História Sortilégio - Capítulo 38


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Categorias Originais
Tags Amor, Brigas, Confusão, Intrigas, Obsessão, Ódio, Romance, Triângulo Amoroso
Visualizações 16
Palavras 2.104
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Fiz esse capítulo um pouco diferente, sem muita treta, espero que gostem. Relevem qualquer erro.

Capítulo 38 - Art Class


Fanfic / Fanfiction Sortilégio - Capítulo 38 - Art Class

            Nicholas


Não gostei nenhum pouco dessa história da Alice e o Felipe estarem se reaproximando de novo, o cara é apaixonado por ela e não acredito que ele não vai tentar alguma coisa. Mais isso é vai deixá-la feliz, ter o melhor amigo de volta quero dizer, então vou engolir o meu ciúme e aceitar, mais não vai ser fácil. 

Hoje mesmo tive que me segurar na hora que chegamos na escola, encontramos  com ele logo de cara.

"Oi." Alice cumprimentou ele com um sorriso radiante. 

"Só isso ? Nem um abraço nesse amigo chato com quem você não fala faz mais de um mês ?" Questionou cruzando os braços. Alice revirou os olhos e o abraçou.

"Que saudade desse abraço." Felipe disse isso com um sorriso enorme no rosto e olhando diretamente pra mim, claramente me provocando. Eu estava parado atrás da minha namorada observando aquela cena, como se não me importasse em ver minha namorada abraçando o cara que está louco pra tirar ela de mim.

"Também estava com saudade disso." Ela disse, se separando dele e dando alguns passos pra trás ficando ao meu lado, juntando sua mão com a minha. Agora foi minha vez de olhar para o outro garoto e dar aquele sorrisinho provocador. Ele olhou pra mim com uma expressão de tanto faz e me cumprimentou.

"Nicholas."

"Felipe."

Isso foi bem estranho, ficamos meio que nos encarando, um desafiando o outro a perder o controle primeiro. Alice ficou olhando de um para o outro com o cenho franzido.

"Preciso falar com a Elisa." Falou percebendo o clima tenso. "Vem Nick, vamos procurar ela. A gente se vê depois Lipe." Concluiu me levando pela mão. 

"O que foi aquilo ?" Perguntou enquanto íamos em direção das salas de aula.

"Aquilo o que ?" Me fiz de desentendido, mais eu sabia do que ela estava falando.

"Vocês dois atirando um no outro só com o olhar."

"Você queria o que ? Que fingissimos que não somos apaixonados pela mesma garota e  se abraçasse como irmãos ?" Perguntei sarcástico. 

"Não né Nicholas. Mais vocês podiam pelo menos fingir que não querem se matar."

"É só ele não me provocar que fica tudo certo." Falei e no mesmo instante o sinal tocou e nós fomos pra sala.



              Alice



Apesar de tudo foi muito bom abraçar o Felipe de novo, depois de tanto tempo sem nem nos falar direito, era bom sentir os braços dele ao meu redor, eu me sentia protegida ali, e eu estava morrendo de saudade do cheiro dele, um cheiro de sabonete masculino misturado com seu perfume amadeirado, que aliás fui eu que trouxe de presente pra ele quando voltei da casa da minha avó.

É claro que rolou um estresse entre ele e o Nicholas. Nunca vou entender qual a necessidade desses garotos ficarem se provocando, por um momento pensei que eles fossem brigar, o que seria um saco, porque já estou cansada de tanta briga. Mais dei um jeito nisso inventando alguma coisa pra sair dali com o Nicholas.

Já vi que vai dar trabalho manter meu namorado e meu melhor amigo por perto, ainda mais quando meu melhor amigo faz questão de mostrar que é apaixonado por mim. O certo seria eu manter uma certa distância dele, mais simplesmente não consigo, um mês foi demais pra mim sem ele.

Quando sinal tocou fomos pra sala, e às aulas se passaram muito rápido, hoje não tive problemas com ninguém, nem mesmo com a Beatriz, que na verdade nem vi na escola.

Agora estávamos no penúltimo período que era aula de artes, essa também seria a última aula. Assim que entramos na sala vimos um kit de desenhos em cima de nossas mesas, a atividade que a professora tinha preparado para nós era bem diferente. 

Tínhamos que desenhar nossos parceiros de dupla, que no meu caso era o Felipe, do jeito que os vemos, mais não fisicamente,  do jeito que eles são aos nossos olhos, se é que vocês estão me entendendo.

A aula também não seria na sala, seria no anfiteatro, então ela nos levou para lá onde havia vários cavaletes, posicionados de dois em dois um de frente para o outro.

Logo começamos a desenhar, devo dizer que não sou muita boa nisso, já o Lipe, esse parece que nasceu pra desenhar.

"Assim vocês vão poder olhar para os seus parceiros enquanto desenham..." explicou a professora, se referindo ao modo como os cavaletes foram colocados. "... e poderão desenhar melhor os traços deles, mais claro lembrando que não é para desenhá-los como estão agora, vocês tem que olhar para o colega à sua frente e tentar retratá-lo da maneira como vocês os vêem com os olhos do coração..." nessa hora o Nicholas deu uma olhada de lado pra onde estávamos Felipe e eu. A professora continuou explicando andando entre nós, enquanto desenhavamos.

Ficamos um bom tempo em silêncio, concentrados no que estávamos desenhando, às vezes Felipe me olhava por cima do cavalete e voltava a olhar para a tela a na sua frente, e foi em uma dessas vezes que reparei em como os olhos dele são bonitos, mesmo não sendo azuis como os do Nicholas, mais são de um castanho escuro enigmáticos e penetrantes, daqueles que te olham e parecem ver até a sua alma.

"Por que está me olhando desse jeito ?" Perguntou,parando com o lápis no mão, percebendo que eu o estava encarando.

"De que jeito ?" Desviei o olhar para o meu desenho, que eu já estava quase pronto.

"Desse jeito aí, como se tivesse algo diferente no meu rosto." Respondeu voltando a desenhar, estava super curiosa pra ver o que ele estava desenhando, não podíamos ver o desenho dos nossos parceiros.

"Não estou te olhando assim." Rebati.

"Está sim." Insistiu.

"Não estou."

"Está."

"Não." Começamos a rir chamando a atenção dos outros pra nós. Nicholas parou o que estava fazendo  e olhou pra mim arqueando uma sobrancelha, e eu devolvi o olhar também arqueando uma sobrancelha, essa garoto está muito inseguro. Continuamos nossos trabalhos, até tocar o sinal.

"O tempo acabou." Anúncio a professora, subindo no palco do anfiteatro. "Agora vocês vão vir aqui uma dupla de cada vez e mostrar seus desenhos para o restante da turma e explicar o que desenharam e por que." 

E assim um por um cada uma das duplas subiram lá e explicaram seus desenhos. Alguns eram bons, outros nem tanto, como o do Caio que estava muito engraçado, ele fez aqueles desenhos de palitos, que fazemos no jogo da forca.

"Por favor Caio, nos explique por que você vê sua colega assim." A professora pediu  olhando para o desenho perplexa, enquanto o resto de nós ria, menos Daniele que parecia querer matar ele.

"Não é que eu veja ela assim. É só que não sei desenhar mesmo, então fiz isso. Mais olha o cabelo tá bem parecido." Apontou para um monte de rabiscos em volta do círculo que devia ser a cabeça dela, e isso só fez com que caíssemos na gargalhada.

"Por favor, podem voltar para os seus lugares." Pediu a professora rindo também.

Depois deles foi a vez do Nicholas e o André, um garoto alto e magro, que é tão quieto que se não fosse pelo tamanho dele, ninguém notaria o garoto na sala.

"Bem eu desenhei o André..." Começou virando seu desenho para que todos nós víssemos. "... como um jogador de basquete, nem preciso dizer porque né." brincou dando uma olhada de lado para o menino que é bem maior que ele. O desenho dele não estava lá essas coisas, mas com certeza era bem melhor do que o do Caio.

"Eu desenhei o Nicholas aqui como um ator de Hollywood, acho que vejo ele assim, porque às meninas ficam suspirando sempre que ele aparece..." não gostei muito disso "...igual suspiram por aqueles caras  daquela série de vampiros que elas adoram...

"É The Vimpire Diaries." Fernanda falou lá do fundo.

"Isso." Concordou o garoto. Até que o desenho dele ficou legal.

Mais algumas duplas mostraram os seus trabalhos, e então foi nossa vez, minha e do Felipe, fomos os últimos. Subimos lá e ele fez sinal para mim ir primeiro. Respirei fundo e comecei.

"Bom eu desenhei o meu amigo Felipe como um super herói, porque é assim que eu o vejo..." virei o papel para que todos vissem o que desenhei. "... sempre que precisei ele estava ali pra me ajudar, e cuidar de mim..." olhei pra ele e dei um sorriso, e a sala todo fez um 'huuumm' menos o Nicholas que estava de cara fechada. "...Como vocês são idiotas." 

"E você Felipe, como desenhou sua  colega ?" A professora perguntou pra ele.

"Como uma princesa, porque ela é a minha princesa." Respondeu, olhando de canto de olho para o Nicholas, e mais uma vez fez-se um coro de 'huuumm', e alguns dos meus colegas olharam para o Nicholas e eu também. E devo dizer que ele estava muito nervoso, o que ficou pior quando algum engraçadinho gritou. 

"Abre o olho Nicholas."

"E será que podemos ver esse desenho ?" Quis saber a professora.

Felipe virou o papel onde fez o desenho (foto da capa) e todos ficaram de boca aberta de tão perfeito que estava, nossos colegas olhavam para mim, e depois para o desenho, comparando, provavelmente procurando algo em mim que não tinha no desenho, mas a julgar pelas suas caras não encotraram nada de diferente. 

"Nossa é perfeito." Alguém falou.

"Nem parece um desenho." Outro comentou. 

"Impressionante Felipe." A professora falou se aproximando pra olhar mais de perto. "Os traços são perfeitos, e os detalhes..." ela olhou pra mim, ou melhor pra cicatriz na minha testa, aquela que consegui recentemente graças à algum maluco. "...você desenhou a Alice nos mínimos detalhes, e então pouco tempo, raramente vi isso acontecer. Dá pra ver que você colocou sua alma nesse desenho."

"É porque fiz com amor." Falou olhando pra mim, diretamente nos meus olhos. Senti meu rosto esquentar, e baixei  o olhar mordendo o lábio inferior, com um leve sorriso.

"Aonde você vai Nicholas ? A aula ainda não acabou." A professora perguntou para o meu namorado, que tinha se levantado e estava saindo da sala sem permissão. 

"Eu preciso ir ao banheiro." Respondeu e saiu, sem esperar ela dizer se podia ou não sair.

"Prevejo muita treta." Caio observou olhando para a porta por onde o Nicholas saiu, e para o Felipe que estava tentando disfarçar um sorriso vitorioso.

"Ele vai ter problemas por isso." Avisou a professora.

"Ele só está nervoso Rita, e já estamos no fim da aula." Argumentei em defesa dele. E pra confirmar meu segundo argumento o sinal tocou assim que terminei de falar. 

"Vou deixar passar dessa vez." Disse indo em direção a saída do anfiteatro.

"Você não devia ter dito aquilo." Repreendi Felipe enquanto voltávamos pra sala, pra pegar nossas coisas. 

"Desculpa." Foi tudo que disse.

"Não faz mais isso." Falei aumentando o ritmo dos passos, deixando ele para trás.

Na sala vi que o Nicholas já tinha passado por ali, então peguei meu material e fui para o estacionamento. Ele estava no carro, me esperando com o morto ligado.

"Você ficou chateado com aquilo." Não foi uma pergunta, foi uma afirmação, mas ele respondeu mesmo assim.

"Alice, eu fico chateado quando sem querer eu apago minha música favorita da minha playlist, quando eu quero tirar uma foto mais meu celular está sem bateria, ou quando quero ir para algum lugar e não tenho dinheiro. Aquilo lá me deixou furioso." Disse arrancando com o carro cantando pneu.

"Sinto muito." Lamentei.

"Não sinta, a culpa não é sua se ele está se aproveitando da situação pra me provocar."

"Ele não estava te provocando." Tentei amenizar, mesmo sabendo que ele tinha razão, o Felipe falou aquilo só para provocar o Nicholas.

"Ele dizer que te ama na frente da sala toda não é provocação ?" Questionou com um riso irônico. 

"O Felipe não disse isso."

"É claro que ele disse, não de forma clara com todas as letras mais disse, e todo mundo percebeu."

"Eu vou falar com ele."

"Não precisa."

Chegamos em casa e ele desceu batendo a porta do carro com força demais, subi para o seu quarto e ficou o resto do dia lá. 

Já eu passei a tarde no antigo escritório do meu pai, pensando se tinha feito bem em reatar minha amizade com o Felipe, talvez fosse melhor não ter feito isso, mesmo sofrendo pela falta dele. Mais então parece que aquele diabinho que fica na orelha da gente falando coisas, resolveu aparecer e eu pensei.

'Mais se eu aceitei que ele vai ter um filho com outra, por que ele não pode aceitar a minha amizade com o Felipe ? Aliás são duas situações parecidas, com a diferença de que eu não vou ter um filho com o Lipe e nunca tive nada além de amizade com ele. Não vou deixar meu amigo por causa da insegurança dele.'



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