficou totalmente vermelha achei que ela iria explodir.

- Aquele moleque cretino! Que filho de uma puta, eu vou acabar com ele. _ ela se levantou, e eu levantei atrás.

- Mãe, ele não vai nunca mais cruzar meu caminho acredito que nem aos redores da Constance. _ tentei acalma-la.

- Piper temos que acionar os nossos advogados esse moleque tem que pagar. _ ela parecia possuída.

- Mãe aposto como ele está pagando, vamos deixar isso para o futuro, afinal capaz do noivo da garota que ele engravidou partir ele no meio.

Depois de um tempo ela se acalmou e continuamos conversando sobre coisas amenas. Quando era por volta das 00:34 eu recebi uma mensagem da Alex.

“ Oi minha loira, estou ansiosa para te encontrar amanhã tenho novidades maravilhosas!

Beijo nessa sua boca linda, boa noite minha deliciosa loira! ”

Me pareceu que Alex estava um pouco solta demais, mas respondi.

“ Oi Srta., é impressão minha ou tem alguém animada demais!? Rsrsrs. Até amanhã.

Beijos igualmente gostosos na sua boca maravilhosa.

PS. Não consegui parar nela e no que ela é capaz após você me deixar aqui. ”

Já que estava falando com ela, por que não provocar um pouco!? Ela respondeu imediatamente.

“ Pipes assim já é golpe baixo, vou ter que tomar uma ducha fria para dormir, ou terei que ir até aí matar essa vontade e te mostrar do que sou capaz! ”

Eu ria, mas minha calcinha já estava molhada, e eu tinha um sorriso safado no rosto. Por esses pequenos minutos esqueci que estava na frente da minha mãe.

- Eu conheço esses sorrisos, está falando com o Larry!? _ ela me tirou do meu transe.

- Quem!? _ eu havia me esquecido completamente do Larry e bom ele de mim, mas não podia demonstrar. – Na verdade era mãe, nós estamos pensando em fazer algo amanhã depois da aula, tudo bem!? _ perguntei na maior cara de pau, tinha planos para amanhã à tarde e eles envolviam a morena maravilhosa.

- Claro, ele parece ser um rapaz ótimo mesmo, pelo tanto que você está empolgada. Eu vou me deitar. _ ela passou por mim e deu um beijo na minha cabeça. – Boa noite minha pequena.

Desejei boa noite e voltei a responder Al.

“ Guarde sua empolgação para amanhã Al, prometo que valerá o tempo!

Beijos, durma bem. ”

Ela não respondeu, provavelmente estaria dormindo.

 

POV Alex.

Eu e Chuck conversamos sobre o porquê de gostar do ramo de turismo, então ele me contou sobre um projeto de um empreendimento do ramo que ele sempre teve vontade de fazer, mas nunca teve tempo e aprovação do pai, pois entraria em conflito com a escola e pela idade que ele tinha também, mas logo-logo isso não seria mais problema. O projeto era montar um hotel vintage, que fosse atrativo para todos, e teria um bar temático burlesco, ele me mostrou todo o projeto e se tivesse sucesso aqui ele queria expandir para outros lugares, e em cada local seria um tema. Na hora eu me animei era o projeto perfeito para começar, Chuck me explicou que gostou de mim de cara, que eu tenho que ele procura para um sócio administrativo e que tinha muita fé em uma dupla como nós. Era só o que faltava para meu dia hoje. Eu falei que seria perfeito e que podíamos começar quando ele quisesse, trocamos nossos números e ele disse que amanhã ele iria correr atrás de alguns detalhes e a noite poderíamos apresentar ao Bart. Eu fiquei mais extasiada do que já estava. Depois disso ficamos divagando sobre temas, ou coisas que seriam de suma importância e como o papo fluía eu só percebi os efeitos do whisky a hora que me levantei. Nos despedimos, ele seguiu para o lobby do hotel e eu para o elevador, já dentro lembrei de minha loira e mandei mensagem, ela respondeu me provocando, somando todos os fatores da noite eu estava tentada a ir atrás dela e terminar ainda melhor minha noite, ela respondeu que era para eu aguardar até amanhã, então amanhã seria mais um dia maravilhoso. Ao concluir isso com um sorriso a porta do elevador se abriu e encontrei Serena com aquele sorriso dela me olhando.

- Estava a sua procura! _ pelo sorriso e o olhar dela, eu pude notar que ela tinha segundas intensões em ir ao meu quarto àquela hora.

- Acabou de encontrar, em que posso te ajudar!? _ falei de maneira educada.

- Acho que você sabe! _ ela colou seus lábios no meus, e eles era feito serragem, sem gosto, sem calor sem nada, eu teria que ser honesta com ela.


Notas Finais


Se tudo correr bem sexta posto o próximo. ;)


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